Coleção pessoal de GilNunes
O pobre é visado, requisitado mais do que o rico, pois do rico quem quer algo a mais além daquilo que ele possui sua riqueza?
Ser pobre não deve ser sinônimo de ser sem cultura ou atrasado, mas ser o que vislumbra toda beleza em meio a toda riqueza.
Que tristeza é uma casa grande e vazia, sem a pobreza; da necessidade do amor, do encontro da vida, da esperança que alegra, da fé que harmoniza, do mistério que enriquece a alma, e que por sua existência, tudo não se finaliza, pois ainda há muito que se fazer, o que se viver, o que se inventar, e se querer, e amar, e ser, e, nunca morrer, mas se eternizar.
O rico pode ser pobre. E o pobre pode ser rico. Mas, quem é rico? E quem é pobre? Refiro-me, na maneira do sentido.
O rico compra um jardim e oferece a quem ele quiser. Já o pobre, ele é capaz de invadir um jardim que não lhe pertence, para que, dentre milhares de flores, furte pelo menos uma para oferecer a quem lhe é mais precioso(a) do que a sua própria vida.
O pobre se preocupa com os detalhes, e de maneira artesanal os constrói, já o rico, é rico, paga por eles, ainda que não sejam verdadeiros.
Quando o pobre entende que precisa lutar pela sobrevivência, ele entende também que jamais deverá ser convencido e ou presunçoso.
Ser pobre é entender a riqueza dentro de um pressuposto diferente, mas que não se deixa empobrecer pela riqueza que possui se ela ainda não é completa, suficiente.
Quanto maior a intensidade do amor que as pessoas dão umas às outras, maior também a demonstração de plenitude e certeza de que a vida vale a pena ser vivida com gosto, com sabor de ser feliz.
O mundo fica melhor quando ele possui; calma, fleuma, placidez, quietação, quietude, serenidade, sossego, tranquilidade, paz.
