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Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

61 - 80 do total de 9632 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

Disparei as fotos pela
janela da memória,
Desci para verificar e pisar
sobre o que restou da péssima História.


Recorrerei ao descarte
sempre que for necessário,
Para proteger o sonho e não permitir
ter um coração desiludido.


A rua em que me encontro não é meu destino.

Profecia da semente e da flor do Jacarandá


O sorriso que não te dá vontade
de dar nenhuma explicação
para quem quer que seja,
A profecia deliciosa que não
sai por nada da tua cabeça.


É semente e flor de Jacarandá
enfeitando o teu coração,
Esperando o amor acontecer
e ser muito além da Primavera
acima de qualquer estação.


O diálogo silencioso ou não,
o teu encontro auspicioso,
o constante acordo de paz
sempre que necessário for;
e o orgulho de ter nas mãos
o poder do verdadeiro amor
longe de qualquer temor...

Instante da Flor do Jacarandá


O Jacarandá em flor
brinda e reverencia
com cor o esplendor
da aurora matutina.


O instante não quero
ser para a sua vida,
Porque sou feita
para ser a preferida.


A melhor emergência
que pode ser escolhida,
e que nenhum agora
no seu telefone adia.

Memória da flor do Jacarandá


A flor do Jacarandá
cai sobre a memória,
A existência se desfia
e as estações desafia
a trama da História,
porque crê na vitória.


Com toda a sutileza
para que você venha
ser a minha a glória,
a refinada paciência,
e busco por excelência.


O teu poder absoluto
desejo ter para sentir
a poesia da travessia,
eleita para o jogo alto:
a escolha da tua vida.

No Médio Vale do Itajaí
a chegada da noite,
A vontade paira livre,
o pensamento no Centro
da Cidade de Rodeio.


Reunida com a revoada
dos Quero-queros,
A tão romântica balada
e a poética embalada
emprestam asas
que retribuo silenciosa.


Porque nos leio e possuo
como quem aceita firme
o desígnio da primorosa
forma profunda e poderosa
de ser o destino aceito.

No muro poético "Viva l’Italia" ecoa
mostrando vida própria a cada tentativa
aberta ou sutil de apagamento ---
Emprestando a voz para quem precisa
levar ao mundo o conhecimento
[inconteste do seu sofrimento].


Da fonte do Guglielmo Oberdan
ainda bebo e me mantenho,
Com o espírito de Cesare Battisti,
de Fabio Filzi e Nazario Sauro,
Reconheço não estar em guerra
com quem quer que seja,
mas não significa que não viva
em mim a poética resistência.


Do forte signo destas quatro forcas
reúno as inúmeras maiores forças
para manter aceso no coração
o panteão do Irredentismo,
emprestado, persistente e vivo,
para que ninguém conte outra
história quando cruzar o destino.


[Porque é do Sol e dos luares
do Médio Vale do Itajaí me ilumino].

Sempre que quiserem retirar
o heroísmo da minha história,
ou de quem quer que seja,
Deixo-me iluminar pela chama
do panteão dos heróis,
Para que a glória e a esperança
nada nem ninguém jamais apaguem.


Peço a iluminação e coragem
do espírito de Guglielmo Oberdan,
um valente garibaldino convicto,
o protomártir do Irredentismo;
Para recordar de onde viemos,
pois continua vibrante e mais vivo
do que antes e não será esquecido:
[Que a forca nunca deteve o objetivo].


Com igual espírito do herói ainda jovem,
que com Garibaldi esteve reunido,
Os nossos ancestrais chegaram,
se estabeleceram para [permanecer];
e unidos com amor e entrega
esta Pátria para viver e construir,
Saiba que está para nascer
[quem ousará a História destruir].

Lanço-me entre as auroras
sobre a Mata Atlântica,
no Médio Vale do Itajaí,
onde em Santa Catarina
por aqui o Aracuã-escamoso
se alimenta e se abriga.


Porque toda absoluta
a Araraúva restauradora
amorosa da terra e da vida
com raízes e suas cascas
é que a inspiração se alia,
e das pancadas da vida cura.


Sempre que o mundo vier
conflitar sem permissão,
em mim a brandura perdura,
faz moradia com formosura
para manter a distância segura.


De toda a rudeza e da secura,
para não perder nenhum pouco
a esperança, a sutileza e a ternura,
enlevo-me ao encontro deste vale
que põe o meu coração na altura
para o que é sagrado se preserve.

Diante do Araribá-amarelo
repleto de frutos maduros
dos nossos pensamentos
que se complementam
como o baile das araras
que sob o Sol se cortejam
longe das árduas batalhas,
das expectativas amargas
e das convergências adiadas.


Fina plenitude de observar
no espaço-tempo embalo
o que oferece para mim,
mas que seja somente teu
trazendo de bom ou ruim,
abre serena a rota segura
por onde devo ou não passar,
e faz a revelação do real lugar.


O diletantismo de não querer
o imediato é ímpar e par,
e ilumina a melhor escolher
para não se machucar;
porque o importante é
ser observante e caminhar
sem nenhum receio de viver,
por nós dois escolhi esperar.


O que quero ou não quero
cultivando com grã clareza
para não perder a firmeza
da escolha com certeza
de escolher ficar ou deixar
para se ficar ser a tua festa,
e se eleger ser a saudade
que no coração a perpétua
nostalgia ladeando a cada
dia sem hora para terminar.

De maneira inexplicável
um completa o outro,
Tu me ocupa irresistível
todo o pensamento,
e igualmente eu o seu.


Ao nosso encantamento
dou mais do que corda,
Dançamos igual os tuins
no vento da [real história].


Na busca dos reais frutos
da majestosa Araraúva,
Envolvidos pelos véus
do silêncio e da aurora:
a convicção enamora.


Os sinais de completude
a cada dia mais estamos
fazendo questão de mostrar,
que iremos nos [aproximar].

LXXXIX


Quando Rodeio está em festa
o meu coração também está,
Por esta e por cada primavera
a alma sempre plena agradecerá.


Feliz por viver aqui neste rincão
que tem o Pico do Montanhão
diante da visão como inspiração.


Por hoje e por cada festa que virá
nesta terra onde a poesia perdurará.


A beleza primeira que sempre enredará.

Em tempos de floração sutil
da Guararema do destino,
o teu cerco irresistível
tem sido o meu fascínio.


No hábito e no silêncio
contigo tenho tecido
tapeçarias para o paraíso
que temos construído.


Nas tuas luzes e sombras
em todas tenho afinco:
assumo que não te resisto.


O teu brio afiado e tranquilo
põem o meu peito rendido,
ocupas o meu ser com domínio.

Não tens ideia que a poesia
desta cidade é muito maior
do que a minha poesia,
que talvez não tenha sido lida.


O Sol ainda vibrante anuncia
no Médio Vale do Itajaí
que Rodeio entrará em festa,
por gratidão à terra erguida
com dedicação e amor.


Só sei que o Sol iluminando
enfeita e veste com alegria,
quem sabe apreciar a visão
do nosso Pico do Montanhão.


Com encanto o coração
agradece os sons, o silêncio
e o sino da Igreja Matriz
São Francisco de Assis
que juntos fazem a orquestra
que abençoa o nosso chão,
e faz recordar a tradição.

Quando Mamoninha do mato
florescer para alimentar
as nossas abelhas nativas,
Estarei cuidando ainda melhor
dos sonhos e das expectativas,
Porque confesso que do meu
modo acanhado te tenho amor,
Com o meu recato para nós
preservo e guardo o meu melhor.


Porque quando chegar a hora
de alimentar os pássaros
do impulsos e das emoções,
Sei que estaremos preparados
para viver o que esperamos,
e assumiremos dedicados;
Porque um pelo outro temos
o que não pode ser explicado,
e no íntimo vive mergulhado.

O espaço sagrado da alma
é definido por um código de honra
de um povo do flanco que
absolutamente ninguém tomba,
porque preza o cuidado real
sempre à espera da primavera.


O éter da terra dos cavaleiros
nascidos vitoriosos e libertados,
e que impérios derrotaram,
reconheço os traços herdados,
e mantenho todos preservados.


A terra, as águas, o céu e o tempo
os tenho todos como aliados,
dos pensamentos e impulsos tenho
orgulho de manter indomados.


Tudo em fios dos séculos bordados
refinados com a arte dos aguardos,
com os olhos para as alturas voltados.

A cor e o sabor da palavras
têm a verdade da Chanana.


Da minha boca e da caneta
só sai o que jamais engana.


O louco coração o amor
não nega jamais e proclama.


Te venero como quem espia
a Via Láctea e aurora cigana.

A guerra nasce
da falta de comunicação,
da insolência proibitiva,
da construção de hipóteses,
e da falta de limites
de todos aquelesque
se consideram superiores.

Ações coloniais
matam com fuzis,
Eu sou a arte que mata
com todas as cores,
Posso me vestir com
todos os tipos de mortes,
Porque sou a poesia
que mata com palavras.

Cada bomba que cai em Gaza e no Irã é uma memória dos Arquivos de Epstein que faz questão de lembrar.

Dar espaço para tudo
melhorar entre nós,
onde eu e você tenhamos
sempre a nossa voz.


O mundo está em guerra,
nós não precisamos dela,
e nem que ela venha ser
puxada para a nossa terra.


Só quero que saiba que
floresce a Paineira Rosa,
os guarás sobrevoam,
e tudo sempre passa.


Fazer daqui um lugar
melhor é voto particular,
que cabe cada um levar
sem deixar se perturbar.