Coleção pessoal de irmosvoltaire4444_1120041

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As mulheres são tão carentes porque para crescerem tiveram de perder o amor da mãe, e, depois, do pai. Os homens ainda procuram o amor da mãe. As mulheres, o que procuram?

Eu vi uma nuvem branca e uma nuvem negra no céu. Ambas eram belas e mereciam a minha atenção. Quando eu as enxerguei com cuidado, a nuvem branca escureceu-se e a nuvem negra clareou-se.

Todos usam a morte para transmutá-la em vida. Assim, esta muda de lugar e continua.

Soneto ao dormir


O amor é o calor que está escondido na brisa
Que ri sapeca atrás da pedra
Que sonha soturno mormaço
É o mel que se come e se dá, feito um ramalhete de borboletas

O mundo é um desenho de um movimento.

A ave que vive de catar o lixo é magnífica. Ela é simples e pobre, como todos os animais. O urubu levanta o pescoço para que eu o veja.

Embora eu seja senhor da minha vida, há alguém que está mais longe, que já chegou aonde eu só desconfio. Seguindo por esse caminho do desconhecimento, nem sei se chegarei há algum lugar, só vendo.

Os dias passam, o sol nasce, a chuva cai, a noite vem, tudo é uma repetição eterna, até isso que eu escrevo é uma cópia, um plágio. Tudo se fecha em si mesmo, o inesperado já estava previsto e o que se foi ainda voltará.

Não adianta fugir porque a felicidade não está aqui, nem adiante. Ela é o reconhecimento de si mesma.

O eu é contraditório, isso se chama de dor.

Este mundo vai se acabar


Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conhecimento da sua Natureza. Os materiais usados serão mínimos, ampliados pela imaginação, que será usada por todos para criar, através da arte, um mundo que realiza a sua beleza. Assim, só haverá Um. A doença da cobiça se findará e o dinheiro não será mais sinônimo de culpa e auto sabotagem. Apesar dos seus inúmeros defeitos, as pessoas encontrarão um denominador comum que as una, fazendo que parem de competir e se voltem ao apoio de todos por todos, acabando a inimizade recíproca. Isso é difícil de acontecer, mas é inevitável, sob a pena de não haver mais humanidade.

O problema é ficar repetindo as mesmas situações. Quando tudo começa a ficar fácil, é hora de mudar.

Nós, os observadores das almas, interpretamos o infinito.

As pessoas não são as suas atitudes, os seus sentimentos, o seu corpo, a sua mente. As pessoas estão vindo.

Lá vai ele, deslizando, a camisa inflada pela brisa, as pernas fortes de noventa anos. Ainda quer mais um filho, ama as mulheres, elas soam como o piano. Ele sabe tocá-las.

Aparentemente não há saída. Tudo o que é rebelde, que contraria, já está previsto e acaba produzindo o contrário do que se propunha. Assim, os conservadores dominam a tudo e a todos. Mas isso não é verdade, esta engenhoca humana morreria se não fossem por nós, os criadores de problemas, os que propõem o impossível e não querem saber de nenhuma solução. Antes disso, quanto mais atrapalharmos, mais agitamos as formigas laboriosas de coisa nenhuma. Viver assim é uma doçura, ao incomodarmos criamos uma alergia, um mal estar que vai gerar frutos que nunca veremos. Somos os semeadores da morte do senso comum.

Tudo é mágico: é o que a minha imaginação permite.

Não há passado, presente ou futuro, apenas uma onda que descreve um desenho. É a música da esfera.

Os bobos ficam furiosos quando os ingênuos lhes apontam o absurdo das suas crenças. A reação é proporcional ao esforço para acreditarem no que acreditam.

O problema do homem é o humanismo.