Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
No Hemisfério Celestial Sul,
o céu da minha Pátria amada
a Aurora Austral alcançou --
e em Santa Catarina tocou,
deixando Alfredo Wagner
toda hipnotizada...,
e a mim como mulher
plena, confiante e preparada.
Sim, o meu coração por
um instante apaziguou,
com presença empolgou,
e sigo encantada...,
não pensando mais nada
que me tire dessa cena
que deixou-me extasiada.
Não faço previsão quando
a Aurora Austral voltará
por aqui a iluminar,
Só sei que antes disso
quero estar com você
do lado para gente se mimar,
e do jeito merecido nos amar
de tal forma que não queira
mais para o mundo lá fora voltar,
e outros amores vir a conquistar.
Permita-me tocar
as suas emoções,
Deixa-me habitar
nas sensações,
Libera-me os teus
doces pensamentos
e os sentimentos.
Para que dancem
os deuses em ti
de igual jeito quando
a Aurora Austral
encontra o bailante
Oceano Atlântico Sul,
e sagre o romance.
Porque das cores
desta e de outras
auroras nascemos,
Vestidos e despidos
nós dois estaremos,
sempre que por amor
nos for consentido.
Com os meus pensamentos
eternos de noiva em fuga,
não preciso de televisão
quando abro determinado
a janela do delicado coração
e do meu quarto para que
a brisa do Rio Itajaí-Açu
amavelmente e me refresque.
Fixa no rebanho de nuvens
gentilmente se abrindo
para que venham as estrelas
para me pôr sorrindo,
e fazer companhia aqui
nesta cidade silenciosa cercada
pelo Médio Vale do Itajaí.
Assim terna me encontro
como o eco das vozes
não ouvidas pelo poder
nesta América Austral,
O silêncio forte e gutural
e de pacto rompido pela poesia,
Que te põe nos andares
do heroísmo implacável,
do amor realmente inevitável
e impulso inescapável
feito para toda a sua vida,
alcançando ser notícia
de ser a mulher por ti elegida.
Conheço todos
os seus sinais,
No mar de rosas
os teus lábios
hão de ser o cais,
Para unir-nos
como uma orquestra,
nos leve onde
o céu encontra a terra,
e o amor seja a linha mestra.
Do zênite ao nadir sem precisar
pedir fogo para me aquecer,
Tornei-me habitante do mais
profundo e absoluto querer.
Para quando o meu coração
se deslocar todo para o seu,
não ter que passar fome e frio,
e se unir mansamente contigo
até onde permitir o infinito.
Como os tiranos de interesses
escusos estão fazendo
com o povo do Vale do Tirah,
comigo você jamais fará.
Porque estou preparada
para o jogo alto e feito de veludo,
para fazer da sua pele saborosa:
o meu emaranhado seguro,
quente, sem medo e absoluto.
Diante dos teus olhos que
são onde convergem o céu
e monumentos do tempo,
Mesmo que ventos contrários
soprem nas nossas faces,
Convicta ando insistindo
para que o nosso mundo
íntimo não tenha destino
igual ao da Linha Durand.
Pisoteei caleidoscópios,
rasguei todos calendários
e quebrei muitos relógios,
Por recusar viver a vida
toda a mercê do acordo
entre o cavaleiro e o emir,
Está para nascer quem irá
ditar os meus valores a seguir.
Por saber que a história
não começou a partir daí,
As minhas próprias regras
fui eu quem escrevi,
E uma delas é que impérios
sempre as próprias covas
por si mesmos cavarão.
Confio na predição forjada
por lágrimas, sangue e fogo,
e na sublime ambição
que converge na sua direção
levando o teu amor no coração
com a certeza da tua retribuição.
A crueldade contra os animais é um ciclo que começa dentro das famílias e de alguns núcleos culturais que usam os animais para entretenimento cruel, a aplicação das leis para frear isso ajuda, mas não supre.
A inspiração pode vir de fora, mas podemos adaptar usando as nossas próprias referências.
A direção para mudar essa realidade perturbadora é a Cultura e a Educação, sem querer incentivar a copiar ninguém, observe como os japoneses incluem os animais em tudo desde um de pacote de biscoito, roupas, cosméticos e até points de encontro.
Adorar-te e saciar a sede
no cálice melífero de beijos,
nascido para o encaixe
mais do que perfeito,
para o amor de perdição
embalado na flutuação.
Se disser sim, é óbvio
que jamais direi não...
O ancestral nos põe
na rota do encontro,
do vezo e do enleio,
Reunindo passos
plenos no caminho
místico e inteiro.
Deixa-me incendiar
o sangue e os poros
com um bom cálice
de Chuchuhuasi,
para brindar o ápice.
Para que enlaçados,
rendidos e inescapáveis,
nem as forças da Natureza
nos pônham desatados.
No Hemisfério Austral,
deixar que as fases
do tempo encantem,
Fazer a colheita
da beleza no Maitén,
Beijar e ser beijada
por tudo o que mantém
o coração batendo,
os olhos brilhantes
e a alma em elevação
para sereno e o sublime,
Para do amor não haver
nenhuma distração -
e nos reunir em gamação.
Nadando em límpidas águas rasas
tal como Cisne-de-pescoço-preto,
O olhar tem a altura de um Coihue,
e no coração guardo-te o segredo
de amar sem nome, sem rosto
e que sequer tenho o endereço.
Sei que de tudo o que mereço,
mas afinidade e tanta que de ti
nem que eu queira me esqueço,
Essa é a razão que insisto por
ânsia de amor e pleno desejo.
(Sei que não tem um só dia
que não me namore em silêncio).
No nosso estuário onírico
do diviníssimo e sutil enleio,
És tu o meu amado pleno
da profunda América do Sul.
És o Cisne-de-pescoço-preto
e portador do meu anseio
de ter o seu amor ainda
que embalado em segredo.
Com o teu cortejo discreto
finjo que não percebo
que está me derretendo.
A minha parte é deixar
que se encarregue da tua,
para que o amor se cumpra.
Ostento no coração igual
a florada Manduirana
reverente sob o céu austral
que o olhos encanta.
Nascendo sob a guarda
da Mata Atlântica, do Cerrado,
e até mesmo da Caatinga,
porque tudo aqui é poesia.
Habitante do pensamento
é o suficiente para tornar-me
o teu favorito sentimento.
O tempo que para uns dilui
usualmente o charme,
traz aliança e estabelecimento.
Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.
Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.
Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.
O aroma do Cipreste-patagônico
continua intacto na memória,
eis-me como teu observatório
principal, terreno e astronômico -
presente em todos os cenários
preservada no íntimo caleidoscópio.
Não estou ao alcance das mãos,
mas o suficientemente enraizada
nos teus sentidos e vãos afetivos -
não há mais como ser arrancada,
pelo fato de reinar nos teus territórios.
Os teus impulsos e silêncios
todos de banquete têm servido,
por me colocarem no mesmo
passo na dança do mesmo destino.
Deste Hemisfério Celestial Sul
o sentimento de pertença
inabalável sempre orienta,
Nas suas auroras é indelével,
o inoxidável substantivo feminino
e a leveza de ser poetisa,
onde não permite fantasia.
O meu juízo é o que me guarda
antes do tempo desabrochar
da Quaresmeira desta terra,
A minha vocação navega
entre o recolhimento e festa,
E sem nenhuma hesitação
no mesmo lugar se desterra.
O meu mundo jamais haverá
de se tornar pequeno,
encaixes não me encaixam,
Entregar poemas austrais
mesmo que não devolvam,
faz parte da caminhada
em tempos que atordoam.
Porque o brilho e a magia
são revisitadas por mim,
A chave do que guardo não
entrego para nenhum fim,
É sobre altivez e continuidade
de tudo aquilo que eleva
o corolário do que é liberdade.
São Jorge da Capadócia,
sozinho derrotaste o dragão,
Peço do fundo do coração
que de uma vez por todas
ajude a terminar com a ocupação
nos Territórios Palestinos,
para que o povo desfrute da pacificação.
Santa Catarina de Alexandria,
Padroeira do meu Estado,
Protegei a sofrida Palestina,
emprestai sua inteligência
e o seu senso de justiça,
que são os seus maiores legados,
a todos que podem agir
para não continuar a seguir
como território ocupado.
Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.
Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.
Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.
Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.
Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.
(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).
Sob a fé como escudo austral
e a florada da Caroba branca,
Não desisti de ensinar a olhar
para o céu a qualquer hora,
Pois a tranquilidade de outrora
faz muito tempo que escorreu
entre os meus e o seus dedos,
sei quem desejam que colapsemos,
-- e nem amanhã acordemos.
Promessas e superioridade
alheia não salvam ninguém,
Não cultive o amor ao nosso
chão só quando convém,
Porque eles só fazem algo
somente vendo a quem,
Alguns precisam entender
que eles ignoram o nosso bem.
A asfixia da cápsula do tempo
se repete implacavelmente,
estamos no revival do século XIX
por quem prega que pertence
o Hemisfério Ocidental,
sem pudor de repetir a fórmula
atroz em Fort Snelling,
não sei o que se passa com
os três presos da Oglala Sioux.
Mesmo que tentem apagar
a graça de olhar a Via Láctea,
nada me impede de ler
a progressão que me leva
do visível ao invisível,
e do tátil ao espiritual - enleva,
o amor divinal que pode ser
dito em letras, verbos e silêncios.
