Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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A volúpia muito mais
do que ardente entre
nós revela e acende
as chamas obscenas
do desejo que iluminam
os olhos e os corpos,
Sem dizer uma palavra
te escolhi como o ilustre
morador dos meus sonhos.


O mais vadio nos destina
na Rota da Seda que
em ti nasceu escorregadia,
e serve esse teu doce
veneno que destila e vicia.


Sob a sombra do Ingá,
eufórico diante minhas
Uvas maduras os teus
lábios namoradores foram
feitos para entusiasmar,
e carinhosamente afoito
adentrar neste piquenique.


Para no nosso paraíso
sem nenhum pejo,
O desejo ser o fogo eterno
e senha intransferível
para qualquer um que atreva
ir pelas curvas mais hipnóticas
das nossas paixões eróticas.

Não é vergonha ser pobre,
e vigora como dizem por aí:


"- Vergonha mesmo
na vida é só ter dinheiro...",


Vergonha é não reconhecer
que fica feio juntar duas
vezes a letra r por obediência
acadêmica à Nova Ortografia,
sem ter a consciência de estar
destruindo a beleza da palavra.


Não tem muito tempo tempo
que alguém achou que iria reinar
na ofensa desferida ao outro,
só pelo fato dele ser pobre.


Em queda livre pediu socorro
quando foi confrontado
com educação e cultura,
e depois disso vestido
pela falta de berço
e moral paladina de subsolo,
ironizou que o interlocutor
deveria ser salvo da loucura,
achando que iria afetar com êxito,
e recebeu a seguinte resposta:




- Não preciso de salvação, eu sou poeta.

A tua existência
sobre a minha
sem resistência
faz residência
no florescimento
dos Garapuvus
de Florianópolis
como residência,
Por isso não há
nada no mundo
que plante a ideia
de desistência,
O meu coração
tem raízes na terra
e no teu peito
com plena consistência,
E da mesma maneira
a utopia elegida,
o romance e a consciência.

Meu corpo flor de Paineira-Rosa,
o assumo travessa e amorosa,
Toda intrépida capaz de trazer
o teu pleno de maneira venturosa.

O teu perfume de riacho
os ventos me trazem
de maneira espiritual
penetram o sensorial
de maneira ainda inexplicável.


Os ventos me sopram
que tornei a predileção
de repente do teu coração,
a canção total de amor,
a paixão e fortuna inevitável.


O que existe de mais místico
em mim tem feito território
que por mais ninguém pode
vir a ser por ninguém habitado,
é a primeira vez que está
verdadeiramente apaixonado.

Protegida pela companhia
da Lua Cheia que aguarda
diante das montanhas
o cortejo das Plêiades
no Hemisfério Austral,
traço por nós o sideral.


Na cávea floral e mansa
que todos dizem ser utopia,
e que resguarda só para ti
mais de mil e uma noites
sem nenhuma pressa,
e o quê realmente interessa.


Prevejo que um só leito
para nós dois não bastará,
por precisarmos de hectares
íntimos para nos espalhar
por todos nossos lugares
de mistérios e néctares,
que só os beijos hão de falar.


Os teus olhares de Via Láctea
a minha pele nívea encantará,
e minha liberdade que é a tua,
ou melhor - nossa - encontrará
finalmente o abrigo divino
sob os sutis Jequitibás-brancos.


Exatamente ali onde os destinos
dos rios da história convergem
reverenciam e se beijam,
diante dos amores que juntos
inequívocos ali se encontraram,
e com o inevitável celebraram,
estaremos entregues ao nosso
que pelas estrelas tem sido escrito.

Adaptabilidade e transição
tecnológica são necessárias,
Embora não superem andar
contigo de mãos dadas ao ar livre
para que o amor não nos evite.


Colher Capinuribas-amareladas,
ouvir a cantoria dos pássaros
e mostrar as ideias românticas
nunca serão por nada superadas;
porque somos pessoas atlânticas.


Quero sair com você pelo mundo
afora e inspirar o mais profundo
para que outras almas se sintam
a ter orgulho do amor e inspiradas.


Que digam que incansavelmente
toda a poesia não deu em nada,
que a glória de ter seja eternizada.

Sou poeta e reclamo só,
para não deixar sumir
- o Inhambu-chororó.

O Tiziu sumiu
porque ninguém
preveniu o alguém
que o destruiu.

Abandonar-me aos teus trejeitos
masculinos, protetores intensos
e abrir espaços para ser a cúrcura
sussurrante das tuas adoráveis folias,
Ser a indelével e indivisível ternura
de cada uma das tuas doces manias.


Reinventar-me a cada instante,
no teu coração ser Sapucaia florida
e o teu mais precioso romance,
O encanto constante pelo teu aroma
há de ser o meu viciante feliz sintoma.


Embora esteja escrevendo o que há de ser,
na verdade, está acontecendo dentro,
algo muito peculiar que tem revelado
de maneira inexplicável como doce tormento.

Divina e dulcíssima aspiração
de querer conquistar o seu
fascinador e liberto coração,
Mania doce de insistir
em querer ser o seu amor.


Para nós o que nos cabe
é somente o pós-canônico,
Naufragar na delícia entregue
de ser o seu fadário irônico,
sensual e o mais romântico.


És o meu melhor enredo,
não somos uma aventura
e do amor não temos medo,
Porque este fogo-fátuo
é do interior brotado,
e amoroso indestrutível laço.


Para nós já está estabelecido
o neo-romantismo contemporâneo
do nosso amor latino-americano,
sem censura e sem nenhum engano.

De nós quero o pós-canônico,
e se ais houverem sejam só
os envolventes e sinfônicos,
e caso não chegue a tempo,
não tem nenhum problema,
não tenho nenhuma vocação
para cantilena, não se esqueça,
que além da poesia, sou poema.


Porque sei ao menos terei
o seu amor no baú do sonho
do sentimento bem resguardado,
para adiante seguir o fadário,
sublime, encantado e apaixonado.


Enquanto isso vou propondo
o neo-romantismo contemporâneo
aos novos poetas inspirados
deixar este mundo menos enfadonho.

As Plêiades e a Lua
juntas irão dançar,
É um bonito prelúdio
que os teus beijos
pela minha boca
de Morango-silvestre
haverão de gamar.


Não vejo a hora
do nosso dia chegar,
Com toda devoção
iremos nos achegar
para o amor fazer
ninho e conosco ficar.

As Plêiades serão
vistas feito bailarinas
em Rodeio dançando
festivas com Lua
para o Pico do Montanhão,
O Médio Vale do Itajaí
se levará pela emoção.


O Rio Itajaí-Açu se inundará
com tamanha sedução,
Da mesma maneira
encantarei o seu coração.


Para nos meus lábios
de morangos-silvestres
os teus beijos se deliciarem
com toda a gamação,
E daqui não nos negarmos
ao atrevimento da paixão.

Não creio em oráculos,
mas algo me diz
que estamos próximos
de nos encontrar,
da tua presença fazer
com que eu respire o aroma,
beijando os teus olhos
de Capinuribas-verdes,
deixando que as tuas mãos
envolvam pacientes
e carinhosas a cintura
levando toda a razão
para um nível diferente,
para que o amor e a paixão
se consagrem finalmente.

Cercada por estes bosques,
sou o doce e casto juramento
de abrir o vergel secreto
ao teu amoroso folgamento,
É o quê tenho desejado
a todo o momento sem temer
perder a minha razão,
Tornei-me inteira dentro de ti
a Framboesa-de-cipó saborosa,
o pertencimento sublime
e o amor de devoção
que o céu nem mais é o limite.

Luar Crescente que faz
o coração sorrir bonito,
Que ilumina com carinho
a nossa cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí,
que plena reina no peito.


Com lábios perfumados
de Framboesa-Negra,
É aqui por alguém
aguardo para ter até o Sol
como testemunha
que somos predestinados
a ser um casal apaixonado,
e que há de tratar o amor
com dedicação e cuidado.


O quê há de mais poético
não é de hoje que tenho
para ele preservado,
Ele é meu e eu sou dele,
e será uma festa por
este dia que é tão esperado.

De longe percebo os teus
olhos desejosos pelos meus,
Sensivelmente imagino
o teu rosto grudado no meu,
Os teus pêlos bem cuidados
acariciando com apego
sensualmente o pescoço,
O teu charme todo fogoso,
sublime e poderosos,
Os teus dedos luxuriosos
tocando o meu corpo
entre injúrias provocadoras
de êxtases e súplicas
como se colhe ternuras
e amoras-silvestres
sem se importar com alturas.


Parece sem nenhum sentido
que algo está porvir sem
explicação, solar e intenso,
com os ventos anunciando
escolhas, capturas e malícias,
Porém, com total pertencimento
celebração e do amor romântico
como do jeito que reza o juramento.

Contigo somente existe


a possibilidade teleológica


de pertencer sem volta,


A conversa simples e dialógica,


e o silêncio que revigora,


Com direito a cabeça apoiada


no seu ombro com direito


as boas feituras e partilhas


da memória conjunta analógica,


Com presença satisfatória


um dando na boca do outro


austrais Morangos-da-costa


com toda a delícia amorosa.

Colher Morango-da-costa
acompanhada da sua companhia
é mais alta imagem de desejo
cheia paixão e poesias,
É por isso que por dois escrevo
os mais doces Versos Intimistas.


...


Para que nada distraia,
para o amor vou dar
é Morango-da-praia,
Para fazer se orgulhar
deste rabo-de-praia
e dos Versos Intimistas
escritos para quando
ele chegar se entregar
com todas as malícias
daqui para frente ser vividas.


...


A tua boca é endereço
para colocar Morango de praia
com todo o maior apreço,
Por isso em ti escrevo
os mais lindos Versos Intimistas
sem nenhum adereço.