Coleção pessoal de Diogovianaloureiro
Não existe narrativa correta.
O problema é a ausência da sua narrativa.
Se expresse, a subjetividade da sua verdade é única e, transforma ilusões em real justiça.
Vivemos um uma sociedade que um continente sangra em guerra e o outro preocupado como comemorar seus folclores e rituais.
será que falhamos como humanos? Ou ser humano é mais uma fantasia que criaram pra nossa espécie se orgulhar?
Somos a espécie que destrói vidas, corre atrás do relógio, e é oprimido sonhando em oprimir.
Somos o verdadeiro lobo em pele de cordeiro.
Humano engolindo humano.
Nessa dança sem ritmo e sem graça.
Onde poucos tem dignidade e a maioria vive abaixo da linha da mediocridade.
O ser humano procura títulos, filosofias e religiões para justificar a sua própria existência.
Nenhuma dessas é capaz de explicar ou dar sentido a vida.
A vida é o espetáculo organico, biologico e mutável que da sentido a todas construções socias, filosóficas e políticas.
O sentido da vida é subjetivo e proporcional a percepção única de cada indivíduo.
A procura de sentido da vida em regras de massa é a fuga da realidade individual, a única capaz de proporcionar algum sentido real a vida.
A crença nas filosofias, títulos e religiões são fugas da realidade e de nada valem para a busca de um propósito de vida.
Viver a procura de reconhecimento faz parte da ilusão do ego humano, é necessário ser criador de sua própria filosofia, sem desejo de ter seguidores ou de seguir, apenas ser livre em seu próprio sentido da vida.
Existe indivíduos constituídos de puro amor e fé na raça humana.
Existem outros que nem humanos se consideram mais.
Ambos podem crer ou não em um Deus.
No fim nenhum deles sabem o que fazem.
Somos formados apenas pela construção subjetiva da percepção da nossa própria mente.
Ter afantasia é reconhecer-se com 2% da população. 98%, neurotipicos e neurodiversos, tem sua personalidade construída a partir de vivências e imagens mentais.
De fato, pessoas neurotipicas ou neurodiversas não tendem a falar das suas imagens mentais, preferidas ou assustadoras, mas em comportamentos positivos ou negativos com masking ou sem masking as revelam em decorrência do convívio e do tempo.
Nem tudo cabe em um padrão e em nenhum padrão cabe tudo.
Autistas se tornam adultos.
Nem anjos nem demônios.
Neurodiversos adultos.
No fim das contas, que grupo se esconde atras de sua própria narrativa?
Mentira, fome e guerra seguem distantes, na privacidade do celular, onde apenas enriquece quem posta e engana a manada que trás.
O tempo não é óbvio pra ninguém. Depende de como te sentes e o desejo que ainda tens.
Como resignificar a dor de um trauma se não visualizo as lembranças dos eventos vividos?
Qual o peso da nossa história sobre as rugas da minha pele?
Quanto paga quem não vive de fantasia?
Encarar a própria dor é um abismo profundo, sem fundo, avesso à consciência do que é juízo.
As vezes criamos filhos incríveis para um mundo merda.
Futuro é a depressão.
E continuamos no sofá?
A orar e a pecar,... A orar e a pecar.
Todos estão aprendendo a utilizar a Internet.
É importante refletir sobre o comportamento no digital.
Seu sapiens tem a forma que treina.
No mundo terrestre, subjetivo e digital.
O mundo está sendo consumido pela cobiça dos prazeres triviais daqueles que se alimentam de muito e compartilham pouco.
O legado e a história da humanidade em breve será reescrita mais uma vez.
Os sinais já começaram, eles são científicos, religiosos, eles são reais.
Seus olhos, universo diverso, que inspiram meus versos.
Silêncio profundo, que habito e reflito.
Que me conheço e reconheço.
Que me afogo e sobrevivo, que em silêncio me inspiro.
