Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠Nos cordões
azul e encarnado
das lapinhas
e dos pastoris,
Tens sempre
me buscado
sem admitir que
está apaixonado
e a cada dia
mais obcecado.

⁠Divina Cattleya trianae divina
que suas cores a Colombia
inteira, inspira e fascina
e como Orquídea cativa.

Das tuas mãos cheias
de amor quero receber uma,
Do teu coração pleno
de Pátria Grande quero ser sua.

Como quem recupera
a inocência perdida,
assim também ser sentida.

Em alguma praia escolhida
ficaremos na beirinha do mar
desfrutando da nossa companhia.

⁠As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.

Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.

Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.

Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.

Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.

⁠Na Llamerada
Saia bem rodada
Tua cativada

⁠Bailando forte
a tal Waka Waka
encontrou norte

⁠Tóbas bailando
estás encantado
meu namorado

Solto no Salay
você não volta não,
Vaivém, vem e vai...

⁠Em nós escrito
está o Potolos:
vivo o ritmo.

⁠Dançando Tinku
tu insuperável
meu amor total

⁠Sabe bem fazer
uma Diablada
com o coração

⁠Teus olhos lindos
feitos de Caporal:
és celestial.

⁠Faz os teus bailes,
todos Caporales
_minha folia.

⁠a imaginação me leva
amorosa para a bela cena
nos vejo plantando uma
muda de Palma de Cera

para fazer uma cerca viva
para proteger a nossa casinha
num lugar paradisíaco
da Colômbia desta Pátria Grande

a Palma de Cera que alimenta
as aves, inspira a construção
e o bonito espírito do artesão

há também de proteger
e de fazer História no lugar
onde moram o amor e a paixão.

⁠Cada um nasceu
para a sua própria
água e correnteza,
Cada um tem
a sua própria sorte,
O Aramaçá é peixe
de água salgada,
E tem gente que
não é diferente.

⁠A Araçoia esvoaçante
a sua atenção chama,
O seu coração bate
forte porque me ama.

⁠Inocência de Anujá
na beira dos igapós,
Tempo que gostaria
que parasse ali,
e que infelizmente
não vai mais voltar,
O céu é confidente.

⁠Nunca mais vi
uma Anhuma,
Só sei que dela
só sobraram
os locais,
Não sei por onde
voa Anhuma,
Não acredito
que exista mais,
A última que vi foi
há tanto tempo
que nem lembro mais.

Anhuma há tanto tempo faz...

⁠Apereá na mão
do Curumim,
Tudo vira
poesia prá mim.

Araci, Mãe-do-dia,
que o seu canto
nos traga alegria
com o raiar do Sol
e que venha com poesia.

⁠Todos os dias tenho
feito a rota andina
que me faça alcançar
o seu coração com poesia.

Sob a benção da Cinchona
do Equador nesta Pátria Grande,
em silêncio escreve sobre
nós sempre um novo romance.

Porque dizer que não te quero
estaria mentindo para mim,
não vou desistir tão fácil assim.

No fundo eu sei que você
também não porque não
existe outra melhor combinação.