Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Esplende a Aurora Boreal
desabrocha a Dwarf Fireweed,
Ouço a música celestial
misteriosa do Hemisfério Norte
Tenho confissões de amor
que penso que nunca vou te falar,
Melhor deixar assim mesmo
continuo embalando o segredo
Ao menos tenho o quê com
as estrelas conversar
enquanto o amor em ti não falar
Podemos até juntos não ficar,
mas os meus sonetos nunca
você e nem ninguém irão olvidar.
Não existe distancia
para quem sente
profundamente
o quê leva dentro,
O impossível não
é o céu e nem o mar
para quem sabe
a pessoa escolhida
para amar e a vida
inteira com os olhos
fechados confiar.
A minh'alma é colorida
com toda a poesia
da nossa Aurora Austral,
Agora só me falta
ser o seu amor fundamental.
Atrevo-me ser
Ter tudo teu
Reinando em mim,
É enorme a fantasia,
Vem, para perto,
Envolve-me com magia,
Teu é o meu querer
Em nossa companhia.
Fico tentando ler
os teus olhos sem saber
como é o seu rosto
Do mesmo jeito
fico tentando beijar
os teus lábios sem saber
como é o seu gosto
Fico tentando ler
os seus pensamentos
sem saber como
você pensa de verdade
Da mesma maneira
fico tentando criar
um paraíso para fazer
parte dos seus sonhos
Se é que estás a reparar
ao ponto de realmente
de com delícia me desejar
Há muito tempo tens
me causado curiosidade
e desejo de perdição
com um misto
infalível de batalha
entre a loucura e o juízo.
Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade
Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.
Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:
Só quero loucuras
de amor entre a gente.
Com a longa e bela cauda
a Cocrico hipnotiza o olhar
divertindo neste tempo,
em nós não há distanciamento.
Sinestésicos lemos iguais
sinais na Natureza porque
conhecemos o paraíso selvagem
que só para nós é acessível.
Não haverá nunca parecido
porque por dentro já está
escrito o destino tão querido.
Agora só é preciso o tempo
aberto para dar o passo
concreto rumo ao caminho certo.
Com a sua de cor de coral
das profundezas a revoada
da Scarlet Ibis dá um sinal
da nossa aliança renovada.
Por dentro nos pertencemos
inabaláveis na fortaleza
que construímos sem prever,
e o amor só está a crescer.
Nas nossas mãos está
o quê há de mais precioso
e ninguém jamais deterá.
Não há nada que seja capaz
de nos superar ou distrair,
conhecemos por onde seguir.
Sem saber o porquê
de tanto silêncio,
Sem saber ao certo
na vida quem é você
tem me colocado
prisioneira sem fim,
e temo perder
o melhor de mim,
Falando com as paredes
invisíveis e com
o meu tumulto interior,
Apenas concluo
que falo e só eu escuto
sangrando neste jogo
possível de sedução
e estranho oculto.
Antes da aurora vespertina
a Lua Crescente chegou
no céu graciosamente azul
do Médio Vale do Itajaí
aqui na nossa Rodeio
que com sua beleza fascina,
Ela sempre ela a Lua
dos povos e de toda a poesia
que centro e cinquenta
primaveras embala o legado
da imigração italiana
que ergueu a Pátria
a partir deste abençoado chão
que todos os dias celebro
com amor e profunda gratidão.
Uma vez contaram
que beber Jurema
é fazer feitiço,
Amor forçado
para mim é castigo,
Francamente não
preciso disso,
Se o seu coração
não for meu,
é porque não está
escrito no destino.
O biscoitar de outrora
era a esperteza indevida,
O biscoitar de hoje
é a atenção que se
deseja chamar para si,
O biscoitar de outrora
não me interessa,
Sou feita de agora
e o quê quero tem pressa
e ao mesmo tempo
essência bem vagarosa,
Se você me biscoitar
é óbvio que retribuir
onde os beijos colocarão
as palavras para descansar
e os lábios para se encontrar.
Não é segredo
para você que
te bredo no silêncio
poético e hipnótico,
Cada poema meu
te namora de um jeito
mais forte do que
qualquer psicotrópico,
Não preciso ler
nenhum Horóscopo.
Ser toda para você a sua
pombinha mansa e rara,
a sua Pomba de Granada
pela qual o seu peito dispara.
Divina e poética ambição
embaladora do coração
que me põe em preparação
para não querer outro não.
Sem te ver e sem saber
a hora e o dia de acontecer,
fiz a jura de assim permanecer.
Em nome da minha intuição
assim mantenho-me porque
sei que do amor não vamos correr.
Nos tempos de antigamente
quem mordia na batata
cachaça é o quê bebia,
Do Câmara Cascudo bebo
mesmo é do Folclore
porque eu não nasci sabendo,
Quando me dei por alfabetizada
na vida acertar na batata
aprendi que era acertar em cheio,
Poesia é o quê acho que escrevo
sempre não acerto em nada,
quem acerta mesmo é a danada.
Nos tempos de outrora
quando mandavam
o outro 'sossegar'
mandavam é beber água,
Hoje ninguém quase
bebe água e geralmente
todo mundo quando
se irrita manda mesmo
é para 'aquele lugar',
Como prefiro salvar
a lucidez prefiro é ignorar.
Lá nos tempos
de antigamente
as pessoas quando
ficavam zangadas
ficavam é azeites,
Prefiro não fazer
parte das zangadas,
e jogar azeites
nas minhas saladas.
