Coleção pessoal de EgnaldoBarros
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Para bem conhecer o caráter do povo, é preciso ser príncipe, e para bem conhecer o do príncipe, é preciso pertencer ao povo.
Tendo o príncipe necessidade de saber usar bem a natureza do animal, deve escolher a raposa e o leão, pois o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender da força bruta dos lobos. Portanto é preciso ser raposa, para conhecer as armadilhas e leão, para aterrorizar os lobos.
O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta.
Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.
O encontro de duas personalidades assemelha-se ao contato de duas substâncias químicas: se alguma reação ocorre, ambos sofrem uma transformação.
Todo coração que se fecha é um jardim em greve, rejeitando a primavera para evitar o outono. A frieza que vestimos é um casaco costurado com as linhas da traição alheia, mas o maior ferimento é a solidão autoimposta do desamor.
A liberdade só se manifesta quando não há mais ninguém externo para servir de bode expiatório para a nossa infelicidade ou o fim da história. Enquanto a sombra da culpa for projetada, estaremos presos na escuridão de um luto que não nos pertence.
A questão é: como desprezar a Autoridade interna? Que nos foi transmitida em forma de valores,enquanto comiamos à mesa ou quando iamos dormir.Como livrar-se de conceitos tão arraigados,mesmo admitindo conscientimente que esses valores são apenas imagens e falacias,com o intuito exclusivo de dominação e domesticação.
