Coleção pessoal de gabimorgao

Encontrados 12 pensamentos na coleção de gabimorgao

Dor de amor

A solidão que ronda meu mate a cada amanhecer
Me faz ver o que tinha perto e não valorizei
O amargo que sorvo solito sem ter pra quem oferecer
Me faz recodar tudo aquilo que contigo passei

A falta de alguém que me esperava no entardecer
De banho tomado e mate cevado na porta do rancho
Me passa a imagem de um homem a padecer
Que perdeu o que amava, num jogo carancho

Tive os carinhos da prenda mais linda, mas não dei valor
Tive a prenda mais linda para dar carinhos, mas não soube dar
Só Deus sabe o que eu passei com esta dor de amor,
Tudo que sofri e que longe de ti só me resta lamentar

Trajano Jacques

A gente ama quando pode; esquece quando é preciso; e aprende que só vale a pena lutar por aquilo que vale a pena possuir!

Desconhecido
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Dê valor as pessoas enquanto elas estão por perto, pois saudade não será motivo suficiente para que elas voltem.

desconhecido
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Quando me entrego, me atiro. Mas quando recuo, não volto mais.

Clarice Lispector
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Prefiro que minha vida permaneça uma lágrima e um sorriso: uma lágrima que purifique meu coração e me faça compreender os mistérios e segredos da vida, e um sorriso que me aproxime dos meus semelhantes e simbolize minha glorificação aos deuses...
Prefiro morrer de muito desejar a viver na indeferença. Quero sentir nas minhas profundezas fome pelo amor e a beleza, pois observei e verifiquei que os satisfeitos são os mais infelizes dos homens e os que mais se assemelham à matéria inanimada; e escutei e descobri que os gemidos de saudade do apaixonado são mais embaladores que as melodias dos violinos.
Quando a noite cai, a flor fechas as pétalas e dorme abraçada aos seus desejos; e quando rompe a madrugada, descerra os lábios para receber o beijo do sol. A vida da flor é desejo seguido de união: uma lágrima e um sorriso.

Khalil Gibran
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'Estancieiras ou peonas, é tudo a mesma cousa... Tudo é bicho caborteiro...; a mais santinha tem mais malícia que um sorro velho!

caborteiro - arisco, traiçoeiro
sorro - raposa

'vi então o que é uma mulher rabiosa... não há maneia nem buçal que sujeite: é pior que homem!'

rabiosa - raivosa
maneia - correia que prende as pata dos cavalo
buçal - arreio da cabeça do cavalo

'por isso é que ela ficou como cobra que perdeu o veneno...'

Livro CONTOS GAUCHESCOS

A noite escura no olhar da china
De relancina vem buscar
Quem canta

Como faz bem a alma do gaudério
Esse mistério do olhar da amada
A gaita entende esses olhares mudos
Que dizem tudo sem falar em nada
A gaita entende esses olhares mudos
Que dizem tudo sem falar em nada

Segredos Do Meu Cambicho

E aqui estou eu meu gaudério
em tempos de guerra e paz
sou aquela que te espera
sem saber se tu virás

Nestes serões solitários
entre agulhas de costura
e velhos livros que li
fui alinhando as idéias
alinhavando verdades
até que um dia entendi

Sou a história repetida
eu já vivi outras vidas
eu já fui outras mulheres
antes de ser a que sou

Acho que até fui Maria
Maria de Nazaré
De a cavalo, num burrinho,
com Jesusinho no colo
a seguir o bom José

Quanta vez de tardezita
cevei o mate solita
e mateei bombeando
a estrada

Qualquer nuvem de poeira
qualquer sinal de galope
já me acendia a esperança
mas que esperança, que nada

Na minha ingenuidade
era tudo o que eu queria
um rancho pra ser meu rancho
um peão pra ser meu peão
filhos pra chamar meus filhos
um terreiro com galinha,
vassoura, fonte e fogão

Fui das páginas da história
aos sonhos do faz de conta
na guerra, fui cabo toco
uma mulher que peleou

Fui Anita e Ana Terra
fui a parda margarida
que pra casar com Inácio
fez pedido a Santo Antônio
prometendo uma capela
e uma cidade gerou

Fui mãe de heróis e teatinos
desposei peões e caudilhos
e nem esposos, nem filhos
reconheceram a seu tempo
minha fibra, meu valor

Quem percorrer a querência
pelos caminhos da história
decerto me encontrará

Varrendo um velho terreiro
ou assando pães no forno
lavando roupas na sanga
costurando uma bombacha
ou tecendo um bichará

Acalentei no meu colo
e amamentei no meu seio
o meu Rio Grande piá

Sem queixas e sem lamentos
fiz das esperas motivo
para continuar vivendo
e deixando a vida passar

Por que no fundo eu sabia
que quando daqui me fosse
uma filha ou uma neta
viveria em meu lugar

E por justiça se diga
que nem tudo nessa vida
de simples mulher pampiana
tenha sido só tristezas,
trabalhos e desencantos

Eu já dançei a tirana
já bailei nas amadas
Já fui prenda cortejada
nos fandangos de galpão

Também já fui disputada
em desafios de chula e
peleia de facão

Eu, eu já vivi tantas vidas
Eu já fui tantas mulheres
e outras que por certo serei

Por que aquela guriazita que
vês brincando de boneca
sem ver o tempo passar
já sou eu, antecipando um
tempo que vai chegar

Muda o tempo, muda a gente,
sou mulher independente,
forte, livre e emancipada
mas no fundo sou a mesma

Ainda frágil, ainda fêmea
Ainda à espera que me tragas
segurança, afeto, achego
e me estendas um pelego
e convide para sestear

E aqui estou eu meu gaudério
em tempos de guerra e paz
sou aquela que te espera
sem saber se tu virás

Odilon Ramos
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A maior das gauchadas
Que há na Sagrada Escritura,
- Falo como criatura,
Mas penso que não me engano! -
É aquela, em que o Soberano,
Na sua pressa divina,
Resolveu fazer a china
Da costela do Paisano!

Bendita china gaúcha
Que és a rainha do pampa,
E tens na divina estampa
Um quê de nobre e altivo.
És perfume, és lenitivo
Que nos encanta e suaviza
E num minuto escraviza
O índio mais primitivo!

Fruto selvagem do pago,
Potranquita redomona,
Teus feitiços de madona
Já manearam muito cuera,
E o teu andar de pantera,
Retovado de malícia
Nesta querência patrícia
Fez muito rancho tapera!

Refletem teus olhos negros
Velhas orgias pagãs
E a beleza das manhãs,
Quando no campo clareia...
Até o sol que te bronzeia
Beijando-te a estampa esguia
Faz de ti, prenda bravia
Uma pampeana sereia!

Jamais alguém contestou
O teu cetro de realeza!
E o trono da natureza
É teu, chinoca lindaça...
Pois tu refletes com graça
As fidalgas Açorianas
Charruas e Castelhanas
Vertentes Vivas da Raça!

A mimosa curvatura
Desse teu corpo moreno
É o pago em ponto pequeno
Feito com arte divina,
E o teu colo que se empina
Quando suspiras com ânsia
São dois cerros na distância
Cobertos pela neblina.

Quem não te adora o cabelo
mais negro que o picumã?
E essa boca de romã
Nascida para o afago,
Como que a pedir um trago
Desse licor proibido
Que o índio bebe escondido
Desde a formação do Pago?

Pra mim tu pealaste os anjos
Na armada do teu sorriso,
Fugindo do Paraíso,
Para esta campanha agreste,
E nalgum ritual campestre,
Por força do teu encanto,
Transformaste o pago santo
Num paraíso terrestre!

Jayme Caetano Braun
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"Duma feita, eu ja tinha atravessado o passo,
e estava retovando as bolas junto do laço,
quando vi, a banhar-se, uma chinoca airosa,
lindaça como o sol, fresca como uma rosa!"
(Múcio Teixeira)

contos gauchescos

queria que alguém me escrevesse isso:

Um dia minha pequena...um dia vou encontrar você minha linda flor morena e te embalarei entre meus braços.
Um dia vou aperta-lá com tanto amor e carinho para ter certeza que nunca mais verei você ir embora para tão longe da minha estância.
Um dia minha bela flor..olharei novamente nestes olhos verdes que parece os campos em dias de primevera.
Minha bela flor perdoe esse homem que tanto erro...que acabo se perdendo em seus próprios sentimentos..perdoa se não soube demontrar o quanto amor eu tinha por ti minha pequena..
Nessas loucuras que é o coração acabei me entregando a outra mulher que mesmo amor que o teu não encontrei nela.
Aquele amor que só fazia meu coração viver.
Perdoa morena se não tenho coragem pre te procurar..Se nessa tarde eu busco entre as flores o cheiro que tu deixastes em mim..
Se nesta tarde eu mateo o meu mate e penso naquele sorriso cheio de alegria que fazia as minhas tardes monotomas se toranarem alegres.
Um dia minha morena pegarei meu cavalo e galopiarei por estes campos e te buscarei a onde você estiver..te pegarei e botarei sobre o lombo do cavalo e calvagarei para bem longe de tudo..de todos..de todas as nossas mágoas nossos encontros e desencontros deicharemos tudo para trás minha flor.
Nosso amor nos dara uma segunda chance minha pequena..lhe enchugarei as tantas lágrimas que sei que você derrubo durante longas noites de solidão..e ali sobre o lombo do cavalo e o céu estrelado lhe darei um beijo e direi o que meu coração mais desejava falar minha linda flor..que este coração de gaucho na verdade sempre te amo.

Desconhecido
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Apenas uma menina mulher querendo falar de si. Aquela que não mede esforços por seus interesses e amigos. Sorri, chora, dança,canta,vive intensamente e basta. Insana ao pensar e desejar loucuras ao mundo. Guerreira e feminista ao ponto de achar que o mundo também pode ser cor de rosa. Paixão por rodeios, cavalos, campo, chimarrão, musicas, churrascos, feito prenda com sua delicadeza e discrição, Nisto que me refiro! Aquela menina que já chorou ouvindo música, ou brinca jogos da vida, que se esconde para chorar e ri das próprias trapalhadas. Mulher que se determina, madura, com seus compromissos e responsabilidades. Amiga para cada lágrima ou sorriso. Amante da noite. Gabriela de lua e de sol. Sempre com seus ‘mas’ e ‘porens’, vive de medos e dependências. Tem medo de escuro, de palhaço, de altura e do amor. Orgulhosa, não se mixa pra qualquer um por ser determinada, mas nem por isso canta glórias de forte e brava.Sonhadora, sensível, poeta, capaz de voar em pensamentos, tocar a lua e viver contos de fadas. E, principalmente, aquela que procura dentro de si conhecer seu próprio desconhecido.

gabriela morgão
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