Coleção pessoal de DanielAvancini

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Não sei quem sou
Fraude de mim mesmo
Espaço vazio.
Tudo que eu quero
É não querer.
Não há escolha
Sacrifiquem-me!
Não sou imaculado
Mas de algo deva valer.
Não há culpados.
Conflitos internos.
Só tenho um pedido
Não tenham pena.
Estou aqui há muito tempo
Este é só mais um dia.
De volta a margem.
Degrau por degrau.
Cuidado com as quinas.
Você não é o culpado.

Quieto

Em leito, sinto
Oh quão frio
Lobo só, sem matilha
Não tema
Está só!
Não reclame, diziam eles
Engula o choro!

Em leito, sentia
Já não mais
Mas, nada!
Frio sou
Não!
Tornei-me

Em leito, sentiria
Na pele
Seleção natural
Quantos lobos
Não entendo
Algo errado

Em leito, sinto
Coração, não mais
Odor pérfido
Não eram lobos
Abutres
Liberdade, enfim?

Se tu me amas, não questione
Puxe-me contra ti, somos um
Há conexão!
Percorra meu corpo com tuas mãos
Beije-me com a alma
Seja meu.
Estou entregue.
Me carregue, me guie, me tenha.

Ah amor, os teus olhos
Diga-me teus desejos
Tuas manias, maneiras, só diga.
Há conexão!
Me aceite, me abrace, dance.
Não é utopia, é amor.
Não há engano
Que insano
Sentimento inumano
Transcendental

Hipótese

Seguro prossigo
Rumo a esperança
No caminho da incerteza
Numa caminhada matinal
Tropeço em pessoas
Mancando, continuo a correr.

Seguro prossigo
Rumo ao devaneio
No caminho da estupidez
Numa caminhada fictícia
Tropeço no mundo real
Me levanto.

Talvez

Repreensão demasiada
não traz disciplina, e sim o ódio.
Meu ego grita.
Minha humildade cala.
Minha educação consente.
Minha consciência guarda.
O tempo passa,
e minhas atitudes
se tornaram implausíveis.
Aonde errei?
Talvez, e só talvez
O erro não seja meu.

O que quero dizer com meus poemas?
O que interpreto?
Ora, me digas tu.
Minha liberdade poética,
És sua liberdade de pensar.

Palavras Alheias

Gritos mudos, atordoam.
Palavras não ditas, ferem.
Amores mal resolvidos, castigam.
A vida, só te ensina.
A poesia, te dá esperanças.
A poesia, só dá a direção a um Eu já perdido.

Você não entende,
Posso ser seu abrigo.
Seu porto seguro,
A fortaleza para sua proteção.
Me dê a mão,
Para que então seus medos se dividam comigo,
E eu me torne seu ombro "amigo".

Irei atender teu socorro,
Ás uma, duas, três da madrugada.
Sua angústia será minha,
Seu lamento será meu.
Meu silêncio,
Será seu ouvinte.

Destino

Sinto que a perco
A cada segundo se afasta
De pouco a pouco
Perco de vista meu mundo
Não existem culpados

Mergulhei em confusão
Ela em seu destino
Quem tomará seu caminho?
Vivo a querer amar-te mais
E assim vejo meu refúgio indo
Sem indícios de querer voltar atrás

Vá, sem ressentimentos.