Coleção pessoal de CidicleiMedeiros

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(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia um príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoas que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém, o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes. O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.

(Cap. II: O Príncipe)
Num incerto dia, o príncipe resolve cavalgar para ver se o seu povo realmente era feliz. Percebeu que todos tinham tudo que queriam ou quase tudo. As pessoas não brigavam pelo Não Tinham. Há muito tempo brigaram pelo Não Tinham. Passaram assim... Brigaram pelo Não Tinham e pouco a pouco foram perdendo o que tinham.

(Cap. III: Eis o que dizem de Floral)
O príncipe percebeu que reinava num reino sem almas. Lembrou-se de que, num bosque, residia uma bruxa, a qual diziam ser muito poderosa e, por isso, era temida. Chamavam-na de Floral. Apesar de ninguém nunca tê-la visto, boatos diziam que ela era tão medonha que até o Bicho-Papão era mais bonito. Porém, vocês sabem como são os boatos: eles carregam a fama de serem quase sempre mentirosos.

(Cap. IV: Aparece Rubi)
O príncipe, disposto a salvar o seu povo, partiu para o bosque para pedir uma poção a Floral. Todavia, a entrada do local era protegida por Rubi, o monstro rosáceo da bruxa. Os boatos diziam que ele tinha cara de uma fera brutal; outros, porém, afirmavam que não. O príncipe seguiu seu caminho… e eu, Crianças, o autor desta história, também caminharei ao seu lado para descobrir, com vocês, o encanto deste conto de fadas.

(Cap. V: O Grimório Roseiral)
E, por falar em encanto, há um livro de páginas amareladas, feito de pétalas de rosa, no qual a bruxa Floral lia poções e segredos tão vivos e sentidos que parecia que o mundo parava por um instante de girar para ouvi-los. No entanto, segredos são para ser segredos, e o mundo prometeu a si mesmo que não os contaria a ninguém, a não ser a mim, o narrador. O que posso assegurar a vocês, amigos leitores, é que não sei onde o Grimório Roseira foi escondido. Dizem que ele está em algum lugar esperando ser encontrado, mas, nas bibliotecas vivem tantos livros perdidos que desejam o mesmo destino.



Esta história é de autoria do Prof. Cidiclei Medeiros. Para fins de comprovação de anterioridade documental, esta obra além de publicadas em plataformas de circulação, está salvaguarda sob custódia permanente no Internet Archive através do link: https://archive.org/details/Imagismo

A BRUXA FLORAL

Prof. Cidiclei Medeiros
(O pássaro azul)


Ela não gosta que a chamem de bruxa. Mas, afinal, o que ela é então?

— Bruxa! Bruxa! Bruxa!

E, desde que me conheço como gente, sempre foi assim: Bastava chegar o Halloween, alguém bater à porta e dizer: "Trick or treat", que lá vinha ela com seus encantamentos. E eu tinha que ser transformado num pequeno, num pequenino pássaro azul.

Bem que poderia ter sido uma ave grande, um pterossauro; uma águia, talvez. Porém não, o que sou? Um pequeno, um pequenino pássaro azul.

E o pior é que ela fazia sempre aquela mesma cara de quem não tinha culpa nenhuma.

— Eu não sou bruxa — dizia ela, como se alguém ainda acreditasse nesta conversa dela.

Claaaro! Eu finjo acreditar não ser ela uma bruxa.

No dia 19 de outubro é meu aniversário, noites de primaveras são horas das bruxas e minhas também.

Que é a vida? Uma fantasia.

Que é a vida? Um encantamento,

Uma realidade mirabolante, uma ficção;

E o bem maior, o futuro, uma criança.

E todas as crianças, pequeninas ou não,


São sonhos, e feitas de sonhos são.






Estrofe de versos livres: (Tu) Surges, Oh, Mundo!


Autoria: Prof. Cidiclei Medeiros


Obra original: criação poética autoral, em forma de releitura contemporânea de A Vida é um Sonho, de Pedro Calderón de la Barca.


Publicação anterior: disponível no Internet Archive sob o título O Gato Sortilégio desde 14 de setembro de 2026, no link: https://archive.org/details/screenshot-2026-09-14-at-13-06-37-gato-sortilegio

A Verdade Cronológica na Era dos Algoritmos

Escrito pelo Prof. Cidiclei Medeiros


No universo do design e do marketing, existe um fenômeno cruel e muito comum chamado “efeito de inversão de autoria”. Ele acontece quando a visibilidade e o alcance de uma marca esmagam a ordem cronológica da criação, fazendo com que o verdadeiro autor original pareça o copiador.

O problema não está na lei, que protege quem criou primeiro, sob o princípio da anterioridade, mas na percepção do público. Na era dos algoritmos e do consumo rápido da informação, o tribunal da internet julga com base no que viu com mais frequência e não no que foi publicado primeiro.


Esse processo da inversão opera através de uma engrenagem muito específica:


1. A assimetria de distribuição (O “Megafone do Mercado")

Imagine que um designer independente ou uma pequena agência local crie uma identidade visual, um conceito de campanha ou uma ilustração. Essa criação tem um alcance orgânico limitado. Meses depois, uma grande corporação ou uma agência de alcance nacional lança um projeto visualmente idêntico. Quando a gigante do mercado injeta milhões de reais em tráfego pago, anúncios na TV e influenciadores, a cópia ganha escala massiva em minutos. O público geral passa a associar aquela estética à marca grande;


2. O julgamento social anacrônico

Quando o criador original tenta se defender ou apontar semelhança nas redes sociais, o público, que já foi impactado pela campanha massiva da grande marca, reage de forma hostil. Como a mente humana se ancora na primeira referência que consome, as pessoas olham para o portfólio do pequeno criador e pensam: “Olha lá, tentando surfar na onda da marca famosa, copiando o design dela”. O criador é linchado virtualmente pela sua própria ideia.


É por isso que, no design e no marketing moderno, a anterioridade documental é a única defesa moral e legal do criador. Ainda assim, contra a percepção pública moldada pela força do dinheiro e do alcance, a verdade cronológica muitas vezes perde para o poder do monopólio da atenção midiática.

Vivenciei isto na pele com a identidade visual do Imagismo, meus registros no Wayback Machine provam a aplicação de minha paleta de tons avermelhados e vinho em 13 de abril de 2026.

Sem acusar qualquer veículo de comunicação de cópia ou assumir intenções, visto que coincidências são passíveis de acontecer e o zeitgeist estético opera no mesmo mar, o episódio reforça a lição principal: o alcance das publicações quase sempre dita a narrativa. O arquivo público e imutável no Wayback Machine e no Internet Archive é a minha única garantia de que não sou um mero imitador da minha própria criação.


Por isso, peço aos internautas, por caridade: quando me virem, não me queimem na fogueira, nem usem as praças públicas virtuais para me enforcar; graças à misericórdia de Deus, a Inquisição acabou.


Nota: Este artigo de opinião é de autoria do Prof. Cidiclei Medeiros. Para fins de comprovação de anterioridade e integridade documental, esta obra, além de publicada aqui no site Pensador, está salvaguardada sob custódia permanente no Internet Archive através do link oficial: https://archive.org/details/a-verdade-cronologica-na-era-dos-algoritmos

(Cap. V: O Grimório Roseiral)
E, por falar em encanto, há um livro de páginas amareladas, feito de pétalas de rosa, no qual a bruxa Floral lia poções e segredos tão vivos e sentidos que parecia que o mundo parava por um instante de girar para ouvi-los. No entanto, segredos são para ser segredos, e o mundo prometeu a si mesmo que não os contaria a ninguém, a não ser a mim, o narrador. O que posso assegurar a vocês, amigos leitores, é que não sei onde o Grimório Roseira foi escondido. Dizem que ele está em algum lugar esperando ser encontrado, mas, nas bibliotecas vivem tantos livros perdidos que desejam o mesmo destino.⁠⁠

(Cap. IV: Aparece Rubi)
O príncipe, disposto a salvar o seu povo, partiu para o bosque para pedir uma poção a Floral. Todavia, a entrada do local era protegida por Rubi, o monstro rosáceo da bruxa. Os boatos diziam que ele tinha cara de uma fera brutal; outros, porém, afirmavam que não. O príncipe seguiu seu caminho… e eu, Crianças, o autor desta história, também caminharei ao seu lado para descobrir, com vocês, o encanto deste conto de fadas.

(Cap. III: Eis o que dizem de Floral)
O príncipe percebeu que reinava num reino sem almas. Lembrou-se de que, num bosque, residia uma bruxa, a qual diziam ser muito poderosa e, por isso, era temida. Chamavam-na de Floral. Apesar de ninguém nunca tê-la visto, boatos diziam que ela era tão medonha que até o Bicho-Papão era mais bonito. Porém, vocês sabem como são os boatos: eles carregam a fama de serem quase sempre mentirosos.

(Cap. II: O Príncipe)
Num incerto dia, o príncipe resolve cavalgar para ver se o seu povo realmente era feliz. Percebeu que todos tinham tudo que queriam ou quase tudo. As pessoas não brigavam pelo Não Tinham. Há muito tempo brigaram pelo Não Tinham. Passaram assim... Brigaram pelo Não Tinham e pouco a pouco foram perdendo o que tinham.

(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoa que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes.O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.

Com diferentes fractais, misturados pela minha essência, transformo meus sonhos em realidade. Talvez, um dia, consigam enxergar o que há de mais humano em mim, antes que a eternidade guarde meu coração em algum lugar do tempo.

A água se adapta sem perder a essência do que ela é: equilíbrio.

Quando o jornalismo se afasta da ética, as notícias veiculadas por ele perdem a relevância.⁠

Se somos feitos de palha, se somos feitos de pétalas: ambas o tempo levará. Mas o destino para o qual irão só Deus saberá.

Jiaolong e a Virtude da Água

A água no lago:
— Em mim, não é fraqueza; é autocontenção.

A água no rio:
— Em mim, é a paciência de quem, ao buscar a si mesmo, alcança.

A água no mar:
— Em mim, é saber que posso, e escolher quando.

A água no oceano:
— Em mim, força sem consciência torna-se ruína; consciente da minha força, transformo-me.

Que a esperança nos convença a sermos melhores e leve paz a tudo ao nosso redor e além, pois a humanidade merece mais do que o abismo.


Não sei se mereço o paraíso... com certeza, não.


Mas a Misericórdia de Deus disse que não nos abandonaria, o que quer dizer que cabe a nós fecharmos os portões do inferno.

Os anjos não decidem como a História acontece, apenas anunciam e acendem a fogueira para que ela seja contada.

Após o pôr do sol, sempre vem o nascer dele: aprendamos a recomeçar.⁠

A beleza para mim se revela na delicadeza que fica no bordado que a aranha tece.⁠

Ser autêntico não é simples, mas é o único caminho que leva a quem você realmente é.⁠