Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Não aceito outro jogo
vindouro e duradouro
que não seja o do encontro
de cinturas marinhas
feitas de corais livres,
em intenções sedutoras,
ações arrebatadoras
e sentimentos da imensidão
do Oceano Atlântico Sul.

Simplesmente habitar
nas cidades submersas
e seus raros berçários
dos Bancos de Rodólitos,
Sentir na pele os insólitos
cruzar os profundos abismos
e salvar-se dos desastres.


[Nas letras o abissal
entre os nódulos formados
por algas vermelhas,
celebrar ousadias calcárias vivas,
e com elas escrever poemas.]


...


Com corais de mar profundo
da minha cintura de sereia,
Tornar-me a habitante
preferida da tua imaginação
entre a adrenalina e a dopamina.


...


Nos recifes profundos
dos teus olhos misteriosos,
Dar o meu nome
para todos os teus desejos,
ocupar os pensamentos,
as emoções e os sentimentos.


...


Nos recifes de água turvas
onde há rota aprofundas,
as nossas intimidades
não temem correntes
e nada ordena as liberdades.


...


A alma dançando solta
entre recifes de franja,
se fazendo de sereia
e vestindo a esperança


...


Coração de atol,
alma de sol
e olhar de farol.


...


...


Mergulhar contigo,
estar sob chapeirões,
viver altas emoções,
confiar e nos entregar
às melhores sensações.


...


Chapeirões de Abrolhos
para abrigar os sonhos,
O oceano não é limite
e nem mesmo o céu.


[Tudo teu é convite.]

Há algo tão guardado
dentro de nós sob
a névoa romântica
do amoroso silêncio,
Que queremos
tão bem preservado
de um jeito sobrenatural
quanto o Parcel do Calhau.

Poetisa e peixe,
toda feita,
para a sua rede.


Mesmo que digam
que não vai dar praia,
e não dará em nada.


[Já nos vejo
no Parcel do Dada.]

No Parcel do Campo Bom
ouvir do mar o grão som,
a terna música da tua voz
e o coração ajustar no tom.


Desfrutar do teu dom...

No Parcel da Corvina,
a entrega e a total
folia no mar de poesia.

Ainda não fomos
no Parcel do Esteves,
Só sei que teus flertes
provocam e pescam.


Do teu mar, sou a sereia.

Os cavalos de troia
só entram na mente,
se você permitir.
No Parcel da Monobóia
melhor submergir.

Encontrar-se ali
no Parcel da Draga,
Não abandonar-se,
e não permitir-se
ser por nada enganada.

Num mundo que tudo
é campo de batalha,
Prefiro encontrar
o Parcel da Granada,
e continuar inspirada.


[Convicta e apaixonada.]

Ideais coloridos e pincéis,
realidade de sólidos parcéis.


[Nos lábios os sutis cordéis.]

O Parcel do Portinho
tem algo parecido
com o teu coração,
Quando é preciso
mergulho, convicção,
muito amor e paixão.


[Mergulhei neste destino,
e tua eu me tornei,
como nunca imaginei.]

De ti nada meu dá incerta:
tudo serena e com amor
infinito sempre se entrega.


Como quem mergulha
aqui no Parcel da Deserta,
na intimidade não encerra.


[Conhece a linguagem poética.]

O teu íntimo mantém
algo muito parecido
com o Parcel do Noceti,
Busquei o mistério,
com poesia mergulhei
e na sereia favorita
para ti me transformei.


(Talhei nele a grei.)

Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos teus
sedutores olhos.
Se você irá entender,
realmente não sei;
da minha parte,
pistas e poesia dei.


A expectativa, bem
próxima da florada
da Guaria Morada,
continua vívida,
embora recolhida,
desenhando na beira
do mar na Costa Rica


Com leveza, romance,
calma e delicadeza,
com os fios do tempo,
sedutora irei tecendo
o seu pertencimento,
embora convicta assuma
a apaixonada urgência
da partilha do sentimento.


À espera do consentimento...


.

Sabe entrar.
Como morar.
Sabe encontrar.


É só amar...

O alpinista político chega do nada achando simplesmente que a existência dele é tudo e nunca tem nada a agregar, e ainda planta um ambiente de fofoca e de agressão, querendo enganar a si, os outros e quem ente de que o que ele está fazendo é política.

Gente nova querendo fazer carreira política é uma coisa. O ano de 2026 está me apresentando de forma mais clara a categoria de alpinistas políticos que é outra coisa. O alpinista político é o ser que quer dominar a cena com a própria existência e não com nenhuma causa alheia.

O alpinista político é aquele que quer "dominar a cena com a própria existência e não com nenhuma causa alheia. Apenas observem...

Na escuridão
as cores surgem
da inspiração.