Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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O firmamento do céu de abril
ilumina para demonstrar que
nem sempre é regra ou flâmula
de deterioração o silêncio
mesmo diante do que é grave,
A bondade e a tolerância
não são diferentes de tudo
o que têm os próprios limites.


No final tem mesmo a ver
com o histórico injustificado,
prolongado e sistemático
de hostilidade contínua,
que tem a capacidade
de manter viva a simpatia.


Embora buscando a tentativa
de cavar uma culpa moral,
Onde nem nunca houve
na realidade o porquê
nem nunca foi sequer real.


O distanciamento protetivo
e a dívida moral invertida,
levaram à tona e sem disfarce
para serem publicamente lidos
que entre os interessados
não mais sequer existem idos.


Não aprenderam com o passado,
ignoraram efetivamente o ditado:
"Quem procura acha",
Perdendo a autoridade da queixa,
ao terem desfeito da boa fé alheia.


Florescidas como laelias de outono
a apatia reativa e a erosão da empatia,
fazem parte do ciclo natural,
Principalmente quando a linhagem
arriscou a própria vida,
e em troca a ingratidão e a ofensa
se transformaram de forma sistemática
e ofertaram como banquetes prolongados.

Na companhia da Lua,
do Sol e das estrelas,
na Serra de Itajaí
nasce o Ribeirão Garcia
todo cheio de vida.


Esse Ribeirão Garcia
que permite que tenhamos
vida em abundância,
e beija a Mata Atlântica.


Tão precioso para as vidas
não apenas das capivaras,
lontras e garças,
que o ribeirão enfeitam,
e os olhos encantam.


Muitos sem notar
que este ribeirão
que amavelmente festeja
a querida Blumenau
desagua no Rio Itajaí-Açu
do nosso destino,
por isso todos os dias
celebro este ribeirão tão querido.

A tez, o sangue e o perfume
são de Cattleya intermedia,
Do Sudeste ao Sul, tudo meu,
inclusive a visível poética.


Os tempos seus, na verdade,
são mais meus do que seus;
Não preciso de pressa porque
confio plenamente em Deus.


A preparação da travessia
do meu peito ao seu tem
algo de Via Láctea que ilumina,
e os olhos rejeitam perder a vista.


Quando você chegar não faço
nenhuma questão de ser forte,
Ou até mesmo ter razão absoluta;
para mim, o suficiente é ser sua.

As expectativas românticas
seguem intocadas mesmo
que digam que sejam tardias
ou transformadas em ilhas.


Florescem na Mata Atlântica
com as orquídeas de Outono
na bela Santa Catarina,
assim mantém-se a poesia.


Cultivar tudo o que faz sorrir,
inspirar, não desistir e sonhar,
é imperativo para caminhar.


Não importa a estação,
o importante é manter vivo
o que faz bem ao coração.

Revisitar a fé em Deus,
Sem esquecer seus princípios,
Colorir a visão com arte,
Entender que não fazer Sol
também faz parte,
Adoçar a palavra
com poesia e serenidade,
Cultivando o jardiminterior da liberdade.

Olhos na vitrine psicodélica,
países do Oriente divididos,
Paredes coloridas sem sentido,
jamais desviarem do destino.


A felicidade floresce discreta,
entre o futuro e o encontro,
Ah, coração profundo e tolo!


Caminhamos pela mesma rua
como se fôssemos inimigos,
Tudo por causa dos impérios
e seus bombardeios cognitivos.

O Concílio Vaticano I é o primeiro documento que fala que o católico tem o dever defender a infalibilidade do Papa.


O Concílio Vaticano II ratifica (confirma) o dever de defender a infalibilidade do Papa.


Não confunda infalibilidade com pecado. Pecado todos nós temos.


A defesa da infalibilidade gira ao redor da preservação das bases morais e espirituais que norteiam o Cristianismo, por mais pecador ou antipático que seja o Papa, ele jamais falhará na direção.


O católico quando faz a Crisma ele se confirma como soldado de Cristo para defender a Igreja que é a esposa de Cristo que é representada pelo Papa.


Defender o Papa não é só rezar nas missas e eventuais orações por ele, é defender a figura dele para a sobrevivência da Igreja.


Se você discorda do que eu escrevi, reavalie a sua opção religiosa ou busque um bom argumento para me contestar.

Nos campos de altitude
e encostas serranas,
sou a tua Sálvia-da-serra
espalhada e em flor,
no coração que é terra
que ninguém pisa.


Tua atitude de beija-flor,
é o que vai me capturar
Porque sou poetisa,
com as palavras sei lidar,
e sei bem me segurar.


O que espero mesmo
é uma demonstração
de real interesse e amor,
que dos pés ao íntimo
venha inteiro me acariciar.


Se não for deste jeito,
não adianta tentar,
porque se não for assim
admito que não quero,
o melhor é o que espero.

Do ponto mais alto ao mais baixo,
sou como o rio que segue o curso.
A paz que venero não tem custo,
minh'alma de flor te tem como tudo.


Teus lábios de romãs são o meu mundo,
em ti não há outro lugar mais seguro.
Da essência e da minha carne feminina,
dela tenho o maior e sublime orgulho.


Não quero que fuja de ti, nem eu fugirei,
a tua masculinidade foi Deus quem deu,
do jeito que és --- nasceste para ser meu.


Do zênite ao nadir, do Ocidente ao Oriente,
serás todo meu irremediavelmente...
O amor bateu na porta, e na aorta também bateu.

Com o coração despreocupado
sem pedir nenhuma licença,
tenho sido o tão doce hábito.


Que no teu coração floresce
tal qual Guamirim-ornado
no ameno Outono catarinense.


Não tenho receio ou pressa,
porque a glória do amor
está escrita e nos prepara,
tudo sobre ti me faz fascinada.


Com solenidade, poesia
confiança, entrega e alegria
que a Deus pertencemos,
e só para ele nos dedicaremos.


(Agradecermos a Ele o amor
caminho ter nos ensinado.)

Das minhas mãos jamais
sairão letras que provoquem
ou defendam caleidoscópios,
por conquistas de territórios
com base no emprego da força.


Os tempos não são mais
os mesmos porque onde
há a liberdade dos outros,
Não cabem guerras de aniquilação
e outros tipos de sufocos.


O Cedro do Líbano partido
por mim nunca foi defendido,
e jamais o será - custe o que custar;
Calar nunca será uma opção,
e tampouco o destino,
porque se o que é devido.


Seja pelo tempo, repetição
para causar normalização,
ou qualquer tipo de imposição,
Não haverá nenhum espaço
para tosco convencimento.


Tudo, do poema ao meu silêncio,
têm vida própria e aclamatória,
Não há quem de mim saia ileso,
porque entre pausas há comunicação;
que nem milhares de exércitos tombarão.


<< Do início, meio e ao final,
somente a paz estabelecerá reino,
quer queiram ou quer não. >>

Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.


Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.


Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.


Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.


É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.


Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.

Oratório Frei Bruno


Não importa se faça
Chuva ou faça Sol,
no Médio Vale do Itajaí,
aqui na nossa Rodeio,
aos quatro ventos,
juntos celebraremos.


Na sua companhia,
estarei certa que vencemos.
e quando você vier,
até o Diamante iremos.


Ali estaremos certos
do amor profundo,
no Oratório Frei Bruno,
agradecendo por tudo
e pedindo paz para o mundo.


No Oratório Frei Bruno
agradecendo por aquilo que somos,
o que juntos ainda seremos,
e o destino acordados definiremos.

Praça dos Expedicionários


Entardecer de Outono
poético com o céu limpo,
na bela cidade de Rodeio,
o tempo sereno e ameno,
e o desejo de dar um passeio
na Praça dos Expedicionários.


Relembrar as histórias
dos nossos heróis e dos outros
heróis do Médio Vale do Itajaí
inteiro que juntos cruzaram
o Oceano Atlântico para lutar
contra o Nazismo, e o derrotaram:
nunca será demais relembrar.


Os nossos Expedicionários
deixaram o seu heroísmo
como o maior legado para honrar,
E a maior forma de honrar
é com gratidão com os nossos
exemplos de vida neles se inspirar.

Adormeci sem querer
num lugar de extrema beleza,
onde as terras foram dote
do casório real da nossa Princesa.


Não é sonho nem mentira,
é fato puro e histórico:
procure conhecer Orleans,
quem sabe um dia venha ver de perto.


Eu te ensinarei com prazer
o caminho certo e mais bonito.
O sonho parecia tão real
que eu quase acreditei,
mas no final era só ilusão...
Que grande infelicidade
para este meu pobre coração!


Eu vi o Zé Diabo e o Padre
animados, confabulando,
tentei chegar mais perto
pra escutar o que falavam.
Eles olharam para mim
de um jeito que me estranhavam.


Dei uns passos adiante,
olhei para trás bem devagar,
e vi que as Esculturas do Paredão
estavam todas prontas, lindas de admirar!


Foi um susto bom, incrível demais,
depois de tantos anos de espera...
Quando olhei de novo, espantada,
acordei do mais intrigante dos sonhos desta Era.

No alto serra entre a Mata Atlântica
nascer com o Ribeirão Itoupava
inteiramente dentro de Blumenau,
é algo que me deixa inspirada.


E enquanto viver estarei entre
afluentes poeticamente rumo
ao Rio Itajaí-Açu para ser abraçada,
desistir e algo que não leva à nada.


Sou serra, nascente, foz e mata,
não preciso que ninguém diga
para onde devo ir que não seja
a direção que por Deus me foi dada.

Cascata do Salto


Com o espírito amoroso
que caminha por Rodeio,
continua sempre intenso,
Mantendo o coração alegre,
e não tem nenhum segredo.


Segue por São Pedro Novo
cantando as canções
de outrora das Nonnas
relembrando as emoções,
até a Cascata do Salto
no mais quente dos verões.


Eis a poesia de queda d'água
com mil razões e inspirações
concedidas pelas estações,
pertença, amores e paixões,
por morar em muitos corações.


Orgulho de ser você mesmo.

Caminho dos Anjos & Picol Paradis


Algo de cada um encontra inevitável
o Caminho dos Anjos & Picol Paradis
de forma inexplicável e a paz inefável,
que é exatamente o que se diz
ao alcançar este recanto muito feliz.


Carregar em si tudo das hortênsias
em floração e da vista verdejante
da nossa tão linda Cidade de Rodeio,
e ao encontrar sagra romance,
celebra e antecipa sempre regressar.


Diante da beleza sob a proteção
do Hemisfério Celestial Sul
para que o coração não duvide,
não esqueça, se orgulhe e replique,
como quem lê poema por poema,
é ao alcançar ali onde a alma serena.

Praça dos Imigrantes


Quando os ipês-amarelos
da Praça dos Imigrantes
no Centro de Rodeio
se vestirem de amarelo,
Tenho certeza que você
estará aqui por perto,
E estarei pronta para ser
todo o seu Universo.


Direi firme à toda cidade:
- Que vale a pena esperar,
não tem nada ver com
viver no mundo da Lua.
Só por confiar o tempo
também nos florescer.


Não é delírio poético
deixar o tempo fazer
o que tem que fazer,
do amanhecer ao anoitecer.

O mundo é um baile de máscaras,
embora as usemos,
só nós dois o sabemos,
e em nossos silêncios o reconhecemos.


Dá-me a mão e dançaremos
o mesmo passo íntimo,
não há nada nem ninguém que tememos.
Dá-me a mão e pelos abismos
nos atreveremos.


Dá-me a mão e me amarás
sem que regressemos pelo caminho de volta,
não há uma só linha em que não pensemos
nas rotas que farão que no amor
assim nós dois permaneceremos.


Sob o testemunho de Mistral,
tudo está mais claro que um cristal...
que somente de amor viveremos.