Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠Tudo na vida
é o jeito de falar,
Isso me veio
na cabeça ao raiar
do Sol pela manhã,
O Aipê florescido
até parece com você
quando cruzando
alegre o meu caminho.

⁠Escuto de longe o Tambor
e o Querequexé potente,
O canto das Taieiras
parece chamar a gente,
Elas estão se preparando
para louvar Nossa Senhora
do Rosário e São Benedito,
Como dizem por aí que
sem elas não há festas
dos Santos Reis e do Divino,
Espero que em breve
estaremos de mãos dadas
vendo as Taieiras a dançar
e exibindo o nosso romance
que irá dar muito o quê falar.

⁠O Céu nublado não
oculta nem mesmo
a indiscrição que é
um truque clássico
que precede a traição
que se leva na veia,
Pressentir a cena
não me tira do eixo,
Deste magnífico
Hemisfério Celestial Sul
sou a filha do mistério,
que não cede o ânimo
nem mesmo para a mais
sutil das zombarias.

⁠Fazer Acarajé fica sempre
mais fácil quando
coloco Axé para escutar,
Quando você chegar
você vai provar
e o seu amor você vai me dar.

Coloco você no jeito
do meu Samba-Reggae,
vou te dar o meu
amor como você merece,
Você ainda não conhece
o meu balanço que se atreve.⁠

⁠O dia veio sobre o magnífico
Médio Vale do Itajaí,
O Ipê-do-morro florescido
aqui na minha Rodeio
brinda a alma e o peito
de quem pela rua passa,
É verdade que a cada dia
ando pela vida mais apaixonada.

⁠O Ipê-do-morro recebe
a noite fascinado
com o baile magnífico
do Hemisfério Celestial Sul,
Como Poetisa da nossa
bela América do Sul
me sinto mais próxima
dos ipês do que
de qualquer outra pessoa,
porque enquanto
o mundo está em guerra
estou buscando a paz
mesmo que digam que falta não faz.

⁠Madrugada encantada
pelo tapete amarelo
do Ipê-do-morro,
O chão enfeitado
até parece a Via Láctea
esbanjando as suas
estrelas douradas,
Resolvi escrever poemas
com os pés e as mãos
enquanto a vizinhança
me olhava como se eu
tivesse voltado a infância.

⁠O Ipê-do-morro nesta tarde
cinza abriga a luz que não
tenho mais visto no olhar
das pessoas diante da vida
que apesar de confusa é boa,
embora sempre tenha quem
insiste em conspirar contra.

⁠Debaixo do Ipê-do-morro
nesta manhã estou
pensando numa maneira
de acertar o caminho
que me faça alcançar
os teus braços para te amar.

⁠Com a minha poesia
faço o seu coração dançar
em ritmo de Maculelê
sempre que a gente se vê,
De perto sou capaz de fazer
ferver cada um dos teus sentidos
da mesma maneira que
você já faz com os meus.

⁠Colocar um Samba de Roda
enquanto vou preparar um
Manjar para te conquistar,
Certamente você vai amar
e o teu coração vou povoar.

⁠Em Festa Junina
também tem
Samba-de-coco
que vai cair no seu
gosto assim como
eu quero cair seu jogo.

⁠O Hemisfério Celestial Sul
celebra o Willka Kuti,
No Deserto de Siloli,
a Via Láctea reverencia
poética a Árvore de Pedra,
e eu continuo a sua espera.

⁠As ideias de mãos
dadas com as letras
formam versos
e com as rimas
vão com as rodas
e formando as estrofes,
E todos alinhados
dançam a Quadrilha,
Assim é que está feita
a poesia de Festa Junina.

⁠Pouca gente sabe
que o Boi-à-Serra
também se dança
em qualquer festa,
E que ele e o Siriri
podem se encontrar
em pleno Arraial
assim como eu e você
no mesmo sonho
de amor fundamental.

⁠Em noite de Lua Cheia
a gente numa parceria
dançando no ritmo do Lundu
em plena Festa Junina,
É o quê eu mais desejo na vida
na beira da praia de rio
nos braço do meu amor com alegria.

⁠O adorável Ipê-amarelo-paulista
florescido trouxe a manhã
poética para me fazer companhia,
Eu ainda hein de cobrir você
todo com amor, paixão e poesia.

⁠Nesta tarde serena
sob o Ipê-amarelo-paulista
da minha existência
trago para você com imensa
franqueza tudo o quê
levo comigo para te oferecer
o meu amor como abrigo,
e pedir para conhe a vida contigo.

⁠Noite fria e estrelada
que desce sobre mim
e o Ipê-amarelo-paulista
adorável cheio de poesia,
Estou totalmente entregue
nas mãos do inevitável
e da certeza de que virás
pleno, apaixonado e imparável.