Coleção pessoal de demetriosena

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Tempos de Chumbo

Demétrio Sena - Magé

As meninas diziam: não temos futuro;
nosso amor é incerto e não vai dar em nada;
não há como seguir sem um porto seguro
que meus olhos percebam lá no fim da estrada...

Poetizo essas falas quase rebuscadas;
eram quase jargões de registrar nos muros;
ilusões produzidas em contos de fadas
aos cuidados do medo, em tempos obscuros...

Fui poeta vadio; menino de rua;
tinha como riqueza o meu mundo da lua
construído com sonhos; profunda utopia...

Eram tempos de chumbo e conceitos brutais,
de meninas guardadas pra maridos-pais
e meninos blindados contra poesia...
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Vocês querem ditadura?

Demétrio Sena - Magé

Em uma possível nova ditadura, como sonham muitos brasileiros iludidos, não adiantará para o indivíduo pobre, viver ajoelhado em pública e gritando: "Eu te amo, Jair!", "Te amo, Flávio (ou Dudu, Carlos, Michelle, qualquer outro Bolsonaro)!". Todo pobre sofre nas ditaduras... não importa o que digam, preguem, neguem, gritem ou louvem, mesmo em línguas angelicais.

Ditaduras não contemplam povo. Só parceiros e correligionários ricos contam, para governos ditatoriais. Pobre da direita é mula, nesse regime. As diferenças entre ele e o pobre da esquerda estão nas formas de lidar com isso. O da direita sofre sorrindo como um pateta. Não tem voz nem faz questão. É um prisioneiro em si mesmo, que aceita ser assim para não ser preso em cadeia. Já o pobre da esquerda, sofre lutando por dignidade; correndo riscos, porque não aceita ser passivo em situações de injustiça extrema e crueldade contra os invisíveis e desamparados.

Esses patetas que vivem pedindo ditadura, babando pelos Bolsonaro de qualquer contexto familiar não enxergam o óbvio: Xingam o governo, fazem protestos, acusam de tudo, abertamente, e não sofrem nada. Quem está preso, hoje, cometeu crimes previstos na própria democracia... tirando isso, o cidadão é livre, mas os patetas pedem para ser oprimidos, calados, vigiados e sem direito a nada. Tudo por uma pirraça sem ideologia séria; racional.

Se todos esses milici@nos que aí estão: invocando falsa fé, santidade, conservadorismo e moral de ferro forem eleitos, reeleitos, e ainda conseguirem fazer presidente o Bolsonaro filho, que trama contra o Brasil, os pobres que pedem a ditadura terão. E aí verão "o que é bom pra tosse", quando já nem puderem tossir, sem a inquestionável permissão de todos os poderes.
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Ser feliz

Demétrio Sena - Magé

Pouco importa se côncavo, convexo,
com que rótulo, vinco, cicatriz,
quando é sexo, gênero, estrutura
ou diverso; disperso; indefinido...
Ser feliz; minha gente; apenas isso;
não importa o sentido nem contexto,
com que laços, raízes, afluentes,
de que texto, pretexto, identidade...
Conta mesmo é viver a própria vida;
acolher outra vida e completar-se;
ficar só, quando quer a solitude...
Vale a vida o que a vida faz valer,
porque ser não perdoa quem se forja
pra tirar boas notas sociais...
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Do Meu Tempo

Demétrio Sena - Magé

Fui menino de fato menino, embora fosse um pensador e isso levasse a pensar que eu fosse maduro para minha fase.Tive medos infantis de mentiras, lendas, e levava parlendas a sério. Quando a menor das dores atacava meu corpo, minha mente se achava na hora da morte.

Era um jovem de arroubos, paixões e raivas típicas da juventude. Sentia-me no meu espaço e me aceitava exatamente assim, muito embora maldissesse o planeta. Como sei que fazem os jovens. Como faziam e continuarão a fazer.

Sempre fui um ser humano do próprio tempo. Jamais estive ou tentei estar além do que me era cabível, como indivíduo. Ao alcançar a meia idade, não tive crises de plenitude frustrada. Fui sem enxertos e drenos, por dentro e por fora.

Neste momento, arrasto meus passos para uma marcha lenta. Cada vez mais lenta. Sequer passa pela minha cabeça, forjar uma alma jovem nesta carcaça idosa. Muito menos apelidar a velhice de melhor idade. Não quero ter o meu corpo em conflito com a minha essência.
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Ser gente

Demétrio Sena - Magé

Vigiar, pra não ter que fazer prece;
ter coragem até para ter medo;
responder ao estresse com leveza,
pode ser um segredo emocional...
Estudar, pra não ser bolsonarista;
para dar aos extremos um limite;
ir pra pista saudável dos diversos,
pôr artrite nos ossos do racismo...
Não cair nos ardis da louvação
do cristão e seus gritos guturais,
numa guerra diária contra nada...
Ser humano; não máquina de culto
nem insultos a quem não é igual;
dar arbítrio total a quem se é...
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Fotografar e brincar

Demétrio Sena - Magé

Muitas vezes, brincar com o que fotografo (girar, distorcer, intensificar, sobrepor...) é tão prazeroso quanto fotografar. Outras vezes brinco antes de fotografar. É quando interfiro no cenário (como faço para fotografar pessoas e clicar as poses). Tudo manual. Sem nenhuma utilização de IA. Sou totalmente contra a substituição da nossa inteligência, nossa criatividade por essa inteligência plagiadora da Internet.

Quem não se desafia no campo da criação, usando e não sendo ferramenta, logo não saberá pensar sozinho. Será somente um robô a serviço dos robôs que o ser humano criou para quem não sabe ou tem preguiça de criar. Os "donos do mundo" (políticos, grandes empresários e banqueiros) têm sido bem sucedidos no projeto universal da fabricação de seres humanos cada vez mais dependentes; menos pensantes.
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O "Poder" da Oração

Demétrio Sena - Magé

Tão logo aquela casa se tornou um centro de umbanda, naquela rua comercial com com um bar de karaokê e dois templos evangélicos pentecostais entre tantos outros movimentos (e barulhos), a coisa ficou feia: os evangélicos do lugar surtaram como nunca, e passaram a orar fervorosamente para que "Deus" afastasse o "inimigo de nossas almas" dali.

Não apenas oraram: oraram e atiraram pedras na casa. Não apenas oraram e atiraram pedras: oraram, atiraram pedras e fizeram ameaças terríveis, diariamente. Não apenas oraram, atiraram pedras e fizeram ameaças terríveis: oraram, atiraram pedras, fizeram ameaças terríveis e caluniaram na polícia. Não apenas oraram, atiraram pedras, fizeram ameaças terríveis e caluniaram na polícia: oraram, atiraram pedras, fizeram ameaças terríveis, caluniaram na polícia e montaram vigílias à porta da casa, com hinos tensos, orações agressivas e xingamentos.

Quando aquelas pessoas ordeiras e pacíficas (que jamais esboçaram qualquer vingança ou revide) resolveram desistir do centro de umbanda, houve uma diabólica festa gospel: os reais inimigos de almas gritaram louvores, "falaram línguas", fizeram "sinais de arminhas" e agradeceram a... digamos; "Deus", por ter atendido às suas... digamos; "orações".
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Demétrio Sena - Magé

Não vai demorar,
e a nossa nação
plenamente refeita,
poderá festejar
a "extrema-unção"
da extrema-direita.
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Dos Olhos da Sociedade


Demétrio Sena - Magé


Na maioria das vezes, não sei se uma pessoa com quem lido é "bonita" ou "feia". Entre aspas, porque não tenho conceito ótico específico para beleza. Refiro-me aos olhos da cara de uma sociedade que vive do que olha. Não do que vê, exatamente, porque ver é algo bem mais profundo. Foge aos olhos que prioritariamente olham.


Faz tempo que meus poemas românticos não exaltam traços e curvas das eventuais musas. Isso perdeu importância para mim, nos primeiros anos da minha trajetória de poeta, praticamente os primeiros anos de nascido. De alguma forma, eu seguia o curso da poesia romântica em voga naqueles tempos de uma decantação excessiva da "beleza", como não saiu totalmente de voga. Principalmente a "beleza" feminina.


Faço preferencialmente poemas de protesto político e também social, normalmente com as sutilezas que aprendi nos tempos da ditadura, quando eram necessárias muitas metáforas. Hoje podemos rasgar mais o verbo, até xingar, porém me viciei nessa forma de compor. Mas componho poemas românticos. Muitos, mesmo. Nesses poemas, decanto a essência da musa. O quanto ela inspira com a sua índole, sua sensibilidade, a inteligência e outros atributos que não passam pelo crivo dos meus olhos. Os da cara.


Essa ótica da minha poesia romântica não tem lá muita popularidade. A velha exaltação da pele, dos lábios, cabelos, os traços faciais e as curvas, continua no topo da preferência popular de quem consome música e poesia. Mesmo nas artes plásticas, quando retratam pessoas e são para uso doméstico, existe a preferência popular por essa exaltação.


É como todo mundo, nesta sociedade supérflua, olha para o outro. Vai direto à capa e volta, sem dar nenhuma folheada. Não lê sequer o prefácio do ser humano, se a capa não o agrada imediatamente. A essência pouco importa. O livro, a trajetória, o roteiro pesssoal do ser humano valem menos; muito menos do que a pele, os lábios, os cabelos, os traços faciais e as curvas do corpo.


A riqueza material, o poder e a fama fazem parte crucial dessa frente; dessa vitrine; a capa do indivíduo. Tornam qualquer pessoa "bonita", pois a plastificam e fazem encher os olhos de quem olha. É assim que somos, na camuflagem das virtudes gritadas nos palcos, palanques e púlpitos do preconceito e da hipocrisia.
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Alguém


Demétrio Sena - Magé


Foi um sonho de alguém para trocar
confidências; olhares e sigilos;
os meus grilos, os sapos digeridos;
esperanças, a fauna do meu peito...
Vi nos raios oblíquos dos teus olhos,
em teus gestos contidos e suaves,
umas aves de leve arribação;
visitantes das minhas incertezas...
Eu te quis como porto sazonal
ou ramal nos momentos mais doídos,
remoídos, expostos ao abismo...
Já não sei me dizer como te vi
como alguém que viesse responder:
Tô aqui; dou meu colo pelo teu...
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Nem que Seja


Demétrio Sena - Magé


Todo mundo contrai uma mentira
pra ser mais envolvente que a de alguém,
sobre ser, sobre ter, sobre sentir,
ir além de si mesmo para os outros...
De virtudes, grandezas e talentos;
das conquistas que nunca foram fatos;
adventos, milagres e prodígios;
valentias, boatos e destrezas...
Esse mundo que agora todo mundo
inventou ao redor de sua tela,
não tem fundo nem teto; só abismo...
É um ser que tem muito a se tornar,
é um ter que tomar de qualquer canto,
nem que seja do canto da sereia...
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Essência

Demétrio Sena - Magé

Tenha o seu; pouco, muito, mas o seu;
não importa o que os outros conquistaram;
quem venceu no contexto de vencer
que plantaram na sua fantasia...
E não tome, não furte, não plagie
ou se aposse com este, aquele truque,
nem copie, releia ou dê roupagem
sem dar crédito à fonte ou à matriz...
Entre ser desonesto e falso astro,
deixe o rastro, conduza o seu destino;
tenha o seu arcabouço; a sua essência...
Porque sermos quem somos nos completa;
o poeta se faz do SEU poema;
um artista só É, com arte própria...
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Pau na Prova


Demétrio Sena - Magé




No jogo Brasil contra Noruega, toda vez que a seleção brasileira chutou a bola, parecia que chutava uma resposta infeliz em questão de múltipla escolha.
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Neymares


Demétrio Sena - Magé


Criamos uma geração de bebezões cheios de vontades e caprichos, eternamente à espera de quem os realize por eles, a partir do nada e por nada... sem nenhuma exigência de contrapartidas e responsabilidades.
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Reticências


Demétrio Sena - Magé


Tive meus big bengs cá no fundo,
e refiz tanta vida peito adentro,
mas meu mundo jamais evoluiu;
fui o centro de novos labirintos...
Dinossauros ainda são os mesmos;
tenho monstros marinhos abismais,
que naufragam e comem caravelas
nos anais de uma história repetida...
Meus dilúvios jamais me corrigiram,
como todas Sodomas e Gomorras
ressurgiram a cada novo incêndio...
Hoje sou prisioneiro da caverna
do cansaço de minhas insistências;
reticências infindam o meu fim...
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Bois


Demétrio Sena - Magé


Esses bois em desrumo e suas fêmeas
lançam olhos perdidos lá no além
e se dizem felizes; almas gêmeas;
tudo mal; mas pra eles tudo bem...


Têm um mito; é quase tudo que têm;
outros líderes levam seu restante;
quanto mais desventuras, mais amém
dão a todos que tocam um berrante...


Os mais tolos carregam os mais safos;
oferecem cangotes pra seus bafos;
nunca sabem sentir o mal tamanho...


É um gado esquecido, e não esquece
de mugir sem descanso a sua prece;
seu louvor aos senhores do rebanho...
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Engenho Afetivo


Demétrio Sena - Magé


Sou a minha versão mais trabalhada,
quando sou responsável por alguém;
porque nada no mundo é tão urgente
quanto a conta que tenho que me dar...
O amor me sequestra não sei como,
para ser prisioneiro de ser preso,
defender indefeso, a qualquer custo
a quem tem minha vida em suas mãos...
Torno a própria verdade mais latente,
minha síndrome árdua de Estocolmo;
viro gente que sabe virar bicho...
Rompo todas as forças que não tenho,
ou as tenho por força de ser fraco,
num engenho afetivo que me ativa...
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Para Engambelar Jesus


Demétrio Sena - Magé


Sabe-se que agora uma maldade, minutos depois o "louvor". Um despudor e logo após um hino; daqueles hinos bem chorosos ou exaltados. Normalmente uma traição no sábado e a santa ceia no domingo. A sacanagem de todo o sempre, e segue-se um culto. Isso garante o indulto para tudo o mais.


À corrupção indefectível, segue-se a oração... que por sua vez, é seguida religiosa e "relogiosamente" pela pregação completamente oposta. Na hora seguinte, aquela aposta no jogo de azar. Na bet ou "no jacaré; no avestruz". E, infalivelmente, a eterna marcha da hipocrisia... uma grande marcha para engambelar Jesus.


No fim das contas, é evidente que todos fazem suas bandalheiras. Eu; tu; ele; nós... quase no mesmo ato... na mesma voz. E tudo bem (ouvi um amém?) ou que assim seja... mas coisa bizarra e completamente contraditória, é quem ataca: de uma vela pra "Deus", outra pro diabo... um "pé na jaca" e outro na igreja.
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Jaca


Demétrio Sena - Magé


Quando vivo meu bônus neste plano,
quero a vida possível que me valha;
qualquer dano se torna um troco além,
nesta falha de ainda estar aqui...
"Pé na jaca"; no freio não dá mais;
paguei caro por todos os meus dias;
chego ao meu tanto faz e farei tanto
quanto as horas tardias me deixarem...
Neste ponto em que passo do meu ponto,
fico tonto, mas vou pra não sei onde,
pois parar se tornou sem cabimento...
Tenho medo e por isso esta coragem;
porque ter a visão do que não vejo
faz a minha viagem ser um caos...
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Trabalho e Dignidade

Demétrio Sena - Magé

Se no seu trabalho você exerce uma função comandada, nunca se avilte por isso. Nem se for para manter o próprio emprego. No primeiro momento, é possível que seja fácil para quem diz e difícil para quem ouve. Mas tente pensar em uma vida inteira dentro de uma empresa que não respeita seus direitos: impõe carga horária desumana, tarefas além de suas atribuições, paga salário indigno e trata os funcionários, pior ainda os mais simples, como bichos. Uma empresa cuja hierarquia mais parece de casa grande com senzala; de senhores e capatazes com escravos... ou análogos.

Cobre sempre os seus direitos; não aceite quaisquer tipos de maus tratos; considere sempre o caminho da justiça trabalhista (e de todas as outras, quando for caso de assédio moral entre outros abusos pessoais). Em nenhuma hipótese premie seu patrão! Explico: jamais peça demissão, por ser levado ao seu limite. Aliás, não se deixe levar ao limite. Responda sempre à altura (evidentemente, com respeito e civilidade), não aceite exigências ilegais, abusivas, e faça questão do salário e do registro em carteira justos para o ofício que você exerce.

E se a empresa não gostar de sua dignidade, a cobrança do que lhe é devido, ou de sua consciência social, trabalhista, o problema já não é seu. Que ela então lhe demita com todos os seus direitos, incluindo aquelas longas horas extras "esquecidas", aqueles excessos ignorados e as promoções postergadas, talvez por anos e anos... funções exercidas sem registros e salários correspondentes. Sabemos todos, que não é tão fácil conseguir outro emprego... mas também sabemos que, muitas vezes, recuperar a dignidade roubada por uma empresa injusta e arbitrária pode beirar o impossível.
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