Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Do individual para o coletivo sobre o feminicídio:
está na hora de parar de depositar a direção das nossas vidas nas orientações que a classe política incute, dá para evoluir se a gente quiser resgatar a vida do povo. Ninguém deve depender de direção política para ser pacífico e ter uma boa convivência. Basta que sejamos bons uns com os outros. Orientar as pessoas a não entrarem em choque por qualquer coisa, não interferir nas vidas dos casais e não fazerem ironias quando qualquer dissabor vir a acontecer na vida de quem quer que seja. Se a sociedade daqui ou de qualquer lugar do mundo realizar desses pequenos passos a violência de forma geral irá abaixar expressivamente

Nunca tive a intenção
de ultrapassar nenhum limite,
mas você abriu
e deixou a porta entreaberta.
Permaneci em silêncio,
mal tentando falar como antes.


Acho que, condenada a esperar
em "O Dia em que me queiras
não estarei mais em suas mãos,
e apenas meus poemas
à la Gardel permanecerão.


Meu céu cheio de estrelas...

Nenhuma tropa estrangeira está acima das vidas dos cidadãos da minha Pátria. Nenhuma.

O céu do Médio Vale do Itajaí


todo vestido de madrepérola


para receber a Lua Crescente Gibosa,


A minha Rodeio, toda amorosa,


presenteia com tranquilidade


gentil e paz acolhedora --


Para você reservo a poesia


mais sublime e encantadora.

O Hemisfério Celestial Sul
se enfeitou de madrepérola
para o Pico do Montanhão,
Na bela cidade de Rodeio
tens a rota para o coração.

Alma e coração
criados bem feitos
como passarinhos
[Poemas sobre fios].

Baixo o Hemisfério Celestial Sul,
uma coroa e um ramalhete
feitos de Verbena-vermelha,
a ataraxia constrói fortaleza
de fogo e vento para preservar
o melhor que guardamos
da nossa amada América do Sul.


Para que não convençam
com simplificações e falsa episteme,
não tenham nenhum acesso
ao paraíso que sabemos onde,
e somente nos interessa - sem pressa.


Desde que nos conhecemos,
sentíamos que todos os caminhos,
iriam nos levar a nós mesmos,
tentamos nos enganar o tempo todo,
e ainda fazemos de conta que
não vem acontecendo conosco,
não vai levar mais muito tempo,
para vencer o encabulamento,
para dizer que ao amor nos rendemos.

Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.


Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.


Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.


As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.

Lua Crescente confidente
sobre a Mata Atlântica
do Médio Vale do Itajaí,
Nesta Rodeio romântica,
com as cores das luzes
e toda a inspiração
entrego poemas de amor,
mesmo sem você pedir:
Para quem sabe um dia
vir a fazer você sorrir.


(Quero ser o destino
para onde elegeu seguir).

No Médio Vale do Itajaí
a Lua Crescente aqui
ao alcance da minha mão,
Na minha querida Rodeio,
estou no seu coração.


No teu bonito olhar
tenho versos de luas
para me inspirar
no Poemário Rodeense,
No tête-à-tête entre
a gente vou contar.


Sem hora para acabar,
juntos de luar em luar,
Seremos a poesia
deste vale a se espalhar.

Se a até a Lua Crescente
suspensa nosso céu
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente encontrou.


Quem não me achou
aqui em Rodeio,
é porque não procurou.


[O Poemário Rodeense
é somente meu,
e foi ele quem te capturou].

Vim pelos seus beijos de romã,
abandonei a rota vazia
E decidi estar sob o domínio
do seu amor,
Só uma vez na vida
Senti algo que ia além da poesia.


Para guardar os lábios caso eu volte? Não.
Não há necessidade de guardá-los,
pois ainda não cheguei na realidade
— prevejo anossa proximidade.


Quando vier, não voltarei,
e se eu tentar sair, você não vai me deixar.
Porque juntos caminharemos
em todas as estradas:
Nelas ensolaradas ou enluaradas,
descansaremos, desejaremos,
intensamente nos amaremos:
avassaladoramente.

Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.


Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.


Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:


"El corazón humano es un ángel caído".


Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.

Não tenho dificuldades
para ler o seu silêncio
feito de Oceano Atlântico,
Sei que reserva para mim
o seu coração romântico,
o seu nadir e o seu zênite.


O poético vocabulário
feito de asas do Condor
toca como flauta andina
a Via Láctea com poesia,
Tudo meu cresce em ti
de maneira inequívoca.


Não há como negar
que sou o inevitável
construindo uma fortaleza
imensa e imparável,
Cada palavra de beleza
e o que a sabedoria aplica.


Tu me ama nas alturas,
sem distância e com coragens,
A palavra entre nos afina,
cada astro no rumo se alinha,
e a vida cada dia aproxima,
pelas linhas certas e tortas
pelas travessias quixotescas
através de Deus que sinaliza:

“A pluma é língua da alma”.

Ao Poeta da Aviação...


Numa noite sem igual,
tocando com as mãos
o Hemisfério Austral
na Praia do Campeche,
em Santa Catarina,
desejo estar na sua
tão doce companhia.


Relembrar quando
toquei o seu coração,
render homenagem
ao poeta da aviação,
e permitir que invada
sutilmente a sedução.


Ter a confirmação
ao olhar nos olhos,
e ler no teu sorriso
lindo entre os lábios
o verso tão sonhado:


“Só você terá
estrelas que sabem rir”,


Sem dar uma só palavra
fazer o instante festejado
pela fiel certeza do amor
de vez ter nos encontrado.




Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Com a constelação de palavras,
o silêncio cortante e ausência
tenho escrito rotas inusitadas.


Não faço ideia se vou alcançar
o seu amor raro em tempo,
mas não posso deixar de confiar.


Facilmente de mim não irá se livrar,
porque nasci poesia absoluta
feita de enigma fatal a te desafiar.


A nossa maior viagem está sendo
por antecipação do lado de dentro,
temos os gatilhos do pensamento.


De tanto etéreo e sensorial escrever,
virei a biblioteca do sentimento:
esquecer nunca será mais a opção.


Com a minha pluma mais amorosa
construí na sua alma e no seu coração:
o meu Império como sagrada habitação.

Poemário Rodeense






Emoções com a sinuosidade
do Médio Vale do Itajaí,
O silêncio é a minha música
favorita e a passarada
faz a adorável companhia.




Não fui na Vila das Letras,
porque me perdi entre poemas,
Fiquei entre eles distraída
entre sóis e minhas estrelas.




Embora não revele, inteiro és,
todo o Poemário Rodeense;
Por enquanto, secreto,
e cada verso tem sido feito
para falar de nós por inteiro.

Conjuração Carioca




Surgiu a Conjuração Carioca
entre a Inconfidência Mineira
e a Conjuração Baiana,
como resistência intelectual
à prova de espada, sem hino
e sem nenhum símbolo:
apenas as ideias de Pátria,
nas entrelinhas, como respiro
no seio da Sociedade Literária.


Trago em mim um pouco
da Inconfidência, destas conjurações
e de tantas outras revoltas
que foram as primícias
para a Independência definitiva
do inferno da metrópole desalmada;
a liberdade de pensamento
foi o caminho para a Pátria libertada.


A Conjuração Carioca deixou
o legado de enfrentamento
como prova além do tempo:
que prisão, tortura, exílio,
espada na mão e perseguição
não puderam conter a vontade
de libertação, quando uma Nação
decide viver o seu próprio caminho;
mesmo que nos matem em vida,
e sigamos vivendo como se tivéssemos morrido.

Rostos bonitos perto do seu,
não provocam fascinação,
Murais de rostos femininos
não substituem o meu;
Porque tenho aura, coloridos
e segredos finos não compartilhados.


Do seu coração fiz o mural
favorito para que o meu rosto
nunca seja esquecido;
Sei que me ama e está cada dia
mais apaixonado pelo destino
que nos fez de vez encontrados.


Tudo o que trouxe leva
o aroma dos girassóis-silvestres
das nossas Américas;
a tranquilidade das aves
em voo absoluto em liberdade
e o amor franco de verdade.

Um sinal para sacudir para longe
a brutal colonização,
um único búzio preso no pulso,
na roupa ou no cordão,
Era a mística da fraternidade
pulsando no coração.


O sonho era de liberdade
compartilhado entre alfaiates,
soldados e intelectuais,
Em nome da igualdade
que ainda tanta falta faz.


O caminho foi aberto e sagrado
com o sangue dos seus mártires,
Que entregaram suas vidas
para a Nação se livrar dos algozes.


Mártires que se deram para que
pudéssemos sonhar e poder,
e a autodeterminação a Nação deter.


Se tivesse que eleger, sem dúvida,
elegeria por parentesco e mística:
a Conjuração Baiana como luzeiro
da Independência na constelação,
Porque nele mora o espírito inquebrável
que orienta do Chuí ao Caburaí à União.