Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Um círculo parasita
pousou neste lugar,
Nunca teve história
e nem convívio,
Há mais de um iludido
capaz do próprio futuro
nas mãos dele confiar.

Ainda que silenciosos
no campo das carícias
nas nossas emoções,
e das mútuas intenções:
Embalamos tentações.


Iluminados pela Lua,
sou a tua amada Cantuta,
És tu o meu Beija-flor
em meio a brisa noturna.


Com dulçor tudo ao redor
nos coloca para dançar Huayno
com ritmo, ventura e fervor:
Não duvido que existe amor.

O poema pertence a si mesmo, depois que nasce ele tem vida própria.

Barbatimão que era florescido em agosto
faz lembrar da época que as mulheres
buscavam a sua casca para o misterioso
chá de passar na maturidade e não de tomar.


Lembro-me bem da busca boca a boca,
de quem anunciava a viagem à toda
para o Cerrado ou até para a Caatinga,
e da peregrinação para achar a feirinha.


Os tempos mudaram e hoje ninguém
mais se lembra desta época de outrora;
o Barbatimão que era raro deve ter
sumido da Terra, da vida e da memória.


Como sou poética, por mim é lembrado,
mesmo sem nunca na vida eu ter usado.

Eclipse é arteirice do Sol,
roçando todo faceiro
com a meiguice da Lua,
cúmplice que insinua
na madrugada absoluta.


​De dois lugares distantes,
os dois assistindo à dança
nesta nossa Terra absurda
onde ser poesia é aventura.

Pela metade
será o eclipse,
Não sei de quem
será a arteirice.

O eclipse cúmplice
perfeito do cálice:
atingirá o ápice.

Chega uma hora que em alguns temas o melhor mesmo é não comentar com algumas pessoas para não entrar em confronto direto que não leva a lugar nenhum.

Ignoro sumariamente para que desapareçam. Muita gente tem que aprender a não ser amplificador de voz para quem não serve para nada.

Segurei na sua mão
em ritmo de Sanjuanito,
Desejei de primeira
o seu sorriso bonito.


Não é somente fruto
da minha imaginação:
Uma flor de Chuquiragua
receberei da tua mão.


Pedirei aos quatro ventos
que mostrem só o que é
de amor, paixão e rendição.


Não vai demorar muito
para me dar o seu coração:
És o meu amor de perdição.

Vai ter eclipse!
O que interessa
é a sua meiguice
ao lado na terra.

A poesia é a pipa invisível.
Ninguém captura a poesia.
A poesia é a pipa invencível.
A poesia ninguém captura.

Ninguém captura a poesia.

A poesia ninguém captura.

Com amor e guarânias
tu hás de nos alegrar,
E os meus cabelos
tu hás de enfeitar
com o véu de ñanduti.


​Porque só de ti não
quero outro destino;
Não me importa que
digam que ainda
hoje crer no amor
seja um real desatino.


​Saborearemos juntos
o mais doce mburukujá,
Desejamos que a lenda
permaneça onde está:
amar hoje é possível.


O melhor do amor
assim nós queremos,
O Hemisfério Austral
em ritmo inaugural
nos prepara o incrível.

Alnilam que enfeita
o Hemisfério Austral,
Tem algo muito teu
que brilha sem igual.

Braço de Perseu
que envolveu
o meu coração,
Ele não é mais meu,
agora é todo teu.

Janela de Baade
para enxergar se
és meu de verdade,
Não quero a metade,
quero completo
e sem saciedade.

O crepúsculo astronômico
é o suficiente para acender
o universo avassaladoramente:


Com ou sem luz não há nada
o que temer o que se sente.

A poesia passa
a ser pipa onde
ela não é permitida:


Deixa a pipa
da criança palestina... 🇵🇸