Coleção pessoal de chemiral
Viver – não é? – é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo.
Viver (...) é muito perigoso. (...) Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo. (...) Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e se abaixa. (...) O mais difícil não é um ser bom e proceder honesto; dificultoso, mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até no rabo da palavra.
Quem sabe direito o que uma pessoa é? Antes sendo: julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado.
O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.
O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem
O futebol tornou-se a religião daqueles que foram frustrados pelas seitas do dinheirismo,
que fizeram do nascimento de Cristo um rentável negócio.
No futebol encontram seus ídolos nos templos-estádios,
e oram cantando os hinos de suas seitas,
torcendo para que uma devore a outra.
Assim como muitos pilantras religiosos fizeram da indústria do consolo um lucrativo negócio, muitos políticos transformaram os seus partidos numa feira de consciências, transformando suas legendas e cargos em mercadorias.
