Coleção pessoal de eliza_yaman

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Amizade é o lugar onde a alma descansa sem se esconder

Há vínculos que não pedem explicação, nem prova. São feitos de silêncio compartilhado, de dor que não precisa ser dita, de fé que se empresta quando a nossa falha. Amizade verdadeira não invade, não exige. Ela permanece — mesmo quando tudo em nós se desfaz.

Feliz Aniversário, minha Irmã

Hoje o mundo celebra o dia em que você chegou, mas eu celebro o milagre de ter você como irmã. Não é só sangue que nos une,
é a memória compartilhada, a fé que herdamos, silêncios que só nós entendemos. Você é raiz e flor. É aquela que me viu cair e não julgou, que me ouviu calada e me entendeu. É presença que não exige, mas que sustenta. Neste aniversário, quero te oferecer mais que palavras: quero te lembrar que tua existência é bênção, que tua força é farol, e que teu amor é abrigo. Que Deus te envolva com a mesma ternura que você espalha sem perceber. Que a vida te devolva em dobro tudo o que você já ofertou em silêncio. Feliz aniversário, irmã. Hoje, celebro você como quem celebra um milagre íntimo: aquele que me acompanha desde sempre e que nunca deixou de ser luz. Com amor eterno, de quem te honra em cada verso da própria história.

Não nasci para agradar o mundo.
Nasci para cumprir um chamado que só eu escuto, mesmo que ninguém entenda.

A saudade não é falta. É presença que insiste em viver dentro da gente, mesmo quando o corpo já partiu.

Carrego em mim vozes que nunca ouvi,
mas que me guiam como raízes invisíveis.
Sou continuação de quem sonhou antes de mim.

Há silêncios que gritam mais alto que qualquer palavra. São pausas onde a alma respira e Deus sussurra o que ninguém mais ouve.

A fé não precisa de provas. Ela floresce no escuro, quando tudo parece perdido e ainda assim o coração insiste em esperar.

Há um caminho que ninguém vê, mas que arde dentro. Não é escolha, é missão. E quem escuta, nunca mais se contenta com o ruído do mundo.

Depois da dor, não quero mais o que era. Quero o que é real, mesmo que doa. Porque só o que é verdadeiro permanece.

Não precisei provar que sou forte. Bastou continuar, mesmo quando ninguém viu.

Quem ama não prende. Oferece espaço e escolhe ficar mesmo podendo partir.

Algumas pessoas não passam.
Elas ficam, mesmo quando tudo muda,


porque foram feitas para ser abrigo.⁠

O amor não é eterno por acaso. É eterno porque é escolhido, mesmo nos dias em que parece mais fácil desistir.

Ser livre ao lado de alguém é raro. É quando o amor não exige, mas inspira.

Amor em decomposição

O amor que tive apodreceu no peito,
como cadáver preso à eternidade.
Não há perfume — só o desafeto,
e a carne exala a própria saudade.

Teu nome vibra em células partidas,
como um lamento ácido e profundo.
E eu sou ruína, sombra entre ruínas,
amando o nada que restou do mundo.

Teu vulto no abismo

(Eliza Yaman)

Vejo teu vulto em cada espasmo meu,
como se a dor tivesse voz e forma.
És o espectro que nunca se perdeu,
a febre que me consome e transforma.

Teu beijo é ausência que me dilacera,
fantasma doce em meu sistema orgânico.
E eu, poeta, sou víscera sincera,
sangrando versos num delírio pânico.

Amor pós-morte

(Eliza Yaman)

Se a morte é fim, por que ainda te escuto?
Por que teu nome pulsa em minha veia?
Talvez o amor seja um vírus oculto,
que sobrevive à carne que incendeia.

Te amei além do tempo e da matéria,
num plano onde o espírito se rasga.
E hoje, mesmo em dor, minha alma espera,
que tua ausência enfim me abrace e me apazigua.

Amor que não morreu

Diziam: “Vai passar, é só ausência.”
Mas o que sinto não conhece fim.
É como se a tua essência e a minha
tivessem fundido o próprio porvir.

Não há morte para o que não nasceu,
nem esquecimento para o que arde.
Teu amor é cadáver que viveu,
e em mim repousa — lúgubre, mas tarde.

Carta ao que não volta

(Eliza Yaman)

Se eu te escrevo, é só pra não morrer.
Pois cada verso é sopro que me resta.
Não espero resposta, nem prazer,
só que tua ausência enfim me conteste.

Foste embora, mas não foste embora.
Ficaste em mim como um eco sem paz.
E eu, poeta, sou quem ainda chora,
por um amor que nunca se desfaz.

O silêncio não é ausência.
É o espaço onde a alma respira
e onde Deus fala sem palavras.