Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Existem coisa que escrevo que são para educar as minhas buscas que tentam fazer da minha poesia feminina uma poesia do gênero neutro, e tentam me enquadrar puramente como uma poetisa regional, eu escrevo poesia regional também.


Só que a minha poesia não é exclusivamente regional, é uma poesia popular, nacionalista romântica e latino-americana. As buscas precisam aprender e reconhecer a minha identidade como poetisa.

A minha América do Sul
se tornou terra onde
ninguém mais descansa,
Que houve festança
pela vitória e recebeu disparos
intencionais de misantropia;
Para fazer o povo esquecer
que é a alegria que traz vida.


Só sei que quase ninguém
ultimamente está prestando
atenção com o desenrolar
da história na Bolívia,
Ainda trago algo mantém
forte tudo para que
faça que eu não desista.


Há quem destrua pontes
de boa comunicação,
E quando chegar a vez
da minha ponte ser destruída,
Darei a total distância,
mudarei a direção,
e optarei pela reconstrução;
Porque não quero perder
os meus olhos dos seus e nem do céu.

Olhar para o céu faz lembrar
que os pés estão presos à terra.
No Hemisfério Celestial Sul
é chegado o solstício de inverno,
e te habitar é o que mais quero.


Do meu território para o seu,
conhecer as rotas para habitar
na tua pele tem sido mistério.
Condor só voa com Condor,
e juntos ganham o universo.


O que é feminino e masculino
estão com as suas oferendas
sob a mesa, para reverenciar
a Pachamama e o Tata Inti:
é chegado o dia de Willka Kuti.


Observar o tempo astronômico
faz com eu me semeie, regue
cresça e crie raízes em você;
sem absolutamente nada temer,
faça noite ou dia, amar é viver.

Encontrei várias vezes
medalhinhas de Santo Antônio
das vezes que na Festa Junina
andei comendo bolo,
Acho que estou sonhando,
nunca havia imaginado
que iria encontrar você,
O meu coração está batendo
forte e bem acelerado,
Algo me diz que você
também está apaixonado.

No ritmo da arrochadeira,
que mistura caliente
de arrocha com swingueira,
Você vai se encantar
com a minha maneira,
E será todinho meu,
queira ou não queira.

Um dia a gente vai se encontrar
para a Bahia vou te levar,
Tenho certeza que você vai amar.


Bem próximos, a gente vai dançar
um bom arrocha para nunca
mais em outro alguém na vida pensar.

Seja na Capoeira, no Candomblé,
ou até mesmo na Umbanda,
o meu coração atende
ao toque do Barra Vento,
como fiel e protegida.
Este é o meu sentimento:
bater forte, como cada tambor
dos terreiro desta amada Pátria.


Na primeira linha de Xangô,
assumo-me herdeira
do poetinha do Brasil,
semeando esperança
para ser, sempre, vencedora
em qualquer demanda.


Depois de toda tempestade,
a bonança se anuncia,
e o meu Oxalá sempre será o maior;
só Ele é digno da confiança,
de toda glória e do mais alto louvor.

Se for da minha vontade
as minhas onze artes,
Encontrarão as suas onze artes,
com positividade, criatividade,
e a sua suprema vontade
de querer ficar por liberdade.


Sem dizer uma palavra,
estamos trocando bagagens,
risos, essências e raízes;
Sem a necessidade de pedir,
se formos par, sem dificuldades,
saberemos bem por onde ir.


Não nascemos para o convívio
ordinário com as subjetividades.
Nascemos para contemplar
o florescer da Bracatinga
alimentando as abelhas nativas,
e para desfrutar da companhia
quando o amor vier permanecer
inteiramente na nossa vida.

A indecisão é um veneno fascinante, as vezes é por apego a eterna adrenalina, mas é extremamente perigosa. Um verdadeiro veneno...

Na infância plena do interior,
faceira jogando bola de gude
no chão de terra batida brasileira.


Com flor enfeitando cada orelha
e brincando com as panelinhas
com a alegria de toda a menina,
até quando estava só, me divertia.


Na minha mão eu tinha o lápis,
o caderninho de menina em flor,
a inspiração, o tempo e o candor.


Não foi ninguém que me ensinou,
foi a poesia pura e simples
que me encontrou, encantou
e comigo para sempre ficou.

Temos que ter cuidado com aquilo que abastecemos as nossas mentes, porque os muitos gatilhos mal utilizados na comunicação podem tirar o descanso e nos deixar abalados. Antes de ler qualquer assunto delicado, respire, prenda o a por 3 segundos e expire antes de começar a ler.

Prefiro escrever
poesia mesmo
do que escrever
o que penso,
Porque se escrever
o que penso,
Não haverá mais
nada firme, e sim trêmulo.

Agasalhar-me no teu peito
e nos teus braços fortes,
com intimidade e sinestesia,
ser o principal motivo
da tua verdadeira alegria;
por tal sonho tenho
sido totalmente absorvida.


Tenho certeza que, neste sonho,
não estou sozinha.
Percebo, ainda, discretamente,
a implacável sintonia fina:
como Mercúrio, Júpiter e Vênus,
cada qual com a Lua se alinha,
e ainda estamos em junho,
e sei que o mundo gira.


É tempo de contemplar
a florada da Quina-do-mato
aqui em Santa Catarina,
que com as suas flores
parece um aglomerado estelar.
Sei o que fazer com ela,
caso um chá precisar;
de igual jeito, sei o que fazer
quando o amor nos arrebatar.


[Por dentro, já está tudo arrumado
para quando chegar:
terás, nas mãos, o coração
afetivamente educado para amar].

Costumo dizer que a Língua Portuguesa é o idioma mais poético do mundo. Em especial, o Português Brasileiro, é o mais enriquecido.

Tenho te levado para viajar
por cada herança cultural,
agora sabes da flor nacional:
é o nosso Ipê-amarelo,
e da árvore nacional:
o nosso raro Pau-brasil.


A sua imagem na mente
anda escrevendo detalhes,
nossos ocultos nos lábios,
com totais intensidades.


Doce, se você soubesse
o que imagino viria agora,
sem nenhuma cerimônia,
e sem pressa de ir embora
para aprofundar a história.


Porque manter as aparências
não está na nossa previsão;
crescem as vontades
por mútua desarrumação.


Cheios de amor e paixão,
sem nenhuma distração,
estamos construindo
cenas por antecipação
do nosso romance nacional.

Permito-me enveredar contigo
sob o alinhamento da Lua e Vênus,
Bem distante de ser adicção,
apenas sendo a voz do coração.


Declamando alto em tom
de sedução em tempo de cavalgação
que de nós se aproxima
o tempo de amor e toda a paixão.


A minha íntima direção é onde
nasce a aurora matutina,
Embora acorde um pouco antes
em companhia das Plêiades.


Fazendo milhões de cenas
na imaginação onde o teu
como se derrama pelo meu
e nos fundimos por tais luzes.


Em grata retribuição sensorial
banho-me nesta aurivolúpia,
Desconfio que seja antecipação,
que seja o tempo de anunciação.

Querer a sua versão original
jamais será exigir demais
a confortável versão indomável
que te deixa realmente em paz;
traz para mim o teu dom primaz,
te respondei com o mais audaz.
Vem, ensinar como é que se faz!


Depois que me conheceu,
entrei e estou onde devo estar;
em ti sou o caminho que
o seu coração deseja se aninhar,
com a inocência do começar,
para juntos aprender a voar.
Vem, não temo o cortejar!


Feito amor-agarrado em flor,
sentir entre os teus abraços
o seu aroma único e inequívoco;
para viver o silêncio que dialoga
com a dádiva que terei no seu peito,
a referência total de fortaleza
com a celebratória real de leveza.


Porque o que está nos desígnios
é mais do que sonhamos;
confio que o meu aroma,
minha voz poética e a cadência
estão destinadas à pertença
plena em transbordamento,
e por imenso teu merecimento.


...é só questão de tempo!

Não me tirem como feminista, não sou feminista e nem anti-feminista, apenas não sou feminista e tenho apreço pelo meu idioma sufocado pela contemporaneidade.

A palavra poetisa é substantivo feminino e a fantasia contemporânea suprimiu ela dos espaços femininos.


O complexo de inferioridade e a ignorância de algumas mulheres que escrevem poesia que ideologicamente pregam que usar a palavra poetisa nos coloca numa condição de inferiores, é prejudicial no mundo digital para muitas outras que também escrevem.


Conclusão prática: Os marcadores do Google sempre acabam me marcando como se eu fosse do gênero masculino. Eu considero isso apagamento digital do meu gênero.


Eu sou mulher que escreve poesia e tenho apreço pelo Português Brasileiro. Eu sou poetisa e ponto final.

Rejeito qualquer euforia,
quero calma e sintonia
para calibrar o medidor
real da nossa energia.


Decidi além da rendição,
e sem perceber rasguei
os manuais de sedução.


A rotação e a translação
movimentaram o coração.


É intenção e companhia.

Durante a travessia encontrei
quem procurava com os olhos
atentos no meio da multidão,
para tornar parte do coração.


Mantenho com toda doçura
a beleza da preparação
para nutrir pensamentos belos
para os caminhos serem libertos,
e quem sabe unir universos?


Tenho sonhado o tempo inteiro
com os meus dois olhos
amáveis, convictos e abertos,
para dar passos concretos.