Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Se você nasceu e cresceu grande, valorize a sua memória! O resto é ruído e oportunismo.

Aprecio homens fortes, e isso não tem a ver com músculos ou posição, mas com interior e atitude de quem não corre da raia, não se vitimiza e sustenta a bondade ao redor.

Na madrugada austral
e primaveral,
Desejei a sua companhia.

Quando perguntas são judicializadas é porque alcançamos o auge do totalitarismo.

Um perverso, sempre um perverso...
Sempre mais de um perverso,
e sem nenhum futuro,
que agride a Natureza,
fazendo ao redor tudo
vir a se tornar impuro.

Na voz das cunhãs, sou a reverberação
por tontura e falta de respiração.
Sou o poema-denúncia com passos
de todos os bois por vocação.


Pela Amazônia profunda e recôndita,
contra todos os tipos de incêndios:
jamais esqueço que no Norte também
são todos meus irmãos e brasileiros.


Por isso jamais posso virar o rosto,
não posso fingir que sinto desgosto
e negar para ninguém que há sufoco.


Posso ser tudo, só não posso agradar;
e sempre que o peito de quem quer
esteja a queimar porque está faltando ar.

Do amanhecer ao anoitecer
agradecer pelo Pico do Montanhão
que enfeita os olhos com beleza,
e inunda de amor o meu coração.


...


No Oratório Frei Bruno
aqui em Rodeio,
Agradecer por tudo
e pelo dia perfeito.


...


No Horto Irmã Eva
o que é da terra
sempre descobrir,
e tudo o que nos conecta.


...




Na Capela Luterana dos 12 Apóstolos
deixar que a oração e a alegria em Rodeio
nos reúna com satisfação com os nossos.


...


Na Praça dos Imigrantes
encontrar com os ipês
e a memória de quem
fez Rodeio crescer
para a gente bem viver.


...


No Eremitério Beato Egídio de Assis
encontrar com Deus e com tudo
aquilo que é simples e muito feliz.


...


Ali na Cascata O Salto
deixar que a beleza
por dentro fale mais alto,
e o poema escreva.


...


Na Tirolesa K2 Mil
aventurar de um
jeito que ninguém viu.


...


No Caminho dos Anjos
se permitir elevar
o olhar para os céus
e no milagre acreditar.

Encontrar em Rodeio
com os amigos
na Tchucalonga,
e perder a conta
da folia e das horas.


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Na Magnalonga
vencer o limite
ou assistir é convite.


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

No Baile do Vinho
provar o melhor,
e perceber o destino
com muito sabor.


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

No Baile de Máscaras
deixar a fantasia
não nos reconhecer,
Vamos dançar
até o amanhecer.


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

No Natal Bella Città
deixar que as luzes
da cidade de Rodeio
tomem conta de nós
para tudo ganhar jeito.


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Festejar a trentinidade
na nossa La Sagra,
Orgulhar-se de verdade
da nossa italianidade.


Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Coloquei o esplendor de orquídeas negras,
para observar os senhores das guerras.
Revigoro a memória corpórea como quem
dança a dança mais mortal com feras.


Acendi candeias da História da Humanidade
como que recorda as lendas sobre o romance entre o Sol e a Lua, a promessa do Eclipse,
no prelúdio da noite mais escura e alucinante
de que tenho notícia nos últimos tempos.


Comigo carrego o que revive a real bravura
da áurea época em que não existiam
México, Belize ou quaisquer fronteiras —
apenas a honra na mais alta estatura
de Gonzalo Guerrero e Zazil Ha,
para não olvidar do melhor que há.


[Não se esqueça que a poesia tem asas para voar.]

O Hemisfério Celestial Sul
no meu coração faz eco.
Da meia-noite à meia-noite
não é segredo que o amor
em nós tem construído
um particular império;
não existe explicação
para este nosso mistério.

Agradecer à primavera pelo florescer
bonito da Pindaíba-vermelha.
embora a gente saiba que não nasça
na Mata Atlântica do sul inteiro,
O Criador sabe a razão, ele é perfeito.


Enlevar ao nosso jardim da pele,
e levar à tona a memória afetiva
que dos seus magníficos frutos
também temperos podem ser feitos,
e que conhecer nos faz mais brasileiros.

Primavera da memória afetiva
do Pacari em Santa Catarina,
ele dá sombra e é curador,
e, com sua florada, enche
o coração com muito amor.


Como estrelas, as suas flores
se abrem de noite e perfumam,
espalhando festa e vida
para quem nutre o saber
por onde sempre caminha.


[É sobre cultivar o que tranquiliza.]

Nenhum governo
na contemporaneidade
não evitou uma guerra.
Estamos desamparados.

Não posso fazer versos,


com ou sem acento,


com ou sem ortografia,


para quem acredito que


nasceu com asas e poesia.






À poetisa Gioconda, sempre querida

Ludovico, um papagaio.




A memória desta ave é longeva
para boas ou más experiências.
E não se trata apenas de um poema,
é para deixar para a vida toda
registrado: porque o que se leva
na memória nunca será passado.


Há mais de três décadas foi
pela dona procurado.
Dizem que ele para a Baixada Litorânea,
na Região dos Lagos, foi levado,
e pode estar vivo em qualquer lado;
ele nasceu no Rio de Janeiro,
ele era amado e bem cuidado.


[Ludovico era um papagaio
que nunca mais foi encontrado.]


"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!"


— Casimiro de Abreu