Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
O Cabra-Cabriola
sempre vai atrás daquele
que não se comporta,
Ninguém é tão adulto
que tenha abandonado
a sua criança interior
no meio do caminho,
Cada um colhe o quê
planta pelo destino.
Caborje na beira
do rio não sou
e nem nunca serei,
Posso ser o quê quiser
amuleto ou maldição
dependendo de quem,
longe de ser superstição.
Quando se deseja
um Cacuri,
É preciso pensar
para você nele
não vir a cair,
Porque a mente
e as palavras
traem e sempre
se voltam contra
quem mau uso faz,
Por isso escolha
falar somente de paz.
Viver de Cacorê
não leva ninguém
a lugar nenhum,
Calma, respira
e expira,
Não saia do eixo
por causa
de qualquer um.
Existe história
que é Cacumbu
na vida da gente,
Tem hora que
o melhor é deixar
para lá e isso não
significa esquecer,
E sim valorizar
aquilo que nos leva
sempre prá frente.
Agave Karatto nascida
entre as rochas nos dá
a real lição de resiliência
que é conquistar a convivência.
Dagger Log's eflorescida
nesta Antígua e Barbuda
tão magnífica que com
o seu florescer sempre inspira.
Beleza concede nas mãos
do artesão virando enfeite
ou nos jardins da gente.
Nas mãos do pescador
virando bateira ou isca
és flor infinita para a vida.
És Caxiri meu,
de ti sou Caapi,
Um do outro
a gente se complementa,
Nunca faltará amor
porque somos poema.
Mãe-do-mato,
Caamanha minha,
Nasci e sou a sua
selvagem menina,
Me ensina por onde
andar na trilha da vida.
A ventania balança forte
o 'shack-shack' do lindo
Flamboyant que responde
com musica que anima a manhã
O mar quebra com energia
e daqui a pouco dele virá
uma nova corrente que trará
a merecida calmaria
Em São Cristóvão e Névis
tem de sobra poesia
para inspirar e fazer companhia
Para que a rotina não distraia
o destino do nosso amor
para que ele venha e se cumpra.
A mesa do Brasil
tem agrado para todos,
De tudo eu como
um pouco e tudo em dobro,
Ninguém resiste uma
Buchada bem preparada,
Quem recusa não sabe de nada.
Quando a Bracatinga
chora é quando
o tempo muda,
Para quem sabe ler
é a própria poesia
que comunica profunda.
O ritmo das botijas
antigas é escutado
por quem passa pela rua,
Estás sob o meu perigo,
não fazes ideia do gingado.
Nunca ensinaram
este prato maneiro,
De ova de Tainha
se.fazia a Butarga
'o Caviar Brasileiro',
Cuide bem do mar
e do essencial defeso.
Poesia que ressoa eterna
nas vozes dos cordelistas,
repentistas e nos passos
dos 'Enfeitados e do Mascarados',
não troco por nada a festa
com o meu querido
'Boi Calemba Pintadinho'
nem por um milhão de diamantes.
Tenho um pouco de tudo
e de todos, sou Mestre,
sou as Damas e sou os Galantes,
quando você entrar
nesta dança dos brincantes
nada na tua vida nunca
mais será como antes.
Olhos no olhos entre todos
os Enfeitados e Mascarados,
o meu coração que é
Boi de Reis leva para dançar
'o Birico, o Mateus e a Catirina',
só ainda não tirou para dançar
quem me estremece e fascina.
Sim, o meu coração que é
Boi Calemba Pintadinho
e que te chama para dançar
com todo o jeitinho
junto com 'a Burrinha, o Bode,
o Gigante e o Jaraguá',
e te deseja com todo amor e carinho.
Agradecer com música
e espírito de festa
nesta linda Santa Lucia
tudo o quê a Calabash dá.
Ter alma de Bambu
no meio da tempestade,
que enverga e não quebra;
eu tenho que aprender.
Não de um jeito qualquer,
desejo estar pronta
para quando o amor vier.
Não estar nenhum
pouco distraída para não
deixar escapar do coração.
Teus lábios lindos
bem grudadinhos
nos meus uma
sensual Buritizada
Nascidos totais
para me deixar
enamorada por mais
de um amanhecer e muito
mais do que uma madrugada.
