Coleção pessoal de Gracaleal

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Não se mostre inutilmente, apareça surpreendentemente e jamais se esconda definitivamente.

É praticamente um disperdício de tempo, inútil mesmo, tentar fertilizar o caminho daqueles cujo os pés são apenas um aglomerado de chumbo e não uma sementeira.

Nunca vendo a falsa ideia que sou "SEMPRE" uma pessoa boa e legal, porém asseguro-lhes que o meu esforço para tal em situações que me obrigam ser o oposto disso é grande, e muitas vezes eu até consigo alcançar o sucesso, mas quando é preciso, na falta de opção, faço o download da minha versão peçonhenta.

Em geral quem menos se arrisca a sair da zona de conforto da vida são os que mais aceitam confortavelmente as migalhas oferecidas através das políticas públicas, ou são os que mais se beneficiam com as migalhas ofertadas aos acomodados.

Se o espelho tivesse a mesma generosidade da tecnologia embutida nas modernas câmeras fotográficas seríamos sempre belos diante deles, e nas 24h do dia.
Ah... salvo as exceções, claro, afinal há, na humanidade, beleza exterior e interior real.

O bem que você acredita fazer ao próximo está dentro de um contexto limpo de grandeza e desprovido totalmente das suas mazelas emocionais, ou ele se sustenta como um "bem", por hábito, agregando algum tipo de mentira e/ou vaidade? Que resposta você dá a esta pergunta sendo ela feita pela sua consciência?

O que esperar de uma sociedade onde aqueles que fazem uso da sinceridade são tidos como ofensivos, grosseiros e são postos à margem e aqueles que fazem uso da mentira são tidos como confiáveis, essenciais e são postos em pedestais

A esperança é a última que morre por ser resistente o bastante para não se deixar seduzir pelas investidas da realidade.

Assim como no trânsito deve ser na vida "real", que não necessariamente é a mesma da "virtual", logo sugiro que usemos o cinto da estabilidade emocional e nos mantenhamos, por segurança, a uma certa distância das pessoas, especialmente daquelas que costumam: avançar o sinal do bom senso, congestionar as vias da harmonia, atuar com a personalidade em mão dupla, ultrapassar os limites da relação, buzinar demais só pra chamar a atenção e/ou em ambientes desapropriados, estreitar o seu espaço de vida achando que os seus valores e ideias seguem em sentido proibido o que, consequentemente ultrapassa o limite delas de compreensão, limitar a sua carga máxima de criatividade, humor e liberdade, nunca verificar os freios do oportunismo, exibicionismo e vaidade, sob neblina na relação aumentam a velocidade para alcançar e/ou garantir seus interesses pessoais, a qualquer sinal do seu pensar diferente lhe causa danos e viver como se a preferencial fosse sempre delas.

Ninguém tem a "obrigação" de ser legal basta ser educado e não ser mau.

E por mais que sejamos repetitivos há sempre um olhar novo e mais penetrante, um toque menos tátil e mais pulsátil, um objetivo mais sugestivo e menos óbvio.

As pessoas mais gratas, em geral, são aquelas que recebem migalhas. O tamanho da gratidão destas pessoas é de tal dimensão que impede que elas sejam capazes de perceber, até mesmo,quando a doação e feita paralelamente à uma automassagem no ego do doador.

O mundo não costuma ser tão bom para àqueles que o querem melhor, mas sim, é um paraíso, para os que melhor se adaptam ao seu pior.

Tudo que deslumbra demais um dia desencanta e decepciona de tal forma que o deslumbrado, fragilizado, não vê outra alternativa senão voltar pra realidade. Por um bom tempo tenta se proteger das armadilhas dos exageros emocionais até que, novamente, seja seduzido pelo fascinante encantamento desenfreado.

...e o amor a dois agradeceu pela dose delicada e protetora de privacidade, como também pela alegria e incentivo dos que torcem pela sua eternidade, mas especialmente pela precaução das partes para que ele, o amor, não tenha que ser mais um amor na vida de cada um dos dois.

Se o ser humano fosse uma raça "essencialmente" honesta e benevolente não precisaria de tantos especialistas para orientá-lo sobre o óbvio e sobre ter condutas fundamentais para que pudéssemos viver numa sociedade mais unida, mais justa e mais sincera, bem como não precisaríamos destes para que através do conhecimento especializado possam justificar a pobreza de espírito, a vaidade e o egoismo da sua raça, o que a sua essência naturalmente já sinaliza, e assim minimizar a incompetência do ser humano na boa vontade de evoluir. Aliás, a raça humana nem precisaria de Jesus, até porque o tendo mais mascarou do que avançou no quesito transformação interior.

Graça Leal

Diversas razões levam uma pessoa a se manter, preferencialmente, no estágio de infelicidade eterna num relacionamento afetivo. Dependência, hábito, cegueira emocional, comodismo, crenças, religião, preguiça, ausência de amor próprio, "amor", interesses variados, inseguranças e medos diversos como o da solidão, da fome, do trabalho, da pobreza, da falta de luxo e conforto, do julgamento alheio e de não encontrar outro alguém que possa lhe proporcionar belos momentos de infelicidade. Medo de se descobrir capaz de viver sem dor, e de ser capaz de conseguir superar seus medos. Diversas são as razões para que seja justificada a incapacidade de alguns de se reconhecerem como sendo os únicos responsáveis pela própria infelicidade tanto quanto pela felicidade que por ventura possam ser capazes de alcançar, e o que estiver fora deste contexto de responsabilidade é apenas mera ferramenta facilitadora da manutenção desta condição de infeliz.

Tudo que envolve grandes massas possui como pano de fundo muito dinheiro, poder, manipulação e disputa pelo cérebro do público alvo. É assim na política, no futebol, no carnaval e na religião. Feliz daquele que sabe extrair satisfação de todas essas fontes de devoção sem precisar ser moeda de trocar, bem como ser capaz de não deixar que danifiquem a sua inteligência ou comprometam, desenfreada e irreversivelmente, seu comportamento.

Aqueles, cuja a "alma" é rampeira, mesmo estando vestidos de seda e cobertos de ouro, jamais terão, com notória naturalidade, a nobreza nos modos nem sutileza nos gestos se precisarem tocar uma flor. Já aqueles, cuja a "alma" é nobre, mesmo estando vestidos de trapos, serão capazes de impressionar com seus modos encantadores e gestos delicados ao tocar o lixo.

Só a consciência é capaz de nos dar a real dimensão de um mal que causamos a nós mesmos ou a outros. Nenhuma propaganda referente a esta desvirtuosa ação por parte de terceiros conseguirá sensibilizar-nos sem que a nossa consciência tenha tomado a frente e semeado o peso da nossa responsabilidade pelas consequências do mal feito.