Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Caiçuma bem feita
na beirinha do rio
adoça a palavra,
sempre distrai a ideia
e a atitude destrava,
Funciona tão bem
quanto reza brava.

Quando Cainamé sopra,
ninguém fica de pé,
Quando Cainamé sopra
ninguém segura,
Sopra, sopra, Cainamé
essa gente linguaruda.

Eu consigo mentalizar as guerras sendo convertidas em campeonatos de farmar aura e as tropas abandonando as armas.

Seria lindo ver a juventude do mundo inteiro farmando aura contra os políticos que fazem guerras ou se omitem em relação à elas. Seria o ápice!

Deixa que o amor e o impulso


falem mais alto, ou melhor,


cantem por nós o que tiver


de ser cantado sem se preocupar


com o que irá acontecer


para a gente nunca mais se perder.






Entrega o que o peito e o tempo


têm silenciado porque não há


motivo para manter segredado,


Embora não saiba quem é você,


de longe te sinto apaixonado.






Confia, não tens o que temer,


da minha parte só espero


o seu sinal para começar a viver.


Quero ver o seu rosto,


sentir a sua presença corpo,


e deste pertencer ter orgulho.






Não há o que ser consertado,


nada em nós foi quebrado,


apenas seguimos o curso


dos ventos, no Mataralcito,


e dançamos os ritmos bolivianos.






Não buscamos fazer planos,


nos entretemos com o tempo


e com o som da palma zunkha;


Os corações seguem intactos


não querendo viver mais


de compromissos adiados.

É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da minha mente
anda roçando na tua barba.


A sua vibração anda fazendo
do meu coração um coreto
em afinação para a festa,
Avassaladoramente estou
ocupando-te com intenção
de ser amor e a tua paixão.


Todo o dia a minha rebeldia
em ti anda fazendo a poesia,
e uma deliciosa revolução;
Tu não anda mais aceitando
por atração outra direção
que não seja se entregar à sedução.

Sempre que houverem
pássaros e a Lua
em qualquer fase no céu
do Médio Vale do Itajaí,
e eu possa apreciar aqui
do meu jardim em Rodeio,
haverá muita coisa entre
nós ao redor acontecendo,
para nós o melhor
estou a cada dia prevendo.


As badaladas dos sinos
da Igreja Matriz São Francisco
se misturam ao barulho
dos tratores e dos carros
que estão indo rumo
à Festa do Colono e do Motorista
no meio desta paisagem
criada por Deus, o maior artista.


Agora, espero que você venha,
se divirta e encontre de verdade
com o que há de melhor e poesia,
para que os teu passos regressem
quando buscares o que inspira,
a festa e a beleza para a sua vida
com toda a alegria e muita magia.

No dobrar das auroras
matutina e vespertina,
o mistério contido
no teu olhar fascina.


Permaneceste intocado,
porque não foi elucidado,
E assim tornou-se parte
perene dos sentidos.


Minhas veias parecidas
com Maipo, Bío-Bío e Loa
rumo ao Oceano Pacífico,
assim te levo comigo.


De um jeito muito parecido
quando os deuses
dançam e nasce no céu
do Chile a aurora austral,
que o pehuén ancestral
ilumina com poesia celestial:


Algo ainda pede que insista
acima dos conceitos
que dizem que ser fantasia;
Não quero estar enganada,
percebo o seu amor chegando
para tocar-me como sinfonia,
beira o inacreditável a nossa sintonia.

Nutrir a ânsia com delícia
de vestir-me com os teus olhos,
absolutos, cor de mar.
Tornar-me a maruja deles
e rotas nunca determinar.


Saciar nos teus lábios,
a sede e o ímpeto
daquilo que não quero domar.
Deixar nas tuas mãos,
tudo o que não quero guiar.


Onde por ti fui colocada,
o tempo não me fez apagada.
Sair deste lugar só depende
da tua iniciativa pacificada
para ajustarmos a caminhada.


Crescente é a vontade que não
cessa de ser incendiada,
com poesia que é chama imparável
que, assim, tem feito aumentada
nos momentos de silêncio.


Infrene a convergência
haverá de ser celebrada
na estação própria para colher
na beira do rio da vida
os frutos das sapucaias,
porque tu me tens como a favorita.

Olhar para frente
é um dever em busca
da metamorfose,
Baixo a ocupação
via doutrinação
por outra Nação,
é dever da nossa
conquistar a libertação.

Sou a única capaz
de quebrar com amor
os teus termômetros,
Sou a mulher potente
vestida das auroras,
que o teu coração se rende:
Por ser a única estação
em ti permanente
da mais alta sedução.

Ouço o vento cantar
o que vai chegar,
e nada me preocupa.
O meu teto celestial
é o Hemisfério Austral
que tanto bem eu quero.

Semente de ceibo
para unir com beleza e flor,
sentimento de pertencimento,
toda a gente com muito fervor
ao mar e ao continente inteiro.
Para o florescimento
glorioso da Argentina
de janeiro a janeiro
con amor e encantamento.

Tudo o que une o arquipélago
e o continente ao povo originário,
surgiu fortemente na mente,
Atacama, Chané, Charrúa e Chorote,
e vejo que vir a encontrar
os teus olhos não é questão de sorte.


Tudo o que une o continente
e o arquipélago ao povo originário,
trago comigo simplesmente,
Chulupí, Comechingón, Diaguita e Guaraní,
não nego que te admiro desde
o primeiro dia que eu te vi.


Tudo em mim tem a cor de Ceibo
que do continente mira o arquipélago,
e com um poemário e profundo jeito,
Huarpe, Kolla, Lule, Mbyá Guaraní,
e esperar o que há para ser revelado,
todo o dia é mais um que resisti.


Na ventania e no curso do rio
que encontra o mar há algo
que entre nós está para surgir,
Ao escutar canções e sentir algo
Mocoví, Ocloya, Pampa e Pehuenche,
em revelação no sul do sul continente.


Do arquipélago, do continente,
do rio e o encontro com o mar,
Tudo nos leva a nos encontrar,
porque temos a urgência de amar;
Pilagá, Quechua, Ranquel e Sanavirón,
sabemos as rotas para os encontrar.


Seja na terra, na água ou no ar,
está escrito no Hemisfério Austral
que o que há de mais romântico há de brindar;
Selk'nam, Tapiete, Mapuche e Tehuelche,
Nada deles a gente nem por
um instante a gente não esquece.


Não é hoje que tenho escrito
que a gente se combina e se merece;
Não há nada que desvie o destino
quando conhece da raiz até o caminho
em cantos de Toba, Tonocoté, Vilela e Wichí,
não me importo com quem duvide
ou pensa que o céu é o limite,
ou pense que a história acabou ou esqueci.

Do Alto do Moura sou
a tal boneca de barro
feita por Mestre Vitalino,
Do teu pensamento
o mais apaixonado,
Com toda a certeza
é você o meu bem amado.


De Caruaru o Forró
mais possante que já
havia te tocado,
Do teu peito o batimento
mais cadenciado,
Sem nenhuma dúvida,
é você o amor desejado.


De Pernambuco sou
as festas e os sabores
que de ti têm se apostado,
é por mim que o teu
olhar encontra o meu
todos os dias enamorado,
Com toda a certeza
até debaixo da chuva,
tu és o meu Sol e eu a tua Lua.


(Somos o poema fora da curva.)

Voo imparável e com intenção.


Minha doce e divina unção,
tenho você com amor e paixão.


Cai a chuva sobre a terra
e os sentidos que a envolve,
não há quem nos derrote.


Com o Hemisfério Celestial Sul
ambos temos intimidade,
No céu do coração voamos
com toda a maior liberdade.


Somos aves prodigiosas
deste glorioso continente,
Que por anos a fio abrigamos
um silencioso romance,
que nos pede uma chance.

As estrelas, o sol e a verdade
lida William Shakespeare,
A dúvida e a liberdade
de vestir a cada instante,
Só não vale desistir da certeza
que ainda vamos viver
além do poema o romance,
Ainda que a gente não se veja,
e o amor nos pareça distante.


Não vamos deixar de crer,
aconteça o que aconteça,
que o nosso amor irá florescer.

Em algum lindo lugar
para a gente passear
na América do Sul
sob o suave céu azul
e uma cobertura colorida
feita por mãos artesãs,
Encontrarei toda a poesia
de mãos dadas contigo,
e se cumprirá o destino.

Flor-de-seda que desabrocha
na nossa América Tropical
que a borboleta com delicadeza
pousa amorosa sem igual.


Confessoras do intenso fascínio
sentimental de um mistério
que talvez não seja elucidado,
por anos tem me apaixonado.


Quero que revele-se vasto como
o nosso Hemisfério Sul estrelado,
e se preciso o manterei segredado.


Não falo o que não posso cumprir,
mas juro que farei com empenho tudo
para mantê-lo preservado do mundo.

A amizade é maior do que qualquer guerra.