Coleção pessoal de gustmachado

Encontrados 19 pensamentos na coleção de gustmachado

AQUELE QUE CAMINHA ENTRE OS MUNDOS



​Caminho sobre a escuridão da alma e sobre o terror da humanidade; nem mesmo meus pés tocam a terra corrompida, onde o homem governa pela crueldade.


​Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo. Sou o iniciado das Eras, quando o mundo ainda era o primeiro som.


​Sou a própria existência e aquilo que ainda não existiu. Sou o segredo do homem iniciado no mistério do Caos, que sobrevive à sua própria imperfeição.


​O presente que o faz ser luz para o mundo e o propósito que os mestres conhecem e servem; o propósito que define a raça dos homens. Onde sou, não há portas e nem chão que nenhum mal consiga alcançar.

​O MANTRA PARA O MUNDO


​Bendita seja a voz do homem que anuncia o verbo, a intenção dos fracos e miseráveis que, mesmo sujos da lama do terror, mantêm imaculado o coração que sobrevive à iniquidade da humanidade.


​Que canta o mantra que sustenta a alma do mundo.


Airton Gustavo M. Correa

A CALIGRAFIA DO ESQUECIMENTO



​Sobre nós, nem mesmo a minha sombra que rasteja no chão sabe os versos que contávamos para o silêncio; e nem mesmo os lugares que guardamos na memória carregam lembranças sobre nós.


​Um dia fomos presença em nosso pequeno instante, e fomos o próprio presente do instante. E, mesmo que eterno, o tempo leva tudo ao esquecimento.


​Somos dois abismos no profundo de nossas memórias, memórias perdidas entre o real e as imaginações. Se um dia fui o herói nas tuas lendas ou o vilão na sombra das tuas lembranças, tudo o que posso esperar é a ausência de nunca saber.


​Sou a sobreposição da verdade que jamais compartilharemos. Em nossos pensamentos, os versos que contávamos se vão em direção ao esquecimento — a caligrafia apagando o que um dia fomos.


​Então, o último conto, um eco que retorna ao silêncio; e assim, restando em nós apenas a lenda, a verdade que jamais saberemos um do outro.

O LINEAR DAS ESCOLHAS



​Eu sou a linha que separa o gênio do louco; sou a linha, o instante que separa a vida e a morte. Sou um pequeno instante onde tudo pode acontecer; sou o segredo que define a realidade.


​Tolo é o homem que passa por mim e não reconhece meu poder de destruir ou criar. Sou o fruto que nasce da ordem e do caos.


​Não subestime o meu poder, pois me subestimar é subestimar a si mesmo; sou a encruzilhada que define seu destino. Não sou justo e também não sou cruel: sou o espelho de suas decisões.


​Tudo passa por mim, e o que eu mais vejo são seres que não entendem o poder de suas próprias escolhas.


​Sou aquele que guarda os caminhos que ainda não foram escritos, porém não sou aquele que escreve o destino. Mas eu sempre estou em cada escolha e em cada decisão.


​Sou o observador do desastre humano que, mesmo divino, optou escolher o maligno. Estou presente em suas escolhas, mas você nunca prestou atenção em mim.

​O VERBO E A ANATOMIA DA ESCUTA


​Verbum in Omni Audire Omne Verbum
Não advém o homem dar crédito entre as vozes do divino para que a mesma seja ouvida, pois a palavra, por si, é o próprio verbo e o próprio divino.
Assim, o peso de uma palavra pode ser ouvido equivalente à moral do mais puro entre os homens.


​Saber ouvir torna-se o maior dom da consciência, para que, de fato, saiba ouvir a melodia das bocas dos homens mais impuros entre os miseráveis
e saiba reconhecer o verbo, que é puro, e que ali o divino faz morada.
A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor.


​Um brilho, um cântico ancestral, o maior presente, a maior presença, que clareia o homem em sua própria escuridão.

"​A vida precisa do vazio.


​O mundo coloca rótulos,
quando deveria olhar com amor.


​Em cada vazio, há um potencial."

​"Muitos são aqueles que sabem onde estou; tão pouco são aqueles que sabem onde me encontrar. Sou um fantasma na penumbra dos olhares, um eco firme em um silêncio escolhido. Encontro poder na solitude do meu coração."

​"Em essência, sou a lama que cobre a semente de lotus."

​"Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo."

​"Imaculado o coração que sobrevive à iniquidade da humanidade."

​"O mantra que sustenta a alma do mundo."

​"Sou a linha que separa o Gênio do louco, sou o instante que separa a vida e a morte."

​"A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor."

​"Saber ouvir torna-se o maior dom da consciência."

​"O peso de uma palavra pode ser ouvido equivalente à moral do mais puro entre os homens."

"Um poema sobre o tempo, a memória e a nossa busca por algo que dure para sempre. Você consegue imaginar a eternidade?"

UM ABISMO NO PROFUNDO CÉU SEM FIM (Gustavo Machado)

Lembrar é saudade, viver no coração as lembranças que temos,
ver a arte da vida em um quadro perdendo a cor.

Mesmo que eterno, o tempo leva para o esquecimento.
Um abismo no profundo céu sem fim... Ó vazio,
quantas memórias perdemos com o passar da vida!

Tão breve é viver, tão eterna a vida pode ser.
Então, conte-me as histórias daqueles que se foram,
conte-me sobre as estrelas, sobre a grandeza da existência,
dos momentos que nos fazem eternos em nossa breve passagem,
para que eu saiba viver e ser eterno em um pequeno segundo:
tão precioso segundo onde o infinito acontece,
onde a vastidão daquilo que é pequeno encontra a grandeza da vida.

Em cada segundo, a eternidade vive, vive para escrever um destino incerto,
incerto como a certeza de um ponto final.

⁠"Ela era o ar da primavera,
por onde passava, refrescava a alma.
Mas, como o vento, ela foi brisa leve,
e, no céu do outono, a brisa argélida,
que traz o frio, o inverno e a impermanência,
passou e foi embora.

Deixou saudades:
saudade do que foi
e do que poderia ter sido.

Mas ela era o vento,
que assoprou em minha direção.
Apesar do pouco tempo,
passa-se igual a um furacão,
deixando marcas, sonhos e imaginação.
Foste tão rápido,
tão rápido como a eternidade.

E assim foi:
foi a amizade que não cabia no amor.
Todavia, deixaste um ponto final
em nossa história.

Queria que fosse eterno,
como a amizade,
mas o destino quis que fosse assim,
tão breve, tão passageiro...

Nossa história:
um poema sem final,
que levo comigo,
em cada verso,
em cada memória,
em cada batida do meu coração."

⁠ Eu sou a voz de todos que gritam em silêncio.

⁠Eu sou o tempo, e tudo em mim se manifesta.
Sou tudo que você precisa, sou cada instante que te rodeia
Sou tudo que muitos queriam ter, e também sou a sobra desperdiçada.

Sou a criança que acabou de nascer.
O adolescente que se apaixonou pela primeira vez.
O adulto que seus sonhos realizou.
E o ancião que no leito de sua morte, olhou cada minuto do ponteiro do relógio.

Eu sou a certeza que tudo é passageiro.
Sou precioso para quilo que não é eterno, e eterno para aquilo que é preciso.