Coleção pessoal de araujo_1
Às vezes, eu me calo
Às vezes, eu me calo,
não por falta de amor,
mas porque o medo me trava
e o silêncio vira dor.
Sinto que não mostro tudo,
como eu queria mostrar,
e no fundo do meu peito,
tem medo de te perder, de te deixar.
Mas se eu pudesse abrir a alma,
e soltar o que não sei dizer,
seria um mar de palavras,
um abraço pra te envolver.
Não quero que duvide,
não quero que parta,
quero ser a tua calma,
o teu porto, a tua carta.
E mesmo que eu hesite,
e que eu me esconda,
saiba que no meu silêncio
é o teu nome que sobra.
Nos Cachos do Teu Sorriso
Nos teus cachos castanhos, o vento passeia,
trazendo segredos que a noite semeia.
Cada onda em teu cabelo, um verso perdido,
cada riso que nasce, um céu colorido.
Tão alto tu és, mas perto me sinto,
quando teu olhar desenha o infinito.
Teu sorriso é estrela, um doce feitiço,
que prende, que acalma, que é puro e bonito.
Se o mundo desaba, se tudo é escuro,
teu riso ilumina e faz tudo seguro.
E se algum dia me vires perdida,
segue teus cachos são minha saída.
Paixões são fogo. Amor é construção.
Paixões chegam de repente, viram a cabeça, aceleram o coração.
É olhar, rir, arrepiar. É tudo intenso, rápido, quase irreal.
Mas paixão, muitas vezes, é faísca: brilha forte, mas não dura.
Amor é diferente.
Amor é escolha.
É ficar quando o encanto passa, é abraçar nos dias difíceis, é crescer junto.
Amar é entender que ninguém é perfeito nem o outro, nem você.
É brigar e ainda assim querer ficar.
É saber que o amor não grita... ele permanece.
Paixão te tira do chão.
Amor te ensina a aterrissar.
Menino de Sol e Vento
Num canto qualquer da rua encantada,
dançava um menino de alma dourada.
Cabelos cacheados, nuvem em espiral,
como se o vento pintasse um vendaval.
Olhos castanhos, cor de aconchego,
onde mora a calma e também o apego.
Brilham como tarde em fim de verão,
com o calor do mundo em seu coração.
Riso leve, quase cantiga,
voz pequena que o tempo abriga.
Passa entre folhas, corre com o chão,
como quem guarda segredos na mão.
Ele sonha alto, mesmo sem saber,
que em seu olhar há tanto por ver.
É feito esperança que não se desfaz,
menino de luz, de amor e de paz.
Cacheado de sonhos, castanho de céu,
carrega a ternura como um anel.
E onde passar, deixa poesia,
como quem vive pra ser alegria.
Cabelos e Olhos de Outono
Teus cabelos, cor de terra molhada,
dançam ao vento, leves, encantados,
como folhas de outono recém-caídas,
trazendo calma ao meu peito apressado.
Teus olhos… ah, teus olhos castanhos,
são poços profundos onde me afogo sem medo,
neles cabe o sol, a noite e meu sonho,
neles mora o segredo que tanto desejo.
Quando me olhas, o mundo se aquieta,
o tempo desacelera, quase se esquece,
e cada batida do meu coração repete teu nome
como se fosse música que nunca envelhece.
E eu, perdida nesse calor ameno,
sei que amor assim é raro e verdadeiro,
pois nos teus cabelos e olhos castanhos
eu encontrei meu lar inteiro.
