Coleção pessoal de giovanesilvasantos1
O anseio vivo, numa sociedade morta
A carência desenfreada pela estrutura.
Se busca oportunidades.
Porém são reles as fontes dentro da realidade.
Sobressair é uma amargura.
Seria assim ou é ponto de vista.
O fato que a vida é uma jornada duvidosa.
Se existir é a parte penosa.
Ser sucedido têm que ser verdadeiro artista.
O campo é aberto e a jornada é necessária.
Nossa batalha para uma harmonia social.
Onde o paradigma é um carnaval.
As condições no ciclo é precária.
Nem tudo está perdido, olhas tu jovem é rebento de esperança.
Poderás talvez galgar um percurso menos cansativo.
A luta no conhecimento propagando um desejo ativo.
És a própria força que sustenta a perseverança, tal qual o grito que não entra na dança.
Não alimentar o barulho de uma bagunça febril.
No estado de líderes fúteis eu sei é barril.
Seja na gíria ou no cunho do respeito ortográfico.
A questão são nossas vidas no gráfico.
Que apresenta o campo fechado e impedindo andar no trilho.
Até parece impossível, mas na vontade está o próprio brilho.
Talvez seja simples palavras e não sinaliza a direção.
Escrevendo esta simples poesia.
Para que a cada dia não se conforme com o não.
Toda vez que as oportunidades fecharem a porta.
Mantenha vivo o anseio, numa sociedade morta.
Giovane Silva Santos
O desgaste da tolerância
Meu Deus apartai me dessa violência.
O mundo ignorante muita truculência.
Os males ganha força de imunda essência.
Tudo é vaidade plena.
A plateia em cena.
Aplaudindo cada dilema.
Tudo em torno do dinheiro.
É peito estufado e bumbum arrebitado.
O gosto da vida sem tempero.
O ego inflamado na ganância do diabo.
Se tem estabilidade financeira tem valor.
Até as drogas ganhando vida.
Dilaceração da dor.
É a prostituta pregando castidade.
A igreja diz santa e cheia de vaidade.
Dinheiro, dinheiro que malandragem.
Só quem se relaciona quem cria um padrão.
Status e mais uma vez dinheiro.
A liberdade enclausurada nessa podridão.
A gaiola está aberta por alguns cruzeiros.
Normal, é o geral, é o ciclo, é a condição.
Estou mesmo cansado, neste momento sou caixão.
Oxe, amanheceu, hoje já é amanhã, lembrei que comi da maçã
Sou pecado, sou dor, sou rebento cansado.
A elite sem pudor, corrupção e furor.
Sou eu um anseio, um tímido produto do meio.
Sou uma força escondida, o grito mudo.
Então me calo diante desse pranto imundo.
É a vida relevância.
É dança.
É lambança.
É o desgaste da tolerância.
Giovane Silva Santos
Um ente muito violento
Talvez a segurança da sociedade não consegue deter.
O dinheiro violando as leis da integridade.
Ele faz estrago e modifica as emoções.
Acaba com casamento e corrompe corações.
A maluca e desastrosa briga pelo dinheiro.
É ele que dirige o mundo inteiro.
Todo os dias mais loucos nesse terreiro.
O poder, a ganância, a ambição, muita ignorância.
O preconceito, a desigualdade, a intolerância.
O dinheiro é a própria matança.
O lar, as ruas, os estádios, teatros da vida.
Seduzidos pela fama da atrevida.
A mala, o cofre, a conta devida.
É sim o dinheiro a causa de todos males.
Raízes malditas, o sorriso de satanás.
Deus perdoe me pronunciar essa desgraça.
Mas é no dinheiro que ele disfarça.
Todo sentimento de truculência e orgulho.
Nas águas da dor o mergulho.
No caixão, dinheiro vai ser entulho.
Através dessas palavras procuro alento.
Levar uma simples poesia e tento.
Digo que o dinheiro é um ente violento.
Giovane Silva Santos
Um olhar pela vida espiritual e carnal
São muitas as falas da vida cristã.
Porém o fato que na terra ninguém é dono do amanhã.
Com todo respeito que tenho ao ser humano.
De fato é que ninguém viva o engano.
Porém quem dirá santo ou profano?
A busca pelo Espírito Santo.
Obedecer a que santo?
Fidelidade nos dízimos.
Fervor no canto.
Quem terá a razão da justiça, misericórdia e amor.
Serias tu a razão me responda por favor.
Amai o próximo como a ti mesmo, assim diz o senhor.
Quem tem a piedade por esse clamor.
Meus sentimentos, minha consideração.
Se erro nessas palavras, a que não tenho intenção.
Se há imprudência, meu pedido de perdão.
Mas tem muito cachaceiro e crente voando dizendo ter pés no chão.
Ai do preconceito indiferente que não gosta da comparação.
Sereno é o coração maleável que se coloca a disposição.
Que Deus permita o merecimento da transformação.
Seu padre, seu pastor, seu bispo, seu frei se na lei é doutor.
Eu digo pela minha imaginação e tudo mais que minha mente permiti.
Se meu coração sente, a atitude não mente e a personalidade emiti.
A discussão pela lei e pela graça.
Os mandamentos que ainda faça.
O juízo da justiça, misericórdia e amor, se ainda não for bastante.
Como a ti mesmo, diz Jesus, amai teu semelhante.
Giovane Silva Santos
A igualdade entre os diferentes, ali está cachaceiros e crentes
Vou relatando meu pensar, meu ver, ouvir e falar.
De mim e ti e de tudo que o povo pensa, talvez somente um poema viajante.
Porém nada adianta se eu não amar meu semelhante.
O crente fala da vida mundana.
O mundo diz que crente engana.
Ainda que exista diferença radiante.
Nada adianta se não amar o semelhante.
O desviado saltita, dança e agita.
O crente ora, clama pela alma não ser aflita.
Os prazeres de fato são distantes.
Mas nada adianta se não amar o semelhante.
O mundano, o cachaceiro, fumante e criminoso.
O varão, levita, obreiro, o crente fervoroso.
Adjetivos contraditórios, corretos e errantes.
Porém tudo se faz vão se não amar os semelhantes.
A prática da justiça, misericórdia e amor estão ao alcance de quem desejar.
O poeta, o crente, o filósofo, o pastor, o artista, o padre pode ter em seu coração o altar.
Mandamentos do senhor é um desafio contra o argumento profano.
Quem poderá julgar ser o bom samaritano.
A corte é preconceituosa, o amor é oportuno e radiante o contexto.
O desafio é cumprir o mandamento amar o próximo como a ti mesmo.
Giovane Silva Santos
Como me vejo
Falo sem pestanejo, o que faço, o que nego e que desejo, sou um crítico da minha personalidade, aqui encontro falhas, erros, incapacidade, medo e muito pecado, um dia até pensei ser desprezado, pois bem, faça de parte ignorado, mas eu habito numa gaiola aberta, a liberdade me assusta, o medo que ofusca a capacidade de dominar, sim , minha ansiedade, meu sentimento, meu sofrimento, meu jeito peculiar, certamente é necessário deixar coisas para trás, aquelas obras que agrada satanás, o anseio de construir e fazer parte da memória, dos justos, de caráter reto e da humildade singular, dos conhecedores dos campos sagrados, pois bem, sou ente, meio eloquente, coração morno, mente fervente, uma pintada de orgulho, referida vaidade, também morador no mundo fantasia da grandeza, sou sabedor do mundo e ignorante imundo, pois bastaria amar o próximo, um mandamento nosso, mas sou o opróbrio que me conduz, é não viver mais a cruz, ai até quem condena a filosofia, o desabafo, a poesia, mas é nessa razão, que vejo uma direção onde encontro harmonia, o pratico a arte e defendo com alegria, que através de cada palavra posso construir uma melodia, da qual minha atitude possa ser justiça, misericórdia e amor, e a quem se opor desejo um bom dia.
Giovane Silva Santos
Quando eu tenho vergonha de mim
São lembranças que deveriam ser puro afago, mas no seio faz estrago, são rebentos, erros, falhas, pecados que trago, eu menino, eu malino, eu traquino, eu transgressor, eu furor, eu desamor, quando o grau pejorativo me fez adjetivo destrutivo, o feio, o horrível, embora algumas aberrações merecem um advogado, pois é possível que seja tolerado, rebentos de juventude, um grau de inquietude, a inocência, a transição que uma mente passeia, o desastre nela vagueia, porém são riscos que se configuram no DNA, tem a assinatura do destino que não se pode negar, se foi a criança ou o adulto, a culpa se faz absoluto, queria ser inocentado, mas condenado como astuto e de repente o peso bruto, a consciência que pesa, de quando neguei a reza, lembro perfeitamente, aquele aluno inconsequente, quando me tomei de inveja, quando fui indecente, o orgulho e a malícia, parecia até que fazia parte da milícia, dos fundadores do mau comportamento, hoje com muito arrependimento e sabedor natural, que sou uma criatura carnal tentando fugir do mau, porém esse caráter singular, pode me fazer pecar, repetir e errar, sei que vou pagar, ganância, ambição, vaidade, orgulho, tudo isso me constrange simples assim e tomo quando eu tenho vergonha de mim.
Giovane Silva Santos
O ideal para relacionar é ignorado
Vejo um ciclo eloquente e superficial.
A luta, a briga, a guerra pelo normal.
Porém a loucura é algo real.
A sociedade em geral e o cunho particular.
Busca se o ideal para se adotar.
O conjunto da obra fala, mas o anseio é singular.
Onde cada pessoa quer o melhor.
Na caminhada o grande pisa no menor.
Toma se a engenharia qualificada.
Se bebe, se fuma não serve para ser amada (o).
Eu sei bem amigos do que falo, do que sinto e vivo.
O gordo, o pobre, o enfermo, o negro, o homossexual.
Dai por diante se vê um preconceito ativo.
Não interessa muito a beleza capaz.
Uma mente maleável e sagaz.
Um coração misericordioso e cheio de afeto.
A soberba ignora esse alfabeto.
A casa da imaginação está abarrotada do chão ao teto.
Onde o feio é a estética desengonçada.
O bonito é a conta endinheirada.
Ninguém liga pelas ponderações espirituais.
São pessoas com raízes e disciplinas honrosas.
Mas a decisão é pelas brechas desastrosas.
Se o jogo é jogado e não falado.
Perdoe me.
Só acho que o ideal para relacionar é ignorado.
Giovane Silva Santos
A voz rebelde da ignorância
És aparentemente ideal.
Lançarei meu charme.
Mas ela não saiu do pedestal.
É a truculência colossal.
Eu penso que posso conseguir.
Mas vem uma força abolir.
Impedindo meu pensar fluir.
Meus anseios e encantos.
Pela fraqueza ou ousadia.
Cada investida mais prantos.
É que a insensatez é covardia.
Estou cansado de repetir.
Acho que isso até venha ferir.
A vaidade perversa da elite boçal.
Essa desigualdade social.
O preconceito sem moral.
O poder que realmente interessa.
É a hipocrisia que cresce de pressa.
O jovem sucumbido pela intolerância.
Dinheiro, beleza estética, poder aquisitivo.
A voz rebelde da ignorância.
Giovane Silva Santos
