Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Poetisa do Médio Vale do Itajaí


Na mente o segredo da existência
sem excusa e com emergência
de escrever o cotidiano com versos
e cores do Médio Vale do Itajaí,
Que continuam inabaláveis
desde o primeiro dia que vi
com os olhos do meu coração.


O espelhamento é incontestável,
qualquer pretexto vira assunto,
e acaba virando poema no curso
do Rio Itajaí-Açu e os afluentes,
E sobretudo para falar das belezas
e de tudo o que move as gentes.


Para tentar a sorte de tocar-te
do jeito mais profundo e amável,
para quem sabe os teus olhos
se voltarem da maneira mais admirável,
E comigo se encontrar noite e dia,
entre as auroras e o Hemisfério Austral
com direito do melhor da minha poesia.

Não existem músicas ou jazz
que me interessam mais
do que os sussurros de meia-noite
capazes de pacificar terras inteiras:


Sempre que saem da sua linda boca,
que esquentam a minha nuca fria,
e que me fazem absoluta e louca.


[Quem dera se verdade fosse,
mas é devaneio místico e poesia].

O Poemário Rodeense
é feito do pôr e do nascer
de muitas e todas luas,
Das doces manias tuas
que se encontram com
as minhas manias de poesia
no Médio Vale do Itajaí.


Jaci que é bem-vinda,
e vista no céu de Rodeio
brincando como trapezista
na corda do Universo,
e eu pensando qual
será o caminho certo
para ser o que pacífica.


Adorada Jaci adorada,
que guia e orienta
e faz a rota protegida
nesta Santa Catarina,
que todo o dia tem uma
flor tem arrancada do jardim
da primavera da vida.


Jaci que me é tão querida,
que me deu o aceno de despedida,
e teve o lugar tomado
pela garoa mansa e tão fria,
sei que não a deixo,
e ela não me deixa,
assim cultivo a minh'alma feminina.

O teu jeito observador
entretém e seduz,
Os meus cabelos alcançam
o Estreito de Ormuz.


O que gostaria mesmo
é que os meus sonhos
tocassem o seu peito,
E entre nós se abrisse
uma generosa passagem,
Porque não quero ser
espectadora da paisagem.


Não penso contar miragens
e tampouco contar com oásis,
Desejo ser a tua escolhida
inequívoca para habitar
a tua dulcíssima paragem.

Placa


Recordo uma época
que todo dono de sítio
sempre fazia questão
de mandar fazer
uma placa com dizeres
talhada por algum artesão,
para status ninguém ligava,
saber quando seria a próxima
reunião era o que se desejava.


O que mais importava mesmo
era poder fazer no próximo
final de semana,
no feriado ou no aniversário:
um bom churrasco.


Criançada era criançada,
todo mundo se visitava
sem ter medo de nada,
Se fazia novos amigos sempre
de forma despreocupada,
Os anos passaram,
e não me esqueci de nada.

Isqueiê


Nas encruzilhadas
e pelas passagens
no Norte de Minas,
assustando viajantes,
quase todos os dias,
Não sei se em assombração
tu realmente acreditas.


Estou lembrando você
do Isqueiê pregando
cada peça em noite alta
e antes do raiar do dia,
Cruz credo! Que agonia!...


Vem! Aperta e esquenta
a minha mão que está tão fria...
Por estes caminhos rezo por dez:




(dez Pai Nosso e dez Ave Maria).

Iukê




O coração é Iukê batendo na terra
nas mãos dos Uapixanás
do Rio Branco até o Rio Amazonas,
O ritmo te põe hipnotizado,
pelas minhas danças embaladoras.


(De todas as existências sedutoras,
a minha é a mais encantadora).

Ipupiara


Poeta que se preze é Ipupiara
ocultado no rio da metáfora.

Do individual para o coletivo sobre o feminicídio:
está na hora de parar de depositar a direção das nossas vidas nas orientações que a classe política incute, dá para evoluir se a gente quiser resgatar a vida do povo. Ninguém deve depender de direção política para ser pacífico e ter uma boa convivência. Basta que sejamos bons uns com os outros. Orientar as pessoas a não entrarem em choque por qualquer coisa, não interferir nas vidas dos casais e não fazerem ironias quando qualquer dissabor vir a acontecer na vida de quem quer que seja. Se a sociedade daqui ou de qualquer lugar do mundo realizar desses pequenos passos a violência de forma geral irá abaixar expressivamente

Nunca tive a intenção
de ultrapassar nenhum limite,
mas você abriu
e deixou a porta entreaberta.
Permaneci em silêncio,
mal tentando falar como antes.


Acho que, condenada a esperar
em "O Dia em que me queiras
não estarei mais em suas mãos,
e apenas meus poemas
à la Gardel permanecerão.


Meu céu cheio de estrelas...

Nenhuma tropa estrangeira está acima das vidas dos cidadãos da minha Pátria. Nenhuma.

O céu do Médio Vale do Itajaí


todo vestido de madrepérola


para receber a Lua Crescente Gibosa,


A minha Rodeio, toda amorosa,


presenteia com tranquilidade


gentil e paz acolhedora --


Para você reservo a poesia


mais sublime e encantadora.

O Hemisfério Celestial Sul
se enfeitou de madrepérola
para o Pico do Montanhão,
Na bela cidade de Rodeio
tens a rota para o coração.

Alma e coração
criados bem feitos
como passarinhos
[Poemas sobre fios].

Baixo o Hemisfério Celestial Sul,
uma coroa e um ramalhete
feitos de Verbena-vermelha,
a ataraxia constrói fortaleza
de fogo e vento para preservar
o melhor que guardamos
da nossa amada América do Sul.


Para que não convençam
com simplificações e falsa episteme,
não tenham nenhum acesso
ao paraíso que sabemos onde,
e somente nos interessa - sem pressa.


Desde que nos conhecemos,
sentíamos que todos os caminhos,
iriam nos levar a nós mesmos,
tentamos nos enganar o tempo todo,
e ainda fazemos de conta que
não vem acontecendo conosco,
não vai levar mais muito tempo,
para vencer o encabulamento,
para dizer que ao amor nos rendemos.

Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.


Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.


Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.


As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.

Lua Crescente confidente
sobre a Mata Atlântica
do Médio Vale do Itajaí,
Nesta Rodeio romântica,
com as cores das luzes
e toda a inspiração
entrego poemas de amor,
mesmo sem você pedir:
Para quem sabe um dia
vir a fazer você sorrir.


(Quero ser o destino
para onde elegeu seguir).

No Médio Vale do Itajaí
a Lua Crescente aqui
ao alcance da minha mão,
Na minha querida Rodeio,
estou no seu coração.


No teu bonito olhar
tenho versos de luas
para me inspirar
no Poemário Rodeense,
No tête-à-tête entre
a gente vou contar.


Sem hora para acabar,
juntos de luar em luar,
Seremos a poesia
deste vale a se espalhar.

Se a até a Lua Crescente
suspensa nosso céu
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente encontrou.


Quem não me achou
aqui em Rodeio,
é porque não procurou.


[O Poemário Rodeense
é somente meu,
e foi ele quem te capturou].

Vim pelos seus beijos de romã,
abandonei a rota vazia
E decidi estar sob o domínio
do seu amor,
Só uma vez na vida
Senti algo que ia além da poesia.


Para guardar os lábios caso eu volte? Não.
Não há necessidade de guardá-los,
pois ainda não cheguei na realidade
— prevejo anossa proximidade.


Quando vier, não voltarei,
e se eu tentar sair, você não vai me deixar.
Porque juntos caminharemos
em todas as estradas:
Nelas ensolaradas ou enluaradas,
descansaremos, desejaremos,
intensamente nos amaremos:
avassaladoramente.