Coleção pessoal de andrey_barbosa
Hoje, na madrugada de um sábado, às 1h da manhã, me peguei pensando novamente. Com um pouco de sono, dor de cabeça e uma vontade imensa de ingerir álcool para ver se o turbilhão de pensamentos pode se tornar apenas um sonho.
Não me vejo como uma pessoa triste ou depressiva. Sou apenas um rapaz feliz, amoroso e extremamente chato durante o dia. Porém, acredito eu que a madrugada — não sei, talvez o silêncio — me traz algo interno, algo que tento enterrar com meu ego, minhas ações, meu ser, ou não sei.
Eu penso: caramba, que interessante. Aos olhos das pessoas, pareço ser um cara tão normal, até gente fina para alguns, mas, por dentro, lá no fundo do subconsciente, sou uma pessoa má e perversa.
Acho que talvez, de alguma maneira, isso possa transparecer às vezes, mas eu realmente não sei.
Tenho tanto medo de realmente transparecer os meus piores pensamentos que não consigo fazer isso nem escrevendo para mim mesmo. É incrível.
Mas, enfim, voltando ao teor do tema tratado, uma madrugada consegue ser extremamente complexa para mim. Que loucura.
Eu também me peguei pensando em algo interessante. Acho que eu não realmente, ou necessariamente eu... Para ser sincero comigo mesmo, acredito que tudo o que sou — isso incluindo vestimentas, atitudes, relacionamentos com as pessoas, estilo, vivências e os caralhos —, acho que tudo isso que construí até o ápice dos meus 21 anos é uma forma de me manter mais sociável, sei lá, mais amável, mais namorável, mais confiável, mais alguma coisa com “ável”. Eu não sei se realmente tenho que me tratar, ou procurar ser alguma coisa que ainda não sei se sou.
Mas acho que aquilo que sou hoje em dia realmente não sou eu. Talvez eu seja uma pessoa mais ruim, mais fria, mais cara fechada. Ou então uma pessoa fria demais para quem amo e quente demais para quem não amo.
Não sei.
Realmente, é uma madrugada complexa.
