Coleção pessoal de ARRUDAJBde

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Sintonizei com minha própria existência.

Pai e mãe habitam em mim, e eu que sou filha

Animais são presentes de Deus, não pra comer, mas para conviver.

A linguagem de Deus é a linguagem da natureza.

Teus olhos são como a areia do deserto
Amarelos como o sol
Faróis que refletem a iluminação diurna e noturna
São mel e castanha
Você é o meu solo
Cor de argila, cor de barro.

Mãe dos vegetais
Verde é a minha cor,
Onde nasci, o que vi e vivi
O que sou, quando nasci
Como o canto das florestas.


Um pássaro verde nos uniu
Nas tuas raízes eu repousei
Como uma folha solta ao vento
Nas asas da minha liberdade
Encontrei você.

Meu doutorando de plantas
É como se o éter tivesse ouvido o eco dos meus pensamentos e das minhas mãos ao digitar aquele livro...
Você chegou como um resplandecente cometa.

O amor é isso
Essa inconstância
De amar e odiar ao mesmo tempo.

Vencemos barreiras geográficas, culturais e linguísticas.
Você, a matéria-prima; eu, a obra.
Abdu luz ida por você.
Pelas montanhas que nos unem,
pelos desertos que atravessamos até aqui.
Eu, fogo; você, água.
Eu, leoa; você, compaixão.
Eu sinto você dentro de mim.
Vejo você em meus olhos.
Vejo você nos eucaliptos, nas araucárias, nas nuvens e no éter.
No sonho que me visita,
no cheiro da tua pele,
nos passos cuidadosos de nossas danças.
Para sempre.

Confiança
Confidere
Quatro meses, e o tempo nos molda em silêncio.

Você e eu — nossos desertos e nossas sobremesas.
Você é o sal, eu sou o açúcar.

Sou lágrimas, e seus olhos, cor de mel, me enxergam além da dor.

Ancestralidade nos chama.
Você chegou, as plantas vieram contigo, e com elas, nosso legado floresceu.

Eu te entendo, Shakespeare.
É bem mais fácil aceitar a ideia de que somos atores, cumprindo nossos papéis na jornada da vida.
Fica mais fácil a partida.

🎭Ato da Vida

Te entendo, Shakespeare,

É mais leve pensar que somos

Atores na jornada do tempo —

Cada cena, um suspiro,

Cada partida, um adeus ensaiado.



E lá se vai,

Para novos palcos e plateias,

Onde o silêncio também aplaude

E o destino escreve falas

Que nunca ensaiamos.



O tempo das coisas

Não pede licença —

Só muda o cenário,

Enquanto seguimos

Vestidos de memória.

Mesmo cega, enxerguei.

Encolhida para caber, calada para não incomodar.

Escolhida para ser, falante para desacomodar.

Somos a cura dos traumas dos nossos pais.

Por que temos o hábito de prender tudo o que é belo?

Sem o norte e o nordeste, o resto do país não teria graça, nem risos, nem cultura.

Eu sou a mistura da indígena, do africano e do judeu.

O sofrimento e a perseguição são inerentes ao povo hebreu.

No Silêncio da Lua e da Flecha


Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.


A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.


Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.


No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.


Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.

Satisfiz meu devaneio
Em teu colo, eu sentei
Cavalgando entre montanhas
Na profundidade, senti o teu falo
Nos teus olhos estava o mar.