Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Os meus Versos Intimistas
têm aroma e sabor de Pajurá,
Não se onde você está,
amoroso comigo por dentro
continua sempre a me levar,
porque nunca deixou de me amar.

Os meus Versos Intimistas
a cada leitura têm a mesma
gostosura do Tucumã,
E eu não sou diferente
porque quanto mais você
se afasta dentro o amor
a cada dia segue crescente
- poético e imparavelmente.

Colhi Tucumã-do-Pará
porque sei que gosta
tanto quanto escrevo
os meus Versos Intimistas
no teu corpo quente
do amanhecer até o anoitecer
para de amor te endoidecer.


...


Plantei Tucumã-do-Amazonas
para que o amor profundo
venha, fique e seja o companheiro
das horas e das auroras,
Com o mesmo virtuoso impulso
dos meus Versos Intimistas
para conquistar o caminho
que nos una do melhor jeito,
para que tudo seja grande,
perfeito e totalmente intenso.


...


Tem Tucumã para colher
do mesmo jeito que tem
em mim Versos Intimistas
escritos para você ler,
para dominar e derreter.

Não importa mesmo
se for Tucumã-do-Pará
ou Tucumã-do-Amazonas,
Só sei que Tucumã,
assim como beijos de amor,
em hipótese nenhuma,
jamais podem faltar,
Para nos teus lábios
com doçura grudar
sem nunca cansar de beijar.

As talipots dão o seu adeus
num único florescimento,
Isso tem colocado receio no coração,
e no meu pensamento,
Tenho perdido o sono por tamanha aflição,
espero que da minha parte
seja exagero ou teoria da conspiração;
Ao Bom Deus tenho rogado
que não estejam se despedindo
da última vez que veremos
o Brasil e a América do Sul em paz.

Querer sob o teu poder
ser o substantivo feminino
sorva para a tua sensual
flexão de verbo ocorrer,
do receio fazer esquecer,
e com intensidade derreter.


Saciar a tua fome de fruta,
para amar e fazer-me
a melhor colheita do pomar
dos sentidos escolhidos,
para o jejum contigo quebrar.


Encantar, dar prazer e receber
em tons vívidos, permitidos,
e afinados para nos merecer,
e de amor vibrante enlouquecer.

Não é apenas só um desejo,
não é um sonho passageiro,
é um propósito - um cortejo,
de manter o mel da sedução
vivo no coração e nos lábios.


Não nutro a expectativa de ter
alguém só por ter ao meu lado,
escrevo poemas para atrair
um coração forte e preparado,
para viver a grandeza do que
é simples - amar e ser amado.


O lúbrico, o libidinoso, o lascivo,
o sensual e o carnal envolvidos
com o que é dos nossos espíritos,
não podem jamais vir a nos faltar,
por isso é preciso com afeto cultivar.


O encantamento e o envolvimento
se não for por nós bem acordado,
isolados viram apenas enfeites,
sem o proteger e o bem cuidar,
podem nos afastar dos deleites
até de um raro Umari compartilhar.

Todos os caminhos
que não foram escritos,
Serão coincididos
com Versos Intimistas,
que trarão os teus
lábios para encontrar
de uma vez por todas
com os meus lábios,
Para morar de vez
nos meus espaços.


Sob a benção do lindo
e frutífero Butiazeiro
poético, sublime e infinito,
Serei eu o teu amor
sereno e derradeiro,
pelo qual o coração
se dará pelo meu inteiro.

Admito sem contorcionismo
que sei o meu lugar de fala,
que na minha idade tenho história,
e não tenho o florescer em primícia;
Transbordo sem a flor retórica,
enraizada e resistente a qualquer
estação com encanto e entusiasmo,
arfagem, pulsação e cheia de orvalho.


Por ti milimetricamente provocado,
intencionalmente tenhocada pingo
espargido para deixá-lo vulnerável,
e cheio de razão todo derramado.


Há tempos tudo tem sido calculado
em nome daquilo que pode ser
incorporado, comemorado e desfrutado
talvez por toda nossa existência.


Tudo ao redor faz o coração
renovado sentindo sem temor,
sem tremor, todo suplicante,
e convictamente insaciável:
da tua existência inteira capaz
de fazer da minha uma obra-prima,
tal como a colheita do Licuri intima.


No final, o que realmente importa,
é estar sob rendição da tua turgidez,
para depois com gratidão repousar
serena contigo em total languidez,
satisfeitos, orgulhosos e entregues
plenos como deuses na vida terrena.

O sussurro que cruza e roça
a fantasia na madrugada alta
que jamais pode ser recusada;
Sempre que vir acompanhada
escorregadia com a mão-boba,
e uma boa proposta indecente.


Para que as auras entrelaçadas
a meia-luz cumpram afinadas,
brindando solenes e íntimas
o supremo, o indecoroso,
e o pio desejo incontrolável...;
por amor, concessão e eflúvio.


Para de delíquio em delíquio,
sem nenhuma ambiguidade,
sem dedos com a latência,
cumprir fielmente o pacto
com a tentação da boa colheita,
para obter o melhor sabor
de Jenipapo, sem pudor,
Sem tabu e sem nenhum véu,
tornar tudo em nós livre e permitido;
pela via plena da insinuação
conquistar e celebrar o afrodisíaco.

Entrar sem pedir licença,
sem ser notada e incorporar
a sedução perigosa
para abrir o seu coração
dando espaço à insídia
contra todos os conhecidos
manuais de conquista
com o perfume da minha
pele dotada de malícia.


Levar à tona o desejo
que ainda não se declarou,
que paralisa, que te põe
absorto em total torpor,
que te refaça convicto
mais forte para cumprir
o total roteiro do amor
como o absoluto norte.


Não conter por muito tempo
o sortilégio e o veneno,
no afã do adormecer pleno
a castidade da tua alma,
pô-la presa em meu corpo
e nas correntes invisíveis,
para o acordar sereno
o profano ocultado em ti
com uma porção de Uxi.


Olhando no fundo dos teus
lindos olhos e desenhando
nas linhas das palmas
das mãos com os meus
dedos e oferecendo
a canção do meu silêncio,
para que faça de mim
a nossa habitação eleita
sem nenhuma distração;
durante o interstício,
para o desejável reinício,
para colocá-lo rendido
sob o Solstício carinhoso.


Para que fique confortado
e siga acordado a um passo
de se desfazer da realidade
de vez da miragem que é;
reagindo para se abrir
a eflorescência daquilo
que tenho para oferecer
- o mais alto desafio -
que é se envolver comigo.Entrar sem pedir licença,
sem ser notada e incorporar
a sedução perigosa
para abrir o seu coração
dando espaço à insídia
contra todos os conhecidos
manuais de conquista
com o perfume da minha
pele dotada de malícia.


Levar à tona o desejo
que ainda não se declarou,
que paralisa, que te põe
absorto em total torpor,
que te refaça convicto
mais forte para cumprir
o total roteiro do amor
como o absoluto norte.


Não conter por muito tempo
o sortilégio e o veneno,
no afã do adormecer pleno
a castidade da tua alma,
pô-la presa em meu corpo
e nas correntes invisíveis,
para o acordar sereno
o profano ocultado em ti
com uma porção de Uxi.


Olhando no fundo dos teus
lindos olhos e desenhando
nas linhas das palmas
das mãos com os meus
dedos e oferecendo
a canção do meu silêncio,
para que faça de mim
a nossa habitação eleita
sem nenhuma distração;
durante o interstício,
para o desejável reinício,
para colocá-lo rendido
sob o Solstício carinhoso.


Para que fique confortado
e siga acordado a um passo
de se desfazer da realidade
de vez da miragem que é;
reagindo para se abrir
a eflorescência daquilo
que tenho para oferecer
- o mais alto desafio -
que é se envolver comigo.

A senha serpenteando faz arrepio
entre os meus montes ao alcance
das afáveis mãos e do altíssimo
lance e da tua intrépida escalada,
Para que no espaço de um assobio
venha com os apelos sedentos,
rumo para desinibir os trejeitos
por intenção desavergonhada.


O prazer é comando compartilhado
entrego-te o cetro, o corpo e o poder,
Sou tu'alma nenhum pouco recatada,
terra ocupada e paraíso consagrado;
o encaixe eleito feito para o amado.


Onde a liberdade é a régua por regra,
em tempo de colheita de umbus,
com a maior consagração e entrega:
o amor em nós sempre se celebra.

Nunca fui de frases prontas,
e nem de iniciativas tontas,
não será agora que irei mudar,
sei bem o que sempre buscar;
Gírias e clichês chiques não
irão me pôr na tua mão,
não me coloco jamais em vão,
por isso fico aqui no meu lugar.


O meu vocabulário só pode ser
lido e relido, sem aura nos olhos,
Quem sabe pode vir no futuro
pelos teus olhos a ser decifrado
quando o sonho for realizado.


Colocar coleira não é do meu
feitio apenas busco um bom amor
que seja feito verão sem domínio;
Porque o amor só é mesmo bonito
quando o endereço é a liberdade
de colocá-lo adorador do que é
natural como a flor do Maracujá,
que desabrocha no tempo certo,
despreocupada do que passa lá fora.

Permitir ser tomada pelo absoluto,
ser guiada e guiar em pleno
domínio por nós construído,
e adorar de joelhos tudo isso;
Ser moldada pelas mãos fortes
e derreter-me em rendição,
servir na nossa amorosa alcova
caber dentro do seu coração.


Não me importar com rótulos
de outrora porque escolhemos
ser prisioneiros voluntários,
e escravos de luxo que o amor
sempre falará mais alto e por dois.


Escolher ser o teu troféu de saia,
ser o troféu pleno de salto alto,
e ser o troféu edênico descalço,
colhendo Jatobá e me ocupando,
só para viver imparável e amando.

Contemplar o curvar-se
para beijar o meu ventre
cheio de Primavera
até a altura onde se pisa,
Sem precisar rastejar
sem implorar e sem haver
o tal obedecer sem pestanejar.

Porque torná-lo possuído,
e, ao mesmo tempo, render-se,
para entregar as rédeas,
é de poesia, e nos é imperativo;
para alinhar planetas,
acordar cidades inteiras
e românticos tocar cometas.


Admito ser a tua Rainha,
e tu és o meu Rei escrito;
Somos donos do destino,
onde a sedução é soberana,
é deusa, senhora, ama,
a guarda-chaves e a Lei,
por nós ser obedecida,
com sabor de Jacaratiá e folia.

Não há nem sequer
algema de flores,
chave, cadeado ou senha,
não há gaiola no coração,
e coleira de veludo
é totalmente dispensável;
porque a intenção aprazível
é torná-lo meu e imparável,
e jamais vir a te deter.


O que tenho a oferecer
é a real liberdade pura
de escolher o que vai ser,
é perfume de chuva
após encontrar a mata,
é colheita de Jabuticabas,
é amar sem se perder,
é fazer do seu e do meu querer,
o nosso bem querer;
sem nada requerer - apenas viver.


(É você morar dentro de mim
e eu morar inteira dentro de você).

A chave no meio do decote
com habilidade o seu paladar
maduro conseguiu encontrar,
Não nego que virei predadora
dos teus lábios de Umbu-cajá.


Com esta brincadeira sedutora,
vamos que vamos nos entregar,
Juntos somos o que queremos
do jeitinho perfeito de namorar.


A cada novo segredo conhecido
surgirá outro descoberto
por instinto, e o que é infinito.


Quanto mais iremos buscar
em nós, mais vamos achar.

O preço para ser mulher
fatal de salto agulha,
é algo que admito que
não consigo sustentar,
Nem mesmo as que assumem
este papel - lá no fundo -
nunca conseguiram,
e nem conseguirão se realizar.


A maîtresse oportuna sempre
que oportuna conhece o espaço
para o seu papel mostrar,
Como a poesia que sou, lembre,
que a minha vocação é feita,
- para durar, e continuar;
Porque corre nas minhas veias
a essência das mulheres eternas.


Destas mulheres que reconhecem
o seu apoio para colher a Gueroba,
que contam com a sua força
para colher quando chegar
no tempo certo o palmito,
Não precisam nem pedir
o seu senso de preservação,
porque tu sabe que é preciso;
e te retribuir com uma boa
mesa posta com todo o carinho.

Sururina-da-serra
cantando a memória
comigo não erra.

Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.