Coleção pessoal de camilarescaroli

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Esse ano é o ano em que não darei segundas chances.
Pensem bem nas atitudes.
Depois de tanto me quebrar, entendi:
o erro não era sentir,
era permitir que me partissem.
Hoje, quem se parte sou eu —
do que pesa, do que fere,
do que insiste em não somar.

Triste é quem acha que o gelo dói,
quando a vida veio e me ensinou
a fazer uma bela caipirinha.
Já não choro pelos apelos,
aprendi a sorrir —
e o que virou aprendizado
hoje se transforma em conselho.
Entre ficar ou se retirar,
escolhi ficar em mim.
Porque partir dos outros é escolha,
mas abandonar quem sou
nunca foi opção para mim.

A verdade precisa ser dita, melhor falada do que vivida, quem não sabe escutar, e pede por ser ouvida, na verdade não aprendeu tudo, e ainda precisa aprender o mínimo desta vida.

Quem quer sua mudança, não soube moldar a si mesmo, ninguém entra na vida de ninguém para mudar sua herança, somos o que levamos e o que fazemos e não o que queremos reverter para o que nunca soubemos ser.

É fácil alguém fechar os ouvidos para a sua versão
e erguer a própria voz como se fosse a única verdade.
É fácil subir no monte e se declarar grande,
quando o único verdadeiramente grande é Deus.


Fora isso, somos todos iguais.
O que muda não é o tom do discurso
nem o título que alguém carrega,
mas a essência que sustenta o silêncio.


Porque quem é de verdade
não precisa anunciar,
não precisa convencer,
não precisa se impor.


A verdade caminha sozinha
e se revela sem dizer uma palavra.

Sou o que sou.
E não me moldo para caber onde não me reconheço.
Minha essência é minha —
não se negocia, não se rouba, não se apaga.
A gente não deixa de ser quem é por causa de uma frustração.
A dor não nos anula, ela nos esculpe.
Aprendemos a nos moldar sem nos perder,
a nos vestir de oposição sem abandonar a verdade.
Porque quem sabe quem é
atravessa o caos sem se trair.

Deixei de viver para apenas existir.
Fui atrás de um sonho — e disso não me arrependo.
Foram minhas escolhas que ganharam forma no caminho.
Quando me encarei no espelho, entendi:
para chegar onde almejo, não preciso me pressionar,
preciso, de verdade, viver cada momento.


E quantos momentos eu deixei passar
por achar que não merecia,
por acreditar que era preciso sofrer
para me tornar referência.


A dor, sim, me moldou —
mas não me endureceu.
Ela me fez grande, me fez verdadeira,
me arrancou de um pensamento banal
e me ensinou a viver uma vida intensa.

Qual a graça de agradar ao outro se, para isso, você precisa se abandonar? A aprovação externa nunca preenche o vazio de não estar em paz consigo mesmo. Quando você vive para agradar, sua essência se cala; quando vive para ser verdadeiro, sua alma respira.
A vida não acontece apenas enquanto existimos, cumprindo rotinas e expectativas. Ela acontece quando estamos vivendo de forma consciente, fazendo escolhas que fazem sentido para quem somos, e não apenas para quem esperam que sejamos.
E uma história bonita não é aquela bem contada ou cuidadosamente inventada. É a que foi vivida com verdade, com erros, coragem e entrega. Histórias bonitas não são perfeitas — são reais. E só quem vive de verdade tem algo que valha a pena contar.

Qual a graça de agradar ao outro
se o coração fica esquecido?
De que vale o aplauso externo
quando o silêncio interno é ferido?
A vida acontece enquanto você existe
ou só quando, de fato, decide viver?
Existir é passar pelos dias,
viver é se permitir ser.
E o que é uma história bonita?
Uma fábula bem inventada?
Ou aquela escrita com cicatrizes,
verdade, quedas e alma escancarada?
História bonita é a que pulsa,
não a que tenta parecer perfeita.
É a que foi vivida com coragem,
mesmo tremendo, mesmo imperfeita.

Tenho o mundo inteiro em minhas mãos,
mas por muito tempo me aprisionei em pensamentos insanos,
tentando bater recordes que nem eram meus,
de pessoas que gostariam que eu fosse diferente.
Mas se eu não fosse tudo o que me tornei,
quem eu seria?
Uma cópia?
Prefiro ser o espelho de mim mesma.
Porque quando me reconheço, entendo uma verdade simples e poderosa:
o mundo não precisa de cópias,
precisa de autenticidade,
precisa de quem tenha coragem de ser exatamente quem é.

Hoje eu escolho focar na minha própria existência.
Por muito tempo vivi tentando ser o que o mundo esperava de mim,
enquanto eles aguardavam que eu fizesse algo,
e eu… eu esperava o quê?


Esperava permissão para ser quem sou?
Esperava coragem, validação, ou o momento perfeito?


A verdade é que ninguém pode viver por mim.
Tornar-me quem sou não é um ponto de chegada,
é uma decisão diária —
e hoje, finalmente, essa escolha é minha.

Enquanto você busca agradar e conquistar a todos, acaba se perdendo de si e paralisando seus próprios passos. A necessidade de aprovação rouba a autenticidade e trava a ação. Quando o foco muda — de convencer o mundo para conquistar a si mesmo — nasce a liberdade. É nesse encontro interno que a coragem aparece, as escolhas se alinham e a vida começa a fluir com verdade. Quem se conquista por dentro, não precisa provar nada para fora.

Quem tem medo de ser, já deixou de se tornar aquilo que sonha.
Pois quem sonha, consolida a razão no fazer,
entende que entre sonhar e viver existe uma escolha:
ou transformar o sonho em passos,
ou permanecer parado, vivendo só na imaginação.

Quem tem dó de si mesmo já não vive,
pois ter dó é o mesmo que se prender à própria dor,
é escolher o peso da lamentação
em vez da força da superação.

Cada nível da vida exige coragem para enfrentar o desconhecido.
Pisar em novas terras assusta, mas é ali que o crescimento acontece.
Sobreviver é resistir… viver é aceitar o chamado de uma nova era e se permitir transformar.

Depois que decidi viver o que pulsa em mim,
minhas escolhas ficaram leves, quase asas.
Não preciso ancorar o navio para pensar,
aprendi a refletir enquanto ele corta o mar.
Preciso fazer acontecer sem trair quem sou,
sem silenciar minha essência para caber.
Porque como o mundo reconhecerá minha verdade
se eu seguir camuflada, à espera de permissão?

Depois que eu decidi viver o que eu quero viver, percebi o quanto se tornaram leves as minhas escolhas.
Não preciso parar o navio para pensar, preciso pensar enquanto ele estiver em movimento.
Preciso fazer acontecer e não deixar de ser quem sou.
Porque como o mundo saberá quem sou eu, se eu viver me camuflando e esperando?

Pra fazer acontecer,
a mudança precisa nascer em você.
Como querer um novo caminho,
pisando sempre nas mesmas pegadas?
Não dá pra colher outros frutos
plantando o mesmo medo.
Não dá pra viver novos sonhos
abraçando velhos receios.
Mudança não é discurso bonito,
é atitude silenciosa.
É dizer “basta” ao que dói,
e “sim” ao que assusta, mas cresce.
Quem muda, escolhe diferente,
mesmo com o coração tremendo.
Porque a vida só se transforma
quando você decide ser o movimento.

Você me ama, mas freia,
me observa como quem estuda
uma aula difícil de química.
Analisa reações, mede riscos,
teme explosões que só existem no medo.
Tem receio de eu ser como a maioria,
sem perceber que Deus me fez minoria,
diferente dos iguais,
inteira demais pra caber em padrões.
Você me quer,
mas também quer ser livre.
E quem foi que disse
que paixão aprisiona?
Quem inventou que amor amarra?
O amor não prende,
o amor respira.
Precisa de espaço,
de escolha,
de coragem.
Amar é construir andares,
tijolo por tijolo,
quando dois querem subir.
E até os opostos,
quando caminham juntos,
fazem a roda girar.

A santidade não salva ninguém
quando vira máscara e prisão.
Deus não nos quer dentro de uma caixa,
quer leveza, verdade e coração.
Fomos feitos pra viver fora dos moldes,
fora do medo, fora do papel.
Não adianta erguer mãos na igreja
e fechar o punho diante do céu.
Espiritualidade não mora em paredes,
mora no gesto, no olhar, no pão.
Negar ajuda por conveniência
é rezar em vão.
Somos santos e pecadores,
contradição que aprende a amar.
Viemos pra servir uns aos outros,
não só no templo, mas no caminhar.
Porque é fora da igreja, na vida real,
no silêncio, na escolha, na dor,
que mostramos quem somos de verdade
e se a fé virou prática ou só discurso sem amor.