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Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

61 - 80 do total de 9641 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.


Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.


É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.


É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.

Não esqueço dos poetas
que foram para o paraíso,
Homenageei os poetas
que merecem e estão
vivos firmes no caminho,
Para que surjam outros mais
para reescrever o destino.


Enquanto as bombas
constantes caem no Oriente,
O Ocidente permanece
obediente, cúmplice e silente,
eu ofereço poesia prá gente.


Diante da TV e uns e outros
com smartphones nas mãos,
Vivendo como absorvidos
à revelia permitindo o Apocalipse
de todo dia vive a tomar conta
sem pedir nenhuma permissão,
convido a não ficar tonto
com o nosso mundo em viração.


Pela própria anomia um estão
se afogando sem perceber
que nada de fato foi feito,
E tudo o que está ocorrendo,
são poucos sãos que estão
fazendo neste tempo
que está tudo se desfazendo.


Porque nenhum cúmplice
dos Arquivos de Epstein foi
de fato pela Justiça preso,
as leis de guerras tanto faz,
e falar de paz ninguém
quase se interessa mais.


[Inteligências artificiais,
seres humanos frugais].

Renunciou à juventude


Na primeira oportunidade
tomei o Expresso do Oriente,
subi no vagão do poema
com nossa aposta ardente.


Segue vigente o juramento,
aquele amor sem esquecimento:
que tudo nele tem o aroma
do cedro do Líbano.


No seu hálito se percebe
o da flor de laranjeira,
e assim continua sem limite
perfumando o caminho inteiro.


Levei na bagagem sutil
os jogos finos do querer,
para compreender aquele que foi fiel
e deu a vida sem temer.


Renunciou à juventude dourada
por uma Nação inteira,
entregou corpo, alma, mirada,
e o coração pela bandeira.

Poetisa dos astros


Com seu nome de musa,
paciência de santa
e os cantos valentes,
poetisa dos astros
e da gentileza com os povos.


Uma flor muito maior
que este mundo,
que com pluma perfumada
cheia de esperança,
latino-americana sempre nos encanta.


Traz sua alegria e sua atenção,
que mantêm animada
e com muita inspiração
a vida para viver com emoção.

Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.


Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.


Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.

Rio Itajaí-Açu




Do Rio Itajaí do Sul
e Rio Itajaí do Oeste,
és heroico filho,
Teu nome originário
segue preservado,
Meu Rio grande
do jaó de pedra,
que inspira e sacia
os lábios da poeta.


Meu Rio Itajaí-Açu
que és o rio total
da minha poética vida,
que no curso dele
tenho toda a poesia
para ser sentida,
e intensamente vivida.


Meu Rio grande
do jaó de pedra,
Com o teu romance
torna esta terra
viva e verdejante,
És merecedor infinito
de ser retribuído
por todo o amor
nas correntes que tu
escreves o destino.

Do Pico do Montanhão
e por cada rincão
no Médio Vale do Itajaí,
Tudo por aqui brinca,
vem vestida de folia
e passear por Rodeio
para brindar a poesia
que ainda não li,
e sequer não escrevi.


Não me preocupo ser
lida ou esquecida,
O que importa é que
a poesia foi escrita;
Melhores sempre
serão os poetas que
virão depois de mim,
É por isso que escrevo
nos muros do tempo.


A vida com inspiração
e a cada nova ironia
pode ser lida no curso
do Rio Itajaí-Açu,
tal qual a convicção
de que a melhor poesia
nunca será a minha,
E sim principalmente
aquela que não escrevi.

"Poetisa"


A minha identidade
não precisa de discrição,
Porque chego sem
nenhuma permissão,
Como substantivo
enraizado, feminino
e em eflóreo Pau-Brasil.


Entre a vida e a morte,
o paraíso e o inferno,
Por norte e algo de sorte
pelo instinto aberto,
e plenamente definido.


Entre a paz e a guerra,
escrita no Universo,
mesmo que há quem
se sinta muito e decida,
Se sou ou não nada
menos do que poetisa.


(Porque qualquer coisa
há mais me torna menos).


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski


Rodeio, Santa Catarina, Brasil.

Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.


Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.


O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.


Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.

Disparei as fotos pela
janela da memória,
Desci para verificar e pisar
sobre o que restou da péssima História.


Recorrerei ao descarte
sempre que for necessário,
Para proteger o sonho e não permitir
ter um coração desiludido.


A rua em que me encontro não é meu destino.

Profecia da semente e da flor do Jacarandá


O sorriso que não te dá vontade
de dar nenhuma explicação
para quem quer que seja,
A profecia deliciosa que não
sai por nada da tua cabeça.


É semente e flor de Jacarandá
enfeitando o teu coração,
Esperando o amor acontecer
e ser muito além da Primavera
acima de qualquer estação.


O diálogo silencioso ou não,
o teu encontro auspicioso,
o constante acordo de paz
sempre que necessário for;
e o orgulho de ter nas mãos
o poder do verdadeiro amor
longe de qualquer temor...

Instante da Flor do Jacarandá


O Jacarandá em flor
brinda e reverencia
com cor o esplendor
da aurora matutina.


O instante não quero
ser para a sua vida,
Porque sou feita
para ser a preferida.


A melhor emergência
que pode ser escolhida,
e que nenhum agora
no seu telefone adia.

Memória da flor do Jacarandá


A flor do Jacarandá
cai sobre a memória,
A existência se desfia
e as estações desafia
a trama da História,
porque crê na vitória.


Com toda a sutileza
para que você venha
ser a minha a glória,
a refinada paciência,
e busco por excelência.


O teu poder absoluto
desejo ter para sentir
a poesia da travessia,
eleita para o jogo alto:
a escolha da tua vida.

No Médio Vale do Itajaí
a chegada da noite,
A vontade paira livre,
o pensamento no Centro
da Cidade de Rodeio.


Reunida com a revoada
dos Quero-queros,
A tão romântica balada
e a poética embalada
emprestam asas
que retribuo silenciosa.


Porque nos leio e possuo
como quem aceita firme
o desígnio da primorosa
forma profunda e poderosa
de ser o destino aceito.

No muro poético "Viva l’Italia" ecoa
mostrando vida própria a cada tentativa
aberta ou sutil de apagamento ---
Emprestando a voz para quem precisa
levar ao mundo o conhecimento
[inconteste do seu sofrimento].


Da fonte do Guglielmo Oberdan
ainda bebo e me mantenho,
Com o espírito de Cesare Battisti,
de Fabio Filzi e Nazario Sauro,
Reconheço não estar em guerra
com quem quer que seja,
mas não significa que não viva
em mim a poética resistência.


Do forte signo destas quatro forcas
reúno as inúmeras maiores forças
para manter aceso no coração
o panteão do Irredentismo,
emprestado, persistente e vivo,
para que ninguém conte outra
história quando cruzar o destino.


[Porque é do Sol e dos luares
do Médio Vale do Itajaí me ilumino].

Sempre que quiserem retirar
o heroísmo da minha história,
ou de quem quer que seja,
Deixo-me iluminar pela chama
do panteão dos heróis,
Para que a glória e a esperança
nada nem ninguém jamais apaguem.


Peço a iluminação e coragem
do espírito de Guglielmo Oberdan,
um valente garibaldino convicto,
o protomártir do Irredentismo;
Para recordar de onde viemos,
pois continua vibrante e mais vivo
do que antes e não será esquecido:
[Que a forca nunca deteve o objetivo].


Com igual espírito do herói ainda jovem,
que com Garibaldi esteve reunido,
Os nossos ancestrais chegaram,
se estabeleceram para [permanecer];
e unidos com amor e entrega
esta Pátria para viver e construir,
Saiba que está para nascer
[quem ousará a História destruir].

Lanço-me entre as auroras
sobre a Mata Atlântica,
no Médio Vale do Itajaí,
onde em Santa Catarina
por aqui o Aracuã-escamoso
se alimenta e se abriga.


Porque toda absoluta
a Araraúva restauradora
amorosa da terra e da vida
com raízes e suas cascas
é que a inspiração se alia,
e das pancadas da vida cura.


Sempre que o mundo vier
conflitar sem permissão,
em mim a brandura perdura,
faz moradia com formosura
para manter a distância segura.


De toda a rudeza e da secura,
para não perder nenhum pouco
a esperança, a sutileza e a ternura,
enlevo-me ao encontro deste vale
que põe o meu coração na altura
para o que é sagrado se preserve.

Diante do Araribá-amarelo
repleto de frutos maduros
dos nossos pensamentos
que se complementam
como o baile das araras
que sob o Sol se cortejam
longe das árduas batalhas,
das expectativas amargas
e das convergências adiadas.


Fina plenitude de observar
no espaço-tempo embalo
o que oferece para mim,
mas que seja somente teu
trazendo de bom ou ruim,
abre serena a rota segura
por onde devo ou não passar,
e faz a revelação do real lugar.


O diletantismo de não querer
o imediato é ímpar e par,
e ilumina a melhor escolher
para não se machucar;
porque o importante é
ser observante e caminhar
sem nenhum receio de viver,
por nós dois escolhi esperar.


O que quero ou não quero
cultivando com grã clareza
para não perder a firmeza
da escolha com certeza
de escolher ficar ou deixar
para se ficar ser a tua festa,
e se eleger ser a saudade
que no coração a perpétua
nostalgia ladeando a cada
dia sem hora para terminar.

De maneira inexplicável
um completa o outro,
Tu me ocupa irresistível
todo o pensamento,
e igualmente eu o seu.


Ao nosso encantamento
dou mais do que corda,
Dançamos igual os tuins
no vento da [real história].


Na busca dos reais frutos
da majestosa Araraúva,
Envolvidos pelos véus
do silêncio e da aurora:
a convicção enamora.


Os sinais de completude
a cada dia mais estamos
fazendo questão de mostrar,
que iremos nos [aproximar].

LXXXIX


Quando Rodeio está em festa
o meu coração também está,
Por esta e por cada primavera
a alma sempre plena agradecerá.


Feliz por viver aqui neste rincão
que tem o Pico do Montanhão
diante da visão como inspiração.


Por hoje e por cada festa que virá
nesta terra onde a poesia perdurará.


A beleza primeira que sempre enredará.