Coleção pessoal de felipe_mateus_alessi

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O extraordinário é agir com clareza num mundo confuso.

Enquanto ignoramos quem somos, reinamos.
Quando descobrimos, caímos.
Mas só caindo… nos tornamos reais.

Vivendo uma vida não performática num mundo viciado em performance.

Da Inércia do Êxtase (Força Criadora e Destrutiva)

“As feras do espírito não lutam por destruição, mas por lembrança.”
“Ser forte não é dominar o outro, mas suportar-se inteiro.”
“A felicidade é uma força perigosa; os ignorantes a temem, os medrosos a chamam de soberba.”
“A força que se agita é ruído; a força que repousa, cria.”
“O poder é descanso; a luz, modéstia; o prazer, quietude.”
“Ser mago é existir sem provar nada.”
“O mais alto poder não é voar, mas permanecer imóvel enquanto o universo se move.”

Da Sala do Templo (O Escudo e o Veículo Interior)

“A sala do templo é o espelho onde o espírito aprende a dominar a si mesmo.”
“Quem governa sua sala, governa os mundos.”
“A oração verdadeira não é repetida — ela brota do coração como centelha do Espírito Santo.”
“O mago não viaja no universo — o universo viaja dentro do mago.”
“O verdadeiro altar é o silêncio onde o pensamento se curva diante do amor.”
“Quem edifica a própria morada interior está protegido mesmo no meio do caos.”
“A fé é o escudo que dobra o espaço e sustém o tempo.”

De Uma Visão Relativa (Ignorância e Discernimento)

“Nenhum mestre nasce mestre; o mago nasce ignorante e ousa aprender.”
“A verdadeira ciência é a que arde, não a que se exibe.”
“O diabo encanta com talento; Deus ensina com silêncio.”
“Que a curiosidade não me leve às bestas, nem o orgulho aos abismos.”
“O conhecimento sem caridade é só vaidade travestida de luz.”
“Quem busca o sagrado para si mesmo atrai maldição; quem o reparte atrai o Reino.”
“A oração é a ponte entre o homem e seu anjo; a humildade é o degrau.”
“O discernimento é a espada que separa o mistério da mentira.”

Do Vácuo Eterno (Dissolução e Retorno)

“O nada não é ausência, mas pausa do divino.”
“Quem aprende a respirar no vácuo descobre que o silêncio é Deus em repouso.”
“O mago que teme o vazio ainda não encontrou a plenitude.”
“Entre o nada e o tudo repousa a paz que cria o universo.”
“Ser é apenas uma forma transitória de não ser.”
“A eternidade é o instante sem pressa.”

Da Teoria do Pêndulo (Dualismo Hermético)

“O universo não se dobra à vontade de ninguém — é o homem quem deve aprender a mover-se com ele.”
“O pêndulo é o coração do universo; quem encontra o centro em si governa o movimento do Todo.”
“A sabedoria consiste em observar o movimento sem ser arrastado por ele.”
“A felicidade excessiva é vertigem; a tristeza prolongada, cegueira — ambas são portais, não moradas.”
“Saber aplicar o pêndulo é deixá-lo mover-se, sem deixá-lo governar-te.”
“A verdadeira alquimia é transformar a dor em palavra doce.”
“Quem planta sombra colherá frio.”
“O segredo da Alta Magia não é dominar o pêndulo — é tornar-se o centro dele.”

Da Subdivisão do Ser (Anatomia da Consciência)

“O ser humano é um templo de múltiplos andares; sua consciência é o sacerdote que ascende e descende entre os pavimentos da alma.”
“Toda ideia repetida com fé tende a tornar-se forma viva.” — (Papus, retomado)
“Divide para compreender, une para reinar.”
“O inconsciente é a terra, o subconsciente é a água, o consciente é o ar — o espírito é fogo que anima.”
“O corpo é o altar; a mente, o templo; o espírito, a chama eterna.”
“O passado aconselha, o futuro inspira, o presente consagra.”
“Quem conhece os próprios andares pode ascender sem se perder.”

A liberdade precisa ser alimentada pela Vontade.
Sem disciplina interior, o livre-arbítrio não passa de um mito reconfortante — e o homem, um prisioneiro que acredita caminhar, enquanto repete os gestos que o mundo lhe ensinou.
Ser livre é escolher, consciente e reiteradamente, mesmo quando tudo ao redor conspira para o automático.
É quebrar o ciclo dos hábitos cegos e reacender, a cada aurora, a chama do querer.
Só aquele que acende o fogo interno governa o próprio destino.

PARECE O ÚLTIMO DIA

(por Felipe Mateus Alessi)

Hoje parece o último dia,
mas aprendi que o fim é só o início visto por dentro.
Acordo não para amar alguém,
mas para ser amor — o que resta quando tudo parte.
Ser descomunal não é fazer o bem sempre,
é fazer o bem mesmo quando o bem não volta.
E suportar a dor sem torná-la bandeira.

Quando a prisão é a mente,
não se escapa — se observa.
O vazio é só a casa antes da mobília nova.
Colorir a mente não é negar a sombra,
é permitir que o escuro prove o valor da luz.
A felicidade não se escolhe — se compreende.

Será que dei o melhor de mim?
Talvez dei o que pude.
O resto era defesa, medo de ser comum.
Poderia ter sido diferente,
mas só quem aceita mudar continua sendo.

Ganhar e perder —
os dois mentem, se vistos com pressa.
A vida não é uma disputa,
é um ritmo que se aprende ao tropeçar.

Chuto o balde e descubro:
ele estava vazio porque esperava que o mundo o enchesse.
Hoje sei: o destino não é lugar, é presença.
O futuro não é sonho — é direção.
E até a tristeza é um convite para renascer.

Quis não precisar de ninguém,
mas o universo se revela nas relações.
Somos peças de um mesmo organismo,
ninguém evolui sozinho.
Amo porque preciso —
e preciso porque amo.

Teimoso? Convicto?
Sou ambos.
Há dentro de mim um grito que recusa a mediocridade,
mas agora sei: ser extraordinário
é aceitar a própria humanidade sem máscaras.
Não fui escolhido — escolhi permanecer desperto.

Perder ainda me dói,
mas entendo que a vitória não é o resultado:
é a consciência que fica depois do erro.

Deus ainda me habita,
não como consolo, mas como espelho.
A música me equaliza,
porque traduz o indizível —
a vibração entre fé e carne,
entre lágrima e perdão.

Deus meu, meu Deus:
não preciso que me faças vencer,
basta que me mantenhas inteiro.
O livre-arbítrio é o templo do amor —
não a posse, mas a permissão.
E se desejo uma mulher,
que seja para encontrá-la livre, não para tê-la.

Amar é sentir medo e não fugir.
É cair e continuar vendo beleza no chão.
Nenhum tempo é melhor gasto
do que aquele em que aprendemos a cuidar —
mesmo sem retorno.

Escolho sentir, sim,
mas agora sei que o sentir também me escolhe.
Às vezes me destruo, às vezes me integro,
mas já não chuto o balde com raiva:
coloco nele a água que sobrou
e lavo meu rosto para recomeçar.

A alma não ama para receber, a alma ama porque é feita de amor

Quem teme a morte já assinou contrato com a própria rotina: acorda, respira, se condiciona e chama isso de vida. A dignidade não está em durar, mas em incendiar o instante com presença. Morrer não é o perigo; o perigo é sobreviver intacto, sem nunca ter sido de verdade.

⁠Às vezes, um homem deve fazer o que tem que ser feito. Razão e livre-arbítrio não são opostos, mas se conectam: a razão ilumina e o livre-arbítrio decide. É justamente nessa obediência à razão que o homem se torna verdadeiramente livre.

⁠Amar pela metade é como tentar acender uma vela sem chama.
É como entregar um cálice vazio e chamar isso de vinho.
Ou se ama com todo o ser — ou se deve ter coragem de admitir: não é amor.

⁠O desejo de entender supera, às vezes, a vontade de fugir.

⁠A natureza humana é uma teia dinâmica de pulsões inconscientes, arquétipos ancestrais e consciência reflexiva, onde o ser humano — simultaneamente moldado por forças ocultas e capaz de ressignificá-las — emerge como artífice de sua própria transformação, entrelaçando história, símbolo e ação.

⁠O homem é um ser consciente e reflexivo, capaz de perceber o mundo, atribuir significados e transformar tanto a realidade externa quanto sua própria interioridade.

⁠A inovação prospera onde há liberdade de criação, mas também suporte para que todos possam participar e contribuir.
Liberdade e igualdade não são opostos, mas complementos necessários para uma sociedade equilibrada.

⁠O Equilíbrio do Progresso
No campo vasto da criação,
onde a mente voa sem fronteira,
liberdade e igualdade se entrelaçam,
como luz e sombra na mesma esteira.
A inovação precisa de espaço,
mas também de solo fértil e abrigo,
pois o talento não floresce ao acaso,
e sim onde há sustento e sentido.
Que o Estado seja o guardião,
não a muralha que prende a estrada,
mas a ponte que liga a ambição
ao direito de cada jornada.
Diversidade é uma riqueza,
a essência viva de uma nação,
quando cada voz tem o seu tom,
Tecemos juntos a inclusão.
E assim, entre o livre sonhar
e a mão que protege a esperança,
cresce um mundo a prosperar,
onde justiça e progresso caminham juntos.