Coleção pessoal de camilarescaroli

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A inconveniência é a incompetência de agir sem amor e sem discernimento.

“Deus, eu te peço misericórdia pelos meus atos.
Que minhas palavras não sejam armas, mas pontes.
Livra-me da mentira que nasce do ego e do silêncio que foge da verdade.
Que eu fale quando for para curar,
cale quando for para não ferir,
e que a verdade que sair da minha boca venha temperada com amor.


Não permita que eu use a fé para julgar,
nem a razão para machucar.
Endireita meus caminhos, corrige minhas intenções
e faz de mim alguém que reflita a Tua luz
não só no que diz, mas principalmente no que vive. Amém.”

Do que adianta seguir uma doutrina se a língua caminha na contramão do coração?


De nada vale o discurso bonito se as atitudes denunciam o vazio da fé. A fofoca é uma oração invertida: em vez de elevar, destrói; em vez de curar, fere. Muitos se dizem religiosos, mas usam a boca como arma, julgando, espalhando veneno e chamando isso de “verdade”.


Os ímpios não são apenas os que estão fora do templo, mas também aqueles que, mesmo dentro, escolheram a maldade disfarçada de zelo. A Bíblia já diz: “pelos frutos conhecereis”. Quem vive de intriga, vive distante de Deus, ainda que carregue um rótulo de santidade.


A verdadeira fé não faz barulho, faz diferença. Ela cala quando poderia ferir, ora quando poderia acusar e ama quando seria mais fácil apontar. Porque no fim, não é a doutrina que salva — é o coração transformado.

Tem quem escreva qualquer coisa e já se chama de autor,
repete o que os olhos veem, mas não conhece a dor.
Tolo é quem se acha forte só no falso parecer,
o poder não é achismo, é encarar e vencer.

O poço nunca será o fim, é o início de um propósito.
Verás a verdade, e a verdade será
Sua renúncia.

As más línguas hoje riem,
amanhã podem precisar do perdão que negaram.
A vida é um labirinto que revela verdades:
quem tenta diminuir de baixo não entende
que o verdadeiro poder vem do alto.

O poço não é o fim do caminho, é muitas vezes o começo do propósito.
José foi lançado no poço pelos próprios irmãos, rejeitado e esquecido,
mas o fundo não o matou — o fundo o preparou.
Enquanto jogavam terra, Deus firmava raízes.
Cuidado com as palavras, porque a boca fala do que o coração carrega.
Provérbios nos lembra que a língua tem poder de vida e morte,
e a ironia que sai fácil pode ferir mais do que a espada.
Quem zomba hoje pode precisar do perdão amanhã.
Davi foi humilhado antes de ser rei,
Daniel foi lançado na cova antes de ser honrado,
Jonas desceu às profundezas antes de obedecer.
A Bíblia mostra: Deus trabalha no silêncio do fundo.
Quem pensa que o fundo do poço é o fim
ainda não entendeu que Deus transforma valas em altares
e lágrimas em testemunho.
Enquanto jogam terra, Deus faz nascer.

Se a alma não se cura, não adianta caminhar,
Pode rodar meio mundo, que nada vai completar.
Enquanto troca o propósito, a semente não vai florir,
Pois Deus não abençoa planos que negam o existir.
Quem te lança no poço pensa que é o teu fim,
Mas não sabe que ali Deus começa algo em mim.
Enquanto jogam a terra pra tentar te enterrar,
É raiz que se fortalece, é vida a germinar.
José foi ao fundo, Davi aprendeu a esperar,
Daniel na cova viu Deus se manifestar.
O poço não é derrota, é lugar de preparação,
Deus usa a dor como ponte pra cumprir a missão.
Somos o que vivemos, o que o peito sentiu,
Cada lágrima escrita no livro que Deus abriu.
Não dá pra fugir do chamado, nem calar a voz do céu,
Quem nasce de promessa carrega propósito fiel.
O que parecia fim é começo em Suas mãos,
Quem tenta te enterrar só rega tua vocação. 🌱

Vivemos na busca de ser alguém maior,
mas ao vestir o que não somos, perdemos o valor.
Esquecemos do chamado, do plano do Criador,
e trocamos a essência por um falso esplendor.


Saul quis parecer rei aos olhos da multidão,
Davi foi escolhido no silêncio do coração.
José foi humilhado antes de governar,
o sonho não mentiu, só teve que esperar.


Jonas fugiu do propósito, tentou se esconder,
mas ninguém foge do plano que nasceu pra viver.
Pedro negou com medo, chorou na escuridão,
e foi restaurado pra ser pedra e fundação.


Deus não erra na forma que nos faz caminhar,
quem tenta ser outro acaba por se afastar.
Ser quem Ele sonhou é o verdadeiro saber:
não fomos criados pra parecer,
fomos chamados pra ser.

Davi foi rejeitado, esquecido até pela própria casa, ignorado por quem achava saber quem ele era. Mas Deus viu o que ninguém viu. Enquanto o mundo escolhe pela aparência, Deus escolhe pelo coração.
Nem sempre quem pensa saber o seu lugar, realmente entende o propósito. Às vezes, nem você sabe quem é, até Deus chegar e revelar.
A rejeição não era o fim de Davi, era o caminho. O que parecia atraso era preparo. Quando Deus decide, ninguém impede: Ele tira do anonimato, honra o esquecido e coloca no lugar que sempre foi seu por direito.

A vida é breve demais pra carregar pesos.
Perdoar liberta,
pedir perdão exige coragem.
Ninguém passa ileso pelos próprios erros,
e a mão de Deus, cedo ou tarde, ensina.
Errar é humano,
acertar é princípio.
Recomeçar é escolha,
fazer as pazes é cura
pra alma e pro coração.

Não é esforço nenhum me retirar.
Já me levantei de lugares que nunca imaginei sair sem olhar pra trás.
Quem dirá de onde nem me conhece.


Sabem mais de mim do que eu mesma jamais contei.
Incrível como as pessoas sabem destruir mais do que levantar.
Acham que eu sou idiota.
Só a cara.


Segredo é segredo.
Não se revela.
Se guarda.
Isso é respeito.

Triste não é quem pede reciprocidade,
triste é quem cobra aquilo que nunca soube oferecer.
Quem fala de você na sua ausência revela mais sobre si
do que imagina revelar sobre o outro.
A verdade sempre encontra um caminho,
e ninguém sustenta uma máscara por muito tempo.
Honrar quem me desonra não faz parte de mim.
Se algo que senti hoje já não merece morada no meu peito,
eu me retiro em silêncio —
e o silêncio, às vezes, é a resposta mais justa.
Não volto atrás quando a ausência vira paz.
O mundo gira, ensina, devolve.
Nem tudo que reluz é ouro,
e nem toda companhia merece permanência.
Respeito não se exige, se pratica.
Quem cresce falando do outro para diminuir,
na verdade, nunca cresce —
apenas ocupa espaço onde a consciência não mora.

Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.

Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.

Sinto muito por tua tristeza.
Não deixes que invada teu interior.
Solta o peso que insiste em ficar,
E deixa a paz teu coração abraçar.
Pensa nas coisas boas que vão chegar,
Nos raios de sol que vêm te iluminar.
A ansiedade é sombra, inimiga da verdade,
Então cultiva calma, acolhe a serenidade.
Deixa ir o que não te faz bem,
Respira fundo, recomeça também.
Que cada instante seja leve e sutil,
E a alegria retorne, doce e gentil.
E o que for embora, deixa ir.
As vezes a angústia vem pra travar o que há de vir.

Ah, escutai, ó almas errantes,
Que buscam amar sem correntes!
No peito, o querer arde constante,
Mas há beleza em esperar o presente.
Amar é lançar ao vento a semente,
É não prender o rio que corre a vida.
É deixar o tempo pintar na mente
O quadro do destino, sem pressa ou medida.
Se for para ser, o tempo, sábio guardião,
Tecerá nossos fios em doce união.
E quando o instante certo enfim chegar,
Nus de medos, nossas almas irão se achar.
Então, deixa fluir, coração errante,
Que o amor verdadeiro é dança constante.
Não apresses o sol, nem o luar,
Pois o destino, em seu ritmo, vai nos guiar.

Tenho tanto de mim, que queria mostrar,
Mas às vezes nem sei por onde começar.
Guardo sentimentos que não sei revelar,
E o depois vem, sem me esperar.
O tempo é instante, o passado fugaz,
O que ontem quis, hoje talvez não seja mais.
O presente é chama que arde e desfaz,
O que esperamos muda, e assim nos traz.
O coração quer falar, mas teme errar,
Pois cada palavra é ponte ou é mar.
E mesmo sem saber onde vou chegar,
Tenho tanto de mim que preciso voar.

De que adianta um pássaro saber cantar, se está preso?
A vida é tão curta para nós, e deixamos tanto para depois.
Vivemos em busca de buscar,
Tantas buscas que, no final, esquecemos de viver o que está diante de nós.
A liberdade não está em acumular caminhos,
Mas em sentir o voo, mesmo que pequeno, no instante presente.
Não deixe que a pressa de buscar tire a beleza do agora.

Escrever é arte que dança no coração,
Trazendo luz suave, acalma a solidão.
Palavras são abraços que a alma acolhe,
Transformam a tristeza, e o vazio se recolhe.
Cada letra um suspiro, cada verso um alento,
No papel se desfaz o frio do sofrimento.
Escrever é magia, é cura, é canção,
É calor que invade e cura o coração.