Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Quem dera ser no seu céu
a sua Lua Cheia de Ano Novo,
À iluminar sua a noite escura,
e que sei que lhe foi imposta;
Enquanto não chega a aurora,
beijo-te com poesia amorosa,
onde até não me for possível.
(Em ti sei que há tempos existo).
Quem dera ser a Lua de Ano Novo
do Médio Vale do Itajaí que o teu
coração tanto pleiteia amoroso,
tal qual a cidade de Rodeio que sorri,
sempre quando os raios dela
marcamos presença divina por aqui.
Tudo isso é a mais real poesia,
para até no escuro ser lida;
é a própria glória da vida
de ser verbo, carne e alma;
e, o que o amor cortês nos solicita.
Com toda razão e sem razão -
a tua existência nos cânones
afetivos há tempos foi escrita,
virou tradição plena e festiva.
Nenhum pormenor teu pode
e deve ser resistido, por ser capítulo
querer-te comigo - é o meu melhor abrigo.
És feito de romance e sedução,
sem precisar sequer de tradução.
Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua
pele com nímio certeiro nos impele
a nos colocar nas mãos do destino.
Perscrutar o teu mistério quase
místico é algo como mansa ave
e o meu roçar suave passeiam
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.
Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais
terno amplexo que têm fortemente
se preparado - e a cada novo
eflorescimento tem se encaixado.
Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus
planos são de amor e fogo apaixonado.
Inspiração tal qual a Lua Crescente
do primeiro dia do ano saudando
o esplendoroso Médio Vale do Itajaí,
O pensamento amoroso primal
elevado ao alto dedico somente a ti.
Confiante sobre o que é divinal
está reservado sem pressa,
e virá com o primeiro raio solar
a beijar este vale e a minha cidade
de Rodeio com plena afetuosidade.
Mais forte do que nunca sou
a ilustre habitante encantadora
que o peito ama, a tu'alma sonha,
fazendo a vida feliz e risonha -
de todo este tempo a fascinadora.
Trazer o discreto deliquescente
pôr nas tuas mãos a fermosa
para desmanchar de prazer,
Revolver - filar o teu corpo;
em cativanza vir total a maer,
para que nada mais nos escape.
Renovar a merencória conquista
de pacificamente despertar
os estados e nossas atmosferas,
Jazer o mundo até a próxima
cena de espasmódicas quimeras
em indomáveis adstringências.
Elevar a temperatura e o clímax
para atravessar as auroras,
Deixar que a alva Lua alcance
como voyeur e do assento
ledo me aposse como mulher
plena em sinuoso movimento.
Colocá-lo para descansar meio
em meio ao eflúvio vivido,
despertar e sair como Eva
insinuante e tátil pela mata,
sem temer que estejam olhando,
e colher pitangas-pretas
para o café-da-manhã nubívago.
Como os frutos da Chilco
com absoluta veneração,
para dar sabor o que falta,
sem colocar nada à prova,
Cultuo o telúrico e visto-me
de fúcsia para a sedução -
com o alvo de te transbordar,
e dos pés à cabeça - degelar.
(Está certo que vou te inundar).
Tudo em mim te venera
com o Mapuche-Huilliche
Da tua mão - não solto
mesmo que resista ou evite
Como Diucón com Chilco
que foi libertada do gelo
O espírito é de recomeço
amar não tem nenhum preço
(O Ano Novo virá com apreço)
Sem nenhuma preocupação
com quebras de linhas,
Escrevo os meus profundos
doces Versos Intimistas,
com os lábios pintados
de Maqui do jeito que a vida
ensina para nos manter
em estado de poesia.
...
Cereja-do-Chile na ponta
da língua para a sua língua,
Versos Intimistas plenos,
vida que te quero vida,
um lirismo entre os seios.
...
Na minha varanda a Chilco
florescido é uma confissão
igual aos Versos Intimistas
que escrevi para o coração.
...
Versos Intimistas com cor
e sabor de Calafate unidos
a sua pele feita de petrichor,
que me repleta de amor -
é possível viver sem dor.
A profundidade que escapa à razão
é o insondável em silenciação,
entrego pistas ao desconhecido
que me corresponde em sinais sutis
que tocam a alma e falam ao coração.
Parece algo próximo de um drinque
vertiginoso que causa perda
de equilíbrio e entrega total em flerte
inexplicável com o inexorável
indomável pelos meus sentidos.
Tudo o que não preciso é o óbvio
para trazer à tona a volição
para o estupor de sagrar o existente
e a êxtase poética na tradição
do profundo e amado continente.
Em transbordamento é assim
que tenho arquitetado letra por letra
para que você se sinta e viva
o orgulho de ser o último romântico
sem receio de ser o meu amado.
Baixo a tranquilidade dos jerivás,
sem tardar na Lua do Lobo,
tu haverá de baixar a guarda,
renderá de vez toda a sua resistência
e se entregará ao amor com excelência.
Emaranhável e sutil para alcançar
os teus vezos e o entranhável,
Sem nenhuma vírgula para o desejo,
na adorável queda de arrebatamento
com aperreamento e o bel aprazimento.
Celebrante da querença e benquerença
sem retoque atualizo o romantismo
que dizem ser arcaico e enlevo ao passo
como quem luta sem lutar com igual
chama das lutas populares pelas ruas
se espalhar para cobrar-te sem cobrar
as prendas e os deleites de alta voltagem.
Alembrar e amiudar em estado de fascínio
absoluto o fascínio velado com sussurros,
no afã de sussurrar mormaços e fervuras
para plantar a cobiça, a languidez riscar
- cuido dos detalhes para a gente desvairar.
Certa da tua rendição deliberada de que
há cair sem demora nos meus braços,
para entre os meus beijos receber
grumixamas e os espaços com a sua
doce insurgência amainada no meu colo,
ouvindo você declarar definitivamente
extasiado que está vivendo o seu sonho
mais amoroso dentro do possessivo território.
Os meus Versos Intimistas
trazem a lenda do Calafate
e o sabor de quem prova
pela primeira vez sempre
retorna à Patagônia,
Assim inabalável estarei
contigo a minha volta.
Cada um dos meus Versos Intimistas
a intimidade celebra contente
com aroma de amor narivo e Calafate,
Sou eu a dona da tua devoção,
da liberdade e de toda a intimidade.
Murtillas na boca,
comigo no coração,
celebração de amor
e muita inspiração
com Versos Intimistas
para a consagração.
O meu beijo é feito
Murtillas frescas,
O meu poema é
escrito com linhas
certas e erradas,
Versos Intimistas
que unem almas
plenas e apaixonadas.
O ritmo da busca segue a dança
do Hemisfério Celestial Sul,
a beleza do movimento involuntário
ocupação vibrante, que sustenta,
dança por dentro e põe a exalar
as estrelas em plena liberdade,
o que que quer que aconteça,
para que a nossa dança não acabe;
por ela estremecer e preceder -
o que faz o estertor acontecer.
O léxico de fogo ancestral
das tradições poéticas da porção
austral trago na pele de marfim
entre o abissal e o insondável -
o desejo que não tem fim,
e da tua parte leio o sim;
mais claro embora discretado
diante da minha existência
que te faz desconcertado.
O estado da arte em curiosidade
continua proporcionalmente
intenso e sem nenhuma perda,
porque pela tua existência, arde;
e convicto é atemporal poema
com o calor que consome a pele,
com andor da paixão intensa
em adustão que precede o toque
- sem limite cortante do desejo;
justamente onde o prazer
encontra o perigo mesmo sem ver.
Assumido efervescente estado
da alma com a previsão da antecipação
da mútua celebração rítmica do ápice,
para que a paixão não mais se cale,
e o amor com brio e vontade se celebre,
no tempo de colheita das frutas,
do Extremo Sul da América do Sul,
sob todas as auroras e românticas luas.
Oceânica, aveludada, carinhosa
e de madrepérola sardanapalesca,
A minha presença edênica nunca
será desfeita dentro do coração,
Libidinosa, lúbrica, voluptuosa -
sei que no teu íntimo tenho
o lugar preservado e intocável,
O concuspiscente e o insaciável
se encontram com o pudendo
em estro diante do teu priápico.
Não há como negar que a nossa
fórmula gera uma combinação
explosiva que nem mesmo o tempo
está a altura de alcançar e imitar,
Não nascemos para outro tipo
de languidez que não seja pós vulpina
por nossa plena vontade faminta.
Luxuriosos acendemos o céu austral
que dentro de nós vívido - ilumina,
Que condor só voa com condor,
somos a inquestionável prova viva.
No infundibuliforme o céu e o inferno
sempre nos unirá em nome da astúcia,
da lascívia e da luxúria - imperiosas,
que reunidas se retroalimentam, testam
e põem mortais à prova em todas horas.
Ínscios não somos - e ainda bem...,
tumescente, ebúrneo e desafiador,
sei muito bem que és e com andor.
O sôfrego nunca me desmobilizou,
e no fundo sei que por isso reino
com absoluto fascínio no teu peito;
Sou o ser angélico, o teu beijo de mel,
o Achachairú maduro e a inspiração
primaveral que fortalece contra o fel.
(O teu primeiro amor verdadeiro).
Sanhuda para ser o teu abismo
de flores nativas para que
se perca com indomável ímpeto
em plenitude em retribuição,
E me coloque em iniciação
no teu pomar selvagem de adoração
Evanescer por dentro e ser o ardor
crescente em transbordamento,
o prazer lúdico e elegante,
da cobiçança em chamamento
do desejo romântico e fúrio
intrincados ao mesmo tempo.
Para não dar chance de escolha,
tornar-me a rebeldia mais louca,
e querer ter nas mãos as rédeas
da sagrada intimidade perturbadora.
Assim para que meus beijos feitos
dos ingazeiros dos rincões distantes
da nossa América do Sul profunda
beije o teu corpo bonito e o cubra.
No reduto da divina intimidade,
dominante, visceral e pretensa
o visceral acontece e reinventa
em tempo de colheita do Cambuí.
Sem sacrifício e sem desafio
o sagrado, a litania e tradição,
o cofre se rende a fantasia
da tua absorção total - tão minha.
Inundados pela possessão total,
sem vergonha, sem noção,
sem temer a rotulação que digam
que é profanação - a congregação.
Dispensar a elegância, a sedução
refinada e a intenção acocorada
é sacrilégio evidente que jamais
irá jamais terá em nós entrada.
Acordados em total revolução,
concordamos com o que deixa
a criatividade acesa, as vistas encantadas
e as nossas peles acetinadas - iluminadas
Vivo um romance psicológico
inigualável morando num carrossel
de perguntas sem respostas,
Não tem como não negar
que a gente combina por dentro,
Se de longe isso é percebido,
imagino como deverá ser quando
estivermos perto um do outro.
Admito o estupor labiríntico vertiginoso
em estado de alta costura poética,
em nome do desejo efervescente
renovado constantemente
pelo lance ignescente, sedutor
ou talvez até mesmo perigoso,
desta anatomia metafísica
que sutil ocupa constante a derme
com eflúvio vibrante e perene.
O verbo sardanapalesco tem como
rito costurado os meus poros
para receber os teus poderosos,
e tornar-me a habitante dos sonhos,
que cuida e eleva os teus impulsos,
Com sabor de Goiaba-serrana
para trazer sorriso com gosto -
para a rendição do teu corpo todo.
