Coleção pessoal de iamvivianlira
Talvez haja algum instinto secreto nos livros que os leve a seus leitores perfeitos. Se isso fosse verdade, seria encantador.
Durante toda a minha vida, pensei que a história terminava quando o herói e a heroína ficavam juntos, em segurança - afinal, o que é bom o suficiente para Jane Austen deveria ser bom o suficiente para qualquer um. Mas é mentira. A história está só começando, e todo dia será uma nova peça do enredo.
É isso que eu amo na leitura: uma pequena coisa o interessa no livro, e essa pequena coisa o leva a outro livro, e um pedacinho que você lê o leva a um terceiro. Isso vai em progressão geométrica - sem nenhuma finalidade em vista, e unicamente por prazer.
Não quero me casar só por casar. Não consigo pensar em solidão maior do que passar o restante da minha vida com alguém com quem não possa conversar ou, pior, com quem não possa ficar em silêncio.
Outras vezes, no meio da floresta, eu o ouvi dircursando sobre como as tésseras não passam de mais um instrumento para aumentar a miséria em nosso distrito. [...] 'É vantajoso para a Capital nos deixar divididos.
"É preciso dez vezes mais tempo para se colocar novamente em ordem do que é preciso para desmoronar."
Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar.
Eu reparava em todas as garotas, mas nenhuma delas me deixou uma impressão tão duradoura quanto você.
Doente e desorientada, sou capaz de formar um único pensamento: Peeta Mellark acabou de salvar minha vida.
Só fico desejando que haja alguma maneira de... de mostrar à Capital que eles não mandam em mim. Que sou mais do que somente uma peça nos Jogos deles.
E enquanto eu estava falando, a perspectiva de perdê-lo de fato atingiu-me novamente e me dei conta do quanto desejo que ele fique vivo. E não tem nada a ver com os patrocinadores. E não tem nada a ver com o que vai acontecer quando chegarmos em casa. E não é pelo simples fato de que eu não quero ficar sozinha. É por ele. Não quero perder o garoto com o pão.
– Ela tem namorado?
– Não sei, mas muitos garotos gostam dela.
– Então, olha só o que você vai fazer. Você vence e volta pra casa. Ela não vai poder te recusar nessas circunstâncias, vai? – diz Caesar, incentivando-o.
– Não sei se vai dar certo. Vencer... não vai ajudar nesse caso.
– E por que não? – quer saber Caesar, aturdido.
Peeta enrubesce e gagueja.
– Porque... porque... porque ela veio pra cá comigo
