Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Seu coração que
é Oceano Pacífico,
é o destino do meu coração,
que é o Oceano Atlântico,
Sob o céu do Hemisfério Austral,
sinto que já somos umpar
romântico, absoluto e celestial.

Sua mansuetude desperta


meus demônios e meus anjos,


e eu dou milhares de asas


para sua imaginação e seu coração,


Meu esporte favorito é fazer


todo tipo de provocação


para testar seus limites masculinos,


para por em ferveção


e da cabeça aos pés


brindar-te com flutuação.

De ​Norte a Leste
o meu ​Meridiano é 75° E,
sei o quanto levo,
Há ​Latitudes 35°–55° N
vivas quando quero,
E ​Longitudes 50°–90° E,
e sei o que mereço,
por ter olhar não deixo
perder e não me perco.


Ancestralidade surgida
e guiada por Ursa Maior
pelas amplas estepes
dela tenho nas veias
a ampla memória,
Não permito ninguém
de qualquer maneira
[a minha História],
Ter chegado até onde
cheguei é a real glória.


Onde em cortesia sidérea
a ​Cassiopeia, ​Orion e Polaris,
dançam na Via Láctea,
Ali repousa e se inquieta,
e faz venérea porque
busca saber onde estão
as moças da Ásia Central,
porque há algo muito
além do que é desigual.


A lembrança insistente
revolveu ao passado
como chama acesa,
Daqui a pouco todos irão
dançar ao redor da fogueira,
porque dançar e cantar
é preciso quando o peito
se encontra em lamento.

Porque resistir unidos
e celebrar a chegada
da Primavera é de ordem
exclusivamente existencial,
entre memórias, festejos,
maus-tratos e incertos,
Não parar de perguntar,
é a soma dos desejos
até alguma resposta
conseguir me tranquilizar,
quando tudo irá terminar.

Diante da vastidão
do nosso mundo,
Com noção de realidade
assumo a pequenez;
e na mansidão busco
residir na real altivez.


Diante daquilo que por
um segundo tenta turvar
a visão e a reflexão --
Nunca presenteio
com imediata reação.


Nem tudo na vida
pede de nós resposta
de igual naipe --
Por não valer o desgaste,
ou para não legitimar
qualquer tempestade.


Não permito jamais que
a arrogância fale por si --
Dou o nome que deve ser
dado sem palco intocado
para quem vive de estrelato.


Espero que você também
faça o mesmo porque
somos o nosso próprio
leal espetáculo sem
precisar de validação,
unidos fortemente
somos pelo coração.


Da Imbuia sagrada
somos sementes
no chão desta Pátria,
Temos história a ser
contada na proporção
que a ancestralidade
se fez dia e noite doada,
e merece ser respeitada.

Fique com o que enargeia,
inunda, delicia e incendeia.


Escute o meu doce canto
amoroso de flor de Babaçu
em companhia do vento.


Entregue faça Sol ou Chuva
o que tanto pleno deseja
em meio a Mata dos Cocais,
entre nós o que festeja.


Minha bonita manhã solar
que ilumina e com doçura
tem invadido provando --
que para amar não é tarde,
e me acendeu a sensualidade.

Na Mata de Araucária
o meu coração é Pinha,
E tu és Gralha-Azul
alimentada espalhando
Pinhão na terra fértil
e austral do coração,
Não permitindo nada
nos pôr em inquietação.


Semeando o paraíso
com sedução refinada
para deixar faltar nada,
Mantendo empolgada,
para não deixar a desejar
[o que faz inequívoca]
e enlevada a iniciativa
d'alma toda extasiada.


Não é de ontem que
tenho dado com clareza
e gala inúmeras pistas
de natureza feminina,
Da sua parte o que falta
mesmo é só a iniciativa,
Não posso o que não sou,
se não vieres, jamais vou.

Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.

O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.


Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.


Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.

Tenho um pouco das orquídeas
das várzeas baixas ou altas,
Não posso me contentar com
o que os olhos não veem.




Só posso me contentar com
águas cristalinas e doces,
E com todo o amor que
o coração deseja e mantém.




Não amo o que convém,
sem saber onde e quem;
Quero o que posso ver
e sentir que me faz bem.

Colocar-nos sob a testemunha
do Hemisfério Celestial Sul,
e permitir a licenciosa ternura.


Envolver-nos com carícias
da absoluta Seda de Tururi,
e pedir mais que sete vidas.


Render as selvagens primícias,
as empolgações, as delícias
os encantos e as doces malícias.


Erguer os marcos necessários,
estabelecer o território seguro
para o amor se manter e estabelecer.

Emergir o lado monomaníaco
por celebrar com audácia tudo
o que traz para perto o erotismo.


Entre afagos e digitopressões
sensuais aliviando as tensões,
e escapar do mundo virado.


Porque a entrega é amazônica
onde convergem permanecer
e nesta doçura de estremecer.


Cobri-lo como se fosse uma
deidade com uma manta feita
de Seda de Miriti sob a Lua.


Deixar que o descanso ofereça
tudo o que não posso oferecer --
diante de ti não posso arrefecer.

Com a Seda de Sumaúma
acolchoar o seu conforto,
com o meu beijo de hortelã
colocar você nos braços
dos nossos íntimos sonhos
nem frios e nem mornos.


Até o momento do abandono
para zelar com amor o sono,
e fazer o mesmo para estar
de pé antes de despertar.


Para quando o acordar vir,
seja faceiro e risonho
e plenos nos encontrar
no café-da-manhã pronto.

Teus olhos magníficos
iluminam infinitos,
com luares crescentes
nos dois contidos.


Fazendo-me Vitória-régia
nívea na Mata de Igapó,
Esperando na tua pele
e para a dança me leve.


Sob a tua seda das noites
tornar-me a rósea sutil
da satisfação e pendores,
para sermos senhores.


Não sentiremos nenhuma
receio, fome, sede ou frio,
Apenas seremos convictos
que o amor não traz desafio.

Floração de Manduí


silenciosa no coração,


É a minha presença


que traz o frescor


com flores do amor


discreto e feminino,


Que não será resistido


por nada nessa vida.






Revelo-me como titular


assumida da rebelião


interna que não pode


ser dentro de ti contida,


Eis-me a inabalável


que mantém o tempo


todo a tua pele acendida,


e a fantasia mais realista.

Quando a palavra me fere


como Jacarandá de espinho


elejo ser porque floresce,


e a indiferença não fenece.






Espargindo flores e carinho


trazendo beleza solene


infinita pelo caminho,


sem nos deixar sozinhos.






Somente me defino sob


a régua da Via Láctea,


nem o bloqueio a Cuba


amordaça a minha fala.






Os Românticos de Cuba


coloquei à meia-luz da sala


para o ambiente preparar


esperando me encontrar.

Nos quatro hemisférios


há poeira das estrelas


dispersas e mistérios


ao redor flores místicas


do Fedegoso em pleno


majestoso fevereiro,


adornando emoções,


desabrochando com tentações,


E tocando as cordas


o coração romântico;


Para sob ele te encontrar


pronto para o amor,


e paixão inesquecíveis,


Porque sei que juntos


seremos irresistíveis.

Folia de Carnaval
anunciada no silêncio
citadino de Rodeio,
Antecipando do que
ainda para nós não veio,
e que não pede freio.


Do teu amor não
terei nenhum receio,
E o seu coração
com o meu terá jeito.


Sob a Lua de Neve
por dois escrevo,
O sutil encanto que
ilumina o romance
bonito que preludia
com gala e magia.

Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.


No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.


Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.


Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.

Um pacto romântico
raro para este tempo:
Tornar-me a Rainha
neste Maracatu Rural,
Ser a dama especial,
a tua Lua Brasileira
no céu do sentimento;
E ser o paraíso total
no teu pensamento
a todo o momento,
Porque quero que seja
o meu divino Rei,
o dono do fechamento.

Depois da chuva cair,
seguir os teus passos,
Sentir a delícia que é
o aroma de petricor,
Dançando o Cacuriá
no ritmo do tambor,
que faz o nosso amor.


Tocando na varanda
para a vizinhança ouvir,
Não conhecemos mais
outro ritmo a seguir,
O que queremos traz
só o que ancora e faz.


O mundo lá fora para
tanto faz, e não perfaz
sobre o que importa,
E nunca será diferente
porque amamos amar
avassaladoramente...