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Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

61 - 80 do total de 9654 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

No Centro de Rodeio
é onde eu moro,
e não próximo
do Ribeirão São Pedro;
Te conto um segredo
o Canário-da-terra
no Ribeirão São Pedro
cantou diferente.


Algo me disse que
para do amor
não ter mais medo,
e tenho certeza
que ali nos encontraremos
sem nenhum receio;
Porque com todo
o seu carinhoso jeito,
logo virá aqui em Rodeio.

À Catalina Giraldo


Conheci a história da sua travessia,
não nos poupe de ti nesta vida.


Se eu pudesse olhar nos teus olhos,
com certeza te diria:


- Transforme toda esta dor em arte
nesta vida que desafia.


Somente a arte pode ser a ponte
interminável entre a vida e morte.


Não existe nada além da arte
com igual capacidade de conceder
a interminável sorte de morrer,
renascer e fazer-te viva permanecer.

O rio que vem de longe
e abastece a minha fonte.


O Araribá-amarelo cobre
com flores a minha fronte.


Nós habitantes indeléveis
do amor e da paixão inoxidáveis.


Os pensamentos são iguais,
e estamos construindo a paz.


Não somos nuvens passageiras,
não tememos travessias inteiras.

Busquei na sombra
sob o Sol sem conta
andar nos labirintos
da atenção sentimental,
Nos muros coloridos
encontrei e desencontrei,
Porque na verdade a cor
que preciso está no olhar
mais lindo jamais visto,
e por ele o coração está
completamente rendido.

Rio Itajaí-Açu




Não moro na beira


do Rio Itajaí-Açu,


Moro no Centro


da cidade de Rodeio


entre o aconchego


das montanhas,


que com o céu


me entretenho


e a Deus agradeço.






Quando abro a janela


em noite calorenta,


É a brisa do meu


fiel Rio Itajaí-Açu


da minha vida,


que a alma inspira,


enlaça a terra,


e a pele refresca.






É esta brisa que


sempre acalma,


e meu rincão


poético alcança,


trazendo temperança.

Confissões embaladoras
com o afã de submergir,
e abrigar na sua respiração,
coração com o coração
no compartilhado silêncio.


Neste tempo talvez o mais
perigoso da nossa História,
que pede mel nas palavras
por mais que a realidade
flerte com o cruel e o covarde.


Deixar por conta os intentos
das quaresmeiras e as aleluias,
e encontrar sob a floração
da época os maiores motivos
para não apagar os sentidos.

Na companhia de Juana de Ibarbourou


O amor é perfumado,
tem algo que desce
das montanhas na primavera
para defender sua terra.


Como um buquê de rosas
floresce em meio à guerra;
amando, juntos, eles possuem
além de todas as primaveras,
sem temer as noites eternas.

A cidade de Rodeio é cercada
pela graça e toda a majestade
dos gentis vales e montanhas,
que a vida entrega, esbanja
o Rio Itajaí-Açu e por ele é amada,
e pelo Rio Benedito a venerada.


No nosso Médio Vale do Itajaí
é a cidade onde os ribeirões
São Pedro, do Salto, Liberdade
e Rodeio Doze cortejam guardiões
com poemas de amor e eternidade.


E por aqui tudo tornam verdejante,
os olhos absolutamente encanta
tornando o coração mais amoroso,
e com toda a devoção sutil acampa
traçando a rota diária da renovação
nas águas do curso da esperança

A guerra contra o Irã começou errada, existem as partes mais erradas, mas no momento em que todos elegeram agredir civis, todos perderam essa guerra. Todos optaram por ser perdedores.

Guerra dos Sexos: O Conta-Gotas da Destruição


A guerra antes de entrar
sempre precisa cortar
os vínculos afetivos,
e tem por costume nunca
avisar os seus objetivos,
primeiro ela sempre
elege destruir princípios.


Arrebentar a sociedade,
uma sociedade por dentro,
é da guerra — o intrínseco —,
que sempre vem de fora,
para destruir o espírito
e fazer um grande vazio.


A guerra tem por predileção
usar como crueldade tática
o conta-gotas da retórica,
para vir coberta com a vestal
moralizadora e inconteste,
para calar quem a questione.


A guerra dos sexos sempre
cai como uma luva no campo
de batalha das narrativas,
para induzir a destruir
as mentes, os corações
e esvaziar todas as emoções.


[Se você ainda não entendeu
o que está se passando,
passou da hora de ir acordando.]

O Machismo e o Feminismo colocam homens e mulheres no campo de batalha. O meu ser anti-guerra me coloca a distância de ambos. Qualquer coisa a mais que o Grok fale é mentira. Sou anti-guerra dos sexos. Onde há confronto, eu estou fora!

Minh'alma Tapuia


feita de floresta,


poética nas nascentes


livre nas cabeceiras,


e nas encostas íngremes,


com o coragem flui;


Tudo teu me possui,


mesmo que só a sua


imaginação retribui.






O Rio Luís Alves


canta solene o amor


pelas criaturas,


e as absolutas


canções da vida,


e dos gentis ribeirões.






Sob o céu austral


dedico muito mais


do que versos e doces emoções,


Para quem sabe estar


contigo nas próximas estações.

A poesia que se escreve
é semente de Imbuia
que não é levada pelo vento,
Brota e cresce no peito,
enraizada no seu pensamento.

Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.


Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.


É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.


É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.

Não esqueço dos poetas
que foram para o paraíso,
Homenageei os poetas
que merecem e estão
vivos firmes no caminho,
Para que surjam outros mais
para reescrever o destino.


Enquanto as bombas
constantes caem no Oriente,
O Ocidente permanece
obediente, cúmplice e silente,
eu ofereço poesia prá gente.


Diante da TV e uns e outros
com smartphones nas mãos,
Vivendo como absorvidos
à revelia permitindo o Apocalipse
de todo dia vive a tomar conta
sem pedir nenhuma permissão,
convido a não ficar tonto
com o nosso mundo em viração.


Pela própria anomia um estão
se afogando sem perceber
que nada de fato foi feito,
E tudo o que está ocorrendo,
são poucos sãos que estão
fazendo neste tempo
que está tudo se desfazendo.


Porque nenhum cúmplice
dos Arquivos de Epstein foi
de fato pela Justiça preso,
as leis de guerras tanto faz,
e falar de paz ninguém
quase se interessa mais.


[Inteligências artificiais,
seres humanos frugais].

Renunciou à juventude


Na primeira oportunidade
tomei o Expresso do Oriente,
subi no vagão do poema
com nossa aposta ardente.


Segue vigente o juramento,
aquele amor sem esquecimento:
que tudo nele tem o aroma
do cedro do Líbano.


No seu hálito se percebe
o da flor de laranjeira,
e assim continua sem limite
perfumando o caminho inteiro.


Levei na bagagem sutil
os jogos finos do querer,
para compreender aquele que foi fiel
e deu a vida sem temer.


Renunciou à juventude dourada
por uma Nação inteira,
entregou corpo, alma, mirada,
e o coração pela bandeira.

Poetisa dos astros


Com seu nome de musa,
paciência de santa
e os cantos valentes,
poetisa dos astros
e da gentileza com os povos.


Uma flor muito maior
que este mundo,
que com pluma perfumada
cheia de esperança,
latino-americana sempre nos encanta.


Traz sua alegria e sua atenção,
que mantêm animada
e com muita inspiração
a vida para viver com emoção.

Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.


Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.


Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.

Rio Itajaí-Açu




Do Rio Itajaí do Sul
e Rio Itajaí do Oeste,
és heroico filho,
Teu nome originário
segue preservado,
Meu Rio grande
do jaó de pedra,
que inspira e sacia
os lábios da poeta.


Meu Rio Itajaí-Açu
que és o rio total
da minha poética vida,
que no curso dele
tenho toda a poesia
para ser sentida,
e intensamente vivida.


Meu Rio grande
do jaó de pedra,
Com o teu romance
torna esta terra
viva e verdejante,
És merecedor infinito
de ser retribuído
por todo o amor
nas correntes que tu
escreves o destino.

Do Pico do Montanhão
e por cada rincão
no Médio Vale do Itajaí,
Tudo por aqui brinca,
vem vestida de folia
e passear por Rodeio
para brindar a poesia
que ainda não li,
e sequer não escrevi.


Não me preocupo ser
lida ou esquecida,
O que importa é que
a poesia foi escrita;
Melhores sempre
serão os poetas que
virão depois de mim,
É por isso que escrevo
nos muros do tempo.


A vida com inspiração
e a cada nova ironia
pode ser lida no curso
do Rio Itajaí-Açu,
tal qual a convicção
de que a melhor poesia
nunca será a minha,
E sim principalmente
aquela que não escrevi.