Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠A falta de amor entre um casal não é culpa de um telefone celular. Culpar o telefone é eufemizar o desequilíbrio afetivo que existe
e os olhos não permitem enxergar. O telefone é apenas um instrumento de fuga real e subjetivo para não admitir que o ponto que chegou a relação.

⁠A guerra de forças da política para dominar populações. Forças estas que nunca colaboram para que as pessoas encontrem as caras metade e as famílias encontrem sossego. Vivem criando teias para que todos se sintam peixes fora d'água e vivam em conflitos.

⁠Uma sociedade romântica é uma sociedade pacífica e com projeto de vida.

⁠Viver um relacionamento sem amor romântico é viver sem sedução e sem encantamento. Pessoas românticas constroem sociedades pacíficas e estáveis. É insana a constante destruição do amor romântico, para preservar o melhor de ti, opte em permanecer solteiro e romântico. Viva o estado civil pleno da poesia.

⁠Se o amor romântico é uma construção social, então cabe a todos resgatá-lo, porque na marcha que sociedade anda, não vamos bem.

⁠Por falta do amor romântico as pessoas não estão se aturando mais e outras se aturando nos braços da vulgaridade. Sem amor romântico não há sonho numa vida em comum.

⁠Nesta Pátria do Condor
que vem sendo alvo
de sanções e traições
por alianças imperiais
bebedoras de lítio e metais,
vou remendando os milhões
de retalhos por pretensão
até tentar curar as dores
de tantos e os cacos
da memória de Ariano
em tempos mui duros
de tribunais vizinhos
fechados há mais
de cento e noventa dias,...

Por ousadia pedir que
a carta do Pai do General
que está preso inocente
seja com respondida
e o filho receba a decente
a medida humanitária
nunca será demais:

(porque o orgulho de uns
não deixa dar a liberdade
plena justa e merecida),

Como poesia da minha
Mata Atlântica sacrificada
que pegou carona
no vagão do tempo de
um país que tudo ainda falta,
onde ainda permanece
presa por autoritarismo
uma boa e decente tropa
e populares que ainda
estão pagando uma
pena porque carregam
a consciência leve
do dever patriótico cumprido,

(aqui prevejo que não
ficará muito diferente,
pois ainda está amarrado
por alianças doentias).

⁠Um General pré-infartado,
Tropa chegando ao mesmo ponto,
Ninguém viu se foi torturado.

⁠Da prisão do quartel
para a prisão do hospital,
Levaram o General,
Da prisão do hospital
para a prisão do quartel,
Deixaram o General,
Há uma tropa que sofre
um calvário igual,
Mas nenhum interessado
de fato viu o General.

⁠Olhando firme para
o céu desta nossa
Pátria do Condor,
tenho notícias de gente
que por brutalidade todo
o dia está perdendo
o andor pelo uso
do silêncio como punhal,
se nenhuma diferença
dos carabineros que
atiraram com violência
um jovem da ponte
sobre o Rio Mapocho
e de tantos outros
que não têm tolerância
com o seu povo
faminto em protesto,
estamos todos numa
marcha incivilizatória
pelo jeito sem regresso.

Só sei de uma coisa:
(que se não houver reconciliação
e não nos dermos as mãos
todos nós afundaremos juntos).

Há mais de sete meses
não mais viram o General,
só se sabe que ele foi levado
de volta da prisão do hospital
para a prisão do quartel,
o silêncio sobre como ele
está persiste descomunal,
e há uma tropa em situação
muito ou bem quase igual.

Só sei de uma coisa:
(que se não houver reconciliação
e ninguém se ajudar
todos nós afundaremos juntos).

Relendo uma carta de amigo
para amigo que leva
a urgência de uma mensagem
em uma lauda falou bem
mais e melhor do que
os meus poemas falaram
o tempo todo sobre
a notória inocência
e a consciência do General:

(só não entendeu isso quem
não leu, quem fingiu que leu
ou por capricho não quer entender,
só sei que alguém tinha
que se dar a ousadia de dizer).

⁠Mais de um com
uma carta aberta
e a outra com artigo,
(foram mais de dois),
e vocês sabem
melhor que eu disso:
Existem fatos que
(precisam ser ditos).

Uns dizem que não
foi por emergência
que o General preso
injustificadamente
foi levado para
a prisão do hospital
e dela foi devolvido,
deve haver algo
muito além disso:

Não foi só pela palavra
dita pela irmã,
ninguém sabe de nada
e qualquer coisa
não me convence.

Só se sabe que ninguém
mais conhece a imagem,
não se sabe em qual
estado ele se encontra,
e não me digam
que isso é normal!

Em tempos em que
ter oxigênio e justiça,
são a iminência real,
em tempos que em
mais de duzentos
dias não se abre
sequer um tribunal
padece a tropa por
'inflexibilidade' igual.

⁠Onde o presente tem
cara de passado,
todo cuidado é pouco,
tem um General preso
injustamente desde
o dia 13 de março
de dois mil e dezoito,
ele está sem contato
com o mundo exterior,
e tem uma tropa vítima
de exato e igual sufoco.

⁠Vocês sabem quem são aqueles
que apoiaram, se abstiveram
e os que disseram que houveram
avanços sem pendências.

Presos políticos civis e militares
são os heróis da paciência torturados,
Que seguem há mais de sete meses
por conta da pandemia
incomunicados como o General
que foi preso numa reunião pacífica.

Falo dos presos que os poderosos
e muitos países sempre fingem que não veem,
Tudo leva a crer porque sonham
com intermináveis vantagens
na forma de barris de petróleo indomáveis
e reluzentes campos de ouro
banhados com o sangue, as lágrimas e o suor do povo
a preço mais barato que banana e sem ver a quem,
Querem do país destes presos de consciência
bem mais que pedras preciosas para o seu próprio bem.

⁠Os sótãos e calabouços
rugem a devastação feita
pelo isolamento e pela tortura,
demoliram os sinais de fé
na vida e andam tentando
incinerar toda a poética:

(E ainda há quem insista
desfilar o seu ego inflado,
violar a lógica da hora
e espargir a vaidade política
neste momento de pandemia).

Cada versejar tem sido de minha
responsabilidade real,
versejo também a América Latina,
o tempo, o vento e os sonhos
de reconstruir os rumos da História:

(Não é segredo para ninguém
que não conheço a tropa
em situação muito brutal
e o General que continua preso
injustamente e incomunicado
há mais de sete meses).

Que me custe a simpatia de todos,
pois falo o quê a minha
consciência manda falar,
não dou aquilo que não se pode
ao autoritarismo de ninguém dar:
o silêncio como púlpito
para a voz da História se silenciar.

⁠Deixaram entrar alguns
itens de sobrevivência
e dignidade ali entrar,
Correto seria mesmo
de uma vez por todas
é deixar o General sair,
Porque ali nem deveriam
ter permitido ele ficar.

[Liberdade! Liberdade!
Liberdade doce liberdade
Onde é que você está?]

O General é inocente,
e ninguém mais o viu
de fato pessoalmente;
Ninguém faz sequer idéia
há mais de sete meses
como na verdade ele está.

[Liberdade! Liberdade!
Liberdade doce liberdade
Onde é que você está?]

Difícil situação para
quem tem o dever
de zelar pela vida
do General e da tropa
onde faltam muitas
coisas além da compreensão,
e sobra falta de muita justiça.

[Liberdade! Liberdade!
Liberdade doce liberdade
viver sem o direito de ter não dá!]

⁠Liberdade em nome de Deus e da justiça,
foi o quê pediu mais outra voz ao General
que foi preso desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito no meio de uma reunião pacífica,

Muitos sabem que os direitos
do General
estão todo o dia sendo violados,
ele é inocente, tem o seu código e própria mística;

Que ando usando o nome dele poeticamente
não é segredo para ninguém,
mas para contar da injustiça conhecida
sem a intenção de ferir
a quem quer que seja
e sem ser infiel a História e aos tempos também ando
contando o quê passa no mundo e na América Latina.

Porque francamente me incomoda ver que uns
tentam falar pelo General e outros tentam se esconder no nome dele,
mas quem está padecendo as dores
da prisão é somente ele.

⁠Deixaram os amores do General
o visitar,
O correto é o General não
permanecer ali,
A vida deve voltar ao seu lugar.

⁠A poesia tem
pernas mais longas
do que você imagina,
e é bem mais veloz
do que a mentira.

Onde existe a poesia
uma mentira repetida
várias vezes nunca
será uma verdade.

Toda a poesia
tem a capacidade
de fixar residência
na sua cabeça.

O General continua
PRESO INJUSTAMENTE
sob acusação FALSA
de instigação a rebelião,
e o mundo inteiro sabe.

⁠A wiphala ondula
sob o céu da Bolívia
que venceu a ditadura,
E a fuga em círculos
da tirania diária continua,...

Na América Latina
há muitos pesadelos
incendiários de catedrais
a serem derrotados,
Só sei que os bloqueios
ainda matam povos;

A injustiça mantém
há mais de duzentos
dias fechados os tribunais,
negam meses de reencontro
e atrasa as vidas de muitos,...

Na América Latina
há para um General preso
injustamente e uma
tropa em igual situação:
vozes em absurda silenciação
fazem ecos tantos quantos
os campos de concentração.

De cada preso político
deste nosso continental torrão
quero saber do paradeiro,
da data da libertação
e com cada um a reconciliação.

⁠Em tempos de políticana Era da Internet o pedido de votopara candidatos feito individualmente deveria ser considerado assédio
e ser uma conduta digitalmente
e legalmente punida.