Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Sob a vontade de Deus
obedecer a Lei,
olhar o próximo
com igualdade e carregar
com zelo a Justiça
no dia-a-dia
para viver em paz
e com alegria contida
de seguir a Rukun Negara
como princípio de vida,
Como a Bunga Raya
sem curva ao próprio Deus
que conduz o tempo
e a Humanidade ilumina.
(Estado de Direito).
Floresce a Bunga Raya
na minha direção,
A cada vez que com amor
leio e aprendo a Constituição,
Trago a Rukun Negara
em floração no coração,
Quem ama, respeita e preserva,
procurando sempre servir
ao Deus Misericordioso na Terra.
Florescer como a Bunga Raya
leal à terra e a Via Láctea,
Colocando os passos na direção
de Deus e da Rukun Negara,
É para quem entendeu
o quê é importante para a vida,
que render lealdade e devoção
ao Rei é retribuir a quem
o faz o mesmo todos os dias:
sem com que ninguém esteja
perto para que o melhor aconteça.
(Alimente só o quê isso fortaleça).
As auroras em baile
fazem companhia
ao coração e a alma
que nessa travessia
sem data marcada,
mas num pacto
íntimo com o tempo
elegeram primeiro
render a existência
de inefável maneira
ao Rukun Negara
por uma vida inteira.
Alma que se expande
e no coração floresce
a sublime Bunga Raya
para que nada distraia
sutil revela seguir com
união a Rukun Negara
que cada pétala leva
e faz a vida renovada.
Tudo começa pela fé,
respeito com quem crê,
É Deus ou Deus sempre
com todos e com você.
Se permitir que o seu país seja
chamado de qualquer coisa,
Não poderá se queixar quando
for tratado de qualquer jeito,
Serás lembrado como nada,
Porque o quê é tarde demais
sempre tem hora marcada.
O Inhame que nos sustenta
faz parte da mesa brasileira
que nasceu também graças
ao esforço de mãos africanas
que deixou muitas heranças.
Não há um só dia que não
que me dispônho aprender
sempre alguém aparecer
no distinu para me ensinar,
sabedoria que é água de poço
para alguns, prá mim é mar.
O Inhame não tem como
negar que veio trazido
por quem de Cabo Verde
e de São Tomé e Príncipe,
sofreu o pior que existiu,
e diante dos olhos persiste
ainda com outras roupagens.
Muito ainda precisa mudar,
mesmo que hoje exista gente
pronta prá esta chaga cessar.
Na cidade onde as estrelas
descem trago algo da busca
eterna de Lori por Morã,
em tudo o quê se cultua.
Em tempos que quase
mais reparam na falta
que os vagalumes fazem
em alegrar as noites
pelos caminhos da Pátria,
a infância na memória
traz intocada a História.
A cada nova linha deixo
a rebeldia Uauá eternizada,
assumida, plena e enraizada,
porque renascer tem local
certo, sabido e merecido.
[[[Ai de que que fizer impedido!]]]
O teu bonito olhar feito de astros
que no meu céu parecem dançar
a Dança dos Engenhos de Farinha
da nossa Santa e Bela Catarina,
O quê estamos a imaginar vai
além do que a multidão imagina.
O culto e o desejo pela beleza
como fogo que não se apaga
nos mantém vivos e renovados,
e uma nova aventura acende,
Não é de hoje que encantados
há tradição em nós mutuamente.
Há festas em nós imparavelmente...
Não sou obrigada a nada,
você também não é,
somos filhos desta porção
austral continental,
Posso ser diferente,
e você também igualmente.
Não existe cultura igual
ou pior apenas diferente,
Ninguém é obrigado a gostar,
e tampouco ser exigente
espero que entendamos
isso daqui para frente
sob a sombra do Pau-Brasil.
Às vezes ter acesso
a alguma Cultura é para uns
questão de estímulo,
acesso próximo ou oportunidade
na vida simplesmente ao som
do Sabiá-laranjeira em liberdade.
[[[Sem capricho, feitiço ou maniqueismo]]].
Sempre que houver divisionismo
o poeta pelo fato de existir,
alguns com ele irão se incomodar,
sem mesmo por eles procurar.
Ele é quem tem a ousadia de fechar
a porta quando alguém fizer
a cortesia para a guerra entrar,
e muita inspiração para encorajar.
Ciente que a poesia é feita de pausa,
para a cada novo momento respirar,
o poeta quando cala a poesia vira mar.
Com ou sem licença poética,
não receia por nada a palavra partilhar:
como as sementes dos ipês a se espalhar.
De qualquer lado
que abra ou feche
a porta a chave
está nas tuas mãos,
Em qualquer estação,
sem emergência
e de todo o coração.
É sobre ser suave
com quem nasceu
livre tal qual ave,
Que só elege ficar
por saber o quê é
e o quê não é amor
por eleger esperar
sem precisar capturar.
Deste Médio Vale
traz a tranquilidade,
o encanto e o culto
ao paradisíaco em Rodeio,
Para retribuir sempre
o quê for preciso
e inabalável seguir contigo.
Entardecer de vários
tons em Rodeio
no Médio Vale do Itajaí
deslumbram o peito
e encantam o olhar.
Ao ver o céu em pleno
movimento e mistério
na porção Austral onde
o verde é real e etéreo,
entrego e reitero o eterno.
Aqui se encontra achego,
ofereço o meu aconchego
porque lhe tenho apreço.
Nem sempre a verdade
corresponde a realidade,
Nem toda a Taioba foi
feita para se alimentar,
Em tempos de disputas
de narrativas prefira ficar
com a poesia porque
com ela possível conversar,
O tempo é precioso demais
para permitir em vão gastar.
[[[Não insista ter razão;
melhor é parar de guerrear!]]]
Amaranto das Américas
em grãos ou em flor,
Para alimentar com
amor o corpo ou alma
com toda a poesia
que por esta terra há
existirá e não passará,
para você assim sou,
Porque criei raízes,
e de ti jamais eu vou.
Seja enfeitando a visão
ou dando sabor ao prato,
as pupunheiras ocupam
a memória do coração;
Dizer que não importam
para mim é um pecado,
porque é uma preciosa
recordação que faz com
que não nos percamos
do amoroso pertencimento
de quem somos e seremos,
para não permitir que não
nos percamos de nós mesmos.
Daqui a pouco vai começar
o Stamm Tchucalonga
para a gente se esbaldar,
e para a La Sagra
a gente se esquentar,
Muita festa vai rolar,
você vai adorar,
E no ano que vem
com certeza irá voltar
para com a nossa
querida Rodeio festejar.
Não consigo mais olhar
com os mesmos olhos ingênuos
o céu da nossa América Austral,
Não dá para não imaginar
o Deus da Guerra e da consequência
dançando sobre algum
de nós sem tremer inteira,
Seja sob o Sol ou sob a Lua
está difícil de tirar o olhar
do céu sem embalar
o pior no coração e na cabeça,
Não dá nunca mais
para continuar sendo a mesma:
É sobre vulnerabilidade o poema.
Como Guamirim melífera,
fonte de beijos doces,
Essencial e não efêmera,
ofertar a gentil colheita,
Não preciso detalhar
daquilo que o tempo,
e o peito estão a mostrar.
