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Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

81 - 100 do total de 9613 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.


Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.


Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.

Se aproximam da Bacia do Rio Tapajós
Sirius, Canopus, Achernar, Rigel e Betelgeuse,
do jeito que o olhar alcança e as endeuse;
O rio é a orquestra a tocar,
Procyon, Capella, Alpha Centauri e Acrux
chegaram fascinantes para ficar.


Mimosa, Gacrux, Alnitak, Alnilam e Mintaka,
também vieram para acompanhar,
A Via Láctea com toda a potência
não irá nesta travessia os deixar,
porque resistência não deve pedir
licença por ser dignidade de existência.


O Angelim-vermelho, a Sumaúma
e toda a floresta pressente
que a noite escura querem impôr;
Não há nada nesse mundo
que irá deter a caminhada
porque existe o amor além do amor.


Tenho um pouco de todo o mundo
e de cada parte e do que há de mais
profundo e da maravilha do Tapajós,
Querem deixar todos os que têm
raízes ali sem sementes e em nós.


Cada parte de mim não ficará a sós,
sou Borari, Arapiun, Tupinambá,
Tupaiú, Tapajó, Arara, Jaraqui,
Maytapu, Munduruku, Cumaru,
Tapuia, Apiaká e Sateré-Mawé,
e sou todo o povo do Rio Tapajós
feito da liberdade que não se prende,
e nem se costura nem com retrós.

Não há um só dia


que não tenha saído


procurando por ti,


Como quem ainda


sai para se abrigar


sob a amável Braúna,


que constrói e cura.






A Árvore-da-chuva


está sob perigo,


Sob refúgio deveria


ser sempre mantida,


assim como o amor


no abrigo da poesia.






O romantismo que


une, pacifica e inspira


a cada amanhecer,


Tem se encontrado


a cada dia mais raro,


O meu tenho mantido


preservado para ser


o teu sereno amparo.

Nos meus olhos fazem
um cortejo gentil a Sirius,
a Betelgeuse, a Rigel
a Canopus e as Pleiades,
não nasci para flertar
com terrenas inverdades.


O sublime sentimento
de ver a Lua Crescente
em noite de céu aberto,
visitando a sofrida Gaza,
transcende a fotografia.


Traz para mim a nostalgia
imersiva da casa destruída,
e as saudades da família
que nunca mais será vista,
e jamais será esquecida.


O coração por licença
humanista toma a liberdade
de se tornar a tenda
do palestino iluminada
em pleno Ramadão,
para evocar a pacificação,
e o futuro de reconstrução.


(Ninguém pode deter
o futuro de uma Nação).

Cada um quer impôr que temos que parecer com qualquer lugar menos com o Brasil. Isso tem que acabar.

Porque os nossos apologistas de ditaduras e democratas de ocasião querem atrapalhar conquistas nacionais simplesmente para atender caprichos e fantasias pessoais, e nada mais. Não querem conhecer e nem pensar com honestidade intelectual. Cada um quer abanar a sua bandeira diferente para nos impôr despersonalização e retrocessos.

Entender a hora política de cada país é questão de clareza, até porque os processos históricos são diferentes.


Países como o nosso devem temer democratas de ocasião tanto quanto apologistas de ditaduras.

A máxima 'Sagrada é a hora de parar' deveria ser ensinada a homens e mulheres. Se um não para, o outro deve parar, para não haver agressão. A mídia, a cultura e a educação têm o poder de influenciar, se quiserem.

As leis são necessárias, mas educar afetivamente homens e mulheres para a convivência não violenta é a urgência da Nação. Para melhorar a convivência é preciso mudar a cultura, e isso começa pelo pensamento!

Ela era lavadeira, cantadora
e fazia do coração grande
um altar como devota
zelosa de Nossa Senhora;
A criançada gostava
de ajudar a pendurar
as roupas só para ouvir
a saudosa Idalina cantar.


Ela era nordestina e irmã
presente das vizinhas,
que oferecia sempre
o melhor para alegrar,
Coragem naquela mulher
tinha para esbanjar.


Nunca esqueci do dia
que ela pediu ao marido
colher côcos para uma
surpresa nos preparar,
Os anos se passaram,
e nada da memória
conseguiram apagar.


De um dia para o outro
quando voltamos como
de costume para ouvir
ela cantar enquanto
as roupas ela lavava,
A gente também cantava
se importar com nada.


Era somente a gente
naquele distante lugar,
não havia ninguém
para da algazarra reclamar
e o tempo passava
por nós sempre devagar.


Assim que terminou
de lavar as roupas
que não eram poucas,
Nos chamou até a sala,
vimos a mesa arrumada
com uma bela toalha
e guardanapos rendados,
Como a realeza viesse
ali conosco se sentar.


Ela pediu para esperar,
fez a criançada rezar,
E foi assim que não fui
somente eu que provei
o mais autêntico Manjar,
que deixou essa memória
bonita para compartilhar.

Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.


O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.


Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.

Procuro-te entre as pessoas,


embora resista a ser vista,


Ainda bem que é Carnaval,


e tudo termina em fantasia;


Porque no fundo sei que


aqui você não se encontra,


no meio da noite escura ---


Brindada com gotas de cristal


transformadas em prata pura


pela luz da iluminação pública,


a chuva cai solene nesta rua


misteriosa que é o silêncio,


Que me guiará para ser sua


pelo caminho da paciência


e da mais amorosa ternura,


Entre nós tudo continua


acontecendo mesmo cientes


que o melhor sequer


ainda nem mesmo começou,


Desde o dia em que nos conhecemos


o mundo nunca mais nos tocou.

Infância bem brasileira
debaixo do pé de Urucum,
abrindo as cascas,
estalando as sementes,
sorriso genuíno sem
ser entre os nossos dentes.


A alegria de criança arteira
cantando e separando
o que era para brincadeira,
e o que ía para tempero
das mães, das avós, das tias
e para as nossas vizinhas.


O fogãozinho era revezado,
e era o celebrado brinquedo,
os perigos eram conhecidos,
vivíamos quase sem medo,
não tínhamos nem mesmo
vontade de guardar segredos.

Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.


E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.


Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.

Lembre-se do passado
sem carregar o peso,
Ninguém esteve ao seu
lado quando o fogo
atravessava a existência,
Manter a memória acesa
é questão de inteligência.


Quem não te apoiou ontem
mesmo que tu hoje conceda
o seu apoio heroico --
pouco garante ou mantém
a fidelidade do outro intocada,
O vício alheio por domínio
é algo que não permite-se
esquecer por causa deste
veneno quase o ter sucumbido.


Caso irá apoiá-lo não se esqueça
de quem trai uma única vez,
o trairá milhões de vezes -'
Apoie desde que ele retribua
de imediato os seus interesses,


O Deus Doador de Fé, Protetor,
Poderoso, Irresistível e Majestoso
que te sustentou e sustenta
agora na paz te sustentará;
na sua paz com direito aos oásis
e o seu celeste caravançará.


Por tua escolha ou onde quer
que fique ou pela vida passe,
será cercado por serenidade
tulipas vermelhas e pinheiros
em floração sempre na direção
do teu tranquilo e verdadeiro amor.

Docemente transformaste-me
o ímpar estepário refúgio
onde floresce com total
augúrio de levar o silencioso
amor virtuoso e puro --
que somos capazes de proteger,
sem ressignificar e pertencer.


O teu olhar que guarda o auge
celeste sei que me pertence
com a potência mais alta,
no fundo sabe que o Oriente
não é apenas de alma,
e sim herança viva e perene,
sobre tudo o que perece.


De caravansário em caravansário
do rumo sei que não se perderá,
porque o destino nos reunirá
sob a vontade de Deus que é
Sagrado, Clemente, Soberano
Misericordioso e Fonte da Paz,
e que orienta e só o Bem traz.

Venero-te como o Tingui-preto
finca as raízes na terra serena,
O teu olhar apolíneo me rega,
concede milhões de asas --
e ainda não nem é primavera.


Do Tingui-preto com carinho
preparo a surpresa de banhar,
O meu ser de Mata Atlântica,
é o teu paraíso de descansar,
entregar e de doce enredar.


Como a palma da minha mão
é o caminho para o coração
sem tempo e sem distância,
Porque de ti sou eu a ilustre
habitante sublime e romântica.

O Sol se pôs e a Lua se ergueu,
foi no Galo da Madrugada
que o amor para nós aconteceu
numa noite estrelada --
O mundo parecia que parou,
e no final era só você e eu.

Provocar imensamente


sem deixar explícito


Preencher com erotismo


no auge do seu silêncio






Deixar que chovam


os teus saborosos beijos






Deixar que aumentem


ainda mais o desejo


de nessa chuva se molhar


e da gente se amarrar






(Falta o seu sinal para amar).

A música da ribeira toca
harpejante a Mata Ciliar,
Se espalha a vontade
de invadir e devotar.


O olhar para o dossel
místico do Ingazeiro
buscando a doçura
parecida com beijo.


De ti e da tua boca
hei inteira me cobrir,
É claro que irei com
muito amor retribuir.


Sei que me aguarda
para vir me deliciar,
Sou Ibitinga florida
que não para de roçar.


(Nos braços e nas mãos
da tez do teu desejo,
vou cair e me seduzir).