Coleção pessoal de DaniLeao

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Meu coração primaveril

Excedo-me,
regurgito amor.
Se não humana,
seria flor.

Ela respira primavera Para florir o coração.

Amo tanto que vivo no mundo da lua

Alma à flor da pele
Costumo guiar meu coração para vários lugares por aí. Gosto de ser assim, livre, leve e para muitos louca. Tenho uma loucura de ser eu mesma, sou bem particular, sou dona de mim. Grito e choro a minha essência. Sou o meu início, meio e fim. Sou a liberdade das minhas palavras e nem sempre a lucidez dos meus sentimentos. Sou pés descalços e noites de luar. Sou rosa que simboliza o amor, sou o doce de um cappuccino e não a pureza amarga de um café. Sou mais amor que razão, sou toda emoção. Sou ressaca de oceano, coca cola e muita água pra refrescar. Sou muito mais picolé que um sorvete qualquer. Sou das cores fortes, intensidade, dança, terra e raiz. Sou música que arrepia a pele, toca a alma e faz a gente chorar. Amo os horizontes da vida. Sou chuva, telhado, areia, piscina, grama, céu e mar. Sou de todas as estações. Sou cartas na mesa pra quem sabe jogar. Sou riso frouxo e romance no ar. Sou para muitos, mas poucos sabem. Quase sempre escancaro meu brio e não importa o espectador. Eu soul!

Quando você está em paz, ninguém te perturba.

Tô fugindo da loucura, da guerra, da inquietude da mente, do avesso, do meio em que o ego se desconecta do amor. Tô buscando a sanidade, a paz, a quietude da mente, o sentido, o meio em que a mente se conecta com a alma. ‪#‎fecheiohospicio‬

Que minha infinitude particular seja sempre superfície para os rasos. Quando pensam que profundo, transbordo.

João Sem-Braço

Não nasci para cálculos. Não meço palavras, perco os sentidos e os centímetros, avalie os sentimentos. Para os fardos da atualidade e a busca incessante do ser, a reciprocidade não anda de vento em poupa. Pasmem! O cenário frio e calculista dos tempos modernos é retrógrado e vago. É veemente o traço da fugacidade encontrado nas projeções de vida e sua conjuntura folclórica. O romance foi assassinado. Na prática, a luta entre os sexos, é vista burlando a boa-fé da espontaneidade. E o que se assemelha a um personagem poético, é dotado de uma inocente ingenuidade. “Sabe de nada inocente”. Porque nada disso é verdade! Tudo é calculado. A aptidão para os números é multiplicada pelos corpos, subtraída pelo vácuo e somada ao descaso. Desejam praticar o desapego, apegados ao passageiro. Olha o passeio! Dar as mãos é coisa do passado, estão passando é a mão mesmo. A flor da pele fica os nervos com a falta de senso, raros são os arrepios em meio aos poros sufocados de desdém. Os beijos efusivos tornaram-se tentativas do chamado “forçar a barra”. Parece que as pessoas hoje em dia são maquetistas deste cenário onde o dissabor acarreta uma aptidão para esquivar-se do romance. A frase clichê “quer romance, compra um livro”, virou música popular complementada pelo filósofo Mr. Catra “quer fidelidade compre um cachorro e quer amor volta pra casa da mamãe”. A tendência é esta! Os espertinhos (as) de plantão implantaram nas mentes estéreis a ideia de poder como meta sem baldrame para conquista. Nada se ganha sem o devido mérito. “Bonito isso, né? Eu li num livro”.

“Sem lenço, sem documento”

E de repente chega à maturidade. Sem idade, sem passado, sem futuro. Despretensiosa no andar, carregada de conceito, cheia de malas que a vida a presenteou. Impregnada de tolerância, abastecida do sofrer, repleta de vontades e dona do saber. A maturidade é calmaria, perdão, dever cumprido, humildade e querer. É saber respeitar o tempo, as coisas e, sobretudo as pessoas do jeito que elas são. É colorir o mundo e descolorir, gritar e silenciar, sorrir e chorar de cabeça erguida e face lavada. Por mais pesada que seja uma lágrima, mais pesado é o orgulho que sentencia nas costas o fardo ecoado do vazio atemporal. Maturação não vê vantagem, faz escolhas. Com ar de mistério e olhar escavado analisa as superfícies sem deixar influenciar. Aproxima-se e faz morada no contraditório por não ver desafio em demonstrar afetos. Revela a leveza de ser e grita aos quatro cantos o sabor de sentir. Porque amadurecimento é saber apreciar uma brisa, mesmo quando o desejo é de um banho de chuva. A generosidade é o sustento da maturidade.

Particular

De uma pequena fresta surge um universo de sentidos. Como numa fenda algo pode se instalar ou invadir, e até mesmo se espaçar? É um número que só o amor pode conjeturar. De grão em grão em meio à cumplicidade são construídos alicerces sentimentais que ao final de tudo, fica o espaço criado pelo amor ou o vazio deixado por ele. Um mutuado de expectativas e esperanças desliza em nuvens de sonhos enquanto milhares de pesadelos limpam o céu de quimeras. A realidade é a carta de anuência para o efêmero cotidiano. Seria um nó do acaso improvisado por um laço em falso a busca por patentear os sentimentos a outrem. São tantas paredes testemunhas das insônias, tantos sorrisos estampados de plenitude, tantos equilibristas da razão e emoção, tanto amor surgido, “morrido”, “matado” e renascido, tanto amor, tanta dor. Que de aprofundar-se, cicatriza; que de esvaziar-se, transborda; que de dilacerar-se, sossega. E os pontos de cada nó rompido se tornam laços, e cada laço dado é um nó que se deu. Um ato que desata quanta dor que vira dó. Caberia no mesmo lugar o esmagamento e a liberdade gerada por amar, ou romperiam fitas de tanto entrelaçar a convivência e sua pluralidade? É, o amor é mesmo singular!

Estou mais ocupada que arma na guerra

Canoniza Caio Castro

Lamentável esta fúnebre notícia em nosso estado. Mais lamentável ainda é saber que não é só o Recife um aterro, mas quase todo nosso litoral, e para ser mais precisa, o nosso mais recente mangue aterrado fica em Porto de Galinhas. Mas o que se vende por aí são as belezas cenográficas e não a nossa cruel realidade. E não morre só uma mocinha que tinha muito o que curtir no Brasil e fazer na vida, morre todos os dias a nossa natureza e muitas vítimas. E sabe como solucionam nosso problema? Ameaçam biólogos que protegem o ecossistema, vendem nossas terras para outros países, aterram mangues e edificam grandes resorts. A placa de aviso contra o perigo, ou ataque de tubarão, não paga nosso cartão postal, nem as vidas que se vão em meio ao turismo de bolso político e empresarial. O Litoral Sul de Pernambuco virou uma explosão, o Porto de Suape explode todos os dias embarcações e corpos estendidos na areia da praia. E mais, arrecifes artificiais ou rede de proteção não resolve nosso caos. Pois não existe vida apenas fora da água e nem só de tubarão vive o mar. Lamentável!

As datas comemorativas ligadas a nossa essência nos faz lembrar nossa raiz e são em datas como estas que resgatamos nosso presente, passado e futuro. Eu sou do lado interior de ser, dos valores humanos. Porque minha semente foi germinada com amor. A partir dessas referências que resgato a minha relação familiar. Eu costumo pensar que meu pai é o lado razão e a minha mãe a emoção, mas estes papéis se misturam muito no dia a dia. Com meu pai eu me sinto no porto seguro por ele fazer coisas que só ele faz, apesar da chatice lunga de ser. Que outro homem vai entender que tenho alguns medos a noite, e irá matar todas as baratas quando eu começar um escândalo? É ele que me ensina a malandragem da vida e das ruas. É ele que me incentiva a me jogar nos meus sonhos, enquanto Mainha tenta me super proteger do mundo. É com ele que me identifico quando ele se anima todo pra tomar uma em noite de lua cheia. É com ele que herdei esse lado de batucar em qualquer coisa quando escutamos uma boa música. É ele que apesar das broncas e rigidez me recebe de braços abertos quando meus planos vão por água abaixo. É ele que faz a parte dura das cobranças, embora eu não entenda na hora porque sou sensível, depois sei que é uma forma de me preparar para quando ele não estiver para me ancorar. Ele me ensinou que nos momentos difíceis, basta olharmos para o próximo que não tem alimento e nem família, para valorizarmos nossa vida. E que com saúde podemos chegar aonde quisermos. Aprendi com ele que donativos nos faz exercer nosso lado humano. E a parte que menos entendo é que devo viver em alerta, que não devo acreditar em todas as pessoas que me dão sorriso. Como ele mesmo diz: A gente tem que viver com o olho no padre e outro na missa". Mas eu tenho a mania da minha mãe de acreditar sempre que as pessoas tem algo melhor do que a maldade. Eu rezo todos os dias para que eu passe todas as datas especiais sem sentir saudade e que todas essas datas sejam comemoradas com muita saúde. Feliz dia dos pais, painho!

Eu gosto de quem vive sem amarras, que procura facilitar a vida. De quem aponta felicidade e não tristeza. De quem sabe escolher bons caminhos e não se perder em buracos. Eu sou feliz ao lado de pessoas que me aceitam e acreditam no meu jeito de ser. Gosto de pessoas que vivem sem códigos, que estão disponíveis sem exigir que você decifre nada ou seja o que você não é. O que me faz feliz é a leveza de sentir. O tempo e seu peso não poderá levar isso de dentro de mim. Eu gosto de entrelaçar as mãos por um motivo a mais do que união. Eu gosto da proteção que isso passa, da troca de energia que emana, da particularidade com a qual as mãos se tocam e deixam significado. É uma forma de dizer que estarei sempre alí por mais que os obstáculos nos desafiem o que realmente permanece, costuma vir de quem não tem medo de ficar.

Só engrandece a alma quem descobre a tempo o que é importante. Positividade e reconhecimento é só para os que acreditam na felicidade e carregam o sorriso nos lábios. Só é grande quem se ajoelha diante dos obstáculos para levantar mais forte. Só é grandioso quem sabe no momento de desespero dar amor. Quem presta atenção no fardo alheio, faz da humildade morada porque não tem lugar pra soberba. Só é grande quem sabe ouvir com o coração. E toda grandeza vem da simplicidade de quem sabe pertencer a si mesmo, sem sombras.

Minha ressaca adora um delivery

Minha preguiça está praticamente um verbo intransitivo

Quem tem fé não idolatra

Acho deprimente certos tipos de pessoas que precisam viver massageando o ego. Seria interessante se fosse com o admirável, mas geralmente quem precisa inflar é o vazio da baixa estima, e no chão não se pode olhar muito para o alto.