Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Se for da minha vontade
as minhas onze artes,
Encontrarão as suas onze artes,
com positividade, criatividade,
e a sua suprema vontade
de querer ficar por liberdade.
Sem dizer uma palavra,
estamos trocando bagagens,
risos, essências e raízes;
Sem a necessidade de pedir,
se formos par, sem dificuldades,
saberemos bem por onde ir.
Não nascemos para o convívio
ordinário com as subjetividades.
Nascemos para contemplar
o florescer da Bracatinga
alimentando as abelhas nativas,
e para desfrutar da companhia
quando o amor vier permanecer
inteiramente na nossa vida.
A indecisão é um veneno fascinante, as vezes é por apego a eterna adrenalina, mas é extremamente perigosa. Um verdadeiro veneno...
Na infância plena do interior,
faceira jogando bola de gude
no chão de terra batida brasileira.
Com flor enfeitando cada orelha
e brincando com as panelinhas
com a alegria de toda a menina,
até quando estava só, me divertia.
Na minha mão eu tinha o lápis,
o caderninho de menina em flor,
a inspiração, o tempo e o candor.
Não foi ninguém que me ensinou,
foi a poesia pura e simples
que me encontrou, encantou
e comigo para sempre ficou.
Temos que ter cuidado com aquilo que abastecemos as nossas mentes, porque os muitos gatilhos mal utilizados na comunicação podem tirar o descanso e nos deixar abalados. Antes de ler qualquer assunto delicado, respire, prenda o a por 3 segundos e expire antes de começar a ler.
Prefiro escrever
poesia mesmo
do que escrever
o que penso,
Porque se escrever
o que penso,
Não haverá mais
nada firme, e sim trêmulo.
Agasalhar-me no teu peito
e nos teus braços fortes,
com intimidade e sinestesia,
ser o principal motivo
da tua verdadeira alegria;
por tal sonho tenho
sido totalmente absorvida.
Tenho certeza que, neste sonho,
não estou sozinha.
Percebo, ainda, discretamente,
a implacável sintonia fina:
como Mercúrio, Júpiter e Vênus,
cada qual com a Lua se alinha,
e ainda estamos em junho,
e sei que o mundo gira.
É tempo de contemplar
a florada da Quina-do-mato
aqui em Santa Catarina,
que com as suas flores
parece um aglomerado estelar.
Sei o que fazer com ela,
caso um chá precisar;
de igual jeito, sei o que fazer
quando o amor nos arrebatar.
[Por dentro, já está tudo arrumado
para quando chegar:
terás, nas mãos, o coração
afetivamente educado para amar].
Costumo dizer que a Língua Portuguesa é o idioma mais poético do mundo. Em especial, o Português Brasileiro, é o mais enriquecido.
Tenho te levado para viajar
por cada herança cultural,
agora sabes da flor nacional:
é o nosso Ipê-amarelo,
e da árvore nacional:
o nosso raro Pau-brasil.
A sua imagem na mente
anda escrevendo detalhes,
nossos ocultos nos lábios,
com totais intensidades.
Doce, se você soubesse
o que imagino viria agora,
sem nenhuma cerimônia,
e sem pressa de ir embora
para aprofundar a história.
Porque manter as aparências
não está na nossa previsão;
crescem as vontades
por mútua desarrumação.
Cheios de amor e paixão,
sem nenhuma distração,
estamos construindo
cenas por antecipação
do nosso romance nacional.
Permito-me enveredar contigo
sob o alinhamento da Lua e Vênus,
Bem distante de ser adicção,
apenas sendo a voz do coração.
Declamando alto em tom
de sedução em tempo de cavalgação
que de nós se aproxima
o tempo de amor e toda a paixão.
A minha íntima direção é onde
nasce a aurora matutina,
Embora acorde um pouco antes
em companhia das Plêiades.
Fazendo milhões de cenas
na imaginação onde o teu
como se derrama pelo meu
e nos fundimos por tais luzes.
Em grata retribuição sensorial
banho-me nesta aurivolúpia,
Desconfio que seja antecipação,
que seja o tempo de anunciação.
Querer a sua versão original
jamais será exigir demais
a confortável versão indomável
que te deixa realmente em paz;
traz para mim o teu dom primaz,
te respondei com o mais audaz.
Vem, ensinar como é que se faz!
Depois que me conheceu,
entrei e estou onde devo estar;
em ti sou o caminho que
o seu coração deseja se aninhar,
com a inocência do começar,
para juntos aprender a voar.
Vem, não temo o cortejar!
Feito amor-agarrado em flor,
sentir entre os teus abraços
o seu aroma único e inequívoco;
para viver o silêncio que dialoga
com a dádiva que terei no seu peito,
a referência total de fortaleza
com a celebratória real de leveza.
Porque o que está nos desígnios
é mais do que sonhamos;
confio que o meu aroma,
minha voz poética e a cadência
estão destinadas à pertença
plena em transbordamento,
e por imenso teu merecimento.
...é só questão de tempo!
Não me tirem como feminista, não sou feminista e nem anti-feminista, apenas não sou feminista e tenho apreço pelo meu idioma sufocado pela contemporaneidade.
A palavra poetisa é substantivo feminino e a fantasia contemporânea suprimiu ela dos espaços femininos.
O complexo de inferioridade e a ignorância de algumas mulheres que escrevem poesia que ideologicamente pregam que usar a palavra poetisa nos coloca numa condição de inferiores, é prejudicial no mundo digital para muitas outras que também escrevem.
Conclusão prática: Os marcadores do Google sempre acabam me marcando como se eu fosse do gênero masculino. Eu considero isso apagamento digital do meu gênero.
Eu sou mulher que escreve poesia e tenho apreço pelo Português Brasileiro. Eu sou poetisa e ponto final.
Rejeito qualquer euforia,
quero calma e sintonia
para calibrar o medidor
real da nossa energia.
Decidi além da rendição,
e sem perceber rasguei
os manuais de sedução.
A rotação e a translação
movimentaram o coração.
É intenção e companhia.
Durante a travessia encontrei
quem procurava com os olhos
atentos no meio da multidão,
para tornar parte do coração.
Mantenho com toda doçura
a beleza da preparação
para nutrir pensamentos belos
para os caminhos serem libertos,
e quem sabe unir universos?
Tenho sonhado o tempo inteiro
com os meus dois olhos
amáveis, convictos e abertos,
para dar passos concretos.
Os bailes das auroras do mundo
encontram a vulnerabilidade
escolhida para não desperdiçar
nem por um segundo
quando o tempo de amar chegar.
Onde habitar na insensibilidade
e na ironia virou segunda pele
para adornar a rotina,
Escolhi habitar na rebeldia,
e nadar contra as correntes,
porque quero permanecer viva.
Os jogos ainda não estão definidos,
algo diz que seremos surpreendidos.
Embora conversamos mesmo
apenas pelos sinais percebidos;
como se fôssemos velhos conhecidos.
Neste junho com os camboatás floridos
refazendo o chão que está mostrando
a diferenciação trazendo benefícios melíferos,
por causa de você a anunciar o Ano Novo,
devagarinho, e que me tem no coração.
Não preciso de passaporte,
porque para você, anjo meu,
jamais serei estrangeira,
O amor é a bandeira,
e para ele não há receita.
Mas há um interminável
banquete sobre a mesa,
e não é apenas um poema.
Cultivar com constância romântica
tudo o que une e é de elegância;
aprender a lidar, lado a lado,
com as senhas da pele e do charme;
ser laço e nó que ninguém desate.
Nas tuas mãos ser fogo para brincar,
aquecer o chá de mulungu
e o necessário o tempo nunca apagar;
nas tuas mãos entregar o poder
e deste gesto profundo me orgulhar.
Possuir a tua existência por dentro,
ser a existência cativa sem regresso
e sem pressa por reconhecimento,
do sussurro à mútua leitura ótica,
como falantes do idioma do encantamento.
Sem hora para começar e sem pensar,
todo o lugar será sempre o lugar,
porque pertencer foi escolhido como lar,
e nele encontrar razões para voar,
pousar, descansar e jamais pensar dele ir.
Quando a tua pele solar
unir-se à minha lunar,
como doce maldição,
irei nos braços embalar
contínua e implacável...
No mar de amor, colada
ao teu coração
que pensava que ia brincar,
Sussurrarei elogios:
— Os ais favoritos teus
que sempre serão advindos
do coração e da alma
unidos aos meus...
Porque sou um mistério
que hemisfério nenhum desvendará,
E como um peixe experiente,
sei enfrentar tempestades em alto mar.
Assim, os teus suspiros
serão capturados pelos meus,
Desse amor feito de laços infinitos...
convictos não iremos escapar.
Embalar-te com a minha venustidade
pelos caminhos antecipados pela pele.
A tua atlética e bonita masculinidade
com fogo que o ser com inteireza derrete.
Na tua tez está impresso o mapa da mina.
Com os olhos fechado encontrarei fácil
com os sentidos e por onde se caminha;
és feito de volúpia e rara malha aurífera.
Em escalada total incorporar-nos como imãs
percorrendo a Serra Catarinense para apreciar
o sol e a chuva beijando os cachos das suinãs.
Não querer mais nada nessa vida do que ser
moldados pela paz e serenidade do amor
ter nos encontrado, e assim viver desarmados.
Não nego que penso com atrevimento,
de delíquios em delíquios mantenho
a chama acessa à tua espera que
sei que acontecerá no tempo certo.
O que você busca é o que mais desejo
com o coração, a alma e o pensamento
afetivamente educados para o cortejo
e a sã obediência às ordens do amor.
Além de junho de Jacatirão-açú em flor
em Santa Catarina com fortuna melífera,
deixo nas tuas mãos o que nos destina.
Porque a tua existência inteira fascina,
hipnotiza, escreve me molda com poesia,
e sei que em mim a tua busca se afina.
O tempo é um ativo que busco,
sem adereços usar o dom divino,
Sem querer ser pretensiosa;
jamais na vida o desperdiço,
para a posteridade tenho escrito.
Da Paineira-rosa tenho a estatura:
O que pode levar distante a ternura,
nunca começa bem, logo não insisto.
O que ilude não convém porque confunde,
porque quero o que derrama e funde.
Quem é poeta sabe ler gente,
que são como água e azeite;
O romance e o drama sempre
serão dissonantes, paulatinamente.
A minha liberdade só encontra,
com cumplicidade outra liberdade
— E com o que é de verdade —
Porque se fez arrumada por dentro
para resistir a qualquer tempestade.
Indisponibilidade é porta blindada,
que não foi feita para ser forçada
pela virtude e disponibilidade;
Disponibilidade não é fachada:
é o caminho aberto e áureo.
Disponibilidade é encontro.
Se não existe como rumo novo,
não deve ser como caça ao tesouro;
Porque é o sol que sempre nasce
para quem realmente entendeu o jogo.
