Coleção pessoal de geraldo_saraiva_1
O Eco da Linhagem:O orgulho de pai se traduz no que escrevosobre o filho amado que na mente levo.Victor Saraiva, um homem de bem,cuja inteligência vai muito além.Guerreiro de passos firmes e fortes,um lutador que desafia os nortes.Mas quando a distância impõe o seu véu,sinto a tua falta sob este meu céu.A saudade aperta, mas traz união,pois você habita no meu coração.Deixo o afeto e a saudade rimada,neste manuscrito que encerra a jornada.AnjoPoeta
O Último Acorde O tempo e a distância nos mantiveram distantes,mas os laços do sangue são sempre gigantes.Só te vi quando os teus dezessete chegaram,e hoje, aos vinte e três, nossos rumos se acharam.Tua chegada trouxe uma luz mais serena,Ana Gabriela Saraiva, minha caçula morena.Teus olhos negros guardam a noite profunda,completando a herança que o meu peito inunda.A ti, minha filha, dedico o que escrevo,com todo o orgulho que na alma levo.A nossa história venceu o tempo passado,neste manuscrito que fica assinado.AnjoPoeta
A Força da Linhagem: O destino moldou uma história mais firme e bonita quando vi crescer a minha Bruna, filha querida.Teu porte alto e tua presença morena e marcante trazem ao meu mundo uma nobreza constante,revelando a virtude que em tua alma habita.Tua inteligência brilha com passos seguros,um farol de lucidez para os dias futuros.Companheira fiel nas jornadas de cada estrada,tua mão junto à minha deixa a alma acalmada,construindo pontes sobre os tempos mais duros.No silêncio cúmplice do nosso caminhar,vejo a maturidade de quem sabe escutar.Você compreende o silêncio deste pai escritor,traduzindo em lealdade a matéria do amor,no laço mais nobre que a vida pôde me dar.O mundo lá fora desaba em pressa e ruído,mas ao teu lado o tempo ganha novo sentido.A ti, Bruna, dedico esta herança que escrevo,com o orgulho e o respeito que no peito levo,neste manuscrito que deixo hoje impresso e selado.AnjoPoeta
A Primeira Luz: O tempo inaugurou uma nova e terna estrada quando vi nascer minha Andrea, a primogênita amada.Teus cabelos loirinhos trazem a própria cor do sol,revestindo os meus dias com o brilho do arrebol,nesta clareza doce que em meu peito fez morada.A tua risada gostosa ganha asas pelo vento,um som puro que cura qualquer dor ou tormento.É a melodia mais viva que a casa aprendeu a ouvir,o motivo mais sincero que me ensina a sorrir,guardado com orgulho no altar do meu pensamento.Ser o primeiro milagre que meus braços acolheram é o laço mais profundo que os anos me deram.Você abriu o horizonte do meu mundo de escritor,revelando a essência exata de um imenso amor,onde as minhas palavras inteiras se renderam.O mundo lá fora corre em seu rumo apressado,mas o teu riso dourado mantém o tempo parado.A ti, Andrea, ofereço cada linha que escrevo,com a força e o afeto que no coração levo,neste manuscrito eterno que fica agora selado.
O Inventário do Tempo
Trinta e sete anos é o tempo exato que a memória leva
para transformar o luto em monumento. As décadas passaram
como forças erosivas, mas falharam em desgastar o essencial:
o incêndio absoluto dos teus cabelos ruivos e a lucidez
cortante dos teus olhos verdes que desafiam o esquecimento.
Para quem vive da arquitetura das palavras, a tua ausência
não é um vazio abstrato, mas uma presença muito concreta,
uma matéria densa que molda o contorno de tudo o que escrevo.
O tempo limpou o excesso e o sentimentalismo ruidoso do peito,
deixando apenas a estrutura firme daquilo que nunca morre.
O que resta hoje é uma sobriedade clássica e definitiva,
a crônica de uma partida que fixou a tua imagem na eternidade.
Tuas cores vivas não desbotaram com o avanço dos invernos;
permanecem salvas da decadência dos anos pelo registro exato,
gravadas para sempre na folha em branco através da narrativa.
O mundo seguiu o seu curso perecível, confuso e esquecido.
Aqui, contudo, a tua existência permanece totalmente intacta,
guardada com zelo no ponto mais alto e frio da minha história.
Testemunha do tempo e também o guardião dessa eterna memória,
deixo registrado o fato que o destino jamais apagará.
AnjoPoeta
A Anatomia da Ausência. Há trinta e sete anos a realidade perdeu a saturação. O tempo, esse artífice paciente, tentou desbotar a moldura dos dias, mas fracassou diante da nitidez da memória: o incêndio suspenso dos teus cabelos ruivos e a profundidade quase mineral dos teus olhos verdes continuam intactos, imunes ao desgaste das décadas. Três décadas e meia não são um intervalo cronológico; são a geografia de uma falta que aprendi a habitar e a traduzir em prosa.O luto inicial, outrora ruidoso e cortante, cedeu lugar a uma sobriedade arquitetônica. Não há espaço para o lamento fácil ou para o adorno da rima vazia. O que resta é a crônica fria e digna de uma permanência silenciosa. A tua partida fixou os fatos; a minha escrita apenas os documenta, resgatando do esquecimento o contorno exato da tua existência.O mundo lá fora segue o seu curso caótico e perecível. Aqui dentro, contudo, a tua imagem permanece congelada em sua melhor versão, salva pelo registro cirúrgico da palavra.Documento o tempo, arquivo a saudade. AnjoPoeta.
O papel aceita o peso da palavra cheia,enquanto o verso busca o sopro que clareia.Não nasci para o espasmo do relâmpago lírico,meu ofício é o tijolo, o chão, o empírico. Rejeito a mística musa que dita e flutua,prefiro o eco dos passos que cruzam a rua.O poeta condensa o mundo em um só gemido,eu preciso de tempo para achar o perdido. Ele caça o ritmo, a rima, a fresta de luz,eu carrego a história que o destino conduz.Não sou poeta, sou operário da prosa viva,minha matéria é a linha longa, contínua e ativa.Onde o poeta vê mistério e o eterno absoluto,eu vejo o homem comum, seu cansaço e seu luto.Não sintetizo o universo em quatro estrofes puras,eu prefiro o labirinto, as tramas escuras.Quero o diálogo torto, a esquina, o cenário,o relógio que corre no pulso do operário.A poesia é o salto, o voo cego no abismo,a escrita é a estrada, o mapa, o realismo.Enquanto o verso livre dança e se desfaz,o romance constrói a casa onde o leitor jaz.Não busco a epifania que num segundo se encerra,minha caneta cava o barro e se prende à terra.Sou escritor de fôlego, de fumaça e de poeira,que acompanha o personagem pela vida inteira.Deixo o altar dos poetas para quem sabe voar,pois meu destino é caminhar, narrar e fixar.
O Peso do Tijolo
A fumaça do café barato subia em linha reta, ignorando a bagunça de papéis sobre a mesa. Do outro lado do bar, a voz de Arthur ecoava, terna e flutuante, recitando versos sobre o "inefável vazio do ser". Os jovens ao redor estalavam os dedos em aprovação. Arthur era o poeta oficial do bairro, um caçador de relâmpagos.
Benício, no entanto, olhava para as próprias mãos sujas de tinta preta. Ele não caçava relâmpagos. Ele carregava pedras.
— Você devia subir lá, Benício — disse a garçonete, deixando a conta. — Deixar um pouco de poesia sair desse peito ranzinza.
— Não sou poeta, Clarice — respondeu Benício, sem tirar os olhos do caderno. — Sou escritor.
— E qual a diferença? — ela sorriu, limpando o balcão.
— O poeta voa, Clarice. Eu preciso caminhar. O poeta resume o mundo em um suspiro. Eu preciso de trezentas páginas para entender por que um homem chora ao ver um sapato velho na calçada.
Ela deu de ombros e se afastou. Benício voltou ao trabalho. Ele estava há três semanas preso no terceiro capítulo de seu romance. Não buscava a palavra perfeita que rimasse com a dor; buscava o motivo exato pelo qual seu protagonista, um velho relojoeiro chamado Vicente, havia parado de falar com o filho.
Arthur, o poeta, aproximou-se da mesa, exalando o perfume do aplauso recente.
— Benício, meu caro! Sempre enterrado na lama da realidade. Por que não liberta sua escrita dessas amarras? A vida é efêmera, meu amigo! Um sopro!
Benício ajeitou os óculos e olhou para o amigo.
— A vida pode ser um sopro para quem olha de longe, Arthur. Para quem vive, ela tem o peso de um tijolo por dia. Seu poema é lindo, mas ele não explica como o Vicente vai pagar o aluguel amanhã de manhã.
Arthur riu, uma risada leve, e deu um tapinha no ombro de Benício antes de sair pelos fundos com seu séquito.
Benício ficou sozinho. A luz do bar começou a piscar. Ele pegou a caneta. Esqueceu as rimas, a métrica e as metáforas abstratas. Em vez disso, escreveu sobre o cheiro de graxa nas mãos de Vicente. Escreveu sobre o barulho mecânico dos relógios de parede preenchendo a solidão da casa. Escreveu o diálogo seco, doído, que o pai nunca teve coragem de dizer ao filho.
Eternos no Meu Papel
A morte cruel bateu forte na minha porta,
Deixando a minha alma caída e quase morta.
Levou da minha vida o meu rumo e o meu norte,
Mostrando que a saudade tem um abraço forte.
Fiquei sem o brilho do teu doce caminhar,
Sem o riso inocente que me fazia sonhar.
No peito rasgado por essa triste despedida,
A ausência de vocês é a maior dor da vida.
Levaram a Marlene, o meu eterno amor,
E o nosso Maciel, aumentando a minha dor.
A semente e a flor foram colhidas do jardim,
Deixando um vazio imenso dentro de mim.
Dois anjos puros que agora moram lá no céu,
Enquanto eu choro sozinho segurando o papel.
Lápido a saudade na lida da madrugada,
Ouvindo o silêncio desta casa esvaziada.
Olho para as estrelas na noite tão escura,
Buscando no meu verso um pouco de cura.
Sigo no meu esforço e com a caneta na mão,
Guardando os dois para sempre no meu coração.
Escrevo com suor, com lágrima e com fé,
Até que o ciclo se feche e eu fique de pé.
O Voo do Esforço
Não trago o dom que nasce pronto e leve,
Nem a palavra fácil que o vento atreve.
Minha escrita é caneta que risca o papel,
É o suor da terra que mira o céu.
Dizem que a poesia precisa de asas,
Mas eu construo as minhas nas noites rasas.
Lápido cada rima com calma e insistência,
Fazendo do meu esforço a minha essência.
Abro as páginas deste novo caminho,
Nenhum verso nasce perfeito ou sozinho.
Sou o AnjoPoeta que pousa no chão,
Se não tenho a mágica, me sobra o coração.
A Coroa de Vidro
Deixo o teu palco e apago a luz,
cansei de ser plateia do teu ego.
O teu amor é um fardo que conduz
a um labirinto onde eu andava cego.
Quebras o espelho onde te achavas rainha,
pois meu reflexo não te serve mais.
No teu teatro a decisão foi minha,
não serei eco dos teus próprios ais.
Tua coroa é fria, feita de gelo,
brilha por fora, mas não tem calor.
Usavas minha vida como um adereço,
chamando de posse o que era amor.
Resta-te o trono da tua vaidade,
no altar vazio que você ergueu.
Retomo meus passos, minha verdade:
quem perdeu tudo hoje não fui eu.
Apenas o SilêncioEstou deixando o teu palco e apagando as luzes, sem pressa e sem raiva. Percebi, finalmente, que cansei de ser a plateia do teu ego. O amor que você oferecia era um fardo pesado, que me afastava de mim mesmo. Pode guardar o espelho onde você se coroava rainha; o meu reflexo não vai mais alimentar a tua vaidade. No teatro que você construiu, a decisão de caminhar para fora é minha. Não serei mais o eco dos teus caprichos.A tua coroa é fria, feita de gelo. Ela brilha para quem olha de longe, mas não tem calor para quem está perto. Com o tempo, entendi que você usava a minha presença como um simples adereço, confundindo o desejo de posse com o verbo amar.Fique sozinha no trono da tua ilusão e no altar vazio que você mesma ergueu. Eu sigo adiante, resgatando a minha paz e a minha liberdade. Fecho essa porta em silêncio. Fique com o teu reino de aparências, pois o meu adeus é definitivo
No silêncio, pudesse ouvir.
A voz dos sentimentos,
que saiu do coração e
Ecoou pelos campos do teu ser.
A ausência de palavras trocadas e
Dedicadas abrem espaço para que a
Saudade se aninhe, abrindo as portas.
Para uma sensação de vazio.
O amor não sobrevive sem a troca de
Carinhos e procuro e não te vejo.
Quero ouvir tuas palavras mesmo que.
Contraditórias, sentir a emoção inexplicável.
De um amor que atravessa o tempo e o
espaço
Recomeço em novo trajeto
Seguindo o mesmo.
Rumo, seguindo o perfume.
Das flores, buscando.
O aroma do amor.
Neste recomeço planto
Novas sementes de.
Flores renovando a esperança de.
Que o caminho seja iluminado.
Esperando que as sementes sejam
Cultivadas com sentimentos de carinho.
Dedicado para desabrocharem.
Novas flores sempre com o
Mesmo perfume de amor.
O amor nunca perderá o
Seu encanto, pois sem amor a
A vida não terá sentido.
Pergunto: quem move o barco no mar?
Seria o vento ou o navegar?
Por que a noite é feita de breu
Se a luz que ilumina sou eu?
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Quantas perguntas cabem na dor
Antes que ela se torne amor?
O tempo passa ou nós é que vamos?
Onde estão os sonhos que semeamos?
🌹
A poesia é feita de interrogação,
Uma linha curva no coração.
Mais vale a dúvida que desperta
Do que a resposta que fecha a porta.
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Quem pergunta não quer sossego,
Quer desvendar o que está em jogo.
E no labirinto de cada incerteza,
A própria busca é a maior beleza.
Dentro do meu peito tem sons em harmonia
Melódicos suavemente entoam canções que
Não componho, vibram coesos em concertos.
Parecendo orquestra, suave e doce melodia.
🌹
Brincar de roda e a cantiga terna de ninar
Sonetos de sonhos, amor, loucura da paixão,
Trovador do amor, nos acrósticos irei deixar.
A intensidade do amor e o poder da imaginação.
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E entre versos e sons, vou formando a canção.
Sonetos de forma fixa e poemas a bailar.
São as notas musicais anunciando a magia
São trovadores cantando lindos versos a rimar
🌹
Luzes, notas, sons, tudo em perfeita harmonia.
É a emoção da poesia embriagando o luar.
O AMOR:
O amor nos faz ver o quão frágeis somos.
Indefesos deste sentimento tão maravilhoso,
Sofremos, choramos, rimos feitos bobos, crianças mesmo até...
Mas é um sentimento
Que aquece nossa vida, nossa alma, nosso ser...
Amem-se sempre, não deixem que as coisas pequenas atrapalhem esse sentimento.
Tão nobre e bonito.
Deixem-se levar por ele, como uma corredeira sem rumo... simplesmente fechem os olhos e vão.
Confiante...
Felicidade:
Amor, toda vez que olho o sol e o vejo brilhar... as estrelas sorrindo para mim, lembro do teu sorriso lindo e meigo, suas atitudes ternas e carinhosas.
Sinto que este sol é meu, só meu, e sorri para minha felicidade, pois estou com você e isso é lindo...
Distançia:
Caminhos que devem ser percorridos com cautela e destreza, se precisar seguem-se atalhos, que às vezes eles que completam nossa caminhada e nos fazem enxergar que sempre a meta é nosso guia no caminhar, mesmo que a passos lentos, mas sempre seguimos.
Sorriso:
Um sorriso aquece corações, abranda nossas vidas, fazendo um mundo melhor e maravilhoso sem palavras alguma, apenas um sorriso com brilho no olhar, faz um mundo.
Eis que a procuro.
Que desafia-me a razão.
Que esgota-me o intelecto,
que leva-me aos limites do
Celebro e da consciência.
Que confunde-me a fé
Exacerba-me a emoção.
Elimina-me a inocência.
E que sua proximidade,
Espanta-me e excita-me.
Não me julgue. Não tentes entender-me. Sou como o vento, não tenho destino. Apenas passo... Aproveita a brisa! Não me prendas, não me possuas. Sou como água, se presa, evaporo. Mate apenas tua sede! Não tente guardar-me. Não me aprisiones, sou como flores, colhido, fenecerei. Guarda-me o perfume! Não me descrevas. Não me modifiques. Sou como um sonho, uma ilusão. Não me acompanhe, não tente seguir-me! Sou como um cometa, solitário, apenas admira-me... Neste momento, então, serei poeta.
