Coleção pessoal de anonima_apenas_eu

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Lendo o livro (O Alquimista de Paulo Coelho), em sua segunda parte, (pag,81-82) pude ver duas vertentes, na qual buscava entender o sentido da minha vida, dos meus sonhos, aonde queria realmente chegar. Por um lado, almejando algo que não sabia exatamente o quê? E nem por onde seguir, só querendo e querendo..., muitos questionamentos, a cerca de mudar minha maneira de vida, que estou perdendo tempo no mesmo lugar, enquanto parece que todos mudam, progridem. Isso me deixa triste, perdida e ansiosa. Por outro lado, eu não queira mudar, porque não sei como mudar. Já estou acostumada comigo mesma. Talvez não queira mais nada da vida, e a pressão do mundo hoje em dia, esteja me forçando a querer mais. Sei das minhas imensas possibilidades, mas quem sabe eu me sinta igual ou pior, porque sei que poderia ter mais, só talvez não queira.

Muito se diz sobre nunca parar de sonhar; Mas parando para pensar, volto-me ao passado e não tenho lembrança de um dia ter sonhado; Será por isso que está tão difícil reconhecer-me; encontrar-me e sentir-me que pertenço a esse tempo!

⁠Entorpecida pela inércia; embriagada por sentimentos desconexos ; atônita nesse frenesi interno.

O mundo aqui fora me faz sonhar em viver dentro de um livro de fantasia⁠, onde uma borracha ou uma simples virada de página mudaria tudo!

A incapacidade de cumprir objetivos que trariam melhorias para a vida
isso é autodestrutivo

"⁠Apenas um momento de insanidade nessa vida imperfeita seria como um bálsamo lenitivo"

⁠Queria sentir-me viva de propósito;
Sinto-me enclausurada dentro de mim;
Sou meu próprio algoz;
Sufocada pela inércia;
Como sair desse vazio?
Como vencer meu Eu?
Talvez eu goste do sofrer;
Talvez a felicidade não seja suficiente;
Estou enlouquecendo?
Torturando-me dia após dia;
Não consigo chegar no ponto de partida;
Não consigo enxergar a saída desse círculo vicioso;
Estou vendo o tempo passar diante dos meus olhos;
Estou presa sem grades ao meu redor;
Paralisada na imensidão de pensamentos inúteis, que não chega a nenhum lugar;
Esperando, esperando e esperando;
Apenas existindo.

"Talvez o motivo por trás dessa inércia, seja o fato de não se moldar a nenhuma forma existente"⁠

"Ela entrou sem bater, saiu sem avisar — e tudo o que restou foi um perfume e um vazio do tamanho dela."