Coleção pessoal de ateodoro72
Talvez uma gargalhada num velório seja mais honesta que um choro numa pregação religiosa.
A emoção verdadeira não obedece a protocolos, nem respeita o “ambiente adequado”.
Às vezes, a lembrança engraçada do falecido invade a mente, e rir é inevitável — e profundamente humano.
Não é desrespeito, é sinceridade.
Por outro lado, há lágrimas que escorrem, não pelo peso da fé ou do arrependimento, mas pelo constrangimento social de parecer frio.
Chora-se porque os outros choram, porque a expectativa exige um rosto molhado.
A verdade é que autenticidade não se mede pelo cenário: pode haver mais vida em uma risada fora de hora do que em mil prantos ensaiados.
O coração não conhece etiquetas — e, quando tenta segui-las, quase sempre mente.
O Abismo da Polarização é tão medonho que os que nele se precipitam dificilmente voltam — aprendem a odiar o caminho de volta.
Quase impossível saber quem mais precisa de ajuda: se os que clamam por chuva para chorar escondido ou os que só se emocionam diante das câmeras.
Ninguém consegue ser tão pequeno quanto aqueles que precisam diminuir os outros para se sentirem grandes.
Se não tivéssemos tropeçado na desgraça da espera pela instrumentalização das redes sociais e das igrejas, para nos interessarmos por política — talvez os influencers não a tivessem transformado nesse medonho reality show.
Bem-aventurados os que choram — de alegria ou de tristeza — porque serão consolados. Ai dos dissimulados!
Quem confunde Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão — pode confundir qualquer coisa — inclusive Arrogância com Bravura, Confusos com Multifacetados e Chantagem com Negociação.
Se não tivéssemos esperado a instrumentalização das redes sociais e da igreja para nos interessarmos por política — talvez não tivéssemos tropeçado tão feio no golpe medonho da polarização.
Onde a arrogância se veste de bravura e o autoritarismo posa de liderança — a chantagem encontra terras férteis para se disfarçar de negociação.
Se Política fosse Futebol, a Polarização ainda seria o Clássico do Ódio — ninguém joga, todos se lascam.
A felicidade não é a ausência de conflito,
e sim a habilidade de lidar com ele.
Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo,
mas ela torna tudo melhor.
Normalmente, gente muito portentosa e bem resolvida acaba esbanjando tanta felicidade, beleza e simpatia, que os invejosos e infelizes acabam se sentindo incomodados.
A normalização da mulher — poder continuar Viva depois da separação — me demanda tanto tempo e atenção, que me impede de ajudar a romantizá-la.
Em tempos de polarização, no Brasil e no mundo, tudo se divide — até o pensar.
De um lado, quem pensa. Do outro, quem acha que o faz.
Quem não se curva aos Caprichos dos Apaixonados — não precisa Mendigar Respeito de quem confunde Arrogância com Bravura, Autoritarismo com Autoridade e Bajulação com Admiração.
Tão covardes quanto os bandidos infiltrados na polícia — são os que apoiam e romantizam suas covardias.
