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Coleção pessoal de EmOutrasPalavras

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Amanhã, Deus não vai perguntar: O que o fez sonhar? O que você pensou? O que planejou? O que pregou? Ele vai perguntar: Que caminho você trilhou?

Prefiro as pessoas que não têm as mesmas idéias que eu e que fazem algo, às pessoas que têm as mesmas idéias mas não fazem nada.

Deus é alegria, se se entregares à Deus, te entregarás à alegria.

Se correres muito nada encontrarás, e pior, não encontrarás a ti próprio.

O homem foi eleito por amor e para o amor. E só cresce no amor.

O homem que nunca errou foi aquele que nunca fez coisa alguma.

A estrada da tua felicidade não parte das pessoas e das coisas para chegar a ti; parte sempre de ti em direcção aos outros.

A estrada da tua felicidade não parte das pessoas e das coisas para chegar a ti; parte sempre de ti em direcção aos outros.

A vida virtuosa faz o homem sábio diante de Deus e entendido em muitas coisas. Quanto mais humilde for cada um em si e mais sujeito a Deus, tanto mais prudente será e calmo em tudo.

Grande sabedoria é não ser precipitado nas ações, nem aferrado obstinadamente à sua própria opinião; sabedoria é também não acreditar em tudo que nos dizem, nem comunicar logo a outros o que ouvimos ou suspeitamos.

As almas perfeitas, porém, não crêem levianamente em qualquer coisa que se lhes conta, pois conhecem a fraqueza humana inclinada ao mal e fácil de pecar por palavras

Verdadeiramente grande é aquele que a seus olhos é pequeno e avalia em nada as maiores honras. Verdadeiramente prudente é quem considera como lodo tudo o que é terreno, para ganhar a Cristo (Flp 3,8). E verdadeiramente sábio aquele que faz a vontade de Deus e renuncia a própria vontade.

Oh! Como passa depressa a glória do mundo!

De certo, no dia do juízo não se nos perguntará o que lemos, mas o que fizemos; nem quão bem temos falado, mas quão honestamente temos vivido.

Toda a perfeição, nesta vida, é mesclada de alguma imperfeição, e todas as nossas luzes são misturadas de sombras. O humilde conhecimento de ti mesmo é caminho mais certo para Deus que as profundas pesquisas da ciência. Não é reprovável a ciência ou qualquer outro conhecimento das coisas, pois é boa em si e ordenada por Deus; sempre, porém, devemos preferir-lhe a boa consciência e a vida virtuosa. Muitos, porém, estudam mais para saber, que para bem viver; por isso erram a miúdo e pouco ou nenhum fruto colhem.

Não vás à minha frente,
que não te posso acompanhar.
Não vás atrás de mim,
que não me poderás guiar.
Caminha apenas junto de mim
para, simplesmente, seres meu amigo.

Albert Camus, escritor francês (1913-1960)

Albert Camus, que com Nietzsche e Dostoiévski, formavam uma trindade de existencialistas (ou pré) que, estudantes, gostávamos de ler ou de dizer que líamos, nasceu no dia 7 de Novembro de 1913, um dia depois de Gandhi ter sido preso na África do Sul, quatro anos precisos antes de Lenine depor Kerenski, na Revolução que para o calendário ortodoxo (juliano) foi em Outubro.

Camus, no estudo da Filosofia/Teologia, era um existencialista aberto, não-cristão, ao contrário de Gabriel Marcel ou Karl Jaspers, mas representando um humanismo ateu dialogante, diferente do de Sartre.

A tese de doutoramento de Camus foi sobre Santo Agostinho. Nobel da Literatura em 1957 (três anos antes de morrer), escreveu “O estrangeiro”, “O mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo”, “A peste”, “O homem revoltado”, entre outras obras.

Como isto anda tudo ligado, li ontem em “A Vertigem das Listas” (p. 309-310):


Eu lembro-me de que o protagonista de “O Estrangeiro” é Antoine (?) Meursault: foi frequentemente observado que ninguém se recorda do seu nome.

Santo Agostinho

Aurélio Agostinho (Aurelius Augustinus), Agostinho de Hipona, Santo Agostinho, nasceu no dia 13 de Novembro de 354, em Tagaste, actual Souk Ahras, na Argélia.

Padre e bispo, escritor, filósofo, teólogo. Um dos poucos antigos de que se conhece a data de nascimento. Um dos poucos antigos a deixar uma autobiografia, as “Confissões”. Uma das mentes mais influentes da humanidade. Não foi só sobre a Idade Média que Agostinho pairou. Lutero, Calvino, Descartes, Kant, Hegel, os racionalismos em geral e mesmo os marxismos e utopias de todo o género, Camus, Hannah Arendt e Ratzinger, entre muitos outros, devem algo ao bispo de Norte de África. Foi há 1655 anos que nasceu.

A revolta é uma ascese, se bem que cega. Porque o revoltado blasfema na esperança de um novo Deus.

A certeza de um Deus, que desse o seu sentido à vida, supera muito em atracção o poder impune de fazer o mal.

Cristo morreu sem saber… Deixou-nos sós para continuar… mesmo quando estamos na masmorra, sabendo o que Ele sabia, mas incapazes de fazer o que Ele fez, incapazes de morrer como Ele.