Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
A minha alma a tua beija
por tudo o que nos incendeia,
Onde em nós tudo passeia
em tempo de Apamate rosa
em plena eflorescência,
Deste continente austral
somos o encontro e a pertença
com arte e benquerência.
[Por tudo aquilo que põe
a rebeldia em efervescência.]
O fascismo se nota quando
o seu sorriso foi esquecido
em algum que você mesmo
nem sabe mais por onde procurar;
Não se permita desanimar
e tampouco se entregar.
A ventania, seja quando alisa
a costa ou o ipê-roxo em agosto,
seja nos vales ou na Ilha da Magia,
com toda a elegância nos ensina:
que a sedução tem a ver com a dança
do tempo que aproxima e recua,
e ainda com mais força reinicia
com os encantos de Santa Catarina.
Brincadeiras de pique-esconde
nós bem sabemos brincar;
porém, chegou a época de amar.
Não vai demorar muito a gente
pelos caminhos se encontrar;
há muito o que viver e experimentar.
Lindo Camboatá-vermelho,
que fascina a Ilha da Magia,
e tem sido o paciente
confessor de cada dia.
Percebo o amor e a folia
roçando na minha pele,
e o que sucede não tem
haver com fogo de palha.
É o lado mais ledo
que não quero segredo;
apenas quero que
o amor seja todo meu.
Estamos em agosto de frio
que anda cortando a pele,
e o que tem cortado mesmo,
é que ele ainda não apareceu.
As palavras doces
e os mimos só cansam
quando não há uma
intenção verdadeira;
Quando há uma
intuição excessiva,
elas rompem a represa.
Por ninguém foi percebido
sempre que ocorre um terremoto;
e, em algum lugar foi sentido,
é porque o coração da América Austral
foi profundamente partido:
Por quem despreza a terra,
a ancestralidade e o destino.
[De ser o próximo não há
nesta terra que esteja impedido.]
Cai serena a tarde nublada
com a sua luz acetinada,
O meu coração ainda
que tímido encosta
no seu para cabermos
num objetivo ainda maior
que só o futuro dirá
se o seu amor é todo meu.
Pintar a si mesma,
admitir ser só,
Conhecer-se melhor
que qualquer um
e ser a sua própria escola;
Entender que no amor
nem sempre um mais um
será igual a dois,
Ser Frida é não
deixar-se para depois.
Em tempo de céu fechado,
o Camboatá-vermelho
esplende sob o céu sisudo.
O corpo sente muito,
mas a alma forte resiste
e os lábios se entretêm
com a poesia que insiste.
Há um sentimento seguindo
o seu curso que não tem
nada a ver com o inverno;
embora envolto de mistério,
com um querer profundo
que tem crescido resoluto.
Tenho me preparado
para receber com o coração
o sentimento impoluto,
a embaladora convicção
de que não há mais viver
correndo do amor e da paixão.
Disco sombrio da sombra galáctica
girando no toca-discos da Via Láctea.
[[[Da curiosidade interminável.]]]
Ocultando o soul das intenções,
das emoções e da mais desejosa
de todas da história das paixões.
[[Do que vem para ser inabalável.]]
Pulsar binário coberto,
o desejo mais secreto,
que seja entre nós recíproco
no giro veloz do Universo.
(Amar é o destino certo.)
A minha voz poética canta a resiliência, o romantismo e o heroísmo da ancestralidade das caravanas que me permitiram o enraizamento no continente mais lindo do mundo.
Floresço sob o teu coração
feito de mahogany.
Embora distante,
permitindo entre nós a fruição
como do Rio Belize
os dois fossem navegantes.
Confesso que você sabe
apertar os botões certos,
e dos pés à cabeça tens
me colocado em ritmo
plenamente de brukdown.
Tenho percebido que temos
vocação para o amor bom.
Estamos afinados no mesmo tom,
algo cantando que para amar
bonito a gente tem o verdadeiro dom.
Estamos despreocupados porque
nos conhecemos na palma da mão.
Estrelas hipervelozes
que não são contidas
passando perto do buraco negro,
as duas escapam vivas
e por nada são detidas.
[[Pelo amor permitem ser rendidas]].
Povoar-me das tuas estrelas
de alta velocidade de runaway,
Deixar que entre com a sua grei,
e o amor entre nós se faça lei.
