Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Pensando bem mesmo, não temos que "escolher" entre a China e os EUA, o Brasil perto deles é uma donzela. Geopolítica é igual a romance, ganha o coração quem for mais romântico, cativante e amável.
Guayacán em flor na beira
do amável Rio Goose,
tu és sol que põe
em ritmo de Junkanoo
na Ilha de Andros.
O meu coração está
a cantar a doce canção
de amor que ainda
não há como explicar,
e que mudou o suspirar.
Quero, além do rio,
passear contigo
na beirinha do mar,
sem com o tempo
a gente se importar.
Construir contigo
castelinhos de areia
como voltássemos
a ser crianças
em plena Bahamas.
Cobiço a sua existência,
como os ghuts anseiam
ser inundados pela chuva
para verdejar a flora;
Com discrição de dama,
a curiosidade te namora.
A imaginação viaja longe,
ansiando estar contigo
na Antígua e Barbuda,
sob o sol e sob a lua,
sem pressa nenhuma.
Calipso quero dançar
na beirinha do mar,
sem se preocupar
se haverá alguém
olhando para nos julgar.
Sob a Antigua whitewood
abraçados descansar,
com a certeza de que
não são só juras de amor
que por nós irão passar:
O amor irá nos arrebatar.
Estamos no inverno
com o céu cinzento,
e você aqui não veio.
Talvez seja o porquê
está fazendo muito
mais frio em Rodeio.
Na beleza das linhas
dos teus olhos leio
o igual desejo escrito
por Edda Falzolgher;
Algo entre nós
está por acontecer.
Tudo depende mais
de você do que de mim,
Não preciso nem
mesmo explicar o porquê:
Não nasceste ontem,
e eu também não.
Com poesia e paixão,
e com o que há de mais
belo no Médio Vale do Itajaí,
Estou à espera da estação
que o amor florescerá
de vez com a aproximação.
Na roda de Mariachi,
sapateando, a tua
vida linda encontrou-me
ondeando a saia.
Só peço a Deus que do amor
nada nos distraia,
para que não haja saramandaia.
No curso do Rio Bravo,
não sei quem está
com o peito mais enamorado
do que o outro.
Só peço a Deus sabedoria
para cuidarmos do amor
como o maior tesouro,
para que seja pleno
e à prova de desdouro.
Na aurora matutina,
quando chegar
a florada do Ahuehuete,
que tudo se renove
entre a gente!
Só peço a Deus que seja,
que seja recíproco e perene.
Céu vestido de seda cinza
sobre uma praça pública
em algum lugar esquecida,
Esplendem árvores nativas,
militantes silenciosas da vida
acenando a poesia dos dias.
A minha alma a tua beija
por tudo o que nos incendeia,
Onde em nós tudo passeia
em tempo de Apamate rosa
em plena eflorescência,
Deste continente austral
somos o encontro e a pertença
com arte e benquerência.
[Por tudo aquilo que põe
a rebeldia em efervescência.]
O fascismo se nota quando
o seu sorriso foi esquecido
em algum que você mesmo
nem sabe mais por onde procurar;
Não se permita desanimar
e tampouco se entregar.
A ventania, seja quando alisa
a costa ou o ipê-roxo em agosto,
seja nos vales ou na Ilha da Magia,
com toda a elegância nos ensina:
que a sedução tem a ver com a dança
do tempo que aproxima e recua,
e ainda com mais força reinicia
com os encantos de Santa Catarina.
Brincadeiras de pique-esconde
nós bem sabemos brincar;
porém, chegou a época de amar.
Não vai demorar muito a gente
pelos caminhos se encontrar;
há muito o que viver e experimentar.
Lindo Camboatá-vermelho,
que fascina a Ilha da Magia,
e tem sido o paciente
confessor de cada dia.
Percebo o amor e a folia
roçando na minha pele,
e o que sucede não tem
haver com fogo de palha.
É o lado mais ledo
que não quero segredo;
apenas quero que
o amor seja todo meu.
Estamos em agosto de frio
que anda cortando a pele,
e o que tem cortado mesmo,
é que ele ainda não apareceu.
As palavras doces
e os mimos só cansam
quando não há uma
intenção verdadeira;
Quando há uma
intuição excessiva,
elas rompem a represa.
Por ninguém foi percebido
sempre que ocorre um terremoto;
e, em algum lugar foi sentido,
é porque o coração da América Austral
foi profundamente partido:
Por quem despreza a terra,
a ancestralidade e o destino.
[De ser o próximo não há
nesta terra que esteja impedido.]
Cai serena a tarde nublada
com a sua luz acetinada,
O meu coração ainda
que tímido encosta
no seu para cabermos
num objetivo ainda maior
que só o futuro dirá
se o seu amor é todo meu.
Pintar a si mesma,
admitir ser só,
Conhecer-se melhor
que qualquer um
e ser a sua própria escola;
Entender que no amor
nem sempre um mais um
será igual a dois,
Ser Frida é não
deixar-se para depois.
Em tempo de céu fechado,
o Camboatá-vermelho
esplende sob o céu sisudo.
O corpo sente muito,
mas a alma forte resiste
e os lábios se entretêm
com a poesia que insiste.
Há um sentimento seguindo
o seu curso que não tem
nada a ver com o inverno;
embora envolto de mistério,
com um querer profundo
que tem crescido resoluto.
Tenho me preparado
para receber com o coração
o sentimento impoluto,
a embaladora convicção
de que não há mais viver
correndo do amor e da paixão.
Disco sombrio da sombra galáctica
girando no toca-discos da Via Láctea.
[[[Da curiosidade interminável.]]]
Ocultando o soul das intenções,
das emoções e da mais desejosa
de todas da história das paixões.
[[Do que vem para ser inabalável.]]
