Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

101 - 120 do total de 10069 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

Naturalizar comer uma fruta, cultivar a muda, encontrar um lugar para plantar e deixar que a vida se cumpra. Todos podem ser facilitadores da vida.

Agosto acenou para mim
com pétalas de Ipê-amarelo
logo que saí de casa cedo,
o quanto ainda te espero
foi o que carreguei comigo.


Não nego que aos quatro
ventos sussurei o meu desejo,
Mesmo sentindo a mudança
de estação no corpo
a cada cinco minutos;
Do jeito que você virá não
tenho nenhum receio,
porque virá para mim inteiro.


O Sol que ainda estava
meio desgosto por aqui
na minha cidade de Rodeio,
fiz dele o meu intercessor
para que me guie pelo teu
bonito caminho de amor.

Prefiro ser uma exilada nesta época com arte, música e poesia. Não me dou por vencida.

Rumo indomável,
és o inevitável.


(Meu infinito.)

Não sei se havia
me visto antes,
Não tenho costume
de guardar datas,
Tem um bom tempo
que ele ocupa
o meu pensamento,
Ele é o mistério da década,
Talvez ele seja poeta
e nem tenha descoberto.


Quando o fez,
ele mexeu comigo,
não tenho dúvida
que ele tem algo de divino.

Foi alguém que não sei o nome,
não sei o rosto, não sei a direção,
não sei o entorno, não sei de nada.


Somente sei que com distância,
anonimato, imenso silêncio
e uma inteligência insana:


Ocupa minha mente inteira
do tamanho da Via Láctea.

Ser onda para alisar
toda a tua costa,
Você irá amar,
e vamos nos venerar.

Resido em Rodeio,
e viajo no seu peito.

Teu corpo, que cobiço,


e que ainda não tenho,


põe um doce suplício


no ritmo de Kaseko,


em agitação máxima,


alucinante e contagiante,


diante do Rio Suriname.






Capaz de fazer o desejo


virar orgulho e assunto


na primeira página em Paramaribo,


por fina ironia do destino.






Sob uma palmeira-real,


fazemos juras de amor


neste continente austral;


nunca conheci alguém


capaz de fazer algo igual.

Selvagem. Feminina.
Entregue. Paulatina.
Por ti derretida...

Rodeio e o Pico do Montanhão: Raízes, Memória e Poesia


Na linda Rodeio, doce cidade,
onde há uma parte enraizada,
pois nela o meu avô foi frade.


Nunca estive de passagem,
embora tenha a herança da imigração,
que a resgato sempre com paixão.


Tenho morada e poesia fincada
com o coração sobre as linhas
do magnífico Pico do Montanhão.


Qualquer afirmação contrária
pertence somente a quem
desconhece de onde veio.


[Tenho certeza: não conhece
nenhum pouco a minha história direito.]

A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.


Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.


Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.


Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.

A Lua Cheia bailarina da noite
que o Médio Vale do Itajaí corteja,
e da minha cidade a poesia acena.

O teu coração com o meu
tocam em ritmo de Aléké
em tempo de Sumaúma
eflorescida bem na beirinha
do majestoso Rio Maroni,
nada teu não mais se esconde,
o meu beijo toca a tua fronte.


Tudo na cena nos coloca
sem nenhuma resistência
nos colocam em reverência,
e não se preocupar mais
com roteiros e decência
põe um nos braços do outro.


A noite vestida perfeita
com a cor dos negros da floresta
por nós acende em inteira festa
as estrelas para nos receber
com gala na Guiana Francesa,
sedutoramente a gente se corteja
com todo o intenso desejo
que pelos nossos poros flameja.


O toque do fim do mundo
ou próximo disso, não tememos.
Unidos pelo amor profundo
até o último passo dançaremos;
para do jeito mais absoluto
para o oceano de fogo, nascemos.

Ninguém se lembra dos corais. O clima também se ajusta nos oceanos.

A busca pela coerência e pela coesão é algo que levo com disciplina e ao mesmo tempo sem encarar como carga, porque gosto de ler o mundo com clareza.

Ter alta sensibilidade ética e social é diferente do conceito de neuroticismo clássico. A poesia e a arte fazem parte da minha autorregulação, não sou de ruminar nada e coloco leveza em tudo como atitude de insurreição existencial. Ser uma pessoa alheia não é para mim.

Silêncio nem sempre é covardia, e sim é poder e preservação da saúde mental.

Poesia é rebelde brisa
arrebatadora da tirania.

Pouco a pouco os sinais
e as cartas que não foram
enviadas estão sendo
colocadas todas na mesa,
Não é apenas um simples
interesse com certeza.


No Hemisfério Sul é só
o primeiro dia de agosto,
Do sabor da grumixama
quero partilhar o gosto
aos beijos, a chama,
e tudo o que nos ufana.


Próprio do tempo invernal
olhamos para dentro,
em total enamoramento
o andor, o ritmo e o desejo
estão em transbordamento,
Não falta muito para viver
a nossa real história de amor.