Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

61 - 80 do total de 9636 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

Rio Itajaí-Açu




Do Rio Itajaí do Sul
e Rio Itajaí do Oeste,
és heroico filho,
Teu nome originário
segue preservado,
Meu Rio grande
do jaó de pedra,
que inspira e sacia
os lábios da poeta.


Meu Rio Itajaí-Açu
que és o rio total
da minha poética vida,
que no curso dele
tenho toda a poesia
para ser sentida,
e intensamente vivida.


Meu Rio grande
do jaó de pedra,
Com o teu romance
torna esta terra
viva e verdejante,
És merecedor infinito
de ser retribuído
por todo o amor
nas correntes que tu
escreves o destino.

Do Pico do Montanhão
e por cada rincão
no Médio Vale do Itajaí,
Tudo por aqui brinca,
vem vestida de folia
e passear por Rodeio
para brindar a poesia
que ainda não li,
e sequer não escrevi.


Não me preocupo ser
lida ou esquecida,
O que importa é que
a poesia foi escrita;
Melhores sempre
serão os poetas que
virão depois de mim,
É por isso que escrevo
nos muros do tempo.


A vida com inspiração
e a cada nova ironia
pode ser lida no curso
do Rio Itajaí-Açu,
tal qual a convicção
de que a melhor poesia
nunca será a minha,
E sim principalmente
aquela que não escrevi.

"Poetisa"


A minha identidade
não precisa de discrição,
Porque chego sem
nenhuma permissão,
Como substantivo
enraizado, feminino
e em eflóreo Pau-Brasil.


Entre a vida e a morte,
o paraíso e o inferno,
Por norte e algo de sorte
pelo instinto aberto,
e plenamente definido.


Entre a paz e a guerra,
escrita no Universo,
mesmo que há quem
se sinta muito e decida,
Se sou ou não nada
menos do que poetisa.


(Porque qualquer coisa
há mais me torna menos).


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski


Rodeio, Santa Catarina, Brasil.

Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.


Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.


O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.


Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.

Disparei as fotos pela
janela da memória,
Desci para verificar e pisar
sobre o que restou da péssima História.


Recorrerei ao descarte
sempre que for necessário,
Para proteger o sonho e não permitir
ter um coração desiludido.


A rua em que me encontro não é meu destino.

Profecia da semente e da flor do Jacarandá


O sorriso que não te dá vontade
de dar nenhuma explicação
para quem quer que seja,
A profecia deliciosa que não
sai por nada da tua cabeça.


É semente e flor de Jacarandá
enfeitando o teu coração,
Esperando o amor acontecer
e ser muito além da Primavera
acima de qualquer estação.


O diálogo silencioso ou não,
o teu encontro auspicioso,
o constante acordo de paz
sempre que necessário for;
e o orgulho de ter nas mãos
o poder do verdadeiro amor
longe de qualquer temor...

Instante da Flor do Jacarandá


O Jacarandá em flor
brinda e reverencia
com cor o esplendor
da aurora matutina.


O instante não quero
ser para a sua vida,
Porque sou feita
para ser a preferida.


A melhor emergência
que pode ser escolhida,
e que nenhum agora
no seu telefone adia.

Memória da flor do Jacarandá


A flor do Jacarandá
cai sobre a memória,
A existência se desfia
e as estações desafia
a trama da História,
porque crê na vitória.


Com toda a sutileza
para que você venha
ser a minha a glória,
a refinada paciência,
e busco por excelência.


O teu poder absoluto
desejo ter para sentir
a poesia da travessia,
eleita para o jogo alto:
a escolha da tua vida.

No Médio Vale do Itajaí
a chegada da noite,
A vontade paira livre,
o pensamento no Centro
da Cidade de Rodeio.


Reunida com a revoada
dos Quero-queros,
A tão romântica balada
e a poética embalada
emprestam asas
que retribuo silenciosa.


Porque nos leio e possuo
como quem aceita firme
o desígnio da primorosa
forma profunda e poderosa
de ser o destino aceito.

No muro poético "Viva l’Italia" ecoa
mostrando vida própria a cada tentativa
aberta ou sutil de apagamento ---
Emprestando a voz para quem precisa
levar ao mundo o conhecimento
[inconteste do seu sofrimento].


Da fonte do Guglielmo Oberdan
ainda bebo e me mantenho,
Com o espírito de Cesare Battisti,
de Fabio Filzi e Nazario Sauro,
Reconheço não estar em guerra
com quem quer que seja,
mas não significa que não viva
em mim a poética resistência.


Do forte signo destas quatro forcas
reúno as inúmeras maiores forças
para manter aceso no coração
o panteão do Irredentismo,
emprestado, persistente e vivo,
para que ninguém conte outra
história quando cruzar o destino.


[Porque é do Sol e dos luares
do Médio Vale do Itajaí me ilumino].

Sempre que quiserem retirar
o heroísmo da minha história,
ou de quem quer que seja,
Deixo-me iluminar pela chama
do panteão dos heróis,
Para que a glória e a esperança
nada nem ninguém jamais apaguem.


Peço a iluminação e coragem
do espírito de Guglielmo Oberdan,
um valente garibaldino convicto,
o protomártir do Irredentismo;
Para recordar de onde viemos,
pois continua vibrante e mais vivo
do que antes e não será esquecido:
[Que a forca nunca deteve o objetivo].


Com igual espírito do herói ainda jovem,
que com Garibaldi esteve reunido,
Os nossos ancestrais chegaram,
se estabeleceram para [permanecer];
e unidos com amor e entrega
esta Pátria para viver e construir,
Saiba que está para nascer
[quem ousará a História destruir].

Lanço-me entre as auroras
sobre a Mata Atlântica,
no Médio Vale do Itajaí,
onde em Santa Catarina
por aqui o Aracuã-escamoso
se alimenta e se abriga.


Porque toda absoluta
a Araraúva restauradora
amorosa da terra e da vida
com raízes e suas cascas
é que a inspiração se alia,
e das pancadas da vida cura.


Sempre que o mundo vier
conflitar sem permissão,
em mim a brandura perdura,
faz moradia com formosura
para manter a distância segura.


De toda a rudeza e da secura,
para não perder nenhum pouco
a esperança, a sutileza e a ternura,
enlevo-me ao encontro deste vale
que põe o meu coração na altura
para o que é sagrado se preserve.

Diante do Araribá-amarelo
repleto de frutos maduros
dos nossos pensamentos
que se complementam
como o baile das araras
que sob o Sol se cortejam
longe das árduas batalhas,
das expectativas amargas
e das convergências adiadas.


Fina plenitude de observar
no espaço-tempo embalo
o que oferece para mim,
mas que seja somente teu
trazendo de bom ou ruim,
abre serena a rota segura
por onde devo ou não passar,
e faz a revelação do real lugar.


O diletantismo de não querer
o imediato é ímpar e par,
e ilumina a melhor escolher
para não se machucar;
porque o importante é
ser observante e caminhar
sem nenhum receio de viver,
por nós dois escolhi esperar.


O que quero ou não quero
cultivando com grã clareza
para não perder a firmeza
da escolha com certeza
de escolher ficar ou deixar
para se ficar ser a tua festa,
e se eleger ser a saudade
que no coração a perpétua
nostalgia ladeando a cada
dia sem hora para terminar.

De maneira inexplicável
um completa o outro,
Tu me ocupa irresistível
todo o pensamento,
e igualmente eu o seu.


Ao nosso encantamento
dou mais do que corda,
Dançamos igual os tuins
no vento da [real história].


Na busca dos reais frutos
da majestosa Araraúva,
Envolvidos pelos véus
do silêncio e da aurora:
a convicção enamora.


Os sinais de completude
a cada dia mais estamos
fazendo questão de mostrar,
que iremos nos [aproximar].

LXXXIX


Quando Rodeio está em festa
o meu coração também está,
Por esta e por cada primavera
a alma sempre plena agradecerá.


Feliz por viver aqui neste rincão
que tem o Pico do Montanhão
diante da visão como inspiração.


Por hoje e por cada festa que virá
nesta terra onde a poesia perdurará.


A beleza primeira que sempre enredará.

Em tempos de floração sutil
da Guararema do destino,
o teu cerco irresistível
tem sido o meu fascínio.


No hábito e no silêncio
contigo tenho tecido
tapeçarias para o paraíso
que temos construído.


Nas tuas luzes e sombras
em todas tenho afinco:
assumo que não te resisto.


O teu brio afiado e tranquilo
põem o meu peito rendido,
ocupas o meu ser com domínio.

Não tens ideia que a poesia
desta cidade é muito maior
do que a minha poesia,
que talvez não tenha sido lida.


O Sol ainda vibrante anuncia
no Médio Vale do Itajaí
que Rodeio entrará em festa,
por gratidão à terra erguida
com dedicação e amor.


Só sei que o Sol iluminando
enfeita e veste com alegria,
quem sabe apreciar a visão
do nosso Pico do Montanhão.


Com encanto o coração
agradece os sons, o silêncio
e o sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
que juntos fazem a orquestra
que abençoa o nosso chão,
e faz recordar a tradição.

Quando Mamoninha do mato
florescer para alimentar
as nossas abelhas nativas,
Estarei cuidando ainda melhor
dos sonhos e das expectativas,
Porque confesso que do meu
modo acanhado te tenho amor,
Com o meu recato para nós
preservo e guardo o meu melhor.


Porque quando chegar a hora
de alimentar os pássaros
do impulsos e das emoções,
Sei que estaremos preparados
para viver o que esperamos,
e assumiremos dedicados;
Porque um pelo outro temos
o que não pode ser explicado,
e no íntimo vive mergulhado.

O espaço sagrado da alma
é definido por um código de honra
de um povo do flanco que
absolutamente ninguém tomba,
porque preza o cuidado real
sempre à espera da primavera.


O éter da terra dos cavaleiros
nascidos vitoriosos e libertados,
e que impérios derrotaram,
reconheço os traços herdados,
e mantenho todos preservados.


A terra, as águas, o céu e o tempo
os tenho todos como aliados,
dos pensamentos e impulsos tenho
orgulho de manter indomados.


Tudo em fios dos séculos bordados
refinados com a arte dos aguardos,
com os olhos para as alturas voltados.

A cor e o sabor da palavras
têm a verdade da Chanana.


Da minha boca e da caneta
só sai o que jamais engana.


O louco coração o amor
não nega jamais e proclama.


Te venero como quem espia
a Via Láctea e aurora cigana.