Coleção pessoal de FilosofoIgnorante
EU O DIVINOPAI
Em outubro do ano 2022 a verdadeira divindade ouviu o meu clamor pela verdade e me contatou. Ela me fez conhecer coisas imensamente profundas que, por mim mesmo, eu jamais conseguiria sabê-las. Ao perguntar como deveria chamá-lo, Ele me disse: invoque-me como seu DIVINOPAI. Ficamos em silêncio e depois ele me disse: fuja do pensamento de todas as religiões do mundo todo e lhe darei o meu Divino Mentor. (Hunaldo, 2026).
Ignoro uma alma que não posso ver, ou outro um ser que só vejo nos livros mal escritos - apenas desta maneira sinto-me normal.
Deus, o eterno mito
Deus! Bastaria a ti mesmo
Para que o homem?
Deus! Bastaria o homem
Para que a mulher?
Deus! Bastaria a mulher
Para que a Serpente?
Deus! Bastaria a Serpente
Para que os frutos?
Deus! Bastaria o fruto do bem
Para que o do mal?
Deus! Bastaria o fruto mal
Para que a tentação?
Deu! Bastaria a tentação
Para que o imperdão?
Deus! Bastaria a vida
Para que a morte?
Deus! Bastaria o mundo
Para que este inferno?
Deus! Bastaria este inferno
Para que outro?
Deus! Bastaria tua semelhança
Para que a minha?
Deus! Basta-te como eterno mito
Angustiado bradei meu brado
Ao infinito gritei meu grito
Que o silêncio acolheu
Sendo então o nada-ali
Resignadamente me calei
Eu posso ser...
Tenho que me reinventar diante das urgências da vida e isso impede minha acomodação em um só invento de mim mesmo. Minha própria essência obriga-me a ser algo multifacetado diante das reações absurdas da vida e da morte. É só assim que nessa angústia por querer ser, ajusto-me à minha presença aqui, e sou um em mil possíveis.
Morreríamos em lugar de nossos filhos - eis o amor maior do mundo. Porém, deveria existir um mundo onde isso jamais fosse preciso.
No dia em que sentires o nada que és, te tornarás filósofo e saberás inventar a vida que nunca tivestes.
Quando eu vir a luz e à ela vier, devo retornar à Caverna para libertar meus ex-pares da escuridade.
