Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠Caminho em direção ao mar,
com você no coração e na mente
me permito mergulhar,
insisto com a água até a cintura
com uma das mãos Lua
capturar e deixo a onda
os quadris balançar,
Assim sou eu a poesia do mar
e do teu amor a pactuar,
a reverenciar e te encantar.

⁠Sem querer ferir o coração de ninguém, mas convido a uma reflexão: admirar uma personalidade é um direito seu e que para o seu bem deve ser cultivada junto com o seu amor próprio.

Admirar e se sacrificar por ela se expôndo a riscos de qualquer natureza é sinal que você não está bem e deve repensar o seu valor para si mesmo.

Estou assustada com o vazio enorme que estamos vivendo que nos últimos tempos está levando pessoas a se sacrificarem por pessoas personalidades de maneira irrazoável.

Antes de admirar quem quer que seja temos que amar a nós mesmos mesmo que as nossas vidas não estejam tão boas assim.

⁠Não existe combate
ao eufemismo que
alcance igual poder
da Raflésia atômica
de ter nascido poeta,
Não tente arriscar
e nem pagar para ver,
Quando tentar dominar
quem vai cair será você.

⁠⁠Petúnia vermelha
rara e poética
nas quatro estações
e dos sentidos
a tua flor perpétua,
A dama inopinada,
absoluta e discreta,
Por mim você
não mais sossega.

Te quero com inspiração
como florescem os resedás,
E no meu nome a canção
de amor encontrar sem
nenhuma outra distração,
Ser para você o paraíso
divino, a fuga, a devoção
e constante celebração. ⁠

⁠Nas cercas desta terra
não tenho visto mais
a Jarra-açú florescida,
A insuperável nostalgia
ainda em mim habita,
Ouvir a música do final
do mundo e resisto
em não dançar porque
eu me autodesafio
no trapézio do destino.

⁠Fazendo jus ao quê é de charme
percorrendo o quê é íntimo
por pretensão ser poema
a quatro mãos sendo escrito,
ser a Middlemist Vermelha
tornando tudo mais divertido
florescendo de amor,
na cumplicidade sensorial
em dois lugares do mundo:
no teu peito e no meu
(coqueteleiras do silêncio).

⁠À medida que você for
acarinhando a minh'alma
em teus poros vou penetrando
até tomar todo o teu controle
e fazer por dois se apaixonar,
Só no tato você lerá em mim
poemas e o Mapa-múndi com
o desejo do amor nos governar,
é óbvio que só de pensar em tudo
isso já tenho capturado o teu ar.

⁠Melancia

Fiz uma imaculada
canção para os ouvidos
místicos do coração
com tudo do milênio
que artistas pintaram
e poetas escreveram.

A metáfora da flâmula
que transcende o físico,
vira semente na terra
porque a ela pertence,
e fruto humano sempre
será novo embora nativo.

Embora uns não creiam
que o amor é muito
maior do que a morte
onde ficar vivo ainda
é questão de sorte
ou para outros é poesia.

Contando toda História,
falando sobre tudo o quê
se passa: assumo o tempo
todo que tiro o sossego
de quem acha demais
e se impõe pelo medo.

Mesmo que eu seja
a única ou a última
voz sigo erguendo
a flâmula, semeando
o fruto e querendo
insistir em deter a guerra.

Através dos meus beijos
a descoberta transcendente
da carta plana da abóbada celeste
que unirá os dois Hemisférios
pelos selvagens mistérios
divinos protegidos pelos botões
feitos de madrepérola,
embalados pelos versos líricos
e por todas as noites
de obstinação como quem navega
pelos sete oceanos e aporta
em seis continentes o quê
somente habita na tua existência,
na tua sedutora rebeldia,
nas virações das madrugadas,
nas auroras que hão de vir
e nas florações desabrochadas
só pelos fato de ver você sorrir.

⁠Não nego que preciso
mais do que nunca
da sua intrépida ousadia,
Porque com encanto ando
todos os dias revelando
pistas sem truques
e com discretas malícias
para desenhar contigo
no Mapa-múndi celeste
do amor tudo aquilo
que reúna e que convença
ser para nós o mais sedutor.

⁠Com sutileza onírica
engarrafei de uma
vez só os sete oceanos
para ouvir durante
a vigília os sibilos,
Enquanto você não
estiver ao meu lado
colocarei o seu prato
lírico na mesa mesmo
o lugar estando vago,
Porque te celebro
com os olhos abertos
e com os olhos fechados:
O topo do mundo pertence
aos corações apaixonados.

⁠Se for para viver de passado
volto os meus olhos
para os sete mares dos povos
antigos onde posso
buscar inspirações como escudo
para ser e para não ser
num mundo que opta
por projeções perigosas
que desenham para si ideias falsas,
Para mim e para você quero
tudo aquilo que nos leve
a navegar por águas tranquilas,
ver o amor florescer e se renovar
imensamente todos os dias
num pacto de fidelidade com a vida.

⁠ A poesia é o meu maior ato de ativismo anti-guerra.

⁠Tudo aquilo que foi escrito
pelos seis continentes
não pode ser mudado,
Só acredita que pode quem
gosta de ser enganado,
Um poema ou a letra de uma
música modificados
nunca encontrarão encaixe,
Porque são os olhos e os ouvidos
da alma que leem e ouvem,
No mesmo sentido assim são
os povos e as pessoas que
creem que podem erguer
castelos sobre os escombros
de uns e às custas dos outros,
todos estes nunca encontrarão
na vida o seu real encaixe porque
se nutrem apenas destruição.

⁠A Independência foi a soma
de muitas coragens
contra a exploração colonial,
A nossa República foi
a soma de interesses
com a coragem do Marechal,
Sem a coragem do Marechal
teríamos que aceitar
qualquer sorte infernal
sem ter a chance de mudar,
E agora temos o poder
de agir sempre quando
tudo não fizer sentido,
juntos podemos transformar:
As asas da liberdade ninguém
mais pode capturar e cortar.

⁠A Via Láctea se move
em forma de sabre oriental
nos lábios da Lua bailarina,
As duas mãos brincam com
o palimpsesto da profecia
sobre o Portal das Nações,
Tudo de mim dialoga com
cada uma das duas emoções
e de seus sidéreos êxtases,
Os perigos, os ruídos
e teus risos me pertencem,
embora eu seja de difícil captura,
Todo o dia te conduzo por uma forma diferente de amor e loucura.

⁠Coloquei um colar de amêndoas
de côco para enfeitar a mesa,
Porque devemos colocar
sempre em tudo delicadeza,
Peguei um cordão de fio
de algodão, agulhas e algumas
sementes de Juerana,
Para fazer brincos, pulseiras
e cordões porque inspirações
não podem faltar nessa vida
atrevida com as nossas emoções,
O importante é ser feliz e cantar.

⁠As cobras são menos inofensivas do que as guerras, é só deixar elas no lugar delas. As guerras na maioria das vezes chegam sem a gente procurar.

⁠Tudo aquilo que é
de espírito imparável
e civilizações inteiras
está se espalhando
pelos cinco oceanos
da nossa existência,
Onde se condena
soul e tu és o poema.