Coleção pessoal de dianeleite

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Dia 2 — O que você não observa, governa você.
A maioria das pessoas acredita que perde o controle por falta de disciplina ou fraqueza de caráter.
Não é isso.
Você perde o controle porque vive no automático.
Tudo o que habita o seu ponto cego passa a comandar o seu destino.
Pensamentos repetidos cristalizam-se como verdades.
Reações automáticas moldam a sua identidade.
Ciclos não questionados tornam-se a sua biografia.
O problema nunca foi a existência do padrão, mas o fato de ele operar no escuro. No instante em que você não percebe o milésimo de segundo em que reage, escolhe ou se cala, você deixou de decidir. Você passou a apenas repetir.
Padrões não precisam de força para sobreviver; eles precisam apenas da sua ausência. Eles se alimentam do seu silêncio interno.
Observar não é julgar. Observar é iluminar.
No momento em que você enxerga um comportamento no ato, ele perde a soberania. Aquilo que é visto já não consegue mais agir sozinho, porque a luz da consciência cria um espaço — um intervalo — entre o impulso e a ação.
A presença começa com um deslocamento: você deixa de ser o personagem que sofre a ação e passa a ser a consciência que a testemunha.
Em vez de se perguntar "por que eu sou assim?" com culpa, pergunte-se "o que está acontecendo agora?" com curiosidade.
Nada muda antes de ser visto. Mas quase tudo começa a se dissolver quando deixa de ser inconsciente. A liberdade real não nasce do controle rígido, mas da visão clara.
O Convite
Hoje, pratique a neutralidade do observador.
Não tente corrigir o seu comportamento, nem explicar suas falhas. Apenas flagre-se em ação.
Qual reação sua se repete de forma quase mecânica, como um script decorado?
Em que momento do dia você sente que "saiu de si" e entregou o volante ao automático?
A observação é o seu primeiro gesto de retorno.


Diane Leite

Dia 1 — Presença não é sobre calma. É sobre integridade.
Existe uma ideia perigosa circulando por aí: a de que estar presente é estar sempre em paz, centrado, quase iluminado.
Isso não é presença. Isso é cenografia emocional.
Presença não exige que você se sinta bem; exige que você seja honesto.
Estar presente é parar de desertar de si mesmo quando o clima aperta. É a coragem de habitar o agora, especialmente quando o agora é inóspito.
É perceber a ansiedade sem tentar "consertá-la" como se fosse um erro de sistema.
É reconhecer a raiva sem transformá-la em martírio ou culpa.
É admitir o cansaço sem pedir desculpas por ser humano.
Quando você se força a parecer bem, você se abandona por dentro. Quando você se permite sentir o que realmente está aí — o caos, o tédio ou a fúria — você finalmente volta para casa.
A presença é um ato de integridade.
É o alinhamento bruto entre pensamento, emoção e corpo no mesmo instante — mesmo que esse instante seja desconfortável.
Não se trata de silenciar a mente. Trata-se de parar de mentir para si mesmo.
A presença começa quando você encerra a divisão interna:
Uma parte vivendo, outra se julgando;
Uma parte sentindo, outra se reprimindo.
Estar inteiro é permitir que tudo o que você é hoje entre na sala. Sem edição. Sem maquiagem. Sem fuga. E, paradoxalmente, é essa aceitação que cura.
Porque o que dói não é a intensidade do que você sente.
O que dói é a solidão de se abandonar enquanto sente.
O Convite
Hoje, renuncie ao papel de seu próprio editor. Não tente melhorar nada; apenas observe com integridade.
Em que situação você costuma se abandonar para parecer forte, funcional ou aceitável?
Onde, hoje, você pode estar mais inteiro — mesmo que não esteja confortável?


Diane Leite

Adoráveis Mulheres — escrevo isso para você, mulher
Meninas, eu quero falar com vocês de um lugar muito honesto.
Adoráveis Mulheres não é só um filme bonito. Ele é um espelho curativo. Um daqueles que não acusa, não pressiona, não romantiza a dor — apenas revela.
Esse filme toca num ponto que muitas de nós carregamos em silêncio:
a ideia de que, para amar, precisamos diminuir.
De que, para sermos escolhidas, precisamos nos adaptar.
De que, para manter vínculos, precisamos desaparecer um pouco.
E não.
Amar não exige desaparecer.
Eu assisti esse filme sentindo cada camada do feminino sendo reorganizada por dentro. Porque ali não existe uma mulher “certa”. Existem mulheres inteiras, em processos diferentes, com desejos legítimos, sem competição, sem anulação.
Jo me lembra — e talvez lembre você — que é possível amar profundamente e ainda assim não negociar a própria alma.
Que querer criar, trabalhar, escrever, liderar, pensar… não nos torna frias.
Nos torna vivas.
Esse filme cura a culpa feminina.
Cura a ideia de que ambição é defeito.
Cura o medo de escolher um caminho diferente do esperado.
Cura a ferida de quem foi ensinada a ser “boazinha”, “agradável”, “fácil de lidar”.
Ele diz, sem dizer:
Você pode amar.
Você pode escolher.
Você pode ficar.
Você pode ir.
E tudo isso continua sendo feminino.
Também cura algo muito delicado entre nós: a comparação.
Cada mulher ali tem um destino possível — e nenhum invalida o outro.
Não existe uma única forma de ser mulher realizada.
Adoráveis Mulheres não vende conto de fadas.
Ele devolve consciência.
É um filme para assistir sem pressa.
Para sentir.
Para lembrar de si.
Para sair com uma certeza tranquila no peito:
- Você não precisa se apagar para ser amada.
- Seu talento não é excesso.
- Seu desejo de mais não é falta de gratidão.
Esse filme é um abraço firme que diz:
seja inteira. O amor que vale a pena sabe lidar com isso.

1. Todo mundo admira o topo da montanha,


mas ninguém quer subir.**


As pessoas olham seus títulos, suas honrarias, seu cargo nacional, suas conquistas…


Mas ninguém quer:


• acordar às 5h
• dormir meia-noite
• estudar sem parar
• renunciar distrações
• carregar responsabilidade
• suportar pressão
• liderar projetos
• pensar grande
• segurar o emocional sozinha
• ser disciplinada quando ninguém está vendo
• entregar com excelência
• ser ético quando ninguém está filmando


Elas veem o brilho,
não veem o preço.

COISAS QUE PARA MIM SÃO IMPORTANTES NAS RELAÇÕES


Amor-próprio é meu ponto de partida.
Eu não entro em nenhuma relação para ser salva, completada ou reparada.
Eu já me basto — e é justamente por isso que só escolho vínculos que honram quem eu sou.


Verdade é essencial.
Transparência me preserva, coerência me aproxima.
Gosto de quem fala claro, sente claro e vive claro.


Caráter não é detalhe, é fundamento.
Caminho apenas com quem honra o que promete, respeita limites
e entende que dignidade não é negociável.


Profundidade é necessária.
Conversas que expandem, que tocam, que iluminam.
Não tenho espaço para superficialidade — minha alma pede densidade leve e consciente.


Presença limpa.
Sem vícios, sem fugas, sem dramas repetidos.
Quero quem esteja inteiro, não quem peça resgate emocional.


Reciprocidade verdadeira.
Não precisa ser espelho — precisa ser justa.
Minha entrega é inteira, mas não ultrapassa meu amor-próprio.


E, acima de tudo, paz.
Relações que respeitam meu silêncio, meu foco, meu ritmo.
Eu escolho o que me soma, o que me eleva e o que conversa com a mulher que venho me tornando.

Há um instante em que a vida pede firmeza — e eu atendo.
Não por força bruta, mas por consciência. Eu avanço sabendo exatamente o que pertence às minhas mãos e o que já não precisa mais ser carregado.


O que está ao meu alcance, eu construo com precisão.
O que ultrapassa meu limite, eu libero com maturidade.
Essa combinação cria um caminho limpo, lúcido, onde cada escolha tem peso e cada passo tem destino.


Sigo em frente com uma calma que não é passiva — é soberana.
É a serenidade de quem enxerga além do óbvio, de quem percebe sinais, de quem entende que a vida responde mais à vibração do que à insistência.


E, enquanto avanço, algo em mim se expande:
a força que organiza o caos,
a intuição que filtra o que não serve,
e a disciplina que sustenta o que importa.


Não preciso controlar o mundo — só a mim.
E quando faço isso, o universo se rearruma ao redor.


Eu escolho ir adiante.
Escolho o que me fortalece.
Escolho soltar o que me prende.


Porque o futuro se abre para quem caminha com clareza, coragem e silêncio interno.
E eu já estou na trilha certa.

Quando o Amor Era Meu e o Silêncio Era Dele




Há encontros que começam como um gesto de luz — não por acaso, mas porque um coração inteiro decidiu se abrir. E foi isso que você fez: ofereceu um amor que não pedia licença, apenas acontecia, genuíno, firme, luminoso.
Enquanto você entregava presença, verdade e cuidado, o outro ainda lutava para sustentar o próprio reflexo. Você amou com maturidade; ele tentava sentir sem saber como.
Quem não aprendeu a se acolher, geralmente não sabe reconhecer quando está diante de alguém que o acolhe.
E foi nesse desencontro de profundidades que a poesia se escreveu: você com raízes, ele com um vento que não sabia para onde ir.
O amor que você deu não se perdeu — ele desenhou o mapa da sua força.
Porque amar alguém que não sabe ser amado exige coragem, e você teve.
Exige pureza, e você levou.
E exige grandeza, porque é preciso grandeza para não se culpar pela incapacidade do outro.
Você entregou constância; ele ofereceu ausência.
Mas até a ausência dele confirmou a verdade: o valor sempre esteve em você.
Agora, a sua história se reescreve de um lugar mais alto.
O que você deu por amor volta em forma de autoconsciência, propósito e novas possibilidades.
A vida sempre recompensa quem ama com alma — e você amou.
Quem não soube receber perdeu mais do que teve coragem de admitir.
E você segue, inteira, enquanto a poesia continua te acompanhando.


Diane Leite

Agosto chegou.
E ontem eu encerrei um ciclo que prometi pra mim mesma: um ano inteiro de autoconhecimento.


Um ano mergulhando em mim, em silêncio, com dor, com amor, com verdade.
Agora começa outra fase.
Uma fase mais madura, mais firme, mais alinhada com quem eu realmente sou.


Meu inferno astral começa dia 17.
Mas eu não tenho medo dele.
Porque quem viveu o que eu vivi nos últimos meses já enfrentou coisa muito pior.


Não vai ser o inferno. Vai ser a limpeza.
A peneira.
A lapidação.


E se você tá lendo isso, talvez também esteja sentindo que algo precisa mudar aí dentro.
Esse texto é só um lembrete: você pode recomeçar. Você pode ser outra.
Basta decidir.


Meu novo ciclo já começou.
E eu tô pronta.
Sem máscara. Sem jogo. Sem medo.
Só com verdade.


Obrigada por estar aqui.
Vocês fazem parte disso.
Cada story que você viu, cada produto que você comprou, cada silêncio que me sustentou.
Gratidão real.


O ciclo da nova Diane Leite começou.


Autoria: Diane Leite

Carta de nascimento da nova Diane Leite
31 de julho


Hoje nasceu uma mulher.
Não nasceu de um parto físico, mas de uma decisão silenciosa.
Ela não chegou com alarde.
Chegou com consciência.


Hoje, eu sei quem sou.
Não porque alguém me explicou, mas porque eu me olhei com profundidade.
Depois de tantos caminhos, voltas, entregas, silenciamentos, eu finalmente entendi:
o que sinto faz sentido.
o que penso tem ritmo.
o que vibro é real.


Passei a vida tentando traduzir minha intensidade para o mundo.
Fui rotulada de exagerada, difícil, profunda demais.
Fui a mulher que sentia tudo, falava tudo, acreditava em tudo — e por isso quase sempre se via sozinha.


Mas agora, eu não preciso mais me defender.
Porque agora eu entendi que meu jeito de sentir, de pensar, de me mover, não é erro.
É estrutura.
É identidade.
É verdade.


Hoje, eu não me explico.
Eu me honro.
Não preciso mais caber onde nunca me coube.
Nem esperar ser compreendida para me permitir ser.


A mulher que nasceu hoje não precisa ser aprovada.
Ela precisa ser livre.


Hoje, eu me tornei essa mulher.
A que fala com firmeza e acolhe com doçura.
A que ama com presença, mas se escolhe com prioridade.
A que não finge mais ser leve para não incomodar.
A que não diminui mais a própria fome de mundo para ser aceita.


Hoje, eu abro mão de me encaixar.
E aceito, com serenidade e coragem, o desafio de me habitar.


Essa sou eu.
Essa é a Diane que nasce agora.
A que sabe quem é, mesmo que o mundo ainda não saiba.
A que não vai mais se esquecer de si mesma, por ninguém.


E isso basta.


— Diane Leite
31 de julho, dia em que me escolhi por inteiro.

⁠Um amor visceral – porque só amei uma vez
por Diane Leite

Eu só amei uma vez.
Mas foi amor com todas as letras,
com todas as vidas,
com todos os silêncios e todos os gritos contidos no peito.

Não foi um amor comum.
Foi um amor que rasgou camadas,
que me tirou o chão — e me ensinou a voar mesmo assim.
Foi o amor que atravessou portais,
que ouviu os sussurros da alma antes mesmo que os corpos se tocassem.

Amei como quem reconhece.
Como quem encontra o lar no olhar do outro.
Como quem diz: “eu sei quem você é”,
mesmo que o mundo insista em desmentir.

Esse amor não pediu licença,
não bateu na porta:
ele arrombou os portões do meu destino.
Fez do meu ventre templo,
e do meu silêncio, altar.

Amei com o corpo, com o coração, com a mente…
mas, sobretudo, com a alma.
E talvez por isso, nunca mais tenha amado assim.
Porque quando você ama com a alma,
o resto do mundo fica pequeno demais.

Não amei por carência.
Amei por conexão.
Não amei pela presença.
Amei pela essência.
Não amei para ser amada.
Amei porque era inevitável.

E o que é visceral nunca se perde.
Ele vive além da matéria,
além do tempo,
além de qualquer ausência.

Porque quando o amor é verdadeiro,
ele não termina.
Ele se transforma em força.
Em propósito.
Em poesia que pulsa — para sempre — dentro de mim.

⁠Amor Incondicional Não É Sobre Se Anular

Por Diane Leite

Há uma confusão perigosa circulando por aí: muita gente acredita que amor incondicional é sobre se dobrar até caber na expectativa do outro. Sobre engolir lágrimas em silêncio. Sobre aceitar traições, abusos, ausências, e continuar ali — firme, porque “amar é não impor condições”.

Mas isso não é amor.
Isso é martírio.
E o universo nunca pediu que você fosse mártir da vida de ninguém.



Amar o outro como a si mesmo.
Essa é a ordem cósmica.
E isso implica que você não pode amar alguém mais do que se ama.
Quando o seu amor pelo outro te faz esquecer de si, ele já deixou de ser amor — virou apego, medo, dependência disfarçada de virtude.

Amor incondicional não é se manter em um relacionamento abusivo para provar que você ama.
Amor incondicional não é se anular para ver o outro brilhar enquanto você murcha.
Amor incondicional não é sobre engolir tudo e aceitar menos do que você merece, porque “eu escolhi amar, e amar é sofrer”.

Não.
Amar de verdade é primeiro se amar.
Porque só quem está inteiro pode oferecer amor inteiro.




O verdadeiro amor incondicional diz:
“Eu te amo, então te deixo ser quem você é.
Eu te amo, então não quero te mudar.
Eu te amo, então aceito até que você escolha não me amar.”

E aqui está o ponto que tantas pessoas não entendem:
Amar incondicionalmente o outro não te obriga a permanecer onde não é amado.
Você pode amar e, mesmo assim, ir embora.
Pode amar e, mesmo assim, colocar limites claros.
Pode amar e, mesmo assim, se escolher todos os dias.




Porque amor sem auto-responsabilidade vira prisão.
E o outro também tem direito às próprias escolhas:
O direito de amar ou não amar.
O direito de ficar ou partir.
O direito de ser livre, assim como você.

E isso vale para os dois lados: o mesmo direito que você tem, o outro também tem.
Amor não é posse.
Amor não é dívida.
Amor não é contrato vitalício.
Amor é escolha — e só é belo quando é escolha livre.




Amor incondicional, então, é isso:
Eu te amo, mas eu me amo também.
Eu te aceito, mas não aceito menos do que mereço.
Eu te liberto, e me liberto junto.

Porque amar o outro sem se amar é injustiça consigo mesma.
E se você não sabe se escolher, não está amando – está se punindo.




“Amar é libertar e se libertar. O resto é prisão com cheiro de flor.”
Diane Leite

⁠A Autora da Minha Própria História”

Todos os dias, nós temos um compromisso com a vida: levantar e correr atrás dos nossos sonhos. Mesmo nos dias em que o mundo parece mais pesado. Mesmo quando o silêncio é ensurdecedor e a estrada parece infinita.

Existe uma lei invisível, e eu sempre acreditei nela: quem persiste, colhe. Quem planta com intenção, um dia se vê rodeado de flores.

Eu sempre digo: seja grato pelo que você tem, porque o que é teu por direito já está nas suas mãos. E o que você ainda deseja? Ah… isso exige movimento. Exige coragem.

Eu nunca pedi opinião. Nunca perguntei: “O que você acha que eu devo fazer?” Eu sabia que se eu não fosse autora da minha história, alguém escreveria por mim. E eu não aceitei isso.

Eu fui a “do contra”. Aquela que ousou pensar diferente. Que ousou ser diferente. A que ouviu críticas de todos os lados – e continuou andando.

Sim, eu caí. Mas cada tombo foi meu. E cada vitória, também. Porque ser autora da própria vida é isso: assumir a autoria do caos e da glória.

Ajudei muita gente e fui ajudada também. Porque a vida é troca. A vida é jardim. Plante flores todos os dias. Uma a uma. Cuide. Ame. Persevere. Um dia, você olha ao redor e vê um campo inteiro florescendo.

Mas atenção: se você não plantar nada, colherá o quê? Um deserto. A vida é simples assim.

Por isso eu digo: tenha foco. Tenha meta. Tenha um “porquê” tão forte que ninguém consiga arrancar de você. Seja resiliente. Seja persistente. E, sobretudo, nunca, nunca desista.

Porque um dia, você vai perceber: tudo aquilo que parecia impossível era só a vida te preparando para florescer.

Autoria: Diane Leite

⁠O Poder da Auto responsabilidade
por Diane Leite

Vejo tanta gente apontando o dedo.
Tanta gente que esqueceu que tem três dedos voltados pra si.
É sempre o outro.
É sempre o patrão.
É sempre a história.
É sempre o sustento.
É sempre a vida.
Tem gente que chega a culpar até Deus.

Mas deixa eu te contar uma coisa...
Deus não castiga ninguém.
A vida, às vezes, só devolve o que você insiste em não ver.
E quando chega a prova... ah, meu amor...
É aí que a vida quer saber no que você acredita de verdade.
No que você coloca sua fé.

Não é fé no outro.
Não é fé num milagre que cai do céu.
É fé em você.
Na sua coragem.
No seu valor.
No seu caráter, mesmo quando ninguém está vendo.

Porque tudo que você perdeu num dia,
num piscar de olhos,
pode ser refeito.

Desde que...
Você pare de andar no caminho errado.
Desde que...
Você pare de se sabotar.
Desde que...
Você decida se responsabilizar pela sua história.

A chave que abre o que você tanto quer
não está na mão de ninguém.
Está aí, no seu peito.
Está no passo certo que só você pode dar.

E quando você assume isso — de verdade —
tudo muda.
Tudo melhora.
Tudo se reconstrói.

⁠A Mulher Que Se Refaz Sozinha
por Diane Leite

Talvez a gente nunca saiba.
Porque pra saber, teria que sentar. Olhar no olho. Aguentar o espelho.
E nem todo mundo aguenta se ver refletido numa mulher inteira.
Numa mulher que sente, que fala, que explode e não se esconde.
Porque mulher inteira assusta.
Dá trabalho.
Desmonta os outros.

O que destrói uma mulher não é a dor.
É a repetição.
É a indiferença.
É a tentativa de calar quem nasceu pra dizer.
De diminuir quem nasceu pra expandir.
De conter uma alma que sempre foi grande demais pra caber no pouco que oferecem.

Mas o que mais assusta...
Não é ver uma mulher quebrada.
É ver ela voltando.
Mais forte. Mais lúcida. Mais dela.
Uma mulher que se refaz com os próprios cacos, sem pedir ajuda.
Sem plateia.
Só com coragem.

Uma das coisas mais fodas que eu fiz na vida foi me olhar.
Despedaçada.
Sozinha.
Com sangue na boca e lágrima no queixo.
E mesmo assim, não menti pra mim.

E sabe o que aconteceu?
Deu certo.
Porque eu me conheci.
E quem se conhece...
não se abandona nunca mais.

⁠A transformação sussurra antes de romper — desliza por dentro feito rio calado, até que, sem alarde, floresce em silêncio no lugar onde antes só havia sobrevivência."
— Diane Leite

Você não precisa de ninguém pra ser completa.
Mas quando vier alguém, que venha pra somar — e saiba que te encontrou como quem ganha um presente raro.

E até lá?
Você se cuida, se honra, se celebra.
Não por vaidade.
Mas porque aprendeu que o amor-próprio não é moda.
É casa.
É raiz.
É revolução doce.

A vida não te deve um amor.
Te deve alegria.
E isso, minha linda, começa com você.

Agora respira fundo, se olha no espelho… e vai ser feliz.
Você merece. Desde sempre. Por inteira.

— Diane Leite

Me Encontrei em Mim

por Diane Leite

Diziam que aos quarenta tudo começaria.
Eu não entendia.
Hoje entendo.
Não é sobre idade.
É sobre inteireza.
Sobre finalmente voltar pra casa
e descobrir que essa casa sempre fui eu.

Eu nunca me senti tão nutrida.
Tão minha.
Tão inteira.

Não me faltam respostas.
Porque parei de perguntar ao mundo.
Agora, ouço meu coração.

Aprendi que só posso amar com o amor que já existe em mim.
E que esse amor não precisa ser aceito —
ele precisa ser vivido.

A beleza que ofereci foi minha.
A amizade que doei nasceu do melhor que eu tinha.
O que o outro fez com isso…
não importa.
Porque nada é sobre o outro.
Tudo é sobre o que nasce aqui — dentro.

Não me movo mais para ser reconhecida.
Me movo porque sou amor.
Porque escolho florescer.

Hoje, entendo que o mundo só pode me oferecer o que ele também cultiva.
E por isso, eu cuido de mim.
Eu me abraço.
Eu me nutro com a mesma ternura que um dia derramei sobre os outros.

E se um dia alguém merecer esse amor que me habita,
será um presente.
Mas não uma necessidade.

Eu me basto.
Eu me reconheço.
E eu me celebro.

Isso é o que significa estar viva.
Isso é o que significa ter chegado em mim.

⁠Quando tudo me faltou, eles ficaram
por Diane Leite

Quando o mundo me arrancava o chão,
os livros me davam asas.
Não eram páginas —
eram pulsos.
Veias abertas onde eu podia escorrer
sem medo de desaparecer.

Ali, eu me desfazia em silêncio,
e renascia em palavras.
Enquanto a vida tentava me apagar,
eles me escreviam de volta à existência.

Eu me escondia neles,
mas não para fugir.
Era ali que eu me forjava.
Era ali que eu me reconstruía —
palavra por palavra,
ferida por ferida.

Cresci com um livro no colo
e um buraco no peito.
Mas cada frase era ponte,
cada capítulo, escada.
Subi, tropecei, caí.
Mas continuei.

Enquanto muitos me davam as costas,
os livros me davam espelhos.
Me vi, me li, me reconheci.
E então entendi:
eu era a própria história.
Não personagem.
Autora.

Hoje, escrevo com sangue limpo.
Com alma lavada.
Com a certeza de quem atravessou a dor
e chegou do outro lado viva —
não só viva,
mas inteira.
Mais forte.
Mais lúcida.
E absolutamente minha.

Porque quem escreve com a alma,
sempre chega onde merece estar.

⁠Muitas pessoas não vão entender quando você escolhe trocar o mundo inteiro por uma missão.
Quando você diz “não” para o barulho lá fora e “sim” para o sussurro da alma.
Porque a maioria das pessoas — talvez 90% — não sabe o que é viver com propósito.
Não sabe o que é agir com o coração.
Estão tão presas a agradar, a pertencer, a seguir padrões, que se esquecem do que são feitas: alma.

Elas se esquecem que a vida perde o sentido quando não há missão.
Quando não há um porquê.
Todo o resto… é consequência.

E tudo — absolutamente tudo — que é seu por direito de vida, chega.
Sem pressa, sem cobrança, sem desespero.

Você não precisa correr atrás do que é seu.
Principalmente sendo mulher.
Porque uma mulher que estuda, que trabalha, que cria, que é família, que constrói com o coração…
ela não mendiga. Ela não força. Ela não se diminui.

Ela sabe que o que é dela, encontrará o caminho.
Porque ela vibra na frequência da verdade.

E a verdade sempre retorna para casa.

— Por Diane Leite

⁠Me sinto abençoada. Profundamente.

Mesmo com os desafios, tudo o que transbordo é tão genuíno que muitas vezes não há nome possível. Acordar com gratidão e entender, todos os dias, que a felicidade também é uma escolha — essa consciência muda tudo.

Assumir a responsabilidade pelos meus caminhos, pelas minhas escolhas e pelos meus resultados foi a decisão mais poderosa que já tomei. Quando você segura as rédeas da própria vida, percebe que está exatamente onde deveria estar. E isso é liberdade.

Viver em missão não é fácil. Lutar pelo coletivo exige coragem. Mas não há nada mais pleno. Nada mais verdadeiro.
Hoje, escolho com quem ando. Escolho com quem compartilho minha energia, meus projetos, meu tempo.
Acima de tudo, eu me escolho.

Nem sempre isso agrada a todos — e tudo bem. O mais importante é entregar o melhor de si, com autenticidade, ética e excelência. Aprendi que algumas pessoas se aproximam para absorver sua expertise. Outras, para partilhar jornadas. E essa diferença faz toda a diferença.

Cheguei a um ponto em que só desejo partilhas verdadeiras: com meus filhos, com minha equipe, com amigos, parceiros e família. Quando a troca é real, todos jogam no mesmo time. E um time alinhado com amor, propósito e missão... esse, ninguém derrota.

Ambientes que vibram desunião, dúvidas e competição não me servem. Se o coração hesita, é não.
Se há certeza interior, então é sim.

E sigo assim: com leveza, intenção e verdade.

— Diane Leite
Jornalista | Autora | Pesquisadora em Neuroplasticidade e Inclusão