Coleção pessoal de erotildesvittoria
Voar para dentro de nós...
Que voemos pelo mundo
a procura de respostas
onde talvez, estejam perdidas
e enterradas em local desconhecido,
mas voar para dentro de nós,
sem medo de descobrir
um mundo imenso e secreto
que mantém em arquivo especial,
nossas dúvidas e também,
soluções para tantas indagações,
será sempre,
um voo com destino certo.
by/erotildes vittoria
Passarela...
Da janela entreaberta,
onde um raio de sol
insistia em entrar,
olhava o dia como um pássaro
querendo voar para fora da gaiola.
Decidi caminhar sozinha
e a cada passo que eu dava,
mais vontade eu sentia
de andar pela cidade.
Fui cortando avenidas,
e atravessei um grande jardim
que exalava mistura de perfumes
com milhares de borboletas
camufladas naquelas cores sem fim.
No final da tarde, escureceu
e a chuva caiu com força
levando embora folhas secas
que navegavam como barcos
sobre ondas gigantes.
Eu só observava a coragem da água
que não se intimidou,
em alagar tudo e desfilava
como uma grande estrela,
sobre a rua deserta
que virou passarela.
b/erotildes vittoria/
Canção de ninar...
Quando a noite chegar
e te encontrar chorando,
peça a ela para cantar
uma canção de ninar
que abrande teu coração.
Seque tuas lágrimas
e cante junto até adormecer
tua dor e te fazer dormir.
by/erotildes vittoria
Quem sou eu?
Sou mais uma na multidão
que gosta de escrever.
Minhas poesias são diferentes,
narrativas quase sempre,
nada de estética literária,
gosto de andar descalça sobre o papel
como costumo dizer.
Assim como na vida,
a liberdade sempre aliada
ao que a natureza possui,
é meu tema preferido
e faz parte constante
das linhas que digito.
by/erotildes vittoria
Outra estrada...
Há momentos,
que somos atingidos
e surpreendidos
tão inesperadamente
que vai além do corpo essa dor
que parecia não existir.
Chora a alma, de tal forma
que alguns minutos,
passam a durar uma eternidade.
Ficamos em estado de torpor
pela insensibilidade ou porque ainda
não aprendemos a aceitar o outro,
como ele é.
Vagamos em um silêncio sem interrogações
e nos perdemos em uma terra estranha
chamada decepção.
Aos poucos,
rumamos para outra estrada
e vamos deixando para trás,
as vírgulas, as reticências,
as exclamações e os pontos finais,
afinal, somos aprendizes
em nossas reminiscências.
by/erotildes vittoria
Páginas gravadas...
No tempo, foram deixadas
páginas escritas com palavras
bonitas, frases direcionadas
e muitas vezes lembradas,
como um presente especial.
Seguiu a vida,
de forma serena algumas vezes
e outras tantas,
recheada de dor, de desesperanças
e entradas até o fundo do poço,
onde parecia não ser possível
voltar à tona daquela escuridão.
Muitas voltas foram dadas,
nem sempre de mãos dadas
e o perigo, morava ao lado
de cada passo que eu dava.
Ficaram guardados, segredos
e tantos medos,
se juntaram a eles.
As palavras gravadas,
foram sempre marcadas
com borrões de lágrimas
que caiam sobre o papel
e se misturavam,
a tinta da caneta
que levada pela mão
insegura ao ligar cada letra,
seguiam, contando uma história.
by/erotildes vittoria
Meus pensamentos...
Não são as flores
que enfeitam minha vida,
também não são,
as dificuldades
que me fazem sofrer,
mas meus pensamentos
que me condicionam
a ver nas flores, as cores,
o perfume delas
e a enxergar nas dificuldades,
somente o lado trágico
o que me torna amigo fiel,
da eterna lamentação.
by/erotildes vittoria
Dor...
Muitas vezes,
a dor do corpo é tão forte
que tenta se libertar dela mesma.
by/erotildes vittoria
No silêncio...
No silêncio,
moram perguntas,
dúvidas, respostas, dores
e sentimentos negativos,
mas mora ali também,
a serenidade daquele
que enxerga o mundo
sabendo
que a metamorfose
é necessária,
ao crescimento de cada um.
by/erotildes vittoria
Em outra cidade...
O dia vai terminando
e a luz do lampião,
faz a diferença na escuridão.
Há sempre algum poeta
que escreve em mesa de bar
e dedilha notas suaves,
em um violão improvisado.
São versos que falam de amor
e o canto que encanta
quebra a dureza da saudade
que parece não ter fim
quando o amor da gente,
mora longe, em outra cidade.
by/erotildes vittoria
Sempre o mar...
Eu me solto sem medo
naqueles dias
que parecem regidos
por um querer diferente
que acaba sempre,
me levando ao mar.
Gosto de pés descalços
que vão sem rumo
enquanto sinto a água gelada,
tocando até a minha alma.
Viajo para muito longe
e costumo me esquecer
bem distante dali.
Há sempre uma gaivota
que flutua e se deixa levar
pela suavidade da brisa
sob um céu azul
que parece encostar
nas ondas do mar.
by/erotildes vittoria/
No final da tarde, escureceu
e a chuva caiu com força
levando embora folhas secas
que navegavam como barcos
sobre ondas gigantes.
do meu poema - Passarela
Noite...
Já é noite
e nesse outono gelado,
vou ninando meus sonhos
em um abraço bem forte,
deixando que a noite,
também me tome em seus braços
e me faça dormir serenamente
até que o sol,
bata em minha porta,
mostrando um novo dia.
by/erotildes vittoria
Gente
que não teme nada
que vai firme pela estrada,
não tropeça sobre pedras
e sem medo, atravessa o rio a nado,
em busca de seus ideais.
do meu poema - Gente
Eu só observa a coragem da água
que não se intimidou,
em alagar tudo e desfilava
como uma grande estrela,
sobre a rua deserta
que virou passarela.
do meu poema - Passarela
O grito...
Sou mais uma passageira
que não deseja embarcar nesse trem.
Sei que tenho hora marcada,
mas antes de partir,
quero andar muito
por outras estradas.
Já viajei por tantos caminhos
e sempre sozinha,
fui levando e fui levada
a compreender o desconhecido.
Fui companhia, amiga, inimiga,
cruzei muitas fronteiras
e busquei outras terras.
Travei guerras dentro de mim
em busca de minha paz.
Devolvi ao mundo,
meus ganhos, minhas perdas,
meus fracassos, minhas lágrimas,
mas também, meu sorriso
que não encontrei mais.
Deixarei sobre o palco
o pouco que restou,
são frações de quase nada
e muitas lições
que não serão tomadas.
Também ficará um grito preso
entre as montanhas escuras
que sempre dormiram,
dentro de mim.
by/erotildes vittoria
Sorriso...
Sorria para você
quando teus olhos
falavam comigo.
Hoje,
fecho minha mão
para segurar a tua,
meu coração
para te guardar
e meus olhos
para te lembrar.
by/erotildes vittoria
Muitas vezes,
observava o rio
que passava quieto
e parecia nem mover-se
para não interromper
meus pensamentos.
do meu poema - Me esquecia naquele lugar
Bebi o vinho de uvas castas
fabricado ao lado da parreira
e cantei junto com pássaros,
poesias que eu escrevia
quando lia nas folhas das ávores,
detalhes sobre o meu dia.
do meu poema - Os meus dias
