Coleção pessoal de brunosepulveda

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Depois de ter saído da guerra vivo (mas sem uma perna), eu resolvi voltar. Não dá pra se entregar. Nunca. Parece que eu já vi esse filme. O final é tão óbvio que chega a ficar misterioso. Ócio.

Tudo bem. Tudo era tão novo e já passou por mim. Como eu fui tão bobo e não vi mudar. Todo o seu jogo não foi tão ruim. Mas não tente de novo, eu não sei jogar. Escorreu no rosto o que restou de ti. Foi quando o tempo resolveu parar. "Tente me entender" foi tudo o que eu li. Nunca foi parte dos teus planos aceitar. Nunca fiz parte dos teus planos de tentar. Só me diga, me diga que não passa de mentira. Me diga, não minta que isso tudo é apenas ilusão. Me diga, que sabe o que fazer da sua vida. Me diga, mas não diga "não". Corte os laços, desate o nó. Jogue fora os pedaços, transforme em pó. Quem sabe assim você pode lembrar; Apague o rastro por onde passou, porque quero fugir que você deixou. Tudo que eu não esqueço mais... Me diga "Sim".

Eu acredito nas casualidades, nos encontros, nas passagens. Nas conversas que temos, nas músicas que cantamos. No que somos e nunca deixamos de ser.
Eu acredito que podemos ser muito fortes, muito mais. Podemos ser como todos, e o tudo pode ser capaz. Eu quero suas mãos, suas ideias e defeitos, que me ensine o seu jeito, enquanto aprende o meu. Quero que faça sentido, que seja proibido, mas que entre nós todos não exista lei. Quero ser tudo que tem graça, que tem gosto e dá pra sentir. Quero o que mais me dá vontade, e quero vontade pra prosseguir. Quero voar, mergulhar, morrer e matar a vontade de querer.