Coleção pessoal de Gracaleal
Impossível definir a vida sem levarmos em conta a morte, que é a primeira informação que o mundo tem sobre cada um de nós, sobre a nossa passagem por esta esfera, que independe do nosso registro de nascimento, do nosso DNA, tipo sanguíneo, da família a qual faremos parte, de sermos alfabetizados, ou não, do nosso caráter, da nossa conduta na sociedade, do amor que sentimos, ou não, pelo próximo e das condições financeiras que permearão a nossa qualidade de vida durante esta hospedagem.
Tudo nesta vida é passível de ser incerto, exceto o fim dela. Já as condições que efetivam o encerramento do ciclo, é outra reflexão.
Considerando que muitos de nós não acordam para a vida, o despertar no amanhecer nem sempre significa um novo dia.
A fuga tem dois perfis - a necessária e a covarde. Em ambos os casos, o medo é o seu grande aliado, inclusive, quando se trata dos primeiros movimentos do amor
Quanta realidade produtiva deixamos de incorporar à nossa vida quando investimos arrojadamente nas sedutoras fantasias e mentiras ineficazes que apesar de serem úteis emocionalmente, porque preenchem vazios interiores, são extremamente prejudiciais ao nosso desenvolvimento intelectual, bem como, em algum momento, pesarão nas nossas consciências. Mas se tudo é aprendizado, perder tempo também é lição.
Somos conduzidos a crer no invisível, no impossível e no inexistente, mas vivemos questionando a realidade, o óbvio e o visível.
Nos aproximamos do mistério e fugimos da verdade a tal ponto que dispensamos a reflexão e nos dispersamos da coerência existente entre estes opostos.
Quando permitimos que o Tempo passe devastando as futilidades que permeiam os nossos valores a realidade ganha espaço no cenário do que, verdadeiramente, é essencial, para a nossa vida, e a moldura deste cenário é a libertação da dependência de relações e comportamentos superficiais tidos como os grandes vetores da nossa estabilidade e satisfação interior .
Na vida, perder ou ganhar são ciclos que se sucedem constantemente num processo natural de aprendizado. Perder não é o fim, tampouco ganhar é o eterno regozijo existencial. O que pode não ser cíclico, e de fato inalterável na sua proposta, só é possível encontrarmos na continuidade das tentativas - a nossa vontade.
A composição básica e natural doTempo é a utilidade, mas o ser humano, com a sua peculiar inteligência, tratou de acrescentar o desperdício.
De onde estiveres, espere o sol se esconder para que, sob o mistério da presença da lua na imensidão do breu que inspira, o infinito das estrelas possa dimensionar as vezes que te desejei o bem e te dediquei amor durante o percurso transcendente do Tempo universal.
O hoje é um detalhe, contudo não é um detalhe não estares mais aqui.
Se o nosso primeiro amor, que tanto fez bem ao nosso coração, não foi único, nem para sempre, não seria para as nossas tristezas que daríamos este privilégio.
Mais uma semana. Potência máxima na vontade de fazer acontecer.
O silêncio da alma de um coração que desistiu de se expressar é um barulho ensurdecedor, porque fala aos berros.
Nem tudo que soma acrescenta, experimente somar as suas decepções com as suas desmotivações e certamente você terá que fazer muitas subtrações.
Costuma ser farto o vocabulário no monólogo dos sinais e do silêncio. Esta comunicação é consideravelmente extensa e objetiva
O 'para sempre" é a maior expressão de amor, de fidelidade, de amizade, de gratidão e companheirismo que se pode usar para ilustrar a grandiosidade e a intensidade do que sentimos por alguém, apesar do "para sempre" não existir, e de nós, também, não sermos para sempre nem mesmo no contexto da expressão,porém o universo se encarrega de reverter este volúvel provisório e lançar na eternidade da alma o "para sempre divino" se, por ventura, o sentimento desejo conseguir se salvar e sobreviver às provações que todo "para sempre" se encarrega de aplicar nos corações envolvidos.
Se vivêssemos de coerências não precisaríamos viver de desculpas, mas se vivemos de desculpas penso que é um bom sinal, porque ilustra a nossa habilidade emocional para estabelecermos uma boa relação com a coerência. Ah, mas quem vive de boas relações com o ideal?
Quando há superficialidade nas palavras que, supostamente, expressam sentimentos a contradição é o próximo passo do locutor.
