Coleção pessoal de ednafrigato
A gente se abraçou, se apertou forte, se encaixou como se um fosse a metade perdida do outro, em um tempo, que só os nossos corpos tinham memória.
Tua saliva é orvalho vespertino, em cálice de cristal, borbulhando sandices em minha boca perfumada por seus pecaminosos desejos, florescências e meiguices.
Se perdi meu tempo te amando, por favor amor, devolva-os a mim, para que eu possa novamente perdê-los.
Que o amor nos causará algumas dores, é fato. No entanto, viver sem ele , não nos proporcionará nenhum prazer.
Antes que a efemeridade do tempo, roube o que de mais precioso te dei, envolverei-o nesse sudário de encanto, e o sepultarei aos pés do sagrado altar, das minhas mais doces memórias.
Se olhares no fundo, bem no fundo dos meus olhos, verá que sou animal ferido, abençoado pelo milagre das lágrimas.
Aquele que perdoa, não redime o outro da culpa, redime a si mesmo, da culpa de não ter dado o perdão.
Meu poema mais bonito tem sobrenome e endereço, um sorriso encantador, a lascívia e a malícia, e o perfume do meu homem.
