Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Toda arrumadinha


com laço de fita


bem feito no cabelo,


Mergulhou, subiu


e ficou com as pernas


balançando no veleiro,


Colocando a todos


em espanto e desespero.






(O efeito surpresinha).

Há uma coincidência histórica entre Egito e Argentina: o Egito também sofreu a ocupação britânica, contudo, logrou expulsar o Império Britânico, ao passo que a Argentina ainda vive as sombras dessa hegemonia.


A parcela da elite argentina que exporta a má educação em eventos esportivos — protagonizando episódios deploráveis que conhecemos bem — representa um extrato social que, de certa forma, foi quebrado. Contudo, essa elite não representa a totalidade do povo argentino; aquele 'povão' que não dispõe da oportunidade de viajar e que, muitas vezes, é o alvo primário da própria crise que essa elite ignora.


O futebol não deve ser ponte para a desumanidade, nem gatilho para a hostilidade regional. Que a paixão esportiva não sirva de pretexto para o retrocesso civilizatório.

Ah! Sinto forte e bem daqui,
do meu Brasil Brasileiro
que estas oitavas de final
nos trazem à tona e com tudo
a lembrança sentimental:
de que a América Latina
deve seguir inabalável, unida,
consistente, igual para igual,
e de maneira transcendental.


Elevo, com a máxima ternura,
a minha América do Sul,
na altura do Hemisfério Austral,
desejando o mais monumental
com o amor que é fundamental.


No coração, as inabaláveis,
Argentina e a Colômbia,
ocupam o espaço sobrenatural
do desejo que surpreendam
o mundo com o mais fenomenal.

Poesia precisa de chão
para nascer e crescer;
assim como o amor,
para a gente viver,
precisa da coragem
contida no seu peito.




Sim, eu vi a florada
do manacá entrelaçada
com o Ipê-amarelo,
que tem a sua florada
por mim esperada.




Ciente disso, percebi
que o inverno rigoroso,
aqui em Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí,
que seja deste jeito,
não detém a beleza
por causa do tempo.


Se for para florescer,
sobre nós que seja
o florescer dos manacás.
Que seja do jeito que estás,
com leitura prazerosa,
e doçura sem nenhuma aspas.

Não precisamos de grandes
gatilhos de conexão,
porque temos muita disposição;
abro os segredos do coração
para nos convidar:


Vem, faça de conta
que estamos noutro lugar!


Permita-se comigo flutuar,
deixe fruir a imaginação
pelas vias da sedução
se encarregar de tudo aquilo
que não podemos recusar,
e não desejamos parar:


Vem, com vontade de perder
a hora e não querer mais
nada nesta vida encontrar!


Nós dançaremos e colheremos
nesta festa particular debaixo
da Araucária ou da Guabiroba
os frutos da paz amorosa
com a leveza de nos enveredar.

Reconheço a herança ancestral,
sem igual, que todos os dias
honro além da Copa do Mundo,
com o que há de mais profundo.


O sangue que também levo
é o das intermináveis diásporas;
no Brasil, tenho raízes indígenas.


Porém, é nas três Américas
que o meu coração encontra casas.


Neste final, sou a torcida das duas.

Não fui a única testemunha,
sob o sol e sob a chuva,
que vi os 50 gols do Vini JR.


Enquanto a vitória estava ali,
a um palmo, para se agarrar,
no primeiro tempo,
o pênalti foi espatifado no ar —
mas no final a honra foi salva
ao menos com um gol do Neymar.


As lições desejáveis que ficam
são que, além de aprender a remar,
é preciso aprender a domar
a atenção, para não se dispersar.


Quem persiste em se achar,
perderá, inevitavelmente na vida,
a oportunidade de golear.

A melhor forma de elevar a frequência do pensamento é orar, alimentar os olhos e os ouvidos com tudo aquilo que te deixe contente, e se não conseguir falar algo positivo fique em silêncio e busque fontes de energia para mudar o seu foco.

Odiar as demonstrações de contentamento do próximo ou até as demonstrações indignação contra qualquer desumanização.


Odiar as pessoas que estão no serviço público. Odiar artistas. Odiar quem pensa diferente.


Não têm a ver com militar politicamente, e sim é falta de repertório político, moral e intelectual.

Como brasileira, sou nacionalista romântica, considero a minha segunda cidadania a sul-americana, sou latino-americanista radical com pendência ao panamericanismo, político-filosoficamente sou transcendentalista porque é a ideologia mais genuína das Américas.

​O meu olhar de longe alcança
tudo o que você reserva.
És a minha diversão favorita
e o meu território de paz,
tudo o que faz a diferença
como ninguém na vida faz.


​O teu olhar de longe alcança
igual o que suscito,
como a tua principal distração favorita,
como teu porto seguro exclusivo
e todo cheio de poesia.


​Aguardo que assuma o controle
para que nós o percamos em nós,
porque o amor tem o nosso nome;
e a urgência é faminta da nossa fome.


Embora o Ipê-amarelo-da-mata
floresça em agosto, não somos diferentes:
em julho, como ele, começamos
a dar os primeiros sinais amáveis
ainda longe do litoral catarinense —
no que se tenta controlar e sente.

Ter a doce, livre e leve posse sobre ti,
E o meu dedo indicador pousar
nos lábios mais lindos que já vi,
no afã intenso de angariar,
Após o beijo, a pausa amorosa.


Para o teu fino aroma respirar...
E em toques leves, em paz divina,
Curar qualquer dor que porventura apareça,
Sendo a tua envolvente endorfina
com o maior orgulho e toda a delícia.


Assim nos colocar em movimento
e rir quando o tempo não colaborar
ou mesmo até se estiver fechado,
Para o voto de amar não ceder
ao padecimento e ao esvaziamento.


Florir em tempo de julho invernal
com convicção guaçatunga,
ser existencialmente toda tua,
a cada sinal teu, que se inaugura,
compartilhar a mais alta ternura.

Sem ter pressa de nada,
construir com encanto,
fiel aos vínculos afetivos.
Um elevar o outro como
a sua tão querida fonte
de ocitocina favorita;
fazer o coração confiar,
cultivar a intropatia
e crer que é possível
viver com generosidade.


​Abraçá-lo por inteiro,
abraçar tanto
até a tua alma alcançar
e com a minha se encaixar;
brincar como se ainda
fôssemos crianças
com animais de estimação,
e não permitir que nada
desoriente o coração.


​Manter à disposição
a nossa companhia
de quem precisar da gente,
manter-se perto
das pessoas queridas;
não permitir que
nenhuma intranquilidade
entre nas nossas vidas,
para que o amor entenda
que ele é feito para durar.


​Quando for percebido
o risco de desapaixonar,
recordar que é possível
se apaixonar várias vezes
por tudo aquilo que fez
a gente se encontrar
e com amor nos enveredar;
de igual maneira que depois
da florada do guanandi,
saberemos o momento
certo dos frutos encontrar
para o nosso paladar adoçar.

Fazendo da palavra a joalheria,
não busco o atalho do desejo;
E sim, insisto ser todo o universo
para recebê-lo potente e íntegro.


Não nos temos no momento,
mas me vejo sendo o teu riso,
o seu lidar com todas as artes
com domínio e pedestrianismo.


Enquanto não me tens mesmo,
sou a maior fonte de endorfina,
Tornei-me a sua grã liberação
com toda a calmante poesia.


Como afelandra em flor e raízes
imortais na amada Mata Atlântica,
não sou apenas enfeite ou pista,
assumo que sou a protagonista.


Porque descobri ser a alma da tua,
e a recíproca tem sido verdadeira;
Habitamos a transcendescência
com apego e sem interferência.

Tornar-me o sol pela manhã,
o caminho ao ar livre,
a sua alimentação, a gratidão
e a razão da sua satisfação,
que aumenta a sua serotonina.


Ser tudo isso com equilíbrio e alegria,
para que eleja todos os dias
viver com a minha companhia.


Deixar que a Timbuva cresça
onde quer que ela eleja,
para quando o verão chegar
tenhamos uma boa sombra fresca;
jamais deixar perder o espírito
de diversão, aconteça o que aconteça.


Que o amor nos colha como
a queda d'água que desce a serra,
para que venha em cheias,
e encontre, com bondade, a terra.


Permitindo eleger orgulhosamente
o que vale à aferra, e nada encerra;
para que sejamos naturalmente
o curso e o ciclo intermináveis onde
só há emergência pela matéria;
buscando ser o que somos entre dogmas,
sem entrar no campo do comum
de gente habituada a fazer guerra.

Eu me considero conservadora, embora escreva poesia de forma ousada, mas sem titubear, me vejo conservadora em muitos aspectos sem ter a necessidade de ser patrulheira do outro. Ninguém é obrigado a ser igual a ninguém.

O mito de pais liberal em relação ao Brasil é só mito mesmo. As bases da sociedade brasileira são conservadoras. O povo é alegre e com conceitos conservadores imutáveis. A caricatura que fizeram do Brasil é falsa.

Reger as tuas vias dopaminérgicas
Para alçar a sensação de prazer,
Tocar no teu sistema de recompensa
Para a motivação se arrojar a fazer
Mais e melhor, como a sentença.


Para ativação intensa sem temer
O comportamento de dependência,
E colocar tudo meu nas tuas mãos
Com certeza, vontade e excelência
Afinadas numa inequívoca cadência.


Deixar que os conceitos externos
Se diluam com a chuva que cai
E rega a malva-silvestre em flor,
Para nada atrapalhar o nosso amor,
E nos permitir viver como tem que ser.


Porque julho gentil abriu a porta,
Com os jogos de sedução agora,
Sabemos que não há queda de braço
Entre dois vencedores nesta história:
É só questão de afinar passo a passo.


Com doçura, ciência e instrução afetiva.

Existem certas coisas que falo é por pura provocação intelectual, mas tenho a palavra lapidada para cada ocasião.

Não tenho medo de pensar e nem de errar. Tenho medo de não ter olhar atento para me corrigir, e ter compromisso com o erro sem com que eu perceba.