Coleção pessoal de ARRUDAJBde

101 - 120 do total de 1156 pensamentos na coleção de ARRUDAJBde

Ócio é prazer produtivo.

Será que volta?
Será que não volta?
O quê?
Ele? A internet?
Ou os dois?
Allah ele
Depois de 2 anos
Where?

Procuro você em mim
Te busco nas linhas do alcorão
Nos raios do luar
Na vastidão de estrelas
Em cada folha verde e seca
Em casa solo
Em cada raiz
Em cada planta
Em cada eu, dentro de você
Habita um nós.

Resta-me, portanto
Dormir e sonhar
Sonhar com você, sonhar em teus braços
Sentir o teu abraço em mim
O teu fervor, os teus ventos em meu pulmão.

Mani, você é meu
I'm yours
Meu pedaço de paraíso
Sou a sua maçã
Mais que manancial
Você é a própria benção
Mani, oca
Dentro de mim
Muito mais money for us
Você é o meu Maná do céu
Subiria cada degrau a vida toda
Toda vida
Sendo abduzida por você
Iria aos desertos dos teus olhos
Sentiria o vento da tua boca
Viveria nas águas da tua boca
Para sempre
Enquanto houvesse areia no deserto, nos mares, nos oceanos
Enquanto houvesse vida
Enquanto houvesse existência

Deus é solidário.

A natureza é solidária.

A vida não acaba, ela continua.

Nós somos um experimento da fonte criadora, imitamos tudo a nossa volta.

Nesta dita sociedade atual, adoramos os mortos, e esquecemos de cultuar a vida no presente temporal.

Autista
Artista

Existe pessoas que isolam, e outras que conduzem.

Há uma abertura no escuro que conduz à luz— e é por ela que a coragem passa.

A paz é coisa simples.

Terra-Mulher

A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo.

Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético.

O ar, antes canto de vida, agora é voz maldita, soprando tortura invisível na mente que se agita.

A seca é prisão da essência, privatizam o ser, o sentir. A água, que era ventre livre, já não sabe mais parir.

Ordenham sem consentimento, deixam-na na mão errada. O leite vira lucro sujo, a alma, moeda trocada.

Rios contaminados choram, como corpos invadidos à força. O falo doentio penetra, sem amor, sem remorso, sem corsa.

E a carne — ah, a carne vendida — tem preço, tem código, tem dor. Como o corpo da mulher na vitrine, sem nome, sem alma, sem cor.

Mas há fogo sob a pele da Terra, há raiz que resiste ao corte. Há mulher que se levanta inteira, mesmo depois da morte.

Assim como uma flor desabrocha e murcha, assim também são os momentos da vida — belos, breves e únicos.

Quanto mais leve o corpo, mais sutil a alma se expressa.

A escolha pelo veganismo não é apenas alimentar, mas existencial. É uma ruptura com a lógica da dominação.

O veganismo, enquanto boicote político, oferece uma forma efetiva de erodir o capitalismo e outros sistemas de dominação.