Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Encontrar em Rodeio
com os amigos
na Tchucalonga,
e perder a conta
da folia e das horas.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
No Baile do Vinho
provar o melhor,
e perceber o destino
com muito sabor.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
No Baile de Máscaras
deixar a fantasia
não nos reconhecer,
Vamos dançar
até o amanhecer.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
No Natal Bella Città
deixar que as luzes
da cidade de Rodeio
tomem conta de nós
para tudo ganhar jeito.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Festejar a trentinidade
na nossa La Sagra,
Orgulhar-se de verdade
da nossa italianidade.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Coloquei o esplendor de orquídeas negras,
para observar os senhores das guerras.
Revigoro a memória corpórea como quem
dança a dança mais mortal com feras.
Acendi candeias da História da Humanidade
como que recorda as lendas sobre o romance entre o Sol e a Lua, a promessa do Eclipse,
no prelúdio da noite mais escura e alucinante
de que tenho notícia nos últimos tempos.
Comigo carrego o que revive a real bravura
da áurea época em que não existiam
México, Belize ou quaisquer fronteiras —
apenas a honra na mais alta estatura
de Gonzalo Guerrero e Zazil Ha,
para não olvidar do melhor que há.
[Não se esqueça que a poesia tem asas para voar.]
O Hemisfério Celestial Sul
no meu coração faz eco.
Da meia-noite à meia-noite
não é segredo que o amor
em nós tem construído
um particular império;
não existe explicação
para este nosso mistério.
Agradecer à primavera pelo florescer
bonito da Pindaíba-vermelha.
embora a gente saiba que não nasça
na Mata Atlântica do sul inteiro,
O Criador sabe a razão, ele é perfeito.
Enlevar ao nosso jardim da pele,
e levar à tona a memória afetiva
que dos seus magníficos frutos
também temperos podem ser feitos,
e que conhecer nos faz mais brasileiros.
Primavera da memória afetiva
do Pacari em Santa Catarina,
ele dá sombra e é curador,
e, com sua florada, enche
o coração com muito amor.
Como estrelas, as suas flores
se abrem de noite e perfumam,
espalhando festa e vida
para quem nutre o saber
por onde sempre caminha.
[É sobre cultivar o que tranquiliza.]
Não posso fazer versos,
com ou sem acento,
com ou sem ortografia,
para quem acredito que
nasceu com asas e poesia.
À poetisa Gioconda, sempre querida
Ludovico, um papagaio.
A memória desta ave é longeva
para boas ou más experiências.
E não se trata apenas de um poema,
é para deixar para a vida toda
registrado: porque o que se leva
na memória nunca será passado.
Há mais de três décadas foi
pela dona procurado.
Dizem que ele para a Baixada Litorânea,
na Região dos Lagos, foi levado,
e pode estar vivo em qualquer lado;
ele nasceu no Rio de Janeiro,
ele era amado e bem cuidado.
[Ludovico era um papagaio
que nunca mais foi encontrado.]
"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!"
— Casimiro de Abreu
Meu peito primaveral
celebra a estação
no Hemisfério Austral;
Floresce a primícia
do ciclo da vida,
e põe a teus pés
amor, paixão e sinestesia.
Numa guerra não há anjos e nem demônios, apenas homens.
Os óculos para ler uma guerra precisam as lentes da frieza e da factualidade.
Uma guerra jamais pode ser romanceada.
Olhar na sua companhia
o tempo solar que irradia
energia nesta primavera
com toda ternura e alegria.
[Encanto, atração e sinergia.]
Toda a guerra rouba a ingenuidade das crianças sejam elas do lado agressor ou do lado agredido.
Poupem as crianças dos comentários maldosos.
As crianças merecem receber comentários públicos dignos. Crianças não são parte em nenhum conflito, e sim vítimas.
Meu tormento preferido,
não mais tarde,
Seja o meu destino
sob o Hemisfério Austral.
Me dê a sua mão,
o peito e o desassossego:
Beije o meu desejo.
Juro a retribuição primaveral!
Sou a sereia que espia
entre as formações da Ilha Deserta
e Parcel do Calhau de São Pedro,
Enquanto no meu mar tu navega,
e eu cultivo o coral do silêncio.
[É sobre ser quem é em segredo.]
