Coleção pessoal de EduardoRezende

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Sou melhor que a minha fama.

Quem alguma vez sobreviveu a um grande amor, é feliz até à morte, e infeliz porque dele se curou.

O amigo é-me querido, o inimigo é-me necessário. O amigo mostra-me o que posso fazer, o inimigo, o que tenho de fazer.

A felicidade é um perfume que não podemos espargir sobre os outros, sem que caiam algumas gotas sobre nós mesmos.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.

O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.

O homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida.

A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.

Conseguimos realizar nossos propósitos economizando os minutos.

O homem, com suas nobres qualidades, ainda carrega no corpo a marca indelével de sua origem modesta.

Para ser um bom observador é preciso ser um bom teórico.

A atenção é a mais importante de todas as faculdades para o desenvolvimento da inteligência humana.

O amor é a sabedoria dos loucos e a loucura dos sábios.

Estranho, se por mim passar
Tens o desejo de comigo falar,
Por que não deverias tu falar comigo?
E por que não deveria eu falar contigo?

O dito e o escrito não provam quem sou, trago a plena prova e todo o resto em meu rosto, com meus lábios calados confundo o maior dos céticos.

Se, a princípio, nos desencontrarmos, não desanimes.
Se não me achares aqui, procura-me ali;
em algum lugar estarei esperando por ti.

Existo como sou, isso é o que me basta: se ninguém mais no mundo toma conhecimento, eu me sento contente; e se cada um e todos tomam conhecimento, eu contente me sento. Existe um mundo que toma conhecimento, e este é o maior para mim: o mundo de mim mesmo. Se a mim mesmo eu chegar hoje, daqui a dez mil ou dez milhões de anos, posso alcançá-lo bem disposto ou posso bem disposto esperar mais.

Creio que eu poderia transformar-me e viver como os animais. Eles são tão calmos e donos de si! Detenho-me para contemplá-los sem parar. Não se atarantam nem se queixam da própria sorte; não passam a noite em claro, remoendo suas culpas, nem me aborrecem falando de suas obrigações para com Deus. Nenhum deles se mostra insatisfeito; nenhum deles se acha dominado pela mania de possuir coisas; nenhum deles fica de joelhos diante de outro, nem diante da recordação de outros da mesma espécie que viveram há milhares de anos. Nenhum deles é respeitável ou desgraçado em todo o amplo mundo.

Estávamos juntos. Esqueci o resto do mundo.

Contradigo a mim mesmo porque sou vasto.