Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Poemário Rodeense
Emoções com a sinuosidade
do Médio Vale do Itajaí,
O silêncio é a minha música
favorita e a passarada
faz a adorável companhia.
Não fui na Vila das Letras,
porque me perdi entre poemas,
Fiquei entre eles distraída
entre sóis e minhas estrelas.
Embora não revele, inteiro és,
todo o Poemário Rodeense;
Por enquanto, secreto,
e cada verso tem sido feito
para falar de nós por inteiro.
Conjuração Carioca
Surgiu a Conjuração Carioca
entre a Inconfidência Mineira
e a Conjuração Baiana,
como resistência intelectual
à prova de espada, sem hino
e sem nenhum símbolo:
apenas as ideias de Pátria,
nas entrelinhas, como respiro
no seio da Sociedade Literária.
Trago em mim um pouco
da Inconfidência, destas conjurações
e de tantas outras revoltas
que foram as primícias
para a Independência definitiva
do inferno da metrópole desalmada;
a liberdade de pensamento
foi o caminho para a Pátria libertada.
A Conjuração Carioca deixou
o legado de enfrentamento
como prova além do tempo:
que prisão, tortura, exílio,
espada na mão e perseguição
não puderam conter a vontade
de libertação, quando uma Nação
decide viver o seu próprio caminho;
mesmo que nos matem em vida,
e sigamos vivendo como se tivéssemos morrido.
Rostos bonitos perto do seu,
não provocam fascinação,
Murais de rostos femininos
não substituem o meu;
Porque tenho aura, coloridos
e segredos finos não compartilhados.
Do seu coração fiz o mural
favorito para que o meu rosto
nunca seja esquecido;
Sei que me ama e está cada dia
mais apaixonado pelo destino
que nos fez de vez encontrados.
Tudo o que trouxe leva
o aroma dos girassóis-silvestres
das nossas Américas;
a tranquilidade das aves
em voo absoluto em liberdade
e o amor franco de verdade.
Um sinal para sacudir para longe
a brutal colonização,
um único búzio preso no pulso,
na roupa ou no cordão,
Era a mística da fraternidade
pulsando no coração.
O sonho era de liberdade
compartilhado entre alfaiates,
soldados e intelectuais,
Em nome da igualdade
que ainda tanta falta faz.
O caminho foi aberto e sagrado
com o sangue dos seus mártires,
Que entregaram suas vidas
para a Nação se livrar dos algozes.
Mártires que se deram para que
pudéssemos sonhar e poder,
e a autodeterminação a Nação deter.
Se tivesse que eleger, sem dúvida,
elegeria por parentesco e mística:
a Conjuração Baiana como luzeiro
da Independência na constelação,
Porque nele mora o espírito inquebrável
que orienta do Chuí ao Caburaí à União.
Me julguem: Seria mais adequado comemorar também sem apagar o Tiradentes mesmo tendo ocorrido em datas diferentes relembrar a Conjuração Carioca e da Conjuração Baiana devido a contribuição de ambas no processo de libertação colonial. Inclusive, a Conjuração Baiana teve mais mártires que as outras duas.
Parte de mim é Kaingang
que colhe a flor do Gravatá,
Que aprecia este saboroso
abençoado e bom Fuá,
e não toca se não precisar.
A outra parte é Gravatá
em flor vestida de cor
nascida para conquistar
você do jeito que for.
Diga aos quatro ventos,
por toda a Santa Catarina:
- Que deseja ser o calor,
e todo o celebrado amor!
Com a exuberância do Gravatá
que floresce em abril,
Existe uma festança que não
permite ser o que não sou;
Com o olhar voltado
para a estação eu estou.
Feminina, arraigada e devota
ao que é da minha terra,
Não preciso de enfeites
porque minh'alma amorosa
o Hemisfério Celestial Sul
com orgulho secreta.
Pequenos jardins não tem
a minha mínima afinidade,
Só me encontro onde há
floresta em liberdade,
na beleza que se discreta
com plenitude e serenidade.
Pelas mãos e fortaleza da gente
do campo do Rio Grande do Sul
e do Vale do Rio do Peixe foi erguida,
assim começa a história
da cidade que é toda a minha vida.
Depois da Guerra do Contestado
passou a pertencer à Santa Catarina,
fundou-se a história de Ouro Verde
plenamente no Oeste Catarinense,
e aqui vivo orgulhosamente.
Ouro Verde fascinante que leva
esse nome graças aos pinheirais
e a erva-mate em abundância,
que fascinaram este povo,
e o meu coração tem estância
cheia de beleza e romântica.
É nesta cidade que tenho a fé,
o encontro com ou sem festa,
os sabores que sempre animam,
tudo na vida o que interessa,
não me vejo fora deste lugar:
este é o meu recanto de morar.
O florescer da Sene-do-campo
encontrado nas altitudes,
nas bordas das matas
e nas beirinhas dos rios
do Sul e de Santa Catarina,
bordam a vista com
o sublime fio da alegria.
Sob medida a Sene-do-campo
que pode ser cura,
e também toda poesia
mesmo poucos dias
para a despedida de abril,
tem gente que ainda
não conhece ou nem viu.
A liberdade que importa
não é aquela que
me faça ser para o mundo,
e sim aquela para viver
entre nós o profundo;
sendo como devo ser,
sem olhar para trás
a sua valorosa mulher.
Tal qual a Sene-do-campo
em flor que é apreciada
por quem sabe o seu valor,
assim sou e serei em flor
a habitante do seu rio de amor.
Sentir a brisa do Oeste Catarinense
sempre que cruzar a estrada,
Não esquecer da resiliência
da imigração italiana;
do que Nossa Senhora mostra,
e jamais nos engana.
Enlevar a memória da sobrevivência
do Vale do Contestado,
das lavouras às criações;
Viver de sol a sol com o peito
apaixonado pelo povo,
e festejar com quando
chegar a Festa do Colono.
Sob a benção do Rio do Peixe
lembrar que um dia foi Capinzal,
e se ergueu como Ouro;
Banhar-se nas águas termais
valiosas como um tesouro,
e derreter-se de orgulho.
Agradecer constantemente
por ter chegado, nascido
ou escolhido neste lugar
viver n'amplidão das aves a voar,
que é todo feito de beleza,
para amar, respirar, serenar
e com tranquilidade para morar.
Deixar-se levar pelo tempo
onde os homens olham
para os relógios não desafiam,
porque fazer o refúgio
que protege o sagrado,
o paraíso e o profundo,
faz das vidas dos impérios
não mais serem as mesmas,
é mister abrir as tais fendas.
Permitir que os sonhos
deslumbrantes incendeiem
sem deixar que se extinguam
à guiar-se pelo caminho
que as estrelas conhecem,
e iluminam o único exército
que se curva diante de Deus.
Faça Sol ou faça Chuva,
ciente de que sou
a que é total fora da curva,
sem temer nenhum abismo,
no teu peito escrevi o destino,
que nós não podemos controlar;
a florescida tulipa selvagem
em todas as estações de amar.
Calar sobre o que é injusto
mesmo não sendo
na prática o outro lado,
pode vir no futuro custar
um preço muito caro,
e por cumplicidade passiva
se tornar a real condenação.
Quando se cala o justo
se cala um aliado
para caminhar lado a lado,
quando for se deparar
com o que for tumultuado.
Vivo sob a Canela-guaicá,
não permito calar nem sobre
tudo aquilo que não gosto;
pois não existe conforto
quando se habita no injusto,
e por mais desconfortável
que seja a verdade rendo culto.
Onde há dor do povo, do meu jeito
abraço e continuo falando
para que a injustiça e a indiferença
no nosso meio não enraízem.
Deixo falar o que falarem,
mas ao aceleracionismo dou
minha jura de agulha no palheiro:
para que o êxito não alcancem,
porque não há mundo derradeiro.
Terra de Paz, Sem Redomas
No andar dos princípios universais
onde todos os povos são iguais,
sob a copa do Pau-Brasil e de tantas
outras árvores não é nenhum
esforço buscar o entendimento,
junto de quem não está entregue
de corpo e alma à supremacia;
não estou falando nada demais
ou que viole o direito à vida digna.
A lei da Nação do Chuí ao Caburaí
que cabe aos povos deste território
jamais pode vir a ser comutada,
mascarada ou desprezada,
por outra lei que coloque
qualquer povo envolto
e protegido por uma redoma,
porque aqui é terra de paz,
e nos lemos entre os nossos
como iguais mesmo os mais intransigentes,
não somos e jamais seremos
procuradores de guerras de outras gentes.
Por qual razão estou falando nisso?
Parece que uns além de ignorarem
o próprio solo gentil - andam ignorando
o que é de declaração universal
sob o manto do Hemisfério Austral;
Sim, é verdade, estou alertando,
para que não nuble o cérebro,
não tapem os ouvidos,
não nos vendam os olhos,
não amordacem os lábios,
para que amanhã não seja tarde demais.
Para que no futuro não nos sobre
o vazio de nós mesmos sobre
os pratos da balança da justiça.
O firmamento do céu de abril
ilumina para demonstrar que
nem sempre é regra ou flâmula
de deterioração o silêncio
mesmo diante do que é grave,
A bondade e a tolerância
não são diferentes de tudo
o que têm os próprios limites.
No final tem mesmo a ver
com o histórico injustificado,
prolongado e sistemático
de hostilidade contínua,
que tem a capacidade
de manter viva a simpatia.
Embora buscando a tentativa
de cavar uma culpa moral,
Onde nem nunca houve
na realidade o porquê
nem nunca foi sequer real.
O distanciamento protetivo
e a dívida moral invertida,
levaram à tona e sem disfarce
para serem publicamente lidos
que entre os interessados
não mais sequer existem idos.
Não aprenderam com o passado,
ignoraram efetivamente o ditado:
"Quem procura acha",
Perdendo a autoridade da queixa,
ao terem desfeito da boa fé alheia.
Florescidas como laelias de outono
a apatia reativa e a erosão da empatia,
fazem parte do ciclo natural,
Principalmente quando a linhagem
arriscou a própria vida,
e em troca a ingratidão e a ofensa
se transformaram de forma sistemática
e ofertaram como banquetes prolongados.
Na companhia da Lua,
do Sol e das estrelas,
na Serra de Itajaí
nasce o Ribeirão Garcia
todo cheio de vida.
Esse Ribeirão Garcia
que permite que tenhamos
vida em abundância,
e beija a Mata Atlântica.
Tão precioso para as vidas
não apenas das capivaras,
lontras e garças,
que o ribeirão enfeitam,
e os olhos encantam.
Muitos sem notar
que este ribeirão
que amavelmente festeja
a querida Blumenau
desagua no Rio Itajaí-Açu
do nosso destino,
por isso todos os dias
celebro este ribeirão tão querido.
A tez, o sangue e o perfume
são de Cattleya intermedia,
Do Sudeste ao Sul, tudo meu,
inclusive a visível poética.
Os tempos seus, na verdade,
são mais meus do que seus;
Não preciso de pressa porque
confio plenamente em Deus.
A preparação da travessia
do meu peito ao seu tem
algo de Via Láctea que ilumina,
e os olhos rejeitam perder a vista.
Quando você chegar não faço
nenhuma questão de ser forte,
Ou até mesmo ter razão absoluta;
para mim, o suficiente é ser sua.
As expectativas românticas
seguem intocadas mesmo
que digam que sejam tardias
ou transformadas em ilhas.
Florescem na Mata Atlântica
com as orquídeas de Outono
na bela Santa Catarina,
assim mantém-se a poesia.
Cultivar tudo o que faz sorrir,
inspirar, não desistir e sonhar,
é imperativo para caminhar.
Não importa a estação,
o importante é manter vivo
o que faz bem ao coração.
Revisitar a fé em Deus,
Sem esquecer seus princípios,
Colorir a visão com arte,
Entender que não fazer Sol
também faz parte,
Adoçar a palavra
com poesia e serenidade,
Cultivando o jardiminterior da liberdade.
Olhos na vitrine psicodélica,
países do Oriente divididos,
Paredes coloridas sem sentido,
jamais desviarem do destino.
A felicidade floresce discreta,
entre o futuro e o encontro,
Ah, coração profundo e tolo!
Caminhamos pela mesma rua
como se fôssemos inimigos,
Tudo por causa dos impérios
e seus bombardeios cognitivos.
O Concílio Vaticano I é o primeiro documento que fala que o católico tem o dever defender a infalibilidade do Papa.
O Concílio Vaticano II ratifica (confirma) o dever de defender a infalibilidade do Papa.
Não confunda infalibilidade com pecado. Pecado todos nós temos.
A defesa da infalibilidade gira ao redor da preservação das bases morais e espirituais que norteiam o Cristianismo, por mais pecador ou antipático que seja o Papa, ele jamais falhará na direção.
O católico quando faz a Crisma ele se confirma como soldado de Cristo para defender a Igreja que é a esposa de Cristo que é representada pelo Papa.
Defender o Papa não é só rezar nas missas e eventuais orações por ele, é defender a figura dele para a sobrevivência da Igreja.
Se você discorda do que eu escrevi, reavalie a sua opção religiosa ou busque um bom argumento para me contestar.
