Coleção pessoal de GabrielaStacul
Como a chuva pode ser tão diferente para as pessoas, pra uns ela é esperada, bem vinda, pra outros é temida e traz o desespero. Não por ser chuva, mas por cair no mundo dos homens.
É muito bom ficar em casa nos dias de chuva, muita água cai, um friozinho de chamar a gente pra de baixo das cobertas, comer delicias e dormir tranquilinha com o barulho da chuva. Mas logo perco toda essa paz, de ter a consciência que existem muitas pessoas em meio a chuva, em casas que não suportam essa parte da natureza por serem tão frágeis, tão improvisadas, desabam com a esperança dessas pessoas de terem um mundo mais justo, mais igual, mais humano, mais de Deus.
Não posso fazer palavras do que sinto. Parece impossível, mas o amor que tenho por você magoa algumas pessoas, pessoas que gostariam de ser amadas por mim, porém, eu não consigo amá-las.
Espero encontrar um lugar onde eu possa ser eu. Que tenha pessoas que desvendem charadas de um olhar.
o slogan "Skol: Seguro é voltar com segurança... pegue um ônibus!"
Querida Skol, que lugar do Brasil é seguro você voltar de ônibus na madrugada?
O cavalo branco não chegou, muito menos o príncipe encantado. O fim dessa história deu ZEBRA. E assim, ela cavalgou por anos. E para sempre viu o mundo preto e branco.
O destino dela era sonhar. Viver com a realidade seria dolorido demais para alguém que carregava tanto amor ao próximo.
- Como aquela garota é estranha viu, está sempre sozinha, acho que ninguém a suporta. (risos)
- Será que as pessoas não a suporta, ou não suportam o fato de ouvir o que elas são? Porque o que eu sei daquela garota, é que ela caminha abraçada com a verdade. E não é nada fácil ficar do lado da sinceridade quando você veste tantas mentiras.
Por anos fui amada sem questionamentos. Por anos nunca fiquei só. Desfrutei de companhias agradáveis, certamente porque nunca os conheci a fundo. Sim, eu fui eu. Eu guardada no meu silêncio, sufocando meus pensamentos. Um dia vi que aquilo não dava mais. Eu precisava dizer ou continuaria a me corroer. As pessoas souberam sempre como eu fui, a verdade é que elas não importaram com isso, até o dia que eu comecei a falar. Falar da falsidade que eu não suportava, dos estrelismo banal, da mania de superioridade que me enojavam. E num instante me vi sozinha pela primeira vez. Afastaram de mim sem pensar duas vezes. Deve mesmo ser ruim ter o ego tocado. Ouvir o que no fundo sabemos, mas preferimos um mundo fantasiado, de bens, de status. Queria eu poder ter dito palavras muito tempo antes. Teria polpado de ter me relacionado com pessoas tão fúteis. Teria polpado meus olhos de cenas deploráveis do ser pobre de espirito. Talvez assim, hoje eu conseguiria vê as pessoas como eu via antes. Confiando. Algo que não consigo fazer hoje por quase ninguém. Confiar. Uma missão que eu preciso resgatar por pessoas que realmente valem a pena. E na lógica da realidade. Dizer é sempre a melhor maneira de saber o quanto te aceitam. O quanto pessoas são ou deixam de ser. É por isso que hoje eu prefiro as palavras a pessoas mascaradas.
Ela queria ser diferente, mas por mais que tentasse não conseguia. No seu íntimo sabia que aquilo era o máximo que ela poderia ser. Cheia de medos, de receios, de sonhos guardados, ela apenas conseguia pensar em querer, mas nunca buscou pra ter. Nunca conseguiu andar sozinha por ruas onde vivia o desconhecido. O inesperado era fatalmente seu maior obstaculo, assim tornou impossível os sonhos e todo o desejo do novo. E pra sempre ela foi a mesma. Pobre menina.
